Máxima:°
Mínima:°

Chuva: %

BUSCAR
 
ENCONTRE:
com a palavra
com a palavra
com a palavra
ENCONTRE:
ENCONTRE:
palavra-chave
ENCONTRE UM ENDEREÇO:
Não digite "Rua", "Avenida", "prof.", "Dr." etc.
Digite parte do nome da rua. Ex.: para "Artur de Azevedo" digite apenas "Azevedo".
RUA/AVENIDA:
Nº:

Porque comer bem é parte importante de qualquer viagem, este blog reúne comentários sobre atrações turísticas, restaurantes e bares destacados nas edições de VEJA O MELHOR DA CIDADE (publicadas em 19 regiões brasileiras e nas cidades de Lisboa e Porto, em Portugal) e de VEJA O MELHOR DO BRASIL, lançada regularmente em dezembro.

Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Corrientes 348

O boletim de hoje foi feito diretamente da churrascaria Corrientes 348, em Brasília. O nome da casa é referência ao primeiro verso do famoso tango argentino chamado A Media Luz. A casa foi eleita a que serve a melhor carne da cidade pelos jurados da edição especial de Veja, O Melhor de Brasília.
Divulgação
O ambiente da churrascaria em Brasília

Tiago Boita Laude, é um dos proprietários da casa. De família gaúcha, ele já tem experiência no ramo de churrascarias. Mas na casa brasiliense buscou criar um ambiente que lembrasse o máximo possível as casas da Argentina. Na Corrientes 348, você se sente como se estivesse em uma churrascaria da Calle Florida, em Buenos Aires. Uma agradável varanda com mesinhas é o local ideal para fazer as refeições.

No cardápio, também predominam os cortes argentinos. Boas pedidas são o ojo de bife, que é um miolo de contra-filé portenho, e o bife de churizo. Vale provar também a bisteca de cordeiro e a picanha de cordeiro. Para acompanhar a comilança, a carta de vinhos oferece bons rótulos, onde também se destacam os argentinos.

Marcadores: , , ,

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Bares e comidinhas de Campos

Vou continuar falando de alternativas em Campos do Jordão, a capital do frio na região Sudeste, mas a quero dar mais detalhes sobre o cerefólio, de que falamos ontem. O cerefólio é uma erva originária da região mediterrânea da Europa, e já era utilizada pelos romanos. Muito usada na cozinha francesa, o cerefólio tem aparência similar e é tão usada na culinária francesa quanto a salsa no Brasil. Além de tudo isso, atribui-se à planta propriedades medicinais para o combate do reumatismo e da baixa pressão circulatória.

Agora vamos para Campos do Jordão. Ontem falei dos melhores restaurantes da cidade, mas aquela é também uma região de muita vida noturna e de divertidas sessões de compras à tarde. Então vamos falar de lanchinhos e bares.

Começando pela casa eleita pelo júri do especial de Veja, O Melhor do Mar, Vale e Montanha como a que serve os melhores doces da região serrana de São Paulo. É o Bia Kaffee, que prepara doces com raízes européias em Capivari. A casa de estilo bávaro é uma referência quando o assunto são tortas, bolos e sobremesas. O apfelstrudel é famoso. O ambiente procura ser fiel às raízes européias do casal de proprietários. As garçonetes se vestem com roupas típicas e na decoração há até galhadas de cervos. A proprietária Bia fez curso de confeitaria na Alemanha, mas afirma que aprendeu mesmo as principais receitas com sua sogra, uma imigrante prussiana. A última invenção, a torta mariana, preparada com massa de chocolate, creme belga, morangos e trufa, conquistou a freguesia instantaneamente.

Uma boa pedida para o friozinho é o chocolate quente. O júri escolheu o servido no Chocolate Caramello como o melhor da região. Inaugurada em 2007, a casa oferece o líquido cremoso produzido com uma mistura de chocolates ao leite e meio amargo, mas esse é só o ponto de partida. A mistura serve como base para quatro drinques quentes, que combinam licores, gim e outras bebidas. Um exemplo é o swisse cookies, que leva na composição o chocolate quente tipo europeu, biscoitos Negresco, monin (licor de amêndoas) ou Amarula, chantilly e um folhado crocante de amêndoas.

