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O Brasil dentro de São Paulo
Depoimento da repórter Priscila Zuini, que ontem visitou o Salão do Turismo no Anhembi:
"Estive ontem no Salão do Turismo, aberto ao público até o dia 5 de julho, próximo domingo, no Anhembi (São Paulo). Talvez a primeira ideia quando se pensa em uma grande feira do tema é que o evento é apenas para aqueles que trabalham na área e querem fechar parcerias. Foi uma surpresa.
Ao entrar no centro de exposições o visitante fica confuso com os mais de 5000 metros quadrados do lugar. Depois de alguns instantes é mais fácil entender: nos diversos estandes, há a tentativa – muitas vezes com sucesso -- de reproduzir os destinos de viagem, e são contemplados roteiros para todo o Brasil. Um enorme painel que imita o cenário aquático de um mergulho em Bonito, por exemplo, com peixinhos pendurados, não passa despercebido.
Quem tiver a intenção de programar as férias (de verdade), não perde a viagem. Dá para pesquisar preços, fechar pacotes e ir aos poucos conhecendo mais sobre o lugar. A parte gastronômica ajuda nesta tarefa. Conversar com produtores de agricultura familiar é a oportunidade de conhecer produtos como geléia de mirtilo que vem do sul, o bombom recheado com cupuaçu típico da região Norte, o parmesão produzido no interior de Minas Gerais. Para mim, o melhor disso tudo é que, além de serem produções familiares, são orgânicas e sustentáveis.
Uma das coisas mais bacanas da visita são as pequenas lojinhas de artesanato. Cada estado tem a sua, e elas ficam agrupadas lado a lado. No Tocantins, círculos brilhantes chamam a atenção para os produtos feitos com capim dourado. Vale observar de perto os artesãos produzindo suas peças enquanto conversam com o público. A conversa, aliás, é um dos fortes do lugar. Um sotaque aqui, outro ali. Foi como viajar o Brasil em algumas horas.
Vantagens para o consumidor:
- provar comidinhas e pratos típicos (o tour gastronômico completo custa 19 reais por pessoa)
- comprar artesanato e doces regionais
- ver manifestações culturais regionais
- conhecer destinos de turismo no Brasil todo
- comprar seu pacote de viagem
Onde: Parque Anhembi
Avenida Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo (SP)
Quando: até 5 de julho
Quinta e sexta-feira: 14h às 22h
Sábado e domingo: 10h às 22h
http://www.salao.turismo.gov.br/
Uma volta em Fortaleza
Quando era criança, a mãe não deixava ver novela, só as muito ingênuas, como a adaptação de O Meu Pé de Laranja Lima. Por isso eu assistia escondido, junto com a minha irmã. Não viramos delinquentes por causa disso. Era divertido.
Uma das nossas preferidas foi Final Feliz -- que nome, hein? --, com muitas cenas românticas na praia de Morro Branco, no Ceará.
É da trilha sonora desse folhetim que tirei a trilha sonora de hoje: a releitura feita pela cantora de black e soul music Chaka Khan para Got To Be There, conhecida na voz do Michael Jackson. Acho o máximo. É uma gravação difícil de encontrar, porque o álbum, dos anos 80, nunca virou CD. Mas tem na trilha da novela.
Enfim, ali começou nossa fixação por Fortaleza e afins. Minha irmã realizou tão bem a fantasia que chegou a morar e ter uma de suas filhas por lá. E eu descolei hospedagem gratuita (a melhor da cidade): o apartamento dela.
Para mim, uma temporada ideal em Fortaleza tem de incluir, no mínimo:
- quartel general na capital
- carro alugado para passear pelo litoral leste e pelo oeste, com visitas a Cumbuco, Morro Branco, Canoa Quebrada, Lagoinha, Lagoa do Banana...
- bugue e jangada em Cumbuco, durante a semana
- tapioca no centro das tapioqueiras, beira de estrada, ao retornar de qualquer destino do litoral leste
- horas sem fazer nada, na maior mordomia, na barraca Itapariká, na Praia do Futuro. (A infra-estrutura das barracas na Avenida Zezé Diogo costuma ser boa. Minha preferida não é premiada por nenhum júri, não tem estrela em nenhum guia, mas acho absolutamente honesta, com banheiros limpos, restaurante bom para o caldinho de peixe, o tradicional pargo assado, os petiscos de praia em geral e a batida de cajá. E tem piscininha para crianças, com escorregador etc. Detalhe: é mais frequentada por moradores do que por turistas. Acho isso uma grande vantagem)
- a batida de coco da pizzaria e tapiocaria Coco Bambu, toda arrumadinha e com pizzas saborosas também
- um jantar no Cantinho do Faustino
(...)
Dispenso o tal passeio de segunda à noite no Pirata (fujo dele, aliás. Com todo o respeito). Dispenso também o Beach Park (muito indicado para quem gosta de parque aquático). Mas esta seria a minha viagem, certo? A sua pode ser totalmente diferente. Aliás, a praia de Porto das Dunas, onde fica o Beach Park, é linda. Uma praia de tombo um tanto perigosa para banho, mas não fica lotada e é muito, muito bonita mesmo. O bairro residencial nos arredores, em expansão, é uma espécie de subúrbio chique. Bom passeio
Vai fazer as malas e o destino é o nordeste?
