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Quem não bebe vinho não vê o mundo girar...
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Óbito: Casa Lapostolle 1999
Eu sempre me perguntei se os vinhos do novo mundo eram feitos apenas para serem consumidos jovens, pois já saem tão prontos ao mercado, prontos para agradar ao máximo de consumidores possíveis - coisa que quase sempre conseguem.
Mas, um top chileno aguenta quanto tempo?
Eu tomei no ano passado um Don Melchor 1997, ou seja, tinha 11 anos. Bem clássico, nariz incrível, muito discreto e denso, com notas de creme de frutas, meio licor (sem a força no álcool, no entanto), toques de cedro, meio achocolatado...muito interessante. Já na boca...muito liso, cremoso, sem arestas nem de taninos, nem de álcool,como uma seda. No entanto, por causa da falta de acidez, meio mole ou melhor, flácido,chato, plano.
Abriram na sexta, um Lapostolle 1999. Num primeiro momento, era um típico vinho chileno, com aquele toque óbvio de eucalipto, só que mais fundido, também com geléia de fruta, mas sem surpresas. Na boca era duro, secante, minha mãe chamou de "verde". Dava pra descrevê-lo assim, sim.
Decantei o vinho e voltei a ele no domingo. Quer dizer, sobrou uma gotinha, pois meus pais o tomaram no sábado.
Estava bem mais interessante no nariz. Mantinha o jeitão chileno, o que é bom e denota que há, sim, tipicidade num país tão grande, mas com mais complexidade, frutas, cedro, um toque de tabaco, tudo bem discreto, mas rico.
Já na boca......acho que nunca tinha tomado um vinho tão flácido. Morto, sem acidez, taninos ultra secantes e decadentes, não vivos, como se fossem só "as cinzas" deles que sentia.
Uma pena. Saber que um vinho como este, considerado um "top" chileno, não aguenta 10 anos em garrafa.
Garrafa do cliente: sommelier prova?
Leitores, levei outro dia minha garrafa de Alión 1998 pra tomar com a fantástica comida da Paola Carosella no Arturito.
Comprei seis garrafas há anos, quando a antiga importadora estava fechando e vendendo tudo bem barato. Eu pensei: "vou comprar barato e revender daqui a vários anos e ganhar uma graninha". A única coisa que ganhei até agora foi o prazer de beber essas garrafas que melhoram a cada ano e como, fora a que eu levei no Arturito, só me resta uma, não penso em vendê-la nem por decreto...
Acho que vou tomar no dia que o meu moleque nascer.
Bem, voltando ao restaurante. O sommelier lá é o Silva, um jovem muito bacana, já trabalhei muito com ele na Enoteca Fasano. Antes era garçom, agora está estudando na Sociedade Brasileiro dos Amigos do Vinho (SBAV), tem potencial e vontade. No entaaaaanto...
...cheguei ao restaurante e dei a garrafa a ele, pedi que não decantasse, como já comentei com vocês, odeio que mexam no meu vinho. É claro que eu ia dar uma taça para ele provar, mas, antes disso, ele provou o vinho ao abrir.
Aproveito o gancho do acontecimento (que não foi nada de mais) e pergunto: sommelier prova vinho que o cliente leva?
A resposta é, a princípio, não. A função do sommelier é ser responsável pelos vinhos de sua carta. Ele deve provar o vinho que os clientes pedem de sua carta para garantir que esteja tudo bem e não leve vinho estragado à mesa. Mas, quando a garrafa é do cliente, quem prova é o cliente. A não ser, é claro, que o cliente peça ao sommelier que faça a gentileza de provar pra ele, seja porque tem mais conhecimento, seja porque gostaria de uma sugestão para harmonizar. Aí sim.
Este post é mais no caso de vocês encontrarem um sommelier folgado por aí, não o meu querido Silva lá no Arturito. Ele é competente e só deu uma escorregadinha de leve no protocolo.
Antes que eu esqueça: comi um ojo de bife (foto) fantástico para harmonizar: a suculência do vinho com a da carne combinam à perfeição. Fruta no nariz, misturada com notas florais, um toque de terra, tudo bem intenso, rico na boca, muito corpo, uma pegada de álcool e acidez vivíssima, com anos pela frente. Perfeito com a carne que tem gordura marmorizada, fundida no meio, sabores fundidos, tudo incrível.