E agora os bares, para o agito noturno. A tradicional cervejaria Baden Baden recebeu o título de melhor chope da região da montanha. A choperia, que serve bebidas artesanais, investe sempre em novidades. Para a temporada, lança dois rótulos. A Celebration Inverno, uma variedade tipo double bock, de malte tostado, que resulta em um líquido escuro, encorpado, com sabor levemente amargo e notas de café. E a Golden aromatizada com canela, uma ale de paladar adocicado. Além dos novos produtos, a casa traz de volta às mesas no inverno o chope Weiss, feito de trigo. Entre os novos pratos do cardápio, se destaca o hambúrguer recheado com queijo gruyère envolto em massa folhada e o medalhão de mignon com redução de cerveja bock e risoto de shiitake.

Para dançar, a dica do júri é o Safári Restaurante & Bar, no centro de Capivari. Dependendo do horário, o cliente encontra um bar, um café ou um restaurante. O que não muda é a música ao vivo. Nos períodos de maior movimento, de dia ou à noite, há sempre bandas ou instrumentistas desfilando um repertório de jazz, MPB, rock e pop. Em julho de 2007, o controle das mesas mostra que 25 000 pessoas passaram pelo Safári. Uma bebida que faz sucesso entre as turmas é a saiquirinha, que leva saquê, tangerina e hortelã. Entre os petiscos, a porção de bolinhos de arroz temperado é a mais pedida.

Por fim, a casa escolhida como a melhor para ir a dois na região da serra paulista é o Bar da Lareira, dentro do Grande Hotel Senac, em Capivari. O bar funciona ao lado do lobby, com vista para o salão e o parque. Há poucas mesas e iluminação à meia-luz, o que ajuda a preservar a privacidade das conversas. Um dos drinques mais solicitados é o clássico dry martini, uma mistura de gin, vermute branco e aroma de limão, com uma azeitona inteira. Para o inverno, a casa sugere o chocolate grande hotel, que leva, além do doce, gin, licor nocello e chantilly. Nos fins de semana, há música ao vivo com grupos de jazz e MPB. Para a temporada e os feriados do inverno é aconselhável fazer reserva.

Marcadores: , , , , , , ,

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

A quinua

Fiquei devendo mais detalhes sobre a quinua no boletim desta segunda-feira. Então, aí vai:

A quinua (ou quinoa) é um cereal que está aparecendo cada vez mais em receitas, principalmente nos cardápios vegetarianos. Isso porque este cereal tem grandes propriedades nutritivas. É uma ótima fonte de proteína, gordura saudável, vitamina e minerais. Cada grão tem mais de 20 aminoácidos diferentes, desta forma a quinua é uma fonte de proteínas completas, que são, na maioria das vezes, encontradas somente em produtos de origem animal.
Mauro Holanda
A quinua é bastante usada no preparo de saladas

Além de tudo isso, o cereal ainda fornece doses de ômega 3 e 6 ao corpo e não contém glúten. Por essas e outras, recentemente, a ONU considerou este grão o alimento mais completo do planeta. Mas a sua utilização não é novidade, os povos andinos já consumiam a quinua há mais de 500 anos atrás. A origem do cereal é exatamente a região dos Andes e hoje ela é produzida principalmente na Bolívia.

Para quem se interessou, dá para comprar a quinua em lojas de produtos naturais e alguns supermercados também já oferecem o produto. Há a farinha de quinua, o cereal em grãos e em flocos, possibilitando a preparação de uma gama enorme de pratos.

>>Saiba mais sobre restaurantes naturais em SP e no Rio e em Goiânia e Salvador.

Marcadores: , ,

As melhores casas de Campos do Jordão

Ontem já falei do melhor restaurante, Baronesa Von Leithner, e da melhor carta de vinhos, do Charpentier, ambas em Campos do Jordão. Então para quem vai curtir o frio do próximo feriado em Campos do Jordão, aí vão outras opções.

