Embaixo daquela árvore tem um boteco

Embaixo daquela árvore tem um bar, o Espetinho do Pedro, que é o melhor boteco de Natal.
Comigo, concorda boa parte do júri da edição 2008-2009 de Veja Natal, que chega às bancas neste fim de semana e apresenta a casa como a premiada na especialidade.
Estive na capital potiguar um mês atrás, exatamente na tarde do sábado, dia 27 de setembro. A tarde de sábado, você sabe, é o melhor momento da semana. Nas tardes de sábado, gosto de procurar um lugar ao ar livre para almoçar, sem pressa, para beber, com calma e a tempo de voltar pra casa e tirar uma sonequinha de uma hora, antes de pensar no que fazer à noite (ainda bem que estamos no horário de verão e ganhamos uma horinha a mais de luz).
As tardes de sábado deveriam ser infinitas, enfim.
E aquela tarde de sábado em Natal foi realmente surpreendente. Seguindo a indicação do gerente do Mangai, o melhor restaurante brasileiro da cidade, no qual eu acabava de almoçar, consegui chegar ao Espetinho do Pedro sem maiores problemas. Convém lembrar essa passagem porque o bar, na verdade, ocupa o ponto
Na época
A foto aí em cima dá uma idéia do que encontrei. O bar fica longe da praia, o que o torna um ponto de encontro de gente boa, da terra. Havia famílias, casais, fregueses antigos, todos muito bem atendidos por Pedro e seus filhos. Vi tudo isso enquanto estava sentado naquela mesinha que, na foto, tem a garçonete passando a lado, carregando uma bandeja.
Enquanto tomava uma Skol gelada, provei um espetinho de asa de frango, outro de carne, e fiquei divagando sobre aquele lugar, aquela cerveja, a vida, a família, sobre aqueles dois pés de algodão-do-Pará que me davam uma sombra perfeita.
Eu tinha tempo, afinal, embaixo daquela árvore tinha um boteco, naquela tarde de sábado que parecia ser infinita.









4 Comentários:
Ah Miguel! Esse barzinho é uma delícia mesmo... e tem muita história para contar! Será que encontro uma cerveja gelada e uma sombra dessas aqui por São Paulo? Rs! Beijos, Júlia.
Natal ainda proporciona coisas deste tipo. Beber na rua. E o bom dai, sao os docinhos, para fechar com chave de ouro.
Pois é, Júlia, boteco com cerveja gelada é o que não falta por aqui. Já a sombrinha de uma árvore como essa, é coisa rara. Mas o clima de cidade pacata você vê em lugares como o Frangó, na Freguesia do Ó, e o Bar do Jô, no meu Pari.
É verdade, Duilio. Lembro de ter visto o pessoal comer uns do docinhos servidos numas bandejinhas. Lembrei-me, na hora, no brigadeiro da minha mãe!
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