A Odisséia de um consumidor para harmonizar um vinho
Um aluno meu outro dia me ligou dizendo que iria ao restaurante DOM para comer menu degustação e gostaria de uma dica para um vinho. Eu sempre estimulo meus alunos a levarem seus vinhos aos restaurantes, especialmente quando têm uma boa garrafa e não querem tomá-la com qualquer coisa em casa. E, como já trabalhei no DOM, sempre comentava com eles que é fantástico um restaurante com todo aquele nome não cobrar rolha. Apesar de eu também aconselhar dar uma ligadinha antes para avisar e conferir se cobram ou não, caso sim, quanto, eu enchia o peito dizendo: " é muito legal que no DOM eles não cobravam rolha.. Animado, lá foi meu aluno em busca de um vinho. Me mandou uma lista perguntando, dizendo que queria gastar entre R$ 60-100,00 e, dentre os escolhidos dele, que eram da importadora Mistral, achei que seria legal o Barbera do Luigi Coppo, sempre maravilhoso. No dia do jantar, ele me liga desesperado dizendo que não vai dar tempo de passar na Mistral, mas que poderia passar na Expand do shopping Villa-Lobos. Disse a ele, então, que me ligasse quando estivesse lá e me dissesse o que havia, e eu lhe daria uma mão. Ele me liga então, e eu digo que vá ao setor do "Piemonte" para me dizer o que há. Me fala de um Barbaresco, de um Nebbiolo, digo "este sim, este não..." daí ele diz, tem um Chianti aqui... (????) - Chianti? Mas falei para você ficar no Piemonte. - Mas está na prateleira do Piemonte.. - Tem um sommelier aí? põe ele na linha - oi - oi. Me dá uma força, meu aluno está aí com um pouco de dificuldade, me fala o que você tem do Piemonte - Tem um Barbaresco, um Nebbiolo, um Barolo, tem o Fonterutoli- Mas o Fonterutoli é Chianti - E?- Chianti é na Toscana, preciso de um vinho do Piemonte - AH, tem aqui o Pelago- ????? Pelago é de Marche, quase sul da Itália - emm, ah é. Então, tem o Fonterutoli- Mas eu não quero um vinho da Toscana! - É entããão, tipo assim, no caso... é que tá aqui na promoção e a gente tá com poucas opções mesmo- ah, tá, põe, por favor meu aluno na linha. Meu aluno volta e digo a ele que leve o Barbaresco. Moral da primeira parte da história: não só é difícil achar um vinho como é mais difícil ainda achar ajuda especializada dentro de um estabelecimento onde se vende vinho. A novela continua. Ele vai ao restaurante. Janta, acha tudo delicioso, bebe o vinho, come a comida. Na hora da conta: R$ 110,00 (!!!!!!!) DE ROLHA! Como ele mesmo diz: "acho que estão cobrando tudo agora que não cobraram durante anos" Detalhe: eles cobram a rolha (que é uma taxa de serviço), e cobram 10% em cima do valor (daí os 110,00. É como o sistema de impostos no Brasil: você paga o valor do imposto sobre o valor do produto + o imposto anterior e não sobre o valor real do produto. Bom, liguei no DOM para saber desde quando eles cobram rolha por lá e que sentido faz esse valor. O sommelier atual me disse que era R$ 100,00 e que não cobravam 10% em cima do valor. Meu aluno desmente, tá lá na nota. Perguntei desde quando cobram rolha. O sommelier me disse, desinformado:"desde sempre". Eu digo: desde sempre, não, porque eu trabalhei aí e não se cobrava rolha então. Ligo para "o escritório" do DOM. Ninguém sabe me informar. Até que uma "Gabi" me atende e diz "Lindônah! esse tipo de informação a gente não dá! Tem que falar com a assessoria de imprensa". Eu tenho que falar com a assessoria de imprensa para saber o valor real de uma rolha? E se eu sou um cliente e só quero jantar? Como a única resposta que consegui, mais ou menos, foi que "as coisas mudaram, os sócios, sabe como é" então vou ter que engolir essa mesmo. Eu acho que a cobrança da rolha é, sim, um direito do restaurante, desde que fique claro para o cliente essa condição e seu valor. Acho, obviamente, R$ 100,00 um verdadeiro ROUBO em termos de valor, mas, repito, estando o cliente ciente e de acordo, não há porque não. Temos apenas mais um problema: não foi o que aconteceu. O cliente chegou com a garrafa e em nenhum momento foi informado que haveria cobrança e qual o valor da rolha. Segundo ele " Como eu tinha uma expectativa de não haver essa cobrança, ou de haver uma cobrança de uns R$50,00, foi um choque na hora da conta... Eu nao liguei perguntando antes. Eles também não avisaram da cobrança. Aliás, achei que o vinho não foi servido na temperatura adequada (tava um pouco quente, não deu tempo de cava suficiente e não me recomendaram esperar um pouco mais), e até pensei em pedir o balde de gelo (lembrei do teu causo). Mas achei que ia ser muito mico. Se soubesse que sairia 100,00, teria sido mais exigente, possivelmente." E ele teve que engolir, a seco, o soco na boca do estômago na hora que a conta chegou. Enfim, moral da história: uma harmonização legal custa MUUUUUITO. Muito tempo, muito dinheiro, muita paciência. Boa sorte a quem tentar.
