Café da manhã nas padarias do Rio e de Sampa
O mercado imobiliário está fervendo no Brasil inteiro. O que mais se vê nos jornais e revistas são anúncios de prédios em lançamento, mas uma olhada atenta no conteúdo dessa publicidade mostra também que os edifícios mais modernos têm algumas características que podem ser tomadas como sinais dos tempos até na área de gastronomia.
Esse é o caso, por exemplo, da infinidade de novos edifícios que oferecem, como grande vantagem, o chamado ‘espaço gourmet’ – uma área, geralmente ligada ao salão de festas, equipada com cozinha profissional, para que os cozinheiros de fim de semana possam exercitar suas habilidades e receber os amigos para experimentar suas experiências culinárias.
Em contrapartida, olhando as plantas dos apartamentos à venda, percebe-se que as cozinhas dos apartamentos propriamente ditos não apenas continuam a encolher como, em alguns casos, praticamente desapareceram. Nas unidades menores, destinadas a abrigar solteiros ou casais sem filhos nem agregados, nota-se que é simplesmente impossível juntar no espaço destinado à cozinha aquele equipamento mínimo para quem realmente deseja cozinhar: fogão com forno, geladeira, freezer, microondas, pia e máquina de lavar louça.
E o que se conclui disso tudo? O que se conclui é que pessoas comuns, ao mesmo tempo em que se interessam pela gastronomia como arte, como um refinamento, cada vez estão menos dispostas a cozinhar no dia-a-dia, por falta de tempo ou porque simplesmente não compensa a rotina de ir ao mercado, abastecer dispensa e geladeira, manter uma prateleira de temperos, perder uma hora ou duas diante do fogão e ainda ter a louça para lavar apenas para preparar a refeição para uma ou duas pessoas.
Nas ruas das grandes cidades, esse mesmo fenômeno pode ser visto por outro ângulo, o da proliferação dos restaurantes por quilo – que têm bufês variadíssimos e cobram preços quase irrisórios por um prato de comida. Em alguns boletins, mais à frente, vamos tratar desse tipo de restaurante.
Mas hoje quero falar de outro sinal do desaparecimento da culinária doméstica, o avanço firme e forte das padarias e até de restaurantes que servem café da manhã, tanto para gente que chega um pouquinho antes à região do trabalho quanto até para famílias inteiras que preferem dar uma passadinha num estabelecimento próximo de casa, pela manhã, em vez de sujar a cozinha e a louça preparando a primeira refeição do dia. O que antes era um programa de domingo, com o brunch nos hotéis, agora é rotina de muitas famílias.
Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, tornou-se tão comum a oferta de padarias, rotisserias e até restaurantes que abrem para o café-da-manhã, que já foi possível até eleger, nas edições de O Melhor da Cidade, quais são os melhores de cada capital.
Aqui vão algumas informações sobre os dois vencedores: na capital paulista, a ganhadora foi a Pain et Chocolat, que fica no bairro de Moema e, por enquanto, só oferece seu bufê nos finais de semana, como um verdadeiro brunch para quem acorda tarde e quer curtir o final de semana longe do fogão. O lugar oferece pães salgados, brioches, croissants, muffins, cookies, panquecas, brownies e donuts, além de salsichas, ovos mexidos, frutas frescas e bebidas quentes, por 19,90 reais por pessoa.
No Rio, a casa campeã se chama Escola do Pão e fica perto da Lagoa Rodrigo de Freitas. Lá tem broa de milho, iogurte caseiro, geléias e míni-sanduíches, além de curau de milho verde e bolinhos – num pacote que também vale por uma refeição.
Para quem já está na onda do café da manhã fora de casa todos os dias, os jurados apontaram em São Paulo a rede Dona Deola, que tem várias unidades, e a Galeria dos Pães, nos Jardins. Os do Rio votaram na rede Rubro Café, no Centro, no Barra Shopping e no Rio Design, e o Café Severino, no Leblon, em Copacabana e também no Shopping Rio Design.
Conheça os melhores restaurantes, bares e comidinhas do Rio e de São Paulo.
