E essa lei, hein?
A lei, como era antes:
Se o motorista fosse pego com dosagens acima de 0,6 gr/l (sangue) ou 0,3 mg/l (ar), seria multado, teria sua carteira apreendida por um ano e seu carro retido, podendo ser retirado por alguém habilitado e sóbrio.
Como é agora:
Teoricamente é lei seca, o motorista será autuado por qualquer quantidade de álcool, porém aguarda-se regulamentação do CONTRAN para se estabelecer tolerâncias, que provisoriamente é 0,2 gr/l (sangue) 0,1 ml/l (ar).
Prisão, antes:
O motorista só iria preso se causasse acidente estando alcoolizado.
Agora:
O motorista será preso se for pego apresentando concentração de álcool igual ou superior a 0,6 gr/l de sangue ou 0,3 mg/l de ar. A penalidade será de detenção de seis meses a três anos, além da multa de r$ 957,70 e retenção da carteira de habilitação.
(fonte: http://www.apka.org/noticias/2008/entendendo-a-nova-lei-sobre-alcool-e-direcao)
Basicamente, o que mudou foram as quantidades. Já ouvi protestos dos mais variados: e se você quiser sair para jantar? E se o seu corpo produzir álcool depois de tomar um remédio (não sei se isso pode acontecer, mas já ouvi). E se você comer um bombom de chocolate? Bem, queridos leitores: se alguma coisa dessas acontecer, não dirijam.Sou 100% a favor da lei. Tudo bem, ela basicamente já existia e nunca foi aplicada, nem as pessoas punidas. Agora, claro que também sabemos que já já cai no esquecimento. Mas, se tudo isto servir para evitar 1 acidente, digam-me: já não terá valido a pena?
Álcool e bebida não se misturam. A lei deve ser igual para todos - para o cara que come bombom e para o que toma álcool em excesso. Eu tenho certeza que a maioria das pessoas que estão me lendo consomem vinho de forma consciente e moderada, por prazer, sem exagero. Mas a partir do momento que se bebe, não se dirige.
Eu já decepcionei muita gente com minha posição, mas eu prefiro assim. Juro. Talvez porque eu não dirija já há muitos anos, estou acostumada a andar de ônibus e metrô, então a lei não me abala em nada.
Mas, a aqueles que ela abala, pensem comigo: se continuar, se der certo, pode ter um resultado importante. Vamos apoiar, usar transporte público para sair, ou revezar os amigos para dirigir, ir para bares mais perto de casa ou, ainda (mas, mais caro) rachar um taxi. Não custa tentar.







8 Comentários:
Alexandra, o problema está justamente na compreensão da assertiva "a lei deve ser igual para todos". O sujeito que comeu bombons não pode, nem deve, ser tratado igualmente àquele que encheu a cara. Mandar os dois para a cadeia em casos tão díspares seria ferir o princípio constitucional da igualdade (isonomia) que, como nem todos lembram, consiste não só em conferir tratamento igualitário entre os iguais, mas, também tratamento desigual aos desiguais.
Abraço,
Nilson
Esye blo é ...comodiria ...interesantíssima
Ó Veja...veja isso.
Há um comentáro no post sobre a cidade do Porto;-)
Clara
O amigo "anônimo" acima tem lá suas razões. Qualquer norma criada no sistema jurídico brasileiro deve observar as cláusulas pétreas, entretanto o que se tenta fazer com essa lei é tornar eficaz, como bem disse nossa amiga Alexandra, uma norma já existente e praticamente morta, pois assegurava direitos excessivos a "potenciais criminosos”.
Portanto, deixo expressa minha irrestrita concordância a tal norma e que se cumpra e puna os que a infringirem.
Olá Alexandra,
Alguma mudança de hábito ou na frequência das degustações ou nos cursos?
Ainda não tenho uma opinião "transitada em julgado" sobre o assunto, a princípio sou a favor da Lei, apesar que acho justificáveis as ponderações de críticos como o Josimar Melo, enfim...só o tempo responderá!
