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Porque comer bem é parte importante de qualquer viagem, este blog reúne comentários sobre atrações turísticas, restaurantes e bares destacados nas edições de VEJA O MELHOR DA CIDADE (publicadas em 19 regiões brasileiras e nas cidades de Lisboa e Porto, em Portugal) e de VEJA O MELHOR DO BRASIL, lançada regularmente em dezembro.

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

Passeios em Campinas

Falamos há pouco do melhor da gastronomia em Campinas. Para quem estiver planejando uma visita, vale conhecer a Fazenda Tozan, uma construção de 1850. Os turistas chegam são recebidos com frutas e café fresquinho, tudo cultivado na propriedade. O passeio monitorado dura cerca de duas horas e meia e sai por 45 reais durante a semana e 51 reais nos fins de semana, por pessoa. As crianças até 12 anos pagam metade do preço. Inclui a visita a um museu do café que conta também a história da fazenda e ao enorme cafezal da propriedade. O telefone para mais informações é (19) 3257-1236.

Outra boa pedida é fazer aquele passeio de maria-fumaça até Jaguariúna que a gente comentou na terça-feira.

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O melhor de Campinas

O assunto hoje é Campinas. Conhecida como uma ‘metrópole do interior’, a cidade que fica a 100 quilômetros de São Paulo tem mais de um milhão de habitantes e uma agitada vida cultural, noturna e de lazer. Ir jantar, petiscar ou bebericar por lá é um programa rotineiro para muitos moradores de municípios vizinhos, como Jundiaí, Paulínia, Valinhos e Vinhedo...

Pois bem: a novidade gastronômica é que está chegando às bancas amanhã a mais nova edição de VEJA, o Melhor da Cidade de Campinas. Neste ano foram selecionados 439 endereços, entre restaurantes, bares, lanchonetes, padarias e afins. A divulgação dos vencedores, os melhores em cada especialidade, foi feita ontem à noite em uma festa na Sociedade Hípica.

Vou falar sobre o grande premiado da noite, um restaurante, e quem quiser conhecer mais endereços eleitos pelo júri e também obter informações completas do roteiro gastronômico no site de Veja Campinas.
Manoel Marques
Ambiente do Bellini Ristorante, o grande vencedor da noite

O Bellini Ristorante, no Cambuí, emplacou quatro troféus:

- é o melhor restaurante da cidade
- é o melhor restaurante italiano da cidade
- tem a melhor carta de vinhos
- e tem também a melhor chef (*)

O cardápio da casa possui sessenta pratos, renovados duas vezes ao ano. Alguns dos destaques são o namorado ao capo d'orso (com tomate, manjericão, alho, azeite, azeitonas pretas e camarão); e a minipolenta rústica com queijo gorgonzola. Para encerrar a refeição, a sugestão é a zuppa rossa, uma sopa de frutas vermelhas, iogurte, hortelã e espumante. A carta de vinhos campeã oferece mais de 370 rótulos que ficam abrigados em uma adega climatizada que guarda cerca de 600 garrafas. A chef Cristina Róseo, que trocou uma carreira de cientista social pelas panelas, comanda uma equipe de trinta pessoas e viaja muito pra buscar inspiração para os pratos do Bellini.

(*) Neste ano houve um empate na votação dos jurados e dois chefs receberam o título de melhor da cidade. A Cristina Róseo divide o posto com Jurandir Meirelles, que por dezessete anos trabalhou nas cozinhas do Grupo Fasano aqui de São Paulo. Hoje ele pilota as panelas da Forneria San Pietro, que fica na Vila Brandina.

Quer saber qual o preço de uma refeição por pessoa em restaurantes como a Forneria e o Bellini?
Por pessoa, um jantar sai a partir de 70 reais. O cálculo inclui couvert, um prato de custo médio, sobremesa, água mineral e serviço. Sem vinho.

Confira outros vencedores anunciados ontem

>>Melhor chope e melhor sanduíche
>>Melhor bar para dançar
>>Melhor padaria

>>O roteiro completo está aqui

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Terça-feira, 8 de Julho de 2008

Passeios de locomotiva

Heudes Regis
Ontem falamos sobre o festival de inverno de Paranapiacaba, a vila em São Paulo que faz parte da história ferroviária do Brasil. Bom, uma das atrações por lá é uma locomotiva de 1862, que fica no Museu Ferroviário. A locomotiva já não faz viagens, mas, inspirada pela possibilidade de embarcar num passeio de trem, nossa equipe hoje separou algumas opções do gênero no Brasil. Fizemos a seleção com base em nossas reportagens e também nas indicações dos colegas do Guia Quatro Rodas.

Todos os trajetos são mantidos pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, a ABPF. Se alguém conhecer outros passeios desse tipo, pode deixar a dica aqui no blog.

>>Minas Gerais

1.Nossa primeira parada é o Trem das Águas, um passeio nas proximidades do Circuito das Águas, as estâncias hidrominerais do sul de Minas. Puxado por uma locomotiva a vapor do final dos anos 20, o trem percorre um trajeto de dez quilômetros entre as cidades de São Lourenço e Soledade de Minas. É um passeio de mais ou menos duas horas (ida e volta). A trilha sonora é feita por violeiros. Em Soledade, o trem faz uma parada de meia hora e os turistas podem visitar um museu ferroviário e uma feira de artesanato. A locomotiva tem classe turística e classe especial, onde são servidos queijos, vinhos, doces e cachaças. O bilhete custa 25 reais para a classe turística e 35 para a classe especial. O trem faz sempre duas saídas aos sábados, uma às 10h e às 14h30. Aos domingos, parte às 10 h. O telefone é (35) 3332-3011.

2. Ainda em Minas, outra sugestão é o trem da Serra da Mantiqueira. A locomotiva passeia dentro da cidade de Passa Quatro. A viagem começa e termina na estação central. O passeio dura horas e são feitas duas paradas – uma delas na Estação do Manacá, onde os passageiros podem fazer comprinhas na feirinha de artesanato. Em seguida, na Estação Fulgêncio, uma exposição de fotografias e alguns monitores contam um pouco da história: a Estação Coronel Fulgêncio é considerada um marco de resistência mineira durante a Revolução Constitucionalista de 32.

O passeio custa 22 reais. Crianças até