Sommelier(E) das Américas
Aconteceu no dia 31 de Maio o campeonato de Melhor Sommelier das Américas. Quem ganhou em primeiro e segundo lugar foram duas meninas canadenses (Élyse Lambert e Véronique Rivest). Fabuloso. Em terceiro, o grande sommelier da importadora Decanter, Guilherme Correa, que tem um trabalho pra lá de sólido. O mineiro completou a prova de serviço de espumante, harmonização e decantação dentro do tempo e ainda passou nas provas de degustação, acertando, obviamente às cegas, o que estava nas taças negras. Agora ele vai pro mundial, que acontece no Chile, ano que vem. Parabéns, Guilherme.
Dia dos namorados muito sexy
  Fantástico esse jogo lançado pela Möet& Chandon para o Dia dos Namorados. Basicamente é uma caixa com uma garrafa de Möet rosé, que é, DEFINITIVAMENTE, mais romântica, e duas taças ( é claro ). Até aí, tudo dentro do básico. No entanto, o quente é o super tabuleiro que acompanha o conjunto. Chamado de "Games of Seduction" ( jogos de sedução - mmmm) é um tabuleiro com dois dados. Um deles tem coisas para você fazer (acariciar, beijar...). No outro, estão palavras com partes do corpo: lábios, umbigo ou, ainda, um ponto de interrogação. Enfim... aí vocês ficam tomando Möet Rosé e brincando. É um presente muito legal e sexy, adorei. Ouvi dizer que são só 400 peças que chegaram no Brasil. A brincadeirinha custa R$ 420,00 Agora, se você for em alguns restaurantes específicos para jantar, você ganha o jogo completo. São eles Pinotage - Restaurante - R. Apinajés, 1.359 – tel. 11-3675 1193 Chef Rouge - Restaurante - R. Bela Cintra 2238, Jardins - tel. 11-3081-7539 Tivoli São Paulo – Mofarrej - Hotel - Alameda Santos, 1437 – tel. 11-3146-5900 acho que vou.... Marcadores: champanhe, dicas
Oba, dia dos namorados
Várias coisas legais rolando em São Paulo nesta semana para celebrar o amor. Promoções, prêmios, brindes, enfim, vamos a eles. O restaurante Sal Gastronomia oferece uma meia garrafinha de espumante para os apaixonados que forem lá comer seu menu especial de dia dos namorados. O menu é: Couvert Sopa de aspargos com ovas de capelim Risoto de polvo Ragú de Javali com polenta italiana Fondue de chocolate com frutas (banana, morango e uva) custa R$ 220,00 o casal. endereço: Rua Minas Gerais ,350 - Higienópolis fone: 3151 3085 Marcadores: dicas
Seleção Fasano
 A enoteca Fasano trouxe ao Brasil alguns vinhos dos produtores mais importantes que já trabalham com eles há algum tempo, mas engarrafados com a marca Fasano. Trata-se de uma seleção especial com vinhos simbólicos de cada uma das regiões mais representativas da Itália. Há um Prosecco, Um chardonnay de Venezia Giulia, Um Chianti Classico, um Barbaresco e um Barolo. Tive a oportunidade de conhecê-los outro dia num almoço com a sempre ultra agradável presença de Fabrizio Fasano e a apresentação dos vinhos pelo sommelier Gianni Tartari. Seguem minhas impressões: PROSECCO FASANO - AMISTANI GUARDA - VÊNETO Produzido com uvas de 2 vinhedos, San Pietro de Barbosa e Santo Stefano, o vinho tem volume, boa espuma, mas demasiado açúcar residual, talvez, faltou frescor, tudo muito maduro. Ótimo