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PASSEIOS

Museu do Relógio

 

Por Serena Calejon

20.07.2007

 

 

Divulgação

Despertador-cafeteira e uma réplica da régua egípcia

O curioso despertador-cafeteira e uma réplica da régua egípcia, relógio de sol que data de 4 mil anos atrás

 

O bairro da Vila Leopoldina, com seus galpões, indústrias e caminhões estacionados nas ruas, combina muito pouco com a idéia que se costuma fazer de um museu. Mas é lá, no terceiro andar do prédio de um fabricante de relógios de ponto, que está instalado o muito peculiar Museu do Relógio. O espaço recebe o nome de Professor Dimas de Melo Pimenta, fundador da empresa e dono da coleção particular que deu origem ao acervo.

Divulgação

Relógios de ponto franceses da época da revolução industrial

Centenas de peças estão expostas no pequeno salão. Muitas são antigos relógios de ponto fabricados pela empresa que criou e mantém o espaço. Há opções mais interessantes, como o curioso despertador que faz café. Ampulhetas, relógios de ponto (de novo!) franceses da época da revolução industrial, um engenhoso relógio-calendário e até uma réplica de régua egípcia - há uns 2 000 anos esse tipo de instrumento calculava as horas com base na posição do sol.

Só uma parte muito pequena do acervo contém informações explicativas sobre as peças, suas características, data e local de fabricação. A casa explica que, como muitas coisa é doada, um pesquisador procura resgatar as informações que se perderam no tempo. É assim que, aos poucos, é composto o catálogo do museu.

A monitoria não alivia muito. Em geral, só se prepara para visitas escolares, quando a própria escola informa a função didática da visita. Quando não for o caso, o monitor conduz o visitante do elevador panorâmico até o terceiro andar e por um largo corredor até a porta do salão.

Divulgação

Relógio-vela


Por que vale a visita?
Apesar da pouca informação disponível, o acervo é numeroso e interessante, e convida o visitante a um passeio descompromissado. Além disso, a visita é grátis e pode ser uma ótima opção nas férias – já que o museu só abre aos sábados uma vez por mês.

O que ver? O acervo contém itens visivelmente curiosos, como a vela que marca o tempo ou a imitação do relógio derretido na tela surrealista A Persistência da memória, do pintor catalão Salvador Dalí.

Pra quem interessa? Principalmente crianças em idade escolar.

Museu do Relógio
Av. Mofarrej, 840 (Vila Leopoldina)
6346-4000
9h/13h e 14h/17h (segunda a sexta e todo segundo sábado do mês)
Grátis
http://www.dimep.com.br

 
 
 
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