A churrascaria Beto Perroy, em Descansópolis, ficou com o título de melhor carne da região. A casa fica no caminho para o Horto e tem na localização uma de suas atrações. Instalada em uma construção de madeira, inspirada em um pub australiano, fica dentro da mata de araucárias em um ambiente tranqüilo. A churrasqueira no estilo fogo de chão à moda gaúcha surge logo na entrada. Os clientes podem contemplar os espetos de fraldinha, picanha, cordeiro e lingüiça, que em pé, na vertical, assam lentamente. O sistema, comum no sul do país, faz com que a carne não fique em contato direto com o fogo, assim, a gordura, em lugar de se perder nas chamas, escorre pelas peças, ajudando a cozinhá-las. O resultado é um produto final mais macio. O bufê completo inclui carnes, saladas e sobremesas à vontade. A casa tem ainda pratos preparados no fogão a lenha, como o rondelli e a abobrinha gratinada. Na seção das sobremesas, há maria-mole, doce de leite, banana assada com canela e bolos.

Para comer a melhor sopa da região serrana, a dica é o La Coupole, em Capivari. Com vinte anos de funcionamento, o restaurante é um dos mais tradicionais de Campos do Jordão. A campeã de pedidos é o creme de mandioquinha com funghi. A criação mais recente é a sopa de aspargos frescos e vinho branco, gratinada com parmesão. Para sobremesa, a dica é a banana caramelada com sorvete de creme.

Os jurados do especial de Veja escolheram a truta do La Gália como a melhor da região. A casa que fica no bairro de Capivari mantém os peixes em embalagens a vácuo, o que dispensa o congelamento. Desse modo, o filé mantém o frescor e a textura. Entre os pratos, o proprietário e chef Paulo César da Costa sugere a truta à gália, recheada de lâminas de salmão, coberta por molho bechamel, gratinada ao forno com queijo roquefort e guarnecida de arroz de pinhão. As criações com o peixe fazem tanto sucesso que a casa chega a servir 400 pratos em um fim de semana.

O melhor fondue é o do Toribinha, que fica no Hotel Toriba. O estabelecimento surgiu em 1965 e fez sucesso nesses 42 anos servindo só fondue. A casinha de madeira em estilo alpino comporta apenas 40 pessoas. Por isso, os lugares são disputados. Na temporada, a reserva deve ser feita com uma semana de antecedência. Além das versões clássicas, como a de queijo, o cardápio do Toribinha traz variações mais leves. Há a fondue de pescados, na qual cubos de salmão, truta, linguado e camarões são imersos em caldo de peixe ou em um dos sete tipos de molho: ervas, cerefólio, limão, salsinha, raiz-forte e shoyu, limão com gengibre e tártaro. Na sobremesa, vale apostar no clássico de chocolate com frutas.

O Confraria do Sabor foi escolhido como o melhor internacional pelo júri do especial de Veja, O Melhor do Mar, Vale e Montanha. Também em Capivari, o restaurante se destaca pelo preparo high-tech dos alimentos. Estudioso das técnicas culinárias modernas, o chef e proprietário Fernando Couto importou, entre outros equipamentos, um forno digital que permite o controle preciso da temperatura. O equipamento permite, por exemplo, o cozimento de carnes a baixas temperaturas e tempo prolongado, opção que preserva a textura, maciez e suculência sem comparação. Um caso exemplar é o ossobuco de cordeiro, assado em embalagem a vácuo a uma temperatura de apenas 75 graus centígrados. Para chegar à mesa, a peça permanece 20 horas no forno. É servida com molho da própria carne, risoto de açafrão e cebola caramelada. O ambiente, no entanto, passa longe da ficção científica. O casarão clássico parece saído de uma capital européia. O estilo, assim como o menu, mistura referências italianas, francesas e espanholas. De sobremesa, a sugestão idealizada pela chef pâtissière Cristina Couto, esposa de Fernando, é o brigadeiro. O doce de leite condensado ganha guarnição de vários acompanhamentos: paçoca, pistache, dois tipos de granulados de chocolates belgas e coco queimado.

