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EntradaPrimeiro pratoPrato principalSeleção de queijos (cabra, reblochon, brie e emmenthal) Salada de folhas verdes SobremesaFrutas frescas BebidasAmontillado (aperitivo entrada) Veuve Clicquot (blinis) Clos de Vougeot, 1845 (das codornas, até o fim do jantar) Marc Fine Champagne (depois do café, nas taças pequenas) Navegue pelo especial
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> Sempre que uma palavra ou frase estiver em azul, passe o mouse para ler o comentário. Pode ser uma dica dos chefs ou alguma curiosidade sobre o filme
> No fim de cada ficha há uma seleção de links complementares, como a cena em que o prato é preparado ou servido na festa da Babette e também a indicação de lugares onde é possível provar alguma receita semelhante à preparada pela cozinheira francesa |
Vídeos, receitas e indicações de bebidas e de lugares nos quais é possível provar pratos que aparecem nas telas. A estréia é com A Festa de Babette, de Gabriel Axel. Deu fome? Depois desta, virão outras. Escreva (saopaulo@abril.com.br) e sugira filmes que gostaria de ver aqui
Por | Viviane Zandonadi
Comer e beber é viver. O francês Jean Anthelme Brillat-Savarin (1755-1826), pioneiro da crítica gastronômica e autor do clássico A Fisiologia do Gosto, disse que "o prazer da mesa é de todas as idades e condições, de todos os países e de todos os dias; pode se associar aos outros prazeres e sobra como último para consolar-nos da perda dos outros". Um suspiro. E não é que é verdade? Quem aprecia as sensações provocadas pelo paladar sabe quanto vale uma deliciosa refeição (e pensar que tem gente que só se alimenta por obrigação!). É pura alegria. E esse contentamento é retratado de forma muito leve na fita dinamarquesa A Festa de Babette (1987), em que um dos jantares mais memoráveis do cinema é ambientado na casa de um pastor protestante que prega a salvação por meio da renúncia. Para nos ajudar a traduzir esse filme gourmet, convidamos Marie-France Henry, que comanda o mais clássico dos bistrôs franceses de São Paulo, o La Casserole.
Marie propõe neste especial um roteiro para quem deseja fazer em casa o jantar da chef Babette. Em termos de preço, essa versão é mais barata, porém ainda assim muito delicada e em sintonia com o filme. Ela contou com a ajuda do subchef Eri Gomes, o Pinguim, para executar uma das tarefas mais complexas na composição do banquete: desossar as codornas (prato principal). Para o estágio doce, Marie chamou seu colega, o confeiteiro Fabrice Le Nud, da Patisserie Douce France. Le Nud revela os segredos do baba ao rum, um bolinho muito leve normalmente servido com frutas e chantilly. É a sobremesa.
Nos livros : a base da pesquisa histórica feita pelo portal é a Larousse Gastronomique. Destacamos ainda a contribuição de Michele Bunemer, professora de história da gastronomia do Senac São Paulo. Ela explica algumas referências históricas e culinárias que aparecem no filme e contextualiza os fatos. Você vai encontrar esses comentários no caminho. Para ler, passe o mouse sobre palavras e frases em azul. Exemplo: gastronomia francesa. Se tiver outras teorias e informações que possam complementar o conteúdo, por favor escreva (saopaulo@abril.com.br). Vamos atrás da pista e publicamos o resultado aqui.
Nas taças: o jornalista Luiz Horta, especializado em vinhos, comenta as bebidas selecionadas por Babette. Horta também faz sugestões econômicas, lembrando que nem todo mundo tem a sorte de ganhar na loteria antes de preparar um belíssimo jantar.
Sobre o filme
A Festa de Babette (Babette’s Feast, 1987), de Gabriel Axel. Com Stephane Audran, Birgitte Federspiel, Bodil Kjer, Bibi Anderson, Jean-Philippe LaFont. Disponível em DVD. Distribuidora: PlayArte. Legendas em português.
Em vídeo, o jantar>> para a entrada, sopa de tartaruga |