>>em julho acontece o Fortal, o carnaval fora de época de Fortaleza
>>abril e outubro são meses de baixa temporada, e o custo com hospedagem diminui
>>chega as bancas neste mês o Guia Top 10 Nordeste, com as melhores pousadas, restaurantes e atrações dos 40 destinos mais bacanas do litoral... É uma publicação do Guia Quatro Rodas
Restaurantes em lojas de vinho
Fui jantar outro dia no Così, em Santa Cecília. ( leia sobre a casa neste texto do Arnaldo Lorençato). Durante a espera, me acomodei no bar e logo meus olhos miraram o prédio em frente. Uma loja de vinhos aberta e movimentada às dez da noite. Feitas as devidas associações em meu "Google mental", lembrei: ali funciona a importadora Le Tire Bouchon. No subsolo, fica o restaurante.
Alguns dias depois, fui conhecer o lugar. Repeti a visita com alguns amigos outra noite e me toquei de algo que para algumas pessoas pode até parecer óbvio: a vantagem de jantar na importadora é que, a rigor, o preço pago na garrafa de vinho é o mesmo da loja. Ou seja, na ocasião, escapa-se de cobranças "injustas" que acontecem em restaurantes com a filosofia ultrapassada (acho eu) de "ganhar dinheiro com bebidas". Atire a primeira rolha quem nunca viu um vinho custar X na importadora e 100% a mais na carta da pizzaria.
Assim, um aviso aos navegantes: vamos montar um roteiro paulistano de lojas de vinho com bistrô e restaurante. Onde estão e o que oferecem, valores, vantagens etc. Está a caminho também uma seleção nacional. Onde você está? Quer sugerir algum endereço? Escreva para saopaulo@abril.com.br. Obrigada :-)
É isso por ora. Saúde e... Put on a Happy Face (ouvimos hoje com Blossom Dearie. A mocinha da voz quase infantil adoçou a canção).
A Morte do Gourmet
Passei o domingo no sofá com três filmes ( Irma La Douce, de Billy Wilder, Verdades e Mentiras, de Orson Welles, e a comédia romântica Alguém Tem Que Ceder, com Dianne Keaton e Jack Nicholson). Foi um dia praticamente perfeito. Só me desloquei até a cozinha, ora para encher a taça de vinho ora para preparar a sopa de aspargos ou xeretar o forno no qual assava, ao ponto, dois altos filés de salmão.
Entre uma coisa e outra, virei as páginas do livro A Morte do Gourmet (Cia. das Letras, pouco mais de 100 páginas e cerca de 30 reais). É o trabalho de estreia da escritora marroquina Muriel Barbery, que com ele ganhou o prêmio de "Melhor Livro de Literatura Gourmande", em 2000.
Muita gente, como eu, conheceu a autora por um título posterior. A Elegância do Ouriço, que narra a vida em um prédio chique de Paris em uma mistura de crítica social, filosofia, drama e, por que não, situações cômicas. É um texto às vezes ácido. Li durante as férias. Reencontrei em A Morte vários personagens e moradores do número 7 da Rue de Grenelle. ( Fiz uma busca no Google Maps...).
A Morte do Gourmet é um romance, uma ficção a respeito de Pierre Arthens, morador do prédio que é cenário de A Elegância do Ouriço. Arthens é o "maior crítico de gastronomia do mundo". É arrogante, chato, mas já lhe foi concedido na vida muito poder para dizer qual cozinheiro era bom ou não, o que valia ou não provar, comer. Ele mesmo chama para si essa responsabilidade. Está prestes a morrer, com as horas contadas. Mas não quer partir sem recordar de um sabor que ele mesmo não sabe qual é. O tempo passa enquanto esse sujeito, tão difícil de gostar, relembra sabores da infância, descreve sentimentos controversos a respeito de coisas e pessoas, conta como foi a primeira vez que provou ostra ou conheceu comida japonesa.
Não é uma fonte de receitas, embora as memórias de Arthens sejam, às vezes, muito saborosas. É um livro bacana, bem escrito e crítico (sem trocadilhos). Acho que interessa sobretudo para quem costuma refletir sobre a função do "especialista", em qualquer área. E também sobre como as pessoas acreditam em tudo o que se diz sobre elas, como se vendem por prestígio, como se agarram à vaidade e no fim não sobra muita coisa. Trata, ainda, das renúncias e investimentos que fazemos ao longo da vida, e a conta que vem depois. Dá pra ler em uma tarde preguiçosa de inverno. Bom programa :-)
Cozinha pantaneira
Em VEJA SÃO PAULO desta semana o editor de gastronomia Arnaldo Lorençato destacou, entre os 100 restaurantes da semana, o Siá Mariana, no Itaim Bibi, e suas receitas pantaneiras nas quais a estrela é o peixe (pacu, matrinxã, pirarucu, pintado...).
Saiba mais sobre as características da culinária do Pantanal em reportagem de Priscila Zuini.