Marcadores: , , , , , ,

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

O melhor do Mar, Vale e Montanha

Na noite da última quinta-feira foram revelados os estabelecimentos escolhidos pelo júri na região do Vale do Paraíba. As revistas com as melhores casas da região já estão nas bancas.
Bia Parreiras
O ambiente do restaurante Manacá, em Camburizinho

O melhor da região do mar, segundo o júri do especial de Veja, Mar Vale e Montanha foi o Manacá. O restaurante fica em uma construção de madeira erguida sobre palafitas em uma área que antigamente era de mangue, em Camburizinho, São Sebastião. O ambiente é completamente isolado do exterior por uma mata de espécies nativas e plantadas. A noite, a iluminação indireta cria um ambiente intimista. O cardápio criado pelo chef Edinho Engel sempre tem alguma novidade. Como entrada, uma boa pedida é o camarão no vapor com trio de cogumelos salteado no shoyu e mix de alfaces. Como prato principal, a sugestão é o salmão com quinua cozida e redução de jabuticaba fresca e algas. Como sobremesa, vale provar o abacaxi caramelizado com creme de tapioca, sorvete de creme e renda de coco. A casa foi escolhida também como a que oferece a melhor carta de vinhos da região. Os sommeliers Flávio Eliseu e Euclides Castelhano atendem os clientes e sugerem harmonizações. A carta reúne 120 rótulos de nove países diferentes, que ficam armazenados em uma adega climatizada com capacidade para 700 garrafas.

No Vale, o eleito o melhor da região foi o A Fonte Bistrô, que fica no Jardim Aquarius, em São José dos Campos. O proprietário da casa é Vanderci Ribeiro, que é formado como engenheiro metalúrgico, mas sempre teve a gastronomia como hobby. Ele colecionava livros e revistas sobre o assunto e em viagens Europa, chegou a trabalhar na cozinha dos hotéis em que se hospedou só para poder acompanhar a rotina dos profissionais. Em 1995, decidiu abrir um restaurante e inaugurou o A Fonte, em Lorena, interior de São Paulo. Dez anos mais tarde, abriu o bistrô de mesmo nome, em uma calma rua residencial de São José. O capricho começa pelo couvert, que reúne dezesseis itens, entre eles presunto cru San Danielle e brie Président, servidos junto com água San Pellegrino em copos de cristal austríaco. Na cozinha, o chef privilegia ingredientes importados para preparar pratos de inspiração mediterrânea. Em um menu especial, há receitas exclusivas como as lascas de tartufo branco sobre escalope de foie gras e mignon de vitela, guarnecidas de risoto de tartufo branco.

Também na região do vale, o restaurante que levou o título de melhor carta de vinhos da região foi o Le Bistro. A casa que abriga o restaurante foi contruída para abrigar um armazém de secos e molhados no tempo em que ali ainda funcionava a antiga estação de trem Quiririm. No início da década de 90, o imóvel chamou a atenção de Rogério da Costa Vieira que decidiu montar o Le Bistro, mantendo algumas características originais da construção. O restaurante tem vista para uma área verde e serve pratos com influência da cozinha européia. Uma boa pedida é o confit de coxa de pato com molho picante acompanhado de arroz selvagem ou ainda o robalo ao molho de maracujá acompanhado de risoto de ervas. A carta de vinhos da casa tem cerca de 100 rótulos. Algumas sugestões da adega são o Côtes du Rhône Parallele, safra 2005. Há ainda opções como o Sassicaia 2001, da Tenuta San Guido, que chega a custar 1 000 reais.