Vou comprar um táxi e ganhar dindin!! quer ser minha sócia? rsrs
Besos
Nenhuma mudança na frequência da minha escola - está bombando, diga-se de passagem. Se comprar um táxi, me ligue - estou dentro!
bjs
Cara Alexandra
Eu concordo que algo deveria ser feito e, se esta lei foi a melhor que conseguiram imaginar, muito bem vamos respeitá-la. Nossas leis são reflexo da capacidade de nossos governantes não podíamos esperar algo muito melhor. Se você se lembra, fui o único a usar o cuspidor no curso do Rabachino nos dias em que estava para voltar dirigindo para Cotia.
Mas só para seguir seu raciocínio acima, eu me lembro que o caseiro do sítio vizinho ao meu, em 1998, recebeu seu salário e foi direto tomar umas e outras. Ao voltar para casa embriagado, atravessou sem olhar e foi morto por um caminhão de hotaliças que seguia para o Ceasa. O caminhão descontrolado acabou ferindo mais duas pessoas em um ponto de onibus que aguardavam condução para o trabalho. Seria então o caso de proibir a venda de bebidas alcoolicas em geral? Não estariamos salvando muitas vidas ocasionadas pelo alcool independente de estarem ou não dirigindo? E o que dizer daquelas pessoas que não se controlam e agridem familiares, destroem sua vida e de sua família por consumo elevado? É isto que esperamos das instituições? Uma grande maioria de consumidores responsáveis sujeitos a serem presos por tomarem uma taça de vinho durante um jantar (coisa que faço há mais de 30 anos) devido ao excesso de alguns?
Outra coisa que quero lembrar: no bairro em que trabalho, tem uma turma que para o carro numa pracinha para fumar um baseado. Quando a polícia aparece eles vão embora mas não são presos pois quando a quantidade é pequena "não dá em nada". Palavras dos policiais. Nas blitz o bafometro não acusa consumo de maconha (como também outras drogas!) e eles sairão limpos. E o vovô aqui que nunca se envolveu em nenhum acidente dirigindo há 33 anos é que pode ser preso. Acho que vou apreender a degustar uma cannabis, eu não quero ser preso (punto).
Sou absolutamente contra qualquer tentativa do Estado em suprimir liberdades individuais, afim de solucionar questões que lhe são afetas.
Gostaria de poder deixar meu carro na garagem, pegar o metrô ou caminhar aos restaurantes que gosto. Mas não há metrô, não há transporte público decente e não há segurança pública nas ruas. Portanto, a opção é o veículo.
Gostaria também de ser abordado por policiais qualificados, com nível superior completo, bem remunerados e educados. Mas não são, como todos sabem.
Comparam-nos à bêbados irresponsáveis, homicidas em potencial, que colocam em risco toda a sociedade, como se uma taça de vinho ou de cerveja fossem os culpados pela ineficácia estatal e a má-fé fosse presumida.
No fim, ficamos cercados, proibidos de exercer atividades, liberdades, simplesmente porque alguem em Brasília resolveu solucionar a questão da segurança pública, da educação e do respeito com uma simples e estúpida Lei.
Podendo engordar os cofres do Estado...encontram a "fórmula ideal".
Creio que está mais do que comprovado que o problema não era o limite e sim a falta de fiscalização. O próprio jornal O Estado de São Paulo na semana passada mostrou que, de acordo com o IML de São Paulo, em 2005 as mortes por acidentes no caso de motoristas álcoolizados apresentavam em média algo como 1,5grs ou seja, muito acima do que a lei determinava. O grave problema requer outras soluções, não esta! Estou com o Afonso, e os que dirigem sob efeito de drogas, legais ou não, daqueles sob os mais diversos níveis de stress, daqueles que causaram acidente porque estavam no celular e por aí vai. Será que vamos acabar com todas as mazelas do povo por decreto?! Deixa baixar a poeira e a policia deixar de fiscalizar para vocês verem que tudo isto não solucionou foi nada, porque o problema é mais sério, é de falta de cidadania, educação e respeito que culmina numa total irresponsabilidade por quem sequer está preparado para viver em sociedade, que não consegue distinguir onde termina a sua liberdade e começa a dos outros!
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