Folia dos livros em Parati, Just in Time
Ouvimos hoje o Tony Bennett com o Michael Buble e um dueto de Just in Time. Para quem se interessa, vai ter show de Antonio Bennedetto este ano aqui no Brasil. No site oficial do cantor já é possível acessar a agenda. Porto Alegre (21/10 - Teatro do Sesi), Brasília (23/10 - Centro de Convenções), Salvadro (24/10 - TBD), São Paulo (26 e 27/10 - HSBC Brasil), Rio de Janeiro (29/10 - Vivo Rio) e Recife (31/10 - Chevrolet Hall).
Dito isto... Just In Time a repórter Priscila Zuini nos envia informações importantes sobre a Flip, na última hora.O evento começa no dia 1 o de julho, na próxima quarta-feira, e vai até o dia 5.
A Flip é a Festa Literária Internacional de Parati, ou Flip. Começou em 2003 por iniciativa da editora inglesa Liz Calder, que publicou a série Harry Potter e tinha uma casa na cidade. O evento muda os ares de Parati e faz com que os primeiros dias de julho, quando normalmente ocorre, virem alta temporada. A folia dos livros movimenta o centro histórico da cidade por um bom propósito: falar sobre literatura e reunir escritores do mundo todo. Paul Auster, Eric Hobsbawm e Amós Oz já estiveram lá.
Neste ano, a festa fará uma homenagem ao poeta pernambucano Manuel Bandeira. Estão confirmadas presenças ilustres como Gay Talese (criador do estilo new journalism), a irlandesa Anne Enright (vencedora do prêmio Booker em 2007) e o compositor e escritor Chico Buarque.
No ano passado mais de 20 mil pessoas preencheram as ruas da cidade durante o evento.
Parati
A cidade tem um dos mais belos casarios coloniais do país e cerca de 300 praias. As melhores ficam afastadas do centro histórico, e são alcançadas em passeios de escunas ou trilhas. Destaques: Antigos e Antiguinhos e do Sono.
O calçamento de pedra faz com que as moçoilas deixem, é claro, o salto alto em casa. Arraste a sandália entre um flip literário e outro. Entre viradas de páginas, cafés, uma cervejinha e um camarão.
No centro histórico não passam carros e a palavra de ordem é mesmo caminhar.
A cidade fica a 256 km do Rio e 307 km de Sampa.
Onde ficar
Nesta altura do campeonato é quase impossível conseguir hospedagem próximo à tenda da Flip e do centro histórico. Por isso, selecionamos algumas pousadas, mais afastadas – até 6 km do centro histórico, que ainda tem disponibilidade para o período. Mas é bom correr.
>> Pousada Estação do Sol - 1 km do centro histórico
(24) 3371-2786 - www.pousadaestacaodosol.com
O pacote de 30 de junho a 5 de julho custa R$ 1 800,00 para o casal com café da manhã.
>> Pousada Guaraná - 1,2 km do centro histórico
(24) 3371-6362 - www.pousadaguarana.com.br
Quem ficar de 1 a 5 de julho paga R$ 900,00 (casal) com café da manhã
>> Pousada L’essence - 3,5 km do centro histórico
(24) 3372-0025 - www.pousadalessence.com.br
O pacote para o casal entre os dias 1 e 5 de julho com café da manhã custa R$ 1 400,00.
>> Pousada Caminho do Ouro – 6 km do centro histórico
(24) 3371-6548 - www.pousadacaminhodoouro.com.br
Só há vagas para o pacote de 2 a 5 de julho. O casal paga R$ 950,00 com café da manhã e um jantar no dia chegada.
Onde comer
O prato típico da região é o camarão casadinho, que pode ser encontrado no Banana da Terra e no Refúgio. O estrelado Le Gite d’Indaiatiba serve um ceviche (pescado, cebola roxa cortada em fatias finas, coentro e pimenta) “excepcional”. Vale a pena também conhecer o Thai Brasil. Uma dica é dispensar a sobremesa e tentar os quitutes servidos nos cafés da cidade. O O Café serve bons doces, com música ao vivo e até sessões de massagem. O Nova Paraty é um misto de café e livraria.
Não saia da cidade sem provar – e comprar – uma das boas cachaças produzidas na região como a Corisco, a Maria Izabel e a Paratiana.
>> Leia mais sobre a culinária caiçara
No ritmo da chuva, bolinho de chuva
Para o ouvinte Caio Mello, que escreveu para o T&G. "Viviane, Bom dia!! Gosto não se discute, mas em minha cidade (Suzano) faz fila para ver televisão de cachorro, eu adoro o programa. A gente bate papo, fala de futebol etc... é ótimo. Lembre-se de perguntar para o Sardenberg sobre o bolinho de chuva??"
Caio. Então aqui vai um post saudosista. As netinhas do Sardenberg, eu e você somos fãs do bolinho de chuva. Mas deve ter mais gente. Essas gotinhas de massa frita, polvilhadas com açúcar e canela estão no meu top five de frituras doces :-)
Tem um livro, de Marcia Camargos e Vladimir Sacchetta, chamao À Mesa com Monteiro Lobato, da Editora Senac. Reúne dezenas de receitas e passagens de livros do Lobato, nascido no Vale do Paraíba, em Taubaté). No resgate dos quitutes da Tia Anastácia, tem uma receita do nosso bolinho preferido. Açúcar, leite, ovos, fermento. Açúcar e canela para fazer a festinha depois de fritos. A Tia Anastácia usava também erva-doce. Com todo o respeito, eu dispenso :-)
Outro lugar em que os bolinhos de chuva aparecem são as tais quitandas de Minas. O tabuleiro mineiro. O café da tarde paulista.