Já na montanha, o Baronesa Von Leithner foi eleito o melhor da região. No Alto da Boa Vista, em Campos do Jordão, dentro de uma fazenda produtora de frutas vermelhas, fica instalado uma espécie de complexo gastronômico que inclui as cafeterias Baronesa Café e Landscape além do novo bistrô, que foi inaugurado em julho de 2007. À frente do projeto do restaurante está a chef e proprietária Melissa Masotti, de apenas 23 anos. Além do cardápio caprichado, a decoração da casa também chama a atenção dos clientes. O restaurante fica a 1 790 metros de altitude e tem vista panorâmica. O salão é octagonal e tem uma cascata de espelhos d’água no centro. O menu tem inspiração franco-brasileiras e oferece diversos pratos com as frutas vermelhas produzidas na fazenda. São receitas como o ravióli de massa de blueberry e recheio de parmesão e amêndoas, ao molho de mirtilo, ou ainda o peito de frango ao gosto da serra: empanado com farofa de pão italiano, recheado de framboesas e queijo da serra e colocado sobre ninho de alho-poró, pupunha e molho de jabuticaba.
Antônio Milena
A adega do restaurante Charpentier, em Campos do Jordão

Por fim, a carta de vinhos do Charpentier, que fica dentro do Hotel Frontenac, no bairro de Capivari, Campos do Jordão, foi eleita a melhor da região serrana. Para que um rótulo possa entrar na carta do restaurante, precisa primeiro ser degustado e aprivado pela equipe. Há uma preocupação grande em sempre renovar as opções, mantendo uma boa relação custo-benefício. São 160 rótulos de dezesseis países diferentes. No serviço, há taças de cristal e titânio. Para os premiers crus, vinhos mais nobres, elas são de cristal puro. A sugestão do sommelier é o Gerovassilíou Syrah 2003, da Macedônia. Para harmonizar com o tinto espanhol Gran Feudo Reserva, a dica é apostar no fondue quatro estações servido no restaurante (creme de tomate e queijo, com bolinhos de pinhão, pinhão, canequinha de batata, peito de peru defumado e endívia).

Marcadores: , , , , , , , ,

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Opções para o dia das mães na Região Sudeste

Mais três sugestões para levar a mamãe para almoçar no domingo.

São Paulo: La Brasserie Erick Jacquin. Bicampeão no quesito melhor chef de São Paulo. Nascido na região do Vale do Loire, o cozinheiro mostra-se cada vez mais preciso na elaboração de suas receitas. Sem medo de errar, esse francês de 42 anos, temperamental e muito exigente com sua equipe, faz um trabalho de autor. Sim, os pratos de seu menu são caros, em particular as iguarias que levam foie gras. Jacquin orgulha-se de ser um dos introdutores do petit gâteau na cidade. Coisa rara de acontecer, o bolinho quente de chocolate migrou da alta culinária para cardápios populares de norte a sul do país. Sugestões: robalo ao vapor guarnecido de aspargo verde ou carré de cordeiro assado com favas. Petit gateau.
Mário Rodrigues
Carré de cordeiro grelhado com legumes à provençal, do La Brasserie Erick Jacquin.

Campinas: o melhor da cidade, melhor italiano, melhor carta de vinhos.

Bellini Ristorante
. As mesas disputadas não deixam dúvidas do prestígio da casa entre os campineiros, seja para um almoço de negócios ou um jantar a dois. Além do salão principal, com pé-direito alto e estilo clássico, os clientes podem acomodar-se em duas pequenas salas com iluminação natural e piso de madeira. O serviço, atencioso, torna o clima aconchegante para apreciar as criações da chef Cristina Róseo. Ela comanda 22 pessoas só na cozinha, incluindo um padeiro e um funcionário especializado em massas. Em outubro passado, a equipe ganhou o reforço de Marcos Pereira, que veio do Emiliano, em São Paulo. No salão, o sommelier Cristiano Alher ajuda os clientes a escolher os melhores vinhos para acompanhar a refeição. Para a entrada, uma das especialidades é a polenta al grana padano (polenta grelhada, servida com cogumelos e queijo grana padano). Entre os pratos principais, uma indicação é o risotto allá marinara, que traz arroz camaroli, lulas, camarões, polvo, vieiras, alcachofra e tomate, servido com um camarão grande grelhado
Divulgação
Gazebo com teto de sapê do restaurante Aprazível, o espaço mais concorrido da casa

Rio de Janeiro: o melhor brasileiro. Aprazível.