pra quem prefere um estilo seco, mas quase doce. CHARDONNAY IGT VENEZIA-GIULIA 2007 - DI LENARDO - FRIULI O Di Lenardo é um produtor incrível e moderno do Friuli. Neste Chardonnay, fermentado e criado em barricas, no entanto, acho que ele exagerou. Muita madeira, muito calor, muito álcool, tudo um pouco demasiado. Faltou, de novo, frescor e, quem sabe, o toque mais gelado que se espera de um clima fresco como o do norte extremo da Itália. CHIANTI CLASSICO 2006 - QUERCETO DI CASTELLINNA - TOSCANA Produtor também moderno, usa Merlot em seus Chianti e um pouco de Cillegiolo. Das barricas de carvalho pelas quais passam seus vinhos, 20% são novas. Nariz bem floral, típico da Sangiovese, mas com grande maturidade, toques de cravos e boa intensidade. Bem alcoólico, toques de chocolate e um pouquinho de baunilha. Apesar da maturidade no nariz, na boca é bem fresco, mesmo não tendo muita acidez. TAninos muito finos, toque de folha de louro no final, comprimento médio , falta um tempo em garrafa para o vinho "se esticar" em boca. BARBARESCO 2005 - ICARDI - PIEMONTE Toques de incenso, tabaco, palha, vermute, notas de cereja, um toque mineral de cinzas. Na boca é muito fresco, também tem taninos muito finos, meio grudentos, com boa acidez. O final lembra borra de café, é meio terrosinho. BAROLO 2004 - GIANNI GAGLIARDO Começa, é claro, meio fechado, com um toque de ameixa preta, mas ainda bem alcoólico. Também tem um aroma de incenso, flor seca, borracha. Toques de frutas negras e fumo, tabaco. Na boca é fresco, bem taninos, muito, muito, muito finos, só que ainda muito jovens, então se colam à boca, finamente, mas se colam, como um veludo molhado.... Impressiona, porém, pelo frescor. É bom sempre aplaudir quem faz bem as coisas, Gianni Tartari serviu os vinhos à perfeição em termos de temperatura. E isso faz toda a diferença.
Lagrein com sardinhas
 Vocês conhecem a Lagrein? Se não, então vale totalmente a pena. Estive no Tappo no sábado, não conhecia. Só sabia que a Dani Bravin era sommelière lá e estava morrendo de vontade de fazer uma visita. Fomos. Eu pedi um prato de massa com sardinhas, piñole tostadinho e mais algum ingrediente que não me lembro. Minha irmã pediu um Carbonara e meu marido uma bisteca. Estava tudo ótimo. Eu queria um vinho com ótima acidez e que fosse mais magrinho, sem taninos, sem rusticidade, com uma fruta, mas sem exuberância, já que não caberia um vinho exuberante com nenhum dos pratos. Sabendo que a Lagrein vem do Trentino Alto-Adige, região fria do norte de Itália, eu tinha grandes chances de encontrar o que queria-frescor e riqueza. O vinho lembrava um pouco mirtilhos, aquelas "blackberries", com um toque fresco de flor, um pouquinho de tabaco,tudo bem delicado. Na boca tem ótima acidez, volume médio, NADA de rugosidade, muito vivo e fresco, também com fruta na boca. Apesar de 2003 ter sido uma safra quente, o vinho estava fresco. E sua "redondeza" e delicadez se deve também a esses 6 anos em garrafa. Se vocês repararem bem, é difícil às vezes encontrar, aqui no Brasil, vinhos com uma certa idade. Antes dos pratos, beliscamos uma mortadela, que ficou ótima com o vinho. Depois vieram os pratos e minha sardinha ficou excelente com o tinto, sim. Essa é a vantagem da acidez: ela é a chave da harmonização. Sobre a uva: a Patricia Guy nos conta em seu fantástico livro Wines of Italy, que a Lagrein é autóctone do Trentino Alto-Adige e que a tipicidade dela é essa mesmo: frutinha pretas e ótima acidez. Está à venda na Mistral, por R$ 65,00
