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Toca para o Sul
 Não sabe o que fazer neste fim de semana? Toca para Curitiba! Neste sábado (25), acontece a festa de saideira do primeiro festival Boteco Bohemia na capital paranaense. Para você entender: de 1º a 20 de agosto, os curitibanos puderam escolher o melhor boteco da cidade, entre vinte. Cada um concorreu com um petisco diferente. Foi a própria população que deu a opinião, evidentemente após degustar coisas como o bucho à milanesa (Bar do Edmundo), as iscas de avestruz ao molho mostarda (El Coqueiro) ou a quesadilla (do Jacobina, na foto) e outros 17 tira-gostos. Nesta festa será divulgado o resultado do petisco campeão, depois de shows de Bossacucanova, Monobloco, Paula Lima e outras atrações. Ah, se eu pudesse... Festa de Saideira Boteco Bohemia Curitiba. Av. Visconde de Guarapuava, 2 555, centro (em frente à Câmara Municipal). Ingressos à venda nos bares participantes e informações no site www.botecobohemia.com.br/curitiba
Encosta tua cabecinha no meu ombro e chora
 A imensa oferta de banhos disso e daquilo, de terapias alternativas e de massagens dos mais diversos tipos poderia dar a São Francisco Xavier o título de paraíso dos bons fluidos. Mas a concorrência da natureza fala mais forte. Esse distrito, que pertence a São José dos Campos e está a 55 quilômetros da cidade, é mais conhecido, na verdade, pelo entorno, área em que estão as cachoeiras, as trilhas no meio do mato e as pousadas mais charmosas, daquelas que são, por si só, uma atração e tanto. No centrinho não há muito o que fazer – qualquer forma de agito está a uma serra de distância. Como sossego era o que queria, tratei de me hospedar num lugar baratinho do centro, a fim de aproveitar um fim de semana para poder fazer um footing ao redor da igreja, terminar de ler um livro e parar num botequinho para tomar uma cerveja de vez em quando. Apesar desse ritmo manemolente, quando lá estive consegui tomar nota de três lugares imperdíveis: Bistrot da Serra – Mery, a proprietária, trabalhou sete anos na cozinha do restaurante do hotel Sofitel de São Paulo. Em seu restaurantezinho, ela prepara quiches, batatas rosti e sanduíches diferentões, como o de frango ao curry com maçã. Tudo isso vem acompanhado de uma bem-temperada salada verde. Preço médio: R$ 18,00 por prato Panificadora e Confeitaria Raízes – Botecão de praça, de frente para a igreja. A trilha sonora varia de Paulo Borges (“Encosta tua cabecinha no meu ombro e chora...”) a Zezé di Camargo e Luciano. Por isso, peça ao Clélio, o dono, para colocar sua mesa na calçada, para trazer logo uma cerveja (R$ 3,00) e para preparar uma porção de pernil aperitivo (R$ 12,00) Photozofia Arte & Cozinha – É, digamos, o point da cidade, uma espécie de pub politicamente correto. A casa não serve, por exemplo, Coca-Cola nem Pepsi. Mas há cerveja, vinhos e drinques para acompanhar o som ao vivo, em geral apresentado por bons músicos e bandas independentes. Para beliscar, peça a porção de bolinhos de mandioca com carne-seca (R$ 12,00, com quatro unidades) Duas outras coisas que chamaram minha atenção em São Francisco Xavier: fazia tempo que não via tantos e valentes fuscas num só lugar; e um estabelecimento que tem uma placa destas – “Bar do Grandão: miudezas em geral” – deve ser o máximo. Bistrot da Serra. Rua 15 de novembro, 385, centro, tel. (12) 3926-1892 Panificadora e Confeitaria Raízes. Rua Ezequiel Alves Graciano, 14, centro, tel. (12) 3926-1314 Photozofia Arte & Café. Largo São Sebastião, 105, centro, tel. (12) 3926-1406. www.photozofia.com.br.