Quem chega ao casarão incrustado no alto de uma ladeira de Santa Teresa logo entende a razão do nome. A vista emoldurada pela abundante vegetação local revela belos pontos da paisagem carioca como a Baía de Guanabara e o centro da cidade. O clima bucólico completa-se com a decoração rústica, mas muito aconchegante. Seja no salão com paredes amarelas e uma delicada cristaleira onde repousam compotas caseiras de frutas, seja nas robustas mesas de madeira de jacarandá dispostas pela varanda, pelo jardim e debaixo de um adorável gazebo com teto de sapê – o espaço mais concorrido. Como se não bastasse, da cozinha chefiada pela mineira Ana Castilho saem releituras saborosas de clássicos da cozinha regional com a pitada certeira de criatividade. São receitas que evidenciam ainda o cuidado com a apresentação, como a rainha do baião (filé de tilápia com azeite de coentro e pimenta-de-cheiro servido com baião-de-dois com queijo de coalho e quiabo ao dente) e a galinhada caipira (arroz de frango caipira e lingüiça mineira, acompanhado de couve refogada e banana). Tanto os doces em calda com queijo da Serra da Canastra como a banana grelhada com canela e açúcar, sorvete de creme, calda quente de chocolate e amêndoas picadas são sugestões acertadas para o desenlace.

Marcadores: , , , , ,

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Almoço das mães no Norte e Nordeste

A esta altura, certamente a maioria das pessoas já comprou o presentinho da mamãe para o próximo domingo. Sabe como é: toda mãe diz que não liga pra isso, que é só uma data explorada comercialmente, mas aí de quem chegar na casa dela sem um presentinho no próximo domingo. Então, se dar presente é uma tradição, outra é levá-la para comer fora no dia das mães. Bom, já que a família vai inteira a um restaurante, a minha sugestão é que não se faça economia e se escolha logo o melhor restaurante da cidade. Por isso, hoje e amanhã, vou recordar alguns dos melhores restaurantes do país, começando pelas regiões norte e nordeste.
Octavio Cardoso
O restaurante Manjar das Garças fica dentro Parque Ecológico Mangal das Garças, em Belém
Em Belém, a dica é levar a mamãe ao Manjar das Garças, que tem o título de melhor da cidade. A casa fica dentro do Parque Ecológico Mangal das Garças, uma área de 40 000 metros quadrados localizada às margens do Rio Guamá, no centro histórico de Belém, e ocupa uma grande cabana com teto de palha, suspensa do solo por troncos de ipê. A cozinha é comandada por dois chefs: Alexandre Riguete, formado no instituto francês Paul Bocuse, e Alan Renato, que foi chef do Spot, famoso restaurante paulistano. O cardápio lista pratos das cozinhas regional e internacional. No almoço, é servido um bufê com cerca de quinze pratos quentes e vinte frios, além de doze sobremesas. Diariamente, há três receitas com peixe, duas com camarão, picanha, frango, um prato típico, uma massa e uma carne suína, como lombo ou costelinha. Para animar o ambiente, há música instrumental ao vivo.

Agora Manaus: a sugestão é o Bernardino’s, que fica no bairro de Vieiralves e foi eleito o melhor da cidade pelo júri de especial de Veja. O restaurante fica instalado num casarão decorado com galos de Barcelos e objetos de porcelana típicos de Portugal, tem cardápio inspirado na cozinha lusitana e foi batizado com o nome do fundador. Nascido em Lisboa, José Bernardino aprendeu a cozinhar com a mãe. O cardápio lista receitas dele, quase todas com bacalhau. Para prepará-las, são utilizados os tipos cod gadus morhua e cod gadus macrocephalus, importados da Noruega e de Portugal. São dezesseis pratos, entre os quais o requisitado bacalhau à bernardinos (lascas de peixe com alho-poró, creme de leite fresco e batatas sautée gratinados com queijo). Outra opção muito pedida é o bacalhau na telha (em postas no azeite com alho, brócolis, cebola e batata). Para finalizar, há doces típicos como pastel de nata e toucinho do céu. Só para se ter idéia do movimento, anualmente são consumidos nada menos que 12 toneladas de bacalhau e 3 600 litros de azeite de oliva.