Pra conhecer a Syrah
 Não sei se já comentei, a região setentrional do rio Rhône, na França, é o berço da uva Syrah, conhecida em outros países (principalmente Austrália) como Shiraz. Bem, lembro-me quando estudava enologia que eu sempre esperava uma fruta exuberante da Syrah. Mas os grandes vinhos do Rhône Setentrional não têm essa fruta - eles têm uma concentração mais terrosa, de pedra molhada, de asfalto, misturado com violeta e, talvez, um pouco de fruta negra. Mas, lembro-me, os professores diziam que era essa a tipicidade dela, variando um pouco, é claro, dependendo de que qual Cru do Rhône ela viesse. Provei outro dia este "espécimen" de Syrah feito pelo Yann Chave e reencontrei, depois de muito tempo, essa tipicidade. Explico um pouco a região: Hermitage é uma região, um Cru, pequenininha do Rhône setentrional. Crozes Hermitage é uma grande região ao redor dela, menos famosa, pelo menos em termos de grandes vinhos. Alguns produtores vêm trabalhando de maneira mais cuidadosa para produzir pequenas jóias, e Yann é um deles. Fiquei muito feliz de encontrar este Crozes-Hermitage por ótimos R$ 85,00. Se vocês quiserem entender um pouco esta tipicidade, vale muito a pena. Dica: abrir e provar. Vocês vão ver que ele é bem fechado no começo. Decantar e ir tomando devagarzinho, pra perceber como se abre, a nota de violeta vai aparecendo, junto com os minerais. Muito exuberante e rico. Só que se vocês forem comprar na importadora, que é a Cellar, lembrem-se: pedido mínimo R$ 300,00.
Tannat Merlot fantástico
 O grande mestre do Tannat, Alain Brumont, mostrou, de novo, sua capacidade de fazer grandes vinhos. Só que, mais do que isto, achamos um vinho com preço excelente. Na aula do curso profissionalizante daqui da minha escola sobre vinhos do sudoeste, tomamos seu Tannat Merlot , um Vin de Pays de Gascogne, ou seja, não é a denominação de origem do Madiran, mas abraça uma área maior. Não importa. Nas boas mãos de Brumont, as uvas são bem cuidadas, bem misturadas, bem vinificadas e transformadas em grandes vinhos. Brumont é conhecido pelas jóias Châteaux Montus e Bouscassé, duas lendas do Madiran. Mas aqui, neste nosso vinho, ele mostra que não só de monstros sagrados vive a enologia e que os vinhos do dia a dia, afinal de contas, são os que contam. O vinho tem uma fruta muito madura, cereja, com um toque de creme de chocolate no nariz. Taninos muito redondos em boca, uma textura cremosa, com um toque perfeito de acidez. A prática de harmonização do dia foi um magret de pato, simples, só com flor de sal por cima e ficou muito agradável. Os alunos profissionais ficaram muito bem impressionados também. Por R$ 47,00 na Decanter.
Design e sommelerie funcionam?
