A Veneza Brasileira e a Coroa do Avião

Ponte sobre o Rio Capibaribe e Teatro de Santa Isabel (Foto: Otavio Dias de Oliveira)
Coisas bacanas que vi em dois passeios. Um no Recife, outro nos arredores.
>>Conhecer a cidade pelos seus rios é uma ótima opção. Durante pouco mais de uma hora, o catamarã embalado por autêntica música pernambucana passa por seis pontes e várias atrações históricas. Há uma outra opção, que permeia dezenas de bairros da cidade, em duas horas. O tour noturno, quando a cidade está mais bonita e, claro, iluminada, é um charme. Saídas de quarta a sábado do Forte das Cinco Pontas (Praça das Cinco Pontas, São José).
É diferente, mas acho mais gostoso fazer city tour nos rios do que caminhar pelo centro. No entanto, visitas específicas a prédios bacanas, claro, não devem ser dispensadas. Tem o Teatro Santa Isabel, o palácio do governo, o casario da rua da Aurora...
Para quem for arrastar sandália, a saber: o centro histórico ainda carece de restauração e para 2009 estão previstas novidades como a inauguração de um novo centro cultural às margens do Capibaribe, no antigo prédio dos correios. No trajeto de barco, dá para imaginar o potencial da região: um investimento pesado poderia transformá-la na Puerto Madero do Brasil! Está longe disso no momento, mas é bonita à beça.
>>Reserve um dia para sair cedo de casa (do hotel) e vá até a ilha de Itamaracá. Lá, visite a estação do Projeto Peixe-Boi, onde os bichos ameaçados de extinção (o cálculo diz que há apenas 400 vivos no Brasil) podem ser vistos em grandes tanques. Um enorme peixe-boi de mentirinha serve como sala de cinema para um mini-documentário sobre o tema. De lá, siga para a praia e pegue uma lancha que vai levá-lo à Coroa do Avião, um banco de areia com águas cristalinas e barracas de praia com petiscos e duchas. Antes de estacionar na ilha, faça o passeio completo de barco pelos manguezais para ver caranguejos e, em alto mar, mergulhar nas piscinas naturais.
Há também construções históricas como o Forte Orange e as ruínas de um antigo forno sobre as quais um morador da região construiu uma gracinha de casa de madeira, é onde ele vive com a mulher e uma filha. Generosos, eles compartilham informações históricas, orientam os visitantes na hora de alimentar o saguis que moram por ali... você contribui com o que puder. Desta vez, quem me levou em sua lancha foi o senhor Manga, que sabe tudo da região. Pergunte por ele na barraca da Cigana, ainda na ilha. Os preços variam de 25 a 50 reais, dependendo do tipo de passeio escolhido.
Boa viagem : )
Marcadores: catamarã, centro histórico, Recife







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