Gobbo, rogai por nós
Foto: Edgard Costa/ acervo pessoal O sujeito da foto aí acima, com cara de quem já tomou quase todas, atende pelo nome de Gobbo. É um mito de origem austríaca, uma espécie de espírito protetor dos bares – e de todos aqueles que apreciam uma boa birita, num bom balcão. De acordo com a dona da Antica Bottega dei Vini, de onde foi clicada a foto, Gobbo sobrevoa os ambientes à noite. Daí a razão de carregar, na mão esquerda, uma candela para iluminar seu trajeto. Na outra, ele segura uma chave, com a qual abre e fecha a adega dos bares que guarda. Seu corpo é metade homem, metade lagarto. Gobbo não tem apreço especial pela cantina da Antica Bottega dei Vini por acaso. Esse bar fica em Verona, terra dos Capuleto e dos Montecchio, e é um dos mais tradicionais pontos de encontro da cidade. Foi aberto em 1890 e sempre recebeu poetas, jornalistas, músicos, essa gente prezada que gosta de tomar umas e outras, enfim. Tem uma carta de vinhos primorosa, como constataram os empresários Edgard Costa, Sergio Camargo, André Lima – sócios da Cia. Tradicional de Comércio – e Rodolfo Dias, dono restaurante Oliva. Eles estiveram lá no dia 4 de julho de 2006, durante uma viagem ao Vêneto e à Toscana, com o nobre propósito de tomar a maior quantidade de vinho, no menor tempo possível. Na ceia, o grupo beliscou petiscos como uma seleção de salames regionais, torta de batata ao molho de trufas e foie gras, berinjela gratinada ao queijo Monteveronese e antipasto da casa (polenta com gorgonzola, salame e toicinho). E bebeu uma garrafa de La Poya 2000 (produtor: Allegrini), duas de Amarone Reciotto della Valpolicella 1990 (Bertani), os três do Vêneto, mais um Oreno 2003 (Tenuta Setta Ponti) e um Tignarello 2001 (Antinori), ambos da Toscana. "É um lugar definitivamente maravilhoso, imperdível para quem, como nós, curte beber fora de casa, com todas as implicações do ato", sintetiza Edgard Costa. Amém. Antica Bottega dei Vini: Via Scudo di Francia, 3, Verona, Itália, tel. 00xx39-0458004535. www.bottegavini.it
As cachaças, claro
Paraty chegou a ter cerca de 150 alambiques – hoje não são nem dez. Mas a cidade mantém-se como um dos famosos berços da cachaça. Marcas como a Vamos Nessa, a Maré Alta, a Maria Isabel, a Corisco e a Paratiana têm seus fiéis consumidores. Uma das características da cachaça de Paraty é o alto teor alcoólico, quase sempre acima de 42%. Desta vez provei uma dose da Coqueiro (44%) branca, tradicional. É produzida na Fazenda Cabral, que está na Rio-Santos, km 583, a 7 quilômetros do trevo de Paraty. No engenho, a cana é colhida manualmente e moída em moendas movidas por roda d’água, que separam o caldo a ser destilado e o bagaço. Esse processo, aliás, pode ser visto no próprio local. Basta agendar uma visita (24-3371-1579). Um bom lugar para comprar as cachaças de Paraty é o Empório da Cachaça, que fica na Rua Samuel Costa, 22, tel. 24-3371-6329. A garrafa da Coqueiro, por exemplo, custa R$ 16,00.