Na região Nordeste, um destaque é a casa campeã de Fortaleza, a Cantina Caravaggio. A casa foi batizada em homenagem ao pintor italiano e há oito réplicas de obras do artista nas paredes do salão e no cardápio. Há musica ao vivo, com dois músicos que interpretam clássicos em acordeom e violino. Para pilotar a cozinha, os proprietários Roberto Markan e Eduardo Correia, convidaram o chef Antonio Ximenes de Oliveira, que por duas décadas trabalhou em restaurantes do Rio de Janeiro. As massas são frescas e preparadas artesanalmente, à exceção do penne, do espaguete e do capellini, importados da Itália. A casa oferece vinte tipos de azeite de oliva, trazidos principalmente da Itália e da Grécia. A carta de vinhos lista sessenta rótulos. O ossobuco com risoto arbóreo preparado no sugo da própria carne é uma das receitas mais interessantes. A sugestão para a sobremesa é a surpresa caravaggio, um sorvete de creme, brigadeiro crocante, marshmallow e calda de chocolate.
Otavio Dias de Oliveira
Prato do restaurante Amado, eleito o melhor de Salvador

Para finalizar, falemos do campeão de Salvador, o Amado. Quem comanda a cozinha por lá é Edinho Engel, que também foi escolhido o chef do ano pelo júri do especial de Veja. O cardápio da casa oferece pratos sofisticados, que privilegiam os ingredientes regionais. A casa tem um deque que avança sobre o mar, com uma vista para a Baía de Todos os Santos. Há pratos criativos como a moqueca de camarão com cajus e purê de inhame. E receitas que resgatam a infância mineira do chef, caso da elaborada galinha de quintal ao molho pardo com polenta e quiabo. A carta de vinhos lista 220 rótulos de dezesseis países, que ficam armazenados em duas adegas climatizadas com capacidade total para 2 000 garrafas. Para o dia das mães, o chef irá elaborar um cardápio com três sugestões de pratos e, neste domingo, quem quiser brindar com Veuve Clicquot leva de brinde uma bolsa especial para a mãe.

Marcadores: , , , , , , ,

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Bons restaurantes dentro de shoppings

As praças de alimentação dos shoppings, repletas de opções fast food, acabaram levando muita gente a desenvolver um certo preconceito em relação a restaurantes localizados em centros de compras. "Se fica no shopping, não deve ser bom", pensam muitos dos gourmets, convencidos de que o objetivo desses estabelecimentos é matar rapidamente a fome de quem corre pelos corredores com os braços repletos de sacolas. Mas há muitos estabelecimentos que contrariam esse ponto de vista e a verdade é que muitos bons restaurantes já se localizam dentro de shoppings ou estão prestes a fazê-lo.
Ricardo Benichio
Omelete com ovas de peixe servida no Nonno Ruggero, no Hotel Fasano

Um desses casos é o do restaurante paulistano Nonno Ruggero, do Grupo Fasano, que tem uma unidade localizada no Hotel Fasano, no Jardim Paulista, e agora vai abrir mais uma casa dentro do Shopping Cidade Jardim, que tem a inauguração prevista ainda para este mês de maio. Também vai funcionar no local o restaurante japonês Kosushi, que se muda de outro shopping, a Disneylândia de compras da classe A, Daslu.

Há umas três semanas atrás, a revista Veja São Paulo publicou uma edição especial sobre os shopping centers da cidade e, nela, o Shopping Morumbi despontou como o melhor da cidade para quem gosta de comer bem. Lá funciona, entre outras casas de excelente qualidade, o indiano Ganesh, primeira de uma série de cinco casas do restaurateur Mukesh Chandra. No menu, os pratos são divididos entre os preparados no tandoor (forno de barro), os originários do norte da Índia e as receitas mais picantes do sul do país. Vale dar uma paradinha para ler o cardápio, pois ele traz explicações sobre a cozinha de cada região. O chicken makanvala combina cubos de frango cozidos com maçã, nozes, páprica e massala (uma mistura típica de especiarias). Entre as sobremesas, se destaca o gulab jamun, bolinho de leite frito e embebido em calda de rosas.

