Qual é o seu time?
O meu é o Corinthians. Mas isso nem vem muito ao caso..., já que há um lugar onde todas as torcidas se encontram. Ao som de O Futebol, na voz do Chico Buarque (ele escreveu esta canção para homenagear seus craques preferidos), vamos sair da mesa e cuidar do passeio. Trata-se do Museu do Futebol, inaugurado há alguns dias no Estádio do Pacaembu. Para programar o tour que já se faz urgente, estou usando uma prata da casa. Nesta semana, o diretor de redação da revista Placar, o jornalista Sérgio Xavier Filho, fez uma radiografia do Museu e fez também uma leitura interessante do lugar, reforçando sua vocação democrática: é feito para agradar todo mundo.Veja o que ele diz:
“Talvez o grande mérito do Museu do Futebol seja reunir na mesma torcida um ex-presidente sociólogo que já viu de tudo, um fanático por esporte que não se cansa de nada e uma arquiteta que nem time tem. Os três, por motivos diferentes, acabaram se interessando e gostando do lugar. É claro que nem todos vão olhar tudo – são 1 490 fotos e seis horas de vídeos, que estão espalhados pelos quase 7 000 metros quadrados de atrações. Uma hora e meia é insuficiente para dar conta dos três andares e quinze ambientes. O futebol é utilizado como fio condutor da cultura nacional e até aqueles que torcem o nariz para o esporte encontram bons motivos para ir lá. Ao que tudo indica, o Museu do Futebol disputará com o Museu da Língua Portuguesa, que recebe 50 000 pessoas por mês, o título de o mais visitado do Brasil. As atrações podem ser divididas em três categorias: para os leigos, para os fanáticos e para todos os gostos.”
Os craques são projetados em telas transparentes
Para ilustrar, outro trecho da reportagem de Sérgio:O sociólogo é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que estava na inauguração e gastou “mais tempo na chamada Sala das Origens. Ali, a luz amarelada dá um tom sépia às 431 fotos dos primórdios do futebol no país. Ficou especialmente fascinado com uma do início do século passado.”
O fanático é Vitor Birner, comentarista de futebol da Rádio CBN. “Apesar de trintão, parecia uma criança na abertura do Museu do Futebol. Passou rápido pela Sala das Origens e se divertiu a valer em uma das quatro mesas de pebolim na Sala dos Números e Curiosidades. Em cada uma delas, os bonequinhos são dispostos de maneira diferente, reproduzindo os diversos esquemas táticos do futebol ao longo dos tempos. "Vá ao museu sem a pressa paulistana. Saí de lá maravilhado", recomendou em seu blog.”
Arquiteta: Eliane Coelho, mulher de Sérgio, é arquiteta e não gosta de futebol. “Apressou o passo na Sala das Origens, olhou com pouco interesse as mesas de pebolim e ficou encantada com a Sala da Exaltação. Trata-se de uma espécie de porão do Pacaembu. Um buraco que precisou ser aberto nas estruturas do estádio para servir de passagem entre as alas do museu. O arquiteto Mauro Munhoz conseguiu tirar dali um ambiente cenográfico entre pilastras, concreto e montes de areia. Grandes telões foram instalados e cenas de torcidas dos principais clubes brasileiros se alternam. O som é poderoso. Dá a sensação de se estar no meio da arquibancada. O curador Leonel Kaz apelidou o pedaço de "Termas de Caracala". Faz sentido. Foi nas ruínas das termas, em Roma, que os tenores Luciano Pavarotti, José Carreras e Plácido Domingo fizeram um concerto lendário na Copa da Itália, em 1990.)”
>>Clique aqui para ver a reportagem completa
>>Clique aqui para navegar pelo mapa, com comentários de Sérgio Xavier Filho. Ele fez uma leitura bacana do lugar, dividindo as atrações de acordo com o perfil do público: leigos.
Fica o convite. Visitem São Paulo. E o museu, que não abre em dia de jogo.
• Museu do Futebol. Estádio do Pacaembu. Praça Charles Miller, s/nº, Pacaembu, 3663-3848. 10h/18h (ter. a dom.). Fecha em dias de jogos. R$ 6,00. A bilheteria fecha uma hora antes. Grátis para menores de 7 anos. www.museudofutebol.org.br.
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