Aqui tem bolinho de chuva e café com quitanda.
E bolinho de chuva vai bem com...
Turismo no Vale do Café
Depois de bolinho de chuva e do lado paulista no Vale do Paraíba, avançamos em direção ao Rio de Janeiro. Mais precisamente o oeste do estado. A região que no século 19 era tomada por plantações de café e que hoje é uma visita ao passado, com fazendas bem preservadas (algumas funcionam como hotel) e outras que recebem o público como museus. Veja aqui um mapa com as principais paradas no chamado Vale do Café.
Mais: de 17 a 26 de julho acontece na região o Festival Cultural do Vale do Café. É a sétima edição do evento, com concertos, shows e cursos. Tudo acontece nas fazendas locais. Haverá ainda palestras e debates sobre a cultura regional e, no fim de julho, no dia 26, o desfile do Cortejo das Tradições encerra o festival com grupos de ritmos regionais, como o jongo.
>>clique aqui para saber mais sobre o turismo da região
A receita do baião-de-dois
Para a ouvinte Roseli: o pessoal do Docentes e Decentes, em Fortaleza, passou a fórmula de lá. Vamos tentar:
Ingredientes
100g de feijão-verde
200g de arroz 30g de queijo de coalho em cubos
20g de torresmo
30ml de leite de coco
1 colher (sopa) de nata Margarina (para refogar o arroz)
Queijo ralado a gosto
Cheiro verde a gosto
Cebolinha a gosto
Modo de preparo
Cozinhe o feijão até ele amolecer. Refogue o arroz com margarina e cebolinha. Em seguida, coloque o feijão com o caldo na mesma panela e deixe cozinhar até secar. Acrescente o queijo de coalho, o leite de coco e a nata. Cozinhe mais um pouco até secar o leite de coco. Decore com o queijo ralado e a cebolinha.
A Pedra do Baú e a Chapada dos Veadeiros
Duas regiões boas para trilha e que ficaram de fora na seleção de ontem, no boletim da CBN: Pedra do Baú, em Campos do Jordão, e a Chapada dos Veadeiros, no nordeste de Goiás. A Pedra foi uma lembrança do ouvinte José Francisco de Souza. Quem sentiu falta da Chapada foi o Frederico. Anotações feitas. Quem se interessar pode clicar no nome do destino e acessar as dicas afinadas do Guia Quatro Rodas.
>>Pedra do Baú, com acesso por Campos do Jordão ou São Bento do Sapucaí.
Pedra do Baú – Frederic Jean
>> Chapada dos Veadeiros, no nordeste de Goiás. Atrai aventureiros (e esotéricos)
Chapada dos Veadeiros – Silvio Quirino
Galeto, sim
Anita – Fernando Moraes
Agora digo "galeto, sim", como já disse tantas vezes quando era criança. Na casa da vó, a gente comprava o franguinho de leite assado na tal televisão de cachorro, e ela preparava uma tradicional macarronada, com espaguete beeeem fininho. O frango vinha com a pele crocante, tenro por dentro. Sempre aos domingos, também, havia a autorização para tomar algum refrigerante. Lambuzava os dedos com a gordura da ave e, inevitavelmente, o copo. Passou.
Depois de velha ou, digamos, adulta, perdi totalmente o hábito de comer frango. Acho que peguei bronca do clássico da dieta "saudável": peito de frango+salada. Até outro dia, dificilmente a idéia de saborear esse tipo de carne provocaria em mim alguma reação além de cara de paisagem. Mas eu mudei. Há umas duas semanas uma amiga me convidou para ir ao paulistano Anita, aqui avaliado por Arnaldo Lorençato.
Não conhecia a casa. O prato principal é o galetinho assado em televisão de cachorro. Custa 28 reais e, dependendo do apetite, pode servir duas pessoas. Acompanha uma batata bolinha assada na gordura da ave (isso faz diferença) e alhos inteiros. Farofinha e vinagrete também. É possível incorporar à refeição o tutu de feijão, a polenta cremosa e/ou a couve rasgada -- verde, brilhante, muito bonita (e saborosa).
Repeti a dose no último domingo. Levei o pai para almoçar lá. A gente se divertiu tanto com os acompanhamentos que a certa altura alguém disse "o franguinho é que é o acompanhamento". Não. Injusto. O tempero suave, o alecrim... o ponto certo que faz com que a carne quase desmanche na ponta do garfo (mesmo)... Depois dessa, reatei com o galetinho.
