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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007

Lembranças (e desculpas) de um FLIPper

Perdão, gente. Eu estava quase acabando de escrever este post diretamente no publicador do blog, ontem à noite, quando, sem querer, apertei uma tecla qualquer e todas as palavras sumiram – equívocos de um blogueiro iniciante, que a partir de agora redigirá num editor de texto mais seguro. Deveria ter recomeçado o texto ontem mesmo mas um jantar e a tristeza por conta do erro fizeram com que deixasse para hoje.
Você já deve estar cansado de ouvir falar na FLIP, a Festa Literária Internacional de Paraty (os locais grafam o nome da cidade assim, com ‘y’). Estive lá de sexta-feira a anteontem. Confesso que era grande a competição entre as palestras, de um lado, e, do outro, as praias e a vontade de conhecer e rever os bares e restaurantes paratianos. No fim das contas, até que consegui fazer de tudo um pouco. E voltei com a impressão, desta terceira vez por lá, que Paraty é muito mais agradável durante o dia do que à noite. É uma cidade luminosa – será contribuição do branco da fachada do casario colonial? – e, nesta época de temperaturas um tanto mais amenas, agradável de caminhar, apesar do calçamento de pedras. Que digam isso os escritores e os turistas que andavam para lá a para cá o tempo todo, numa espécie de footing literário.
Vamos lá, os endereços ficam no centro histórico, ou próximo:
- Pastelloni (cabeceira da ponte, tel. 24-3371-6568): todo mundo passa por esse quiosque à beira-rio, com mesinhas de plástico, e pára, antes ou depois da palestra, antes ou depois da praia. Vende nove sabores de pastel salgados e dois doces (a partir de R$ 5,00). O pastel da sua feira de estimação é melhor, mas não há como ignorar a tranqueira de 30 centímetros que é feita ali;
- Barraca do Tucano (último quiosque da praia do Jabaquara): o mais simplório dos quiosques da orla do Jabaquara, que fica a dez minutos à pé do centro, é um daqueles segredos que só os nativos ou quem é habitué conhecem. Serve parati pescado em frente e cerveja gelada, tem banheiros mais limpos que os de muitos bares da Vila Madalena, ducha e, como brinde, você leva um banho de mar, que ali mais parece uma piscina. E se um dia tornar-se um freguês VIP, poderá levar seus próprios camarões pistola para que o Tucano, o dono, prepare ali mesmo;
- Val’s Lanches (Rua Marechal Deodoro, 21, tel. 24-3371-5010): as únicas atrações desse bar são a proximidade com a Praça da Matriz e a garçonete, a Supersincera. Se o cliente pedir-lhe uma mesa, ela dirá para se virar. Se quiser uma cerveja gelada, paciência: “Ih, acabei de colocar na geladeira.” Um cheesesalada, então? “Tá, mas pode ser sem alface?”;
- Restaurante Gina (Rua Samuel Costa, 245, tel. 24-3371-7159): aqui comi o cheesesalada mais bizarro da minha vida, montado no pão de forma! Não, o pão de hambúrguer não estava em falta, aqui ele é feito assim mesmo, informou o garçom. Se estava bom? Não, mas eu tinha fome;
- Bar Coupê (Praça da Matriz, 197, tel. 24-3371-1432): aberto 51 anos atrás, fica na esquina com a rua que dá acesso ao centro. Por isso, tem localização perfeita para os que querem ficar observando os passantes. Quem quiser ser visto deve arranjar uma mesa do lado de fora. Como a caipirosca de kiwi é horrível, garanta-se com cerveja.

2 Comentários:

lima disse...

por júpiter, meu caro miguel, parece que só o tucano se salvou. três salvas de canhão ao bravo. outra coisa. fiquei sabendo que o 'sem futuro (que também atendia pelo nome de ricardinho)', já está falando com deus há algum tempo, assim como outros, como o china, o espanhol. uma pena. até. oremos

20 de Julho de 2007 22:35  
Miguel Icassatti disse...

Pois é, meu caro, em minha modesta opinião boemia não é o forte da bela cidade de Paraty. Oremos pelos bons, sem dúvida.
Abraço,
Miguel

23 de Julho de 2007 11:59  

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