Lembranças (e desculpas) de um FLIPper
Perdão, gente. Eu estava quase acabando de escrever este post diretamente no publicador do blog, ontem à noite, quando, sem querer, apertei uma tecla qualquer e todas as palavras sumiram – equívocos de um blogueiro iniciante, que a partir de agora redigirá num editor de texto mais seguro. Deveria ter recomeçado o texto ontem mesmo mas um jantar e a tristeza por conta do erro fizeram com que deixasse para hoje. Você já deve estar cansado de ouvir falar na FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty (os locais grafam o nome da cidade assim, com ‘y’). Estive lá de sexta-feira a anteontem. Confesso que era grande a competição entre as palestras, de um lado, e, do outro, as praias e a vontade de conhecer e rever os bares e restaurantes paratianos. No fim das contas, até que consegui fazer de tudo um pouco. E voltei com a impressão, desta terceira vez por lá, que Paraty é muito mais agradável durante o dia do que à noite. É uma cidade luminosa – será contribuição do branco da fachada do casario colonial? – e, nesta época de temperaturas um tanto mais amenas, agradável de caminhar, apesar do calçamento de pedras. Que digam isso os escritores e os turistas que andavam para lá a para cá o tempo todo, numa espécie de footing literário. Vamos lá, os endereços ficam no centro histórico, ou próximo: - Pastelloni (cabeceira da ponte, tel. 24-3371-6568): todo mundo passa por esse quiosque à beira-rio, com mesinhas de plástico, e pára, antes ou depois da palestra, antes ou depois da praia. Vende nove sabores de pastel salgados e dois doces (a partir de R$ 5,00). O pastel da sua feira de estimação é melhor, mas não há como ignorar a tranqueira de 30 centímetros que é feita ali; - Barraca do Tucano (último quiosque da praia do Jabaquara): o mais simplório dos quiosques da orla do Jabaquara, que fica a dez minutos à pé do centro, é um daqueles segredos que só os nativos ou quem é habitué conhecem. Serve parati pescado em frente e cerveja gelada, tem banheiros mais limpos que os de muitos bares da Vila Madalena, ducha e, como brinde, você leva um banho de mar, que ali mais parece uma piscina. E se um dia tornar-se um freguês VIP, poderá levar seus próprios camarões pistola para que o Tucano, o dono, prepare ali mesmo; - Val’s Lanches (Rua Marechal Deodoro, 21, tel. 24-3371-5010): as únicas atrações desse bar são a proximidade com a Praça da Matriz e a garçonete, a Supersincera. Se o cliente pedir-lhe uma mesa, ela dirá para se virar. Se quiser uma cerveja gelada, paciência: “Ih, acabei de colocar na geladeira.” Um cheesesalada, então? “Tá, mas pode ser sem alface?”; - Restaurante Gina (Rua Samuel Costa, 245, tel. 24-3371-7159): aqui comi o cheesesalada mais bizarro da minha vida, montado no pão de forma! Não, o pão de hambúrguer não estava em falta, aqui ele é feito assim mesmo, informou o garçom. Se estava bom? Não, mas eu tinha fome; - Bar Coupê (Praça da Matriz, 197, tel. 24-3371-1432): aberto 51 anos atrás, fica na esquina com a rua que dá acesso ao centro. Por isso, tem localização perfeita para os que querem ficar observando os passantes. Quem quiser ser visto deve arranjar uma mesa do lado de fora. Como a caipirosca de kiwi é horrível, garanta-se com cerveja.
A City de Campinas
  Não,não se trata de um bairro como a região no coração financeiro de Londres. A City, ou melhor, o City é "o" boteco de Campinas, segundo o júri que elegeu os melhores bares da edição VEJA Campinas - O melhor da cidade 2007/2008. A escolha tem, também, o aval do Mario Gorski, um dos sócios do Pirajá, do Original & cia., portanto um botequeiro de muitíssimo respeito, com quem conversei rapidamente no evento de premiação, ontem à noite. "Boteco sensacional!", resumiu, vibrando quase como o José dos Santos Antônio, o português que é dono dobar. Ficha rápida: o City Bar Lanches (Avenida Júlio de Mesquita, 450, Cambuí, tel. 19/3252-5296) foi aberto 40 anos atrás, serve o bolinho de bacalhau que também foi apontado como o melhor salgado da cidade e tem mesinhas de plástico espalhadas pela calçada. Para quem vai ficar por São Paulo neste feriadão de 9 de julho, vai a sugestão: não se gasta nem uma hora de estrada até lá. Mais informaçõe no link 'o melhor da cidade' do portal http://www.veja.com.br/.
Balinha porreta
O É (Rua do Atlântico, 147, Boa Viagem, tel. 3325-9323) é O restaurante contemporâneo de Recife. Estive lá semana atrás. O chef Douglas van der Ley faz uma culinária inventiva, misturando elementos orientais, franceses e nordestinos - o tartar de salmão servido com parcimonioso toque de cream cheese é exemplo de boa entrada. Mas não há nada que se compare a uma bobaginha que me foi servida assim que cheguei ao restaurante. Servida numa colher de sobremesa (ou de sopa?, pode ser), é uma espécie de bala de limão com cachaça, gelada, banhada com alguns mililitros de caipirinha. Bebe-se de uma golada, esfregando a bala entre a língua e o céu da boca. Só não sei se é possível tomar várias doses e pedir a conta...
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