Coragem, as trilhas estão esperando você
O chamado de Curtis Mayfield em Move On Up, é para ajudar a começar esta semana com... coragem. Não é a primeira vez que recorro à pegada soul como um mantra que espanta-preguiça. Tenho o hábito de ouvir essa música para pegar no tranco -- e porque eu gosto. Claro. Vamos falar de (respira fundo) trilhas. Resgato aqui as orientações gerais de Freddy Duclerc para quem vai encarar e ainda não atingiu a categoria 'senior'. - O primeiro passo é garantir que você tem condições físicas para fazer a trilha. Em casos de caminhadas mais longas, o ideal é consultar um médico antes. O passeio tem de ser prazeroso. - Nunca se aventure sozinho. É sempre mais seguro ir com um grupo de pessoas. - Use equipamentos adequados. Não precisa ser nada caro, mas opte por roupas leves e confortáveis, de preferência não de algodão, que é um tecido que demora muito para secar. Uma pequena mochila é sempre uma boa pedida. Para os pés, as botas de cano médio são as mais indicadas pois evitam torções e protegem o corpo em trilhas na mata, por exemplo. - Opte por roupas claras, que reflitam o sol. - Levar água. Sempre é preciso repor o líquido perdido durante o exercício e beber água é melhor do que optar por isotônicos. -As caminhadas consomem muita energia, por isso é sempre bom garantir uma alimentação rica em carboidratos. Frutas secas e barrinhas de cereais são os lanches perfeitos para levar na mochila. - Sempre alongue antes de começar para evitar contusões. Depois da caminhada, os alongamentos são uma boa maneira de relaxar os músculos. (*) Freddy Duclerc é montanhista e fotógrafo. Comanda as expedições da agência Aventura e Vida, que atende destinos como a Serra dos Órgãos (RJ) e a Serra Fina (SP/MG) no Brasil. No exterior, costuma acompanhar trekkings e escaladas em parques nacionais do Chile, da Argentina e do Peru. Algumas opções: *Em Tocantins, a melhor trilha do Parque Estadual do Jalapão (foto acima, neste post, de Heudes Regis) é a que leva ao mirante da Serra do Espírito Santo. Tem vista panorâmica para as dunas. A caminhada é de 30 minutos de subida íngreme e outros 45 no altiplano da serra para chegar lá. São pouco mais de 6 quilômetros de trilha. *No Nordeste, a Chapada Diamantina é conhecida por ser a "capital do trekking". Dá para explorar tudo pedalando, em alguns casos, ou caminhando por longos trechos pedregosos ou no meio da mata. Tudo isso para encontrar as dezenas de cachoeiras, grutas, serras e mirantes. *O Pantanal é a sugestão no Centro-Oeste. Eleito o melhor destino de natureza por Veja – O Melhor do Brasil, quem for para lá deve montar o QG em um hotel-fazenda com boa estrutura e fazer os passeios e trilhas organizados pela própria equipe do hotel. *O mais antigo parque do Brasil é a sugestão no Sudeste. O Parque Nacional de Itatiaia, no Rio, é dividido em duas áreas. Há uma parte mais baixa – e menos radical – e outra, onde fica o Pico das Agulhas Negras, cujo cume fica a quase 2 800 metros. Exige mais fôlego e a orientação de um guia habilitado, com experiência. *Com 5,8 quilômetros de extensão e 720 metros de profundidade, o Cânion do Itaimbezinho, nos Aparados da Serra, fica na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A caminhada mais fácil se dá pela trilha do Vértice e dura cerca de cinqüenta minutos. A trilha do Cotovelo é mais puxada e tem 6,3 quilômetros de extensão. Veja também: Sites-Webventure-Trilhas e Aventuras-Trilhas e Trilhas-Aventura e VidaLivrosProcure os guias do ciclista paulistano Guilherme Cavallari. Há ao menos dois deles nas lojas, lançados pela editora Kalapalo. Custam cerca de 40 reais cada um e tratam de equipamentos e técnicas e oferecem alguns roteiros. Por fim, que venham mais sugestões. Como porta-voz de esforço físico eu não sou exatamente um modelo de comunicação. Fraquinha. Prometo me esforçar (todo ano eu faço essa promessa... :-)) Marcadores: trilhas
Inverno na serra gaúcha
Frio de verdade, jeitão de Europa? Confira esta radiografia de Gramado, Canela e Bento Gonçalves. A autora é a repórter Giulianna Bergamo, com fotos de Mario Rodrigues. Aonde ir, onde comer, hospedar-se, principais atrações da região (como a Cascata Caracol, acima, registrada por Alex Silveira), sugestões de hotéis... A reportagem fala aos mais de 50 000 paulistanos que devem estacionar suas férias na serra gaúcha, mas é útil a quem estiver em qualquer outro canto do país. Não se acanhe. Leia. A Giulianna conta várias coisas importantes para quem pretende ir para a região. Isso ajuda a traçar as férias de acordo com o seu perfil de viagem: visitas a vinícolas, passeios em família, compras etc. Andiamo. Marcadores: Serra Gaúcha
O melhor do Espírito Santo
A Dinah Washington embalou nossa sexta-feira com Such A Night.
E ontem foi uma noite e tanto lá em Vitória, no Espírito Santo, quando rolou a entrega do Comer & Beber Espirito Santo. Adianto aqui alguns vencedores, que estarão todos no site, logo cedo, amanhã. 
A vista aérea de Vitória - Foto: Humberto Capai/divulgação O grande vencedor mais uma vez é Juarez Campos, do restaurante Aleixo, eleito chef do ano pela terceira vez. O Aleixo ganhou como a melhor carta de vinhos e o Oriundi ganhou como italiano. Também é dele. A melhor moqueca está no Geraldo, que fica no Jardim da Penha, e, mais uma vez, o Guaramare, de Guarapari, levou o título de melhor restaurante do litoral sul. Na montanha a casa vencedora foi o Valsugana, de Domingos Martins Mais em www.vejaespiritosanto.com.brMarcadores: Espírito Santo
Mesas caiçaras, pelo Brasil
Ricardo Castanho, editor de gastronomia do Guia Quatro Rodas, indica alguns dos melhores endereços para saborear pratos caiçaras. 