 Bom, a julgar pelo trabalho que se vem fazendo em termos de taças e decanters, podemos dizer que sim, a sommelerie e o design se entendem. No entanto, será que às vezes é "viagem"? No caso deste abridor, confesso, ainda não tenho opinião formada - quer dizer, no quesito "boniteza", nota 10. Mas, não tá faltando uma alavanca? Será que vou precisar colocar a garrafa no meio das pernar pra, literalmente e num golpe, arrancar a rolha? Veremos - já pedi ao Ibravin, que encomendou a peça, me deixar experimentar, assim eu conto pra vocês. Mas, que a peça é linda, isso ela é
Eu quero!!! 2a edição
 Acho que a imagem fala por si só. Mas, esclarecendo, no site dele,o Kouichi Okamato explicita: é um copo para beber muito. O engraçado é que a peça chama-se "wine tank" - um tanque de vinhos, basicamente. E o sistema dela faz com que a taça esteja sempre no mesmo nível - nem muito cheia, nem muito vazia. Achei incrível. Só não consigo ver na imagem por onde colocamos o vinho... vale a pena conhecer o trabalho dele: www.kyouei-ltd.co.jp
Vinho pra as gravidinhas se hidratarem
 Bom, aposto que os policiais de plantão e guardiões da moral e dos bons costumes que visitam o site para dar pitaco na minha gravidez devem estar já com as pedras na mão. Não é nada disso de matar a sede com vinho, meus queridos...são creminhos maravilhosos, 100% produto de pesquisa brasleira e, melhor que isso,de pesquisadora fantástica lá do Rio Grande do Sul. Estou falando da Vinotage. A história é demais. A Morgane Pasini Franzoni ( uma das mulheres mais incríveis que conheci nos últimos anos), Mestre em Biotecnologia Farmacêutica , não sabia qual seria o tema do seu TCC quando terminava a faculdade. Segundo ela conta, é comum no RS passar por "montanhas" de resíduos viníco - ou seja, os restos da fermentação, basicamente sementes e cascas de uvas - jogados no meio das estradinhas. De aí surgiu uma idéia: "Será que estas sementes de uvas têm as mesmas propriedades antioxidantes que já sabemos existir nas uvas, suco e vinho"?. Daí começa então uma pesquisa comprovando que sim, há um alto poder antioxidante nestes resíduos. Mas, mais do que isso,podem ser vinte vezes mais potentes que a Vitamina C e cinqüenta vezes mais potentes que a Vitamina E, quando aplicados a cosméticos. A Vinotage surgiu desta idéia. O que é legal também, é que a forma de extração destes princípios ativos é feita com água e estão substituindo as substâncias químicas e abrasivas encontradas em grande parte dos cosméticos industriais. Eu, pessoalmente, gosto do exfoliante para passar na barriga no banho. É feito com sementes de uvas esmagadas. E depois, passo o hidratante. O que eu acho bárbaro nesta linha de produto é que não é aquele estilo "cheirinho de uva" aritificial. É um produto muito sério, resultante de pesquisas muito profundas e que se baseia realmente nos princípios ativos das uvas e dos resíduos vinícos e não simplesmente um creminho de ação e cheiro superficiais. Falando em aromas, todos os produtos da linha têm aromas muito sutis e delicados. Então, eu garanto minha dose de polifenóis por dentro - tomando meu vinhozinho - e por fora, usando meus produtos à base de uvas. Sem contar que ajudamos a diminuir esses resíduos vinícos. Enfim, só fazendo o bem...
Sommelier é vendedor de vinhos?
Já pensaram sobre isto? Começo com uma história: num dos primeiros restaurantes onde trabelhei aqui em São Paulo, passei por uma grande crise com o maître: segundo ele,eu passava tempo demais explicando os vinhos e não vendia. Ou, quando vendia, não necessariamento vendia vinhos caros (o que - segundo ele - é ruim, pois parte do que a equipe ganha vem dos 10%, ou seja, quanto mais alto o valor da conta, mais alto os 10%). No entanto, minha lógica nunca foi esta. Para mim, e isto eu aprendi na vida e na escola de sommelier, o sommelier deve única e exclusivamente pensar no cliente na hora de vender. Deve pensar no gosto do cliente e não no próprio, deve pensar no bolso do cliente e não nos seus 10%, inflar o ego do cliente se for preciso, e não o seu próprio e, de certa forma, estar lá para instruir e explicar para o cliente. Por outro lado, é claro, o restaurante é uma empresa, aberta para ter lucro, para ganhar dinheiro, um restaurante não é uma escola ou uma ONG, o sommelier deve contribuir com isto. Por isso, não apenas conhecimento de vinho, mas também saber aplicar margens de lucro interessantes ou ser ágil no serviço para atender o máximo de clientes para poder efetuar mais vendas. Assim, na minha opinião, um grande sommelier deve ter grande intimidade com o lado financeiro do local onde trabalha e, é claro, ganhar dinheiro para ele e para a empresa. Mas, mais importante, lembrar que "empurrar" um vinho de R$ 500,00 para o cliente, pode parecer um bom negócio naquele momento. Mas, quem garante que o cliente voltará? Já um serviço cuidadoso e prestativo, podem acreditar, e eu garanto, melhora a relação e garante mais do que uma venda de R$ 500,00. Ela pode se transformar em 10 vendas de R$ 100,00.