E o fenômeno de bons restaurantes em shoppings não é só paulistano. No especial de Veja, O Melhor de Brasília, que acaba de ser publicado, o restaurante eleito pelo júri o melhor variado da cidade também tem unidades dentro do Shopping Brasília e do Terraço Shopping. É o Carpe Diem, que tem cinco endereços na capital federal. A casa conta com um time de 300 funcionários para atender um movimento que chega a 60 000 clientes todos os meses. No almoço, há um bufê variado com pratos quentes, saladas, massas e omeletes. Entre as opções estão o cassoulet, o bacallhau à fiorentina e a rabada (servida às sextas-feiras). O sábado é dedicado à consagrada feijoada. Na sobremesa também tem bufê, mas os menos apressados podem pedir pelo cardápio delícias como a banana new orleans (banana flambada acompanhada de uma bola de sorvete de creme, canela e doce de banana).
Cacau Mangabeira
Prato do Barbacoa, em Manaus

Para terminar, mais dois exemplos, em Porto Alegre, o Restaurante Marco’s, escolhido pelo júri do especial de Veja a melhor casa de pescados da capital também tem uma unidade dentro do Shopping Total, no bairro da Floresta, e outra no Bourbon Shopping Country, em Passo d’Areia. E em Manaus, a churrascaria Barbacoa, instalada no Millenium Shopping, levou os títulos de melhor carne e melhor carta de vinhos da capital amazonense. O restaurante integra uma rede com lojas distribuídas pelo Brasil e pelo Japão.

Marcadores: , , , , , , , , , , , ,

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Cozinha sérvia, armênia, escandinava e turca em SP

Como a gente já comentou várias vezes neste boletim, São Paulo é a meca da gastronomia na América Latina, com quase 15 mil restaurantes. No site da Veja São Paulo e na edição anual Comer & Beber são apresentados pelo menos 500 deles considerados de nível internacional. Mas mesmo com toda essa oferta, existem alguns ramos da gastronomia que têm apenas um único representante nessa lista de elite. Hoje quero falar um pouco dessas casas tão exclusivas, tanto para quem mora em São Paulo e gostaria de experimentar uma cozinha única na cidade como para quem visita a capital e quer fazer um programa que só é possível mesmo na maior metrópole do país.
Prato do restaurante Beograd, que serve receitas sérvias

Começamos pela cozinha sérvia, que tem na cidade apenas o restaurante Beograd, na Avenida Indianópolis. A casa ocupa um antigo sobrado residencial. Durante a semana, monta um bufê trivial com pratos brasileiros. É só nos fins de semanas e feriados que a proprietária, a sérvia Erzebet Rigo, oferece especialidades de sua terra natal e de países como a Hungria, incluídas nas mesas frias e quentes. É o caso do feijão-branco com lingüiça e do goulash. Também faz algumas opções à la carte, caso do cevapcici, uma espécie de croquete ou cafta de carnes. De sobremesa, torta de papoula e strudel de maçã.

Outro caso de estrela solitária é o do armênio Casa Garabed, que fica na Rua José Margarido, no Bairro de Santana. As receitas armênias são bem parecidas com as árabes. Tem uma variação da cafta, o chamado kebab, que combina carne moída e especiarias. Vem acompanhado de uma pasta, que pode ser babaganuche.

Mais um exemplo único é o Svanen Scandinavian Food, que funciona dentro do Clube Escandinavo, na Rua Morais de Barros, bairro do Campo Belo. O smorgasbord, servido na casa, é um bufê com mais de trinta pratos típicos. É oferecido nos jantares de sexta e sábado e no almoço de domingo e inclui seis preparações de arenque e frikadeller (almôndegas mistas de porco e boi). Do menu, bof lindstrom (hambúrguer de carne bovina recheado de beterraba, alcaparra e aliche).