O prato do restaurante Refúgio, em Parati - Foto: Jefferson Costa
>> Florianópolis (SC)
+ Rancho Açoriano: a tainha, de carne tenra e saborosa, é servida grelhada. Entre maio e julho, é a temporada da pesca e dá para aproveitar o peixe fresco. Há uma opção com salada, pirão e arroz (R$36,00; para duas pessoas) e outra que acompanha ainda camarão flambado com manteiga e alcaparras (R$45,00). >> Parati (RJ) + Banana da Terra: o destaque é o camarão casadinho. Como a pesca foi liberada há pouco tempo (é proibida entre fevereiro e maio), o prato não está sendo servido no restaurante, pois o crustáceo ainda não está em um tamanho bom. A previsão é que volte em agosto. Vem na companhia de salada e custa R$77,00 para uma pessoa. + Refúgio: serve o camarão casadinho. São dois pares do crustáceo acompanhados de arroz à grega e batata palha (R$ 69,80, para uma pessoa). >> Peruíbe (SP) + A Ponte: o proprietário, dono de um barco de pesca, sugere peixes do dia para o preparo de receitas fartas. A caldeirada, combinação de postas de peixe e frutos do mar (camarão, lula e polvo) cozidos com tomate e outros temperos, é servida com arroz e pirão (R$70,00, para duas pessoas). >> Ubatuba (SP) + Peixe com Banana: o azul-marinho é o carro-chefe. As bananas-nanicas são cozidas em uma panela de ferro e solta taninos, formando um caldo um pouco azulado (não chega a ser um azul-marinho). Depois, acrescenta-se o peixe e temperos. Leva, em média, 40 minutos para ficar pronto. É servido com arroz e pirão. Custa R$73,00 para duas pessoas. >> Fortaleza (CE) + Colher de Pau: a peixada cearense é uma das boas pedidas. No restaurante estrelado pelo Guia Quatro Rodas, ela é preparada com peixes e legumes cozidos. O prato foi criado por jangadeiros, para reforçar as energias em alto mar. Vem na companhia de arroz branco e pirão. Custa R$ 36,90 e serve duas pessoas. Marcadores: cozinha caiçara
A culinária caiçara
A repórter Priscila Zuini ficou mergulhada nos últimos dias na literatura e em conversas com especialistas para fazer uma fotografia da cozinha caiçara. Veja o resultado: Caiçara, nome de origem tupi, refere-se às zonas litorâneas do Brasil e também aos moradores desta região. Simples, a comida do litoral leste brasileiro, entre o Sul do Rio de Janeiro e o Paraná, tem influência de índios, portugueses e negros. Os ingredientes usados normalmente fazem parte do habitat e vêm da roça, da mata, dos rios e do mar. O povo caiçara costuma fazer da cozinha o principal aposento da casa, onde são recebidas as visitas e servidas as refeições. A sala é um local mais formal e menos usado. Os principais ingredientesAlguns produtos são essenciais na culinária caiçara e estão relacionados com a região e o clima locais. A mandioca funciona como um alimento base. São usados vários tipos como a mandioca-brava e o aipim. Seus subprodutos também são aproveitados. Exemplos: o beiju ou biju, a farinha de tapioca, farinha da terra ou “de mesa”(a mais fininha), farinha d’água (mais grossa e azeda), farofa. Principalmente no litoral Sul de São Paulo é muito comum encontrar o arroz branco como acompanhamento para os peixes, outro produto essencial para esta culinária. Os peixes variam conforme a região. Um dos mais usados é a tainha, que costuma aparecer nos meses mais frios do ano. No litoral Sul é fácil encontrar ainda parati, robalo, corvina, pescada, cação e manjuba; já no Norte, garoupa, badejo e atum. Além do pescado, é comum preparar pratos como bolinho de peixe, cuscuz e moqueca caiçara (feita com postas de peixe, farinha de mandioca e ervas locais. É enrolada na folha de bananeira e assada). 