Esse é o caso, por exemplo, da infinidade de novos edifícios que oferecem, como grande vantagem, o chamado ‘espaço gourmet’ – uma área, geralmente ligada ao salão de festas, equipada com cozinha profissional, para que os cozinheiros de fim de semana possam exercitar suas habilidades e receber os amigos para experimentar suas experiências culinárias.
Em contrapartida, olhando as plantas dos apartamentos à venda, percebe-se que as cozinhas dos apartamentos propriamente ditos não apenas continuam a encolher como, em alguns casos, praticamente desapareceram. Nas unidades menores, destinadas a abrigar solteiros ou casais sem filhos nem agregados, nota-se que é simplesmente impossível juntar no espaço destinado à cozinha aquele equipamento mínimo para quem realmente deseja cozinhar: fogão com forno, geladeira, freezer, microondas, pia e máquina de lavar louça.
E o que se conclui disso tudo? O que se conclui é que pessoas comuns, ao mesmo tempo em que se interessam pela gastronomia como arte, como um refinamento, cada vez estão menos dispostas a cozinhar no dia-a-dia, por falta de tempo ou porque simplesmente não compensa a rotina de ir ao mercado, abastecer dispensa e geladeira, manter uma prateleira de temperos, perder uma hora ou duas diante do fogão e ainda ter a louça para lavar apenas para preparar a refeição para uma ou duas pessoas.
Nas ruas das grandes cidades, esse mesmo fenômeno pode ser visto por outro ângulo, o da proliferação dos restaurantes por quilo – que têm bufês variadíssimos e cobram preços quase irrisórios por um prato de comida. Em alguns boletins, mais à frente, vamos tratar desse tipo de restaurante.
Mas hoje quero falar de outro sinal do desaparecimento da culinária doméstica, o avanço firme e forte das padarias e até de restaurantes que servem café da manhã, tanto para gente que chega um pouquinho antes à região do trabalho quanto até para famílias inteiras que preferem dar uma passadinha num estabelecimento próximo de casa, pela manhã, em vez de sujar a cozinha e a louça preparando a primeira refeição do dia. O que antes era um programa de domingo, com o brunch nos hotéis, agora é rotina de muitas famílias.
Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, tornou-se tão comum a oferta de padarias, rotisserias e até restaurantes que abrem para o café-da-manhã, que já foi possível até eleger, nas edições de O Melhor da Cidade, quais são os melhores de cada capital.
Aqui vão algumas informações sobre os dois vencedores: na capital paulista, a ganhadora foi a Pain et Chocolat, que fica no bairro de Moema e, por enquanto, só oferece seu bufê nos finais de semana, como um verdadeiro brunch para quem acorda tarde e quer curtir o final de semana longe do fogão. O lugar oferece pães salgados, brioches, croissants, muffins, cookies, panquecas, brownies e donuts, além de salsichas, ovos mexidos, frutas frescas e bebidas quentes, por 19,90 reais por pessoa.
No Rio, a casa campeã se chama Escola do Pão e fica perto da Lagoa Rodrigo de Freitas. Lá tem broa de milho, iogurte caseiro, geléias e míni-sanduíches, além de curau de milho verde e bolinhos – num pacote que também vale por uma refeição.
Para quem já está na onda do café da manhã fora de casa todos os dias, os jurados apontaram em São Paulo a rede Dona Deola, que tem várias unidades, e a Galeria dos Pães, nos Jardins. Os do Rio votaram na rede Rubro Café, no Centro, no Barra Shopping e no Rio Design, e o Café Severino, no Leblon, em Copacabana e também no Shopping Rio Design.
Conheça os melhores restaurantes, bares e comidinhas do Rio e de São Paulo.







3 Comentários:
De fato, a Galeria dos Pães é espetacular! Uma ótima opção para os paulistanos que querem curtir o fim de semana sem estresse.
Realmente é dificil escolher entre a Galeria dos Pães e a Dona Deola para o café da manha nos finais de semana´pois os dois são excelentes. Se o bufet da Dona Deola é excelente, a Galeria nos brinda com vinho e musica ao vivo o que torna o café mais estimulante.
Ana Bifulco
E durante a semana???
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