De vinho e Shampoos
Outro dia tive uma exepriência interessante. Fui comprar shampoo... era uma loja especializada em coisas de beleza, ou seja, havia mil tipos de shampoos. Normalmente vou à farmácia e escolho a marca de sempre. Mas lá, fiquei totalmente perdida. Uma vendedora me atendeu. Ela me ofereceu uma marca desconhecida, de embalagem simples, nada chamativa. Disse-me que era ótimo, que não tinha sal, enfim, falou coisas boas sobre ele. E acertou. Imagino que muitas pessoas se sentem assim numa ida a uma loja de vinhos. Tantos rótulos, uvas, regiões.. precisamos de ajuda nestes momentos. No caso do shampoo desconhecido, a experiência foi boa. Por isso, é importante confiar no profissional. Ou, pelo menos, dar uma primeira chance. Dar-lhe a chance de nos mostrar algo desconhecido que, por que não, podemos gostar. E é importante também, se aventurar pelo desconhecido. Provarmos o que não conhecemos, o novo, o improvável - o rótulo desconhecido, o sugerido por um desconhecido. De uma experiência ou "aventura", grandes descobertas podem surgir. E, por que não, um novo amigo sommelier, para nos surpreender.
Sommelier é vendedor de vinhos?
Já pensaram sobre isto? Começo com uma história: num dos primeiros restaurantes onde trabelhei aqui em São Paulo, passei por uma grande crise com o maître: segundo ele,eu passava tempo demais explicando os vinhos e não vendia. Ou, quando vendia, não necessariamento vendia vinhos caros (o que - segundo ele - é ruim, pois parte do que a equipe ganha vem dos 10%, ou seja, quanto mais alto o valor da conta, mais alto os 10%). No entanto, minha lógica nunca foi esta. Para mim, e isto eu aprendi na vida e na escola de sommelier, o sommelier deve única e exclusivamente pensar no cliente na hora de vender. Deve pensar no gosto do cliente e não no próprio, deve pensar no bolso do cliente e não nos seus 10%, inflar o ego do cliente se for preciso, e não o seu próprio e, de certa forma, estar lá para instruir e explicar para o cliente. Por outro lado, é claro, o restaurante é uma empresa, aberta para ter lucro, para ganhar dinheiro, um restaurante não é uma escola ou uma ONG, o sommelier deve contribuir com isto. Por isso, não apenas conhecimento de vinho, mas também saber aplicar margens de lucro interessantes ou ser ágil no serviço para atender o máximo de clientes para poder efetuar mais vendas. Assim, na minha opinião, um grande sommelier deve ter grande intimidade com o lado financeiro do local onde trabalha e, é claro, ganhar dinheiro para ele e para a empresa. Mas, mais importante, lembrar que "empurrar" um vinho de R$ 500,00 para o cliente, pode parecer um bom negócio naquele momento. Mas, quem garante que o cliente voltará? Já um serviço cuidadoso e prestativo, podem acreditar, e eu garanto, melhora a relação e garante mais do que uma venda de R$ 500,00. Ela pode se transformar em 10 vendas de R$ 100,00.
É hoje! Ibravin lança nova campanha
Imperdível, hoje, na Expovinis, o lançamento da nova campanha do Instituto Brasileiro do vinho, junto com Vinhos do Brasil e Wines from Brazil. Vai dar para conhecer como os vinhos brasileiros decidiram se posicionar no mundo do vinho, literalmente - identidade aqui no Brasil e na exportação. Vale muito a pena conhecer, já que o trabalho do Ibravin em 2008 foi árduo, continua forte agora em 2009 e com grandes projetos para 2010. A partir das 17h, na Expovinis 2009 - Transamerica Expocenter, no super Lounge VIP da Vinhos do Brasil. Olha o convite que fabuloso! Vai rolar um video com o making off dos irmãos Campana (que estarão no evento) trabalhando na criação do ícone para representar o Brasil mundo afora. Realmente imperdível!
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