Peixe e banana compõem o prato preferido da culinária caiçara, o azul-marinho. Na foto, o que é servido no restaurante Peixe com Banana, em Ubatuba - Foto: Bruno Agostini
A banana aparece em quase todos os pratos, seja como acompanhamento ou um ingrediente especial. É comum encontrar o peixe com banana e farinha, por exemplo. Outras frutas e tubérculos também se fazem presente neste tipo de culinária. É o caso de ameixas, jabuticabas, cajamangas, cajazinhos, palmito e coco. As carnes de boi e porco não são tão presentes. Mais comum são as de caça defumadas como paca, capivara, veado, tatu, porco-do-mato. Um prato típico é o pernil de paca assado. A carne bovina quase não aparece. A exceção é o barreado, prato famoso do litoral paranaense. Carne bovina ou de porco, lingüiça e toucinho são misturados com pirão de farinha de mandioca e ficam no fogo por muitas horas. Alguns pratos+ peixe azul-marinho: é o principal deste tipo de culinária. É um tipo de caldeirada. Usa-se um peixe de carne firme e banana, que não deve estar nem verde nem madura. O cozimento é feito em panela de ferro até obter-se um caldo azulado. + pirão + peixe com banana e farinha: é um dos preferidos do povo caiçara + camarão casadinho: um par de camarão servido em salada ou arroz branco. É típico de Parati. + Lambe-lambe: arroz com mariscos. Tem esse nome porque as pessoas costumam lamber o arroz das conchinhas. É comido com as mãos. Se trocar o marisco por siri vira sirizada. Livros: Culinária Caiçara – O Sabor entre a Serra e o Mar, de Ana Bueno, Antonio Carlos Diegues e Vito D’Alessio e Larousse da Cozinha Brasileira, de Guta Chaves e Dolores Freixa.Marcadores: cozinha caiçara, peixes e frutos do mar
Uma receita caiçara
Pescada-cambucu em crosta de banana da terra, pupunha grelhado, creme de taioba e chips de inhame...(Chef Eudes Assis, do restaurante Seu Sebastião, em Maresias) 
Ingredientes Pescada 200g de pescada-cambucu fresca em filés 1 banana da terra 1 colher (chá) suco de limão 2 colheres (chá) de azeite extra virgem Sal e pimenta-do-reino branca a gosto Palmito 2 toletes (ou creme, parte central do palmito de pupunha) crus 1 litro de água 50ml de vinagre 30ml de azeite de oliva extra virgem Sal a gosto Creme de Taioba 200ml creme de leite fresco 50ml de vinho branco seco 2 colheres (sopa) de cebola picada 2 colheres (sopa) de manteiga 100g de taioba cortada em tiras finas Sal e pimenta-do-reino branca a gosto Chips de inhame Inhame a gosto Óleo de girassol Modo de preparo: Modo de preparo Pescada Tempere os filés de pescada com suco de limão, sal e pimenta-do-reino. Descasque a banana da terra e corte, ao comprido, em três tiras. Grelhe numa frigideira antiaderente os filés de cambucu e as tiras da banana. Depois de grelhados, coloque as tiras da banana sobre o filé de peixe, formando uma crosta. Palmito Cozinhe o palmito em água, com sal e vinagre até ficarem macios. Depois, grelhe no azeite extra virgem até dourar. Creme de Taioba Refogue a cebola na manteiga, acrescente o creme de leite e o vinho branco e deixe ferver até evaporar todo o álcool do vinho. Adicione a taioba, o sal e a pimenta-do-reino. Chips de inhame Descasque os inhames e corte, com um mandolin, em fatias bem finas. Frite os chips em óleo de girassol bem quente, para ficarem crocantes. Marcadores: cozinha caiçara, peixes e frutos do mar, receitas
Guia Quatro Rodas escolhe as camas "mais sexy" e os lugares perfeitos para ir a dois...
...e não ser visto por ninguém. It's Now or Never, pode cantar o Elvis Presley agora. Repasso o serviço: da série "Escolhas do Guia Quatro Rodas", duas listas que podem interessar (para mais informações, clique nos nomes dos lugares): As 11 camas mais sexy do Brasil Lugares memoráveis para deitar e rolar, segundo a equipe do Guia Quatro Rodas Selecione: Marcadores: dicas de viagem, para ir a dois
Baião-de-dois: uma prioridade calórica
Ontem, depois de tantos doces, eu tinha prometido a caminhada de compensação. Um roteiro turístico que não fosse de fome. Não consegui. Vou falar do baião-de-dois. O ouvinte Luiz Duarte queria saber da origem e onde encontrar e, assim, interrompo os trabalhos de esforço físico por causa de uma prioridade calórica, porém rica em ferro e muito nutritiva :-) Como já estou envolvida com o nordeste para o preparo do cometário a respeito de Fortaleza (encomenda da Elaine da Mota Martins, que vai para lá em família), aproveito para lembrar desse casadinho clássico entre arroz e feijão. Celebrado pelos cearenses, pernambucanos, paraibanos e etc., de origem e de coração, trata-se de um prato tipicamente nordestino. É encontrado no Brasil inteiro, muitas vezes como acompanhamento. Mas se garante. É robusto. A dupla arroz e feijão é temperada e recebe a companhia do queijo de coalho. Misturinha. Pois bem, o baião-de-dois é originalmente preparado com feijão-de-corda, que também aparece no acarajé baiano. Esse feijão é fornecedor de fibras que ajudam a baixar o colesterol. Em algumas cozinhas, a trinca básica (arroz, feijão e queijo) é incrementada com carne-seca, linguiça ou bacon. No Mocotó, em São Paulo, é assim. Custa a partir de 5 reais (ou perto disso. O preço muda de acordo com o tamanho da porção). Todas as vezes em que estive em Fortaleza, a passeio, fui levada por minha irmã e meu cunhado ao barulhento Docentes e Decentes. Restaurante grande, simples