Artesanato pelo Brasil
O mês de julho tem férias escolares e, portanto, muitas famílias viajando completas para os principais destinos turísticos do país. É nessa época também que ficam mais movimentadas as indefectíveis feirinhas de artesanato, populares em todas as cidades muito visitadas por turistas. É claro que essas feirinhas são uma distração interessante durante a viagem, mas o que eu quero registrar hoje são alguns lugares onde se compra artesanato mais legítimo de algumas regiões, muitas vezes também com preços mais interessantes. Boa parte dessas associações ou cooperativas de que vou falar têm sites na internet, por meio dos quais também é possível fazer compras a distância e receber a encomenda pelo correio.
Vamos começar por Vitória, no Espírito Santo. Um dos tipos de artesanato mais conhecidos da região é o trabalho das paneleiras, que fazem os recipientes de barro onde são preparadas as famosas moquecas capixabas e diversos outros pratos típicos. A Associação das Paneleiras de Goiabeiras é uma das mais conhecidas do estado e fica instalada no bairro de Goiabeiras Velha, em Vitória. Essa organização já existe há quase vinte anos e hoje tem cerca de 120 associados. Todos os modelos de panela são feitos em diversos tamanhos e podem ser comprados no galpão da Associação, onde também se pode acompanhar parte do processo de produção, como o pisoteamento do barro, a moldagem e a pintura.
Em Natal, no Rio Grande do Norte, a sugestão é procurar o trabalho da Associação das Labirinteiras de Campo de Santana. O nome é estranho mas muito apropriado porque elas lidam com bordados e, para quem não tem experiência no ramo, nada é tão parecido com um labirinto. O Campo de Santana fica no município de Nísia Floresta, vizinho à capital potiguar. São cerca de 20 mulheres que tecem e vendem capas de almofadas, guardanapos, toalhas de mesa, colchas, centros de mesa, tudo com labirinto, que é um tipo de bordado muito comum no Nordeste. O espaço funciona todos os dias das 8:30 às 17 horas. O trabalho das rendeiras também é vendido em algumas lojas de Natal, mas na Associação os preços são melhores e o cliente também pode encomendar peças com desenhos exclusivos.
Em Belém, o pólo ceramista do distrito de Icoaraci reúne dezenas de artesãos. Os preços são incrivelmente menores do que o praticado nas lojas da cidade. Para quem está distante, uma opção é acessar o site oficial e comprar diretamente dos produtores, que disponibilizam o serviço de venda on-line.
Por fim, para os interessados em arte indígena, existe uma loja que junta diversas associações de artesãos indígenas está presente em várias cidades brasileiras. É a Artíndia, que é parte de um projeto da FUNAI. Há lojas em Belém, Rio de Janeiro, Manaus, Cuiabá, Brasília, Recife, São Paulo e Goiânia. A grande vantagem é a garantia de procedência.
>>Veja aqui todos os endereços das lojas da Artíndia pelo Brasil.
Gilvan Barreto
Vamos começar por Vitória, no Espírito Santo. Um dos tipos de artesanato mais conhecidos da região é o trabalho das paneleiras, que fazem os recipientes de barro onde são preparadas as famosas moquecas capixabas e diversos outros pratos típicos. A Associação das Paneleiras de Goiabeiras é uma das mais conhecidas do estado e fica instalada no bairro de Goiabeiras Velha, em Vitória. Essa organização já existe há quase vinte anos e hoje tem cerca de 120 associados. Todos os modelos de panela são feitos em diversos tamanhos e podem ser comprados no galpão da Associação, onde também se pode acompanhar parte do processo de produção, como o pisoteamento do barro, a moldagem e a pintura.
Em Natal, no Rio Grande do Norte, a sugestão é procurar o trabalho da Associação das Labirinteiras de Campo de Santana. O nome é estranho mas muito apropriado porque elas lidam com bordados e, para quem não tem experiência no ramo, nada é tão parecido com um labirinto. O Campo de Santana fica no município de Nísia Floresta, vizinho à capital potiguar. São cerca de 20 mulheres que tecem e vendem capas de almofadas, guardanapos, toalhas de mesa, colchas, centros de mesa, tudo com labirinto, que é um tipo de bordado muito comum no Nordeste. O espaço funciona todos os dias das 8:30 às 17 horas. O trabalho das rendeiras também é vendido em algumas lojas de Natal, mas na Associação os preços são melhores e o cliente também pode encomendar peças com desenhos exclusivos.
Em Belém, o pólo ceramista do distrito de Icoaraci reúne dezenas de artesãos. Os preços são incrivelmente menores do que o praticado nas lojas da cidade. Para quem está distante, uma opção é acessar o site oficial e comprar diretamente dos produtores, que disponibilizam o serviço de venda on-line.
Carlos Goldgrub
Por fim, para os interessados em arte indígena, existe uma loja que junta diversas associações de artesãos indígenas está presente em várias cidades brasileiras. É a Artíndia, que é parte de um projeto da FUNAI. Há lojas em Belém, Rio de Janeiro, Manaus, Cuiabá, Brasília, Recife, São Paulo e Goiânia. A grande vantagem é a garantia de procedência.
>>Veja aqui todos os endereços das lojas da Artíndia pelo Brasil.
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