e bom. Para refeições nordestinas fartas. Tem dois endereços na cidade e um protagonista no cardápio: o feijão-verde (feijão-de-corda que tem as vagens são colhidas uma a uma) servido com nata e queijo de coalho. Chega à mesa fumegante e na companhia do... baião-de-dois. Não sou especialista, mas é o melhor que já provei. O prato foi apontado na edição VEJA O Melhor do Brasil (parceira com V&T e Guia Quatro Rodas), como uma das 500 delícias nacionais. Trecho; "chega à mesa saboroso e fumegante, numa cumbuca de barro. O prato, que é venerado pelos fortalezenses, leva nata e queijo de coalho." Ainda na capital do Ceará, o Cantinho do Faustino (duas estrelas no Guia Brasil 2009 e apontado como o melhor restaurante do Nordeste) serve carne-de-sol na manteiga da terra, com baião-de-dois, paçoca de pilão e macaxeira. Custa entre 30 e 40 reais, para duas pessoas. Fome. Marcadores: baião-de-dois
Feira nacional de doces termina neste domingo, em Pelotas
Até o dia 14 de junho, mais de 1 milhão de doces já haviam sido devorados pelo público na 17a. edição da Fenadoces, a Feira Nacional de Doces de Pelotas, a 250 quilômetros de Porto Alegre. A festa promove a produção local, herança de imigrantes portugueses e alemães, mas conta também com expositores de toda América do Sul. A edição deste ano começou no dia 3 e vai até o próximo domingo (21). Pelotas, no Rio Grande do Sul, tem tradição nos doces em geral e, também, nos de inspiração portuguesa. No passado, a cidade produzia muito charque, que era mandado para o Nordeste. Como parte do pagamento, recebia açúcar. A abundância fez com que as cozinheiras investissem cada vez mais nas receitas dos colonizadores e em outras variações. A feira tem lugar no Centro Internacional de Cultura e Eventos (no entroncamento da Av. Presidente João Goulart com a BR-116). A entrada custa 5 reais por pessoa e inclui um vale-doce. O horário de funcionamento é o seguinte: de segunda a quinta das 14h às 23h e de sexta a domingo das 10h às 23h.
 Fatias de braga, doce português
Algumas delícias em exposição: - doces caseiros como compotas e doces cristalizados - os clássicos doces portugueses, entre eles pastel de santa clara, fatias de braga, camafeus, bem-casados... Veja também >>Pelotas, a capital dos doces>>doces portugueses. Aprenda a preparar as fatias de bragaMarcadores: doces, Fenadoces, Pelotas
It's De-Lovely, Cole Porter
Ontem à noite, no sofá, varri mentalmente minha discoteca em busca de uma música para abrir o boletim de hoje. O assunto é doce. Faço associações malucas, às vezes, mas, mesmo as mais absurdas precisam de uma mão para me levar. Ora é o tema. Ora é a conversa, o filme, a notícia do jornal. Desta vez, aconteceu assim: enquanto pilotava o controle remoto e saboreava lasanha ao molho sugo na companhia de um copo de vinho ( o pinot noir chileno Cono Sur - Bicicleta, indicado pelo guru Roberto Gerosa neste post imperdível sobre "bons, baratos e prazerosos"), assisti, outra vez, ao longa de 2004 chamado She's De-Lovely. A fita tem Kevin Kline no papel do compositor americano Cole Porter. A atriz Ashley Judd é Linda Lee, que foi a mulher de Porter por mais de 30 anos. O compositor era homossexual, mas viveu com Linda boa parte de sua vida e eles se amavam, do jeito deles. Por algum tempo, foram felizes. Do jeito deles. Linda sabia dos amantes de Porter e, ainda assim, era "a" companheira. E o que se diz no filme é que, de fato, se amavam e ponto. O título em português do comovente musical dirigido por Irwin Winkler é De-Lovely - Vida e Amores de Cole Porter.
 Ashley Judd e Kevin Kline no musical que fala da trajetória de Cole Porter
O filme é bacana. Vejo pela terceira vez e sempre me emociono. É um musical, e eu em geral não gosto do gênero, mas esqueço disso quando convém. Tudo isso para dizer que fui buscar uma letra de Cole Porter que traduzisse o momento de felicidade que é, para muita gente, um pedaço de doce. Ficou fácil. Escolhi It's De-Lovely. Ouvimos na interpretação de Anita O'Day (tudo bem que essa canção é um aceno de primavera, mas é como a gente se sente). Nota: o compositor, se estivesse vivo, teria completado 118 anos no dia 9 de junho. Logo mais vou publicar aqui as informações da Fenadoces, de Pelotas (RS). Termina neste domingo. Vamos falar também de doces portugueses o do prazer prolongado que é saborear miniaturas... Até já. The night is young, the skies are clear And if you want to go walkin', dear It's delightful, it's delicious, it's de-lovely
I understand the reason why You're sentimental, 'cause so am I It's delightful, it's delicious, it's de-lovely
You can tell at a glance what a swell night this is for romance You can hear, dear Mother Nature murmuring low "Let yourself go"
So please be sweet, my chickadee And when I kiss ya, just say to me "It's delightful, it's delicious, it's delectable, it's delirious, It's dilemma, it's de limit, it's deluxe, it's de-lovely"
You can tell at a glance what a swell night this is for romance You can hear dear Mother Nature murmuring low "Let yourself go"
So please be sweet, my chickadee And when I kiss ya, just say to me It's delightful, it's delicious, it's delectable, it's delirious, It's dilemma, it's de limit, it's deluxe, it's de-lovelyMarcadores: a trilha sonora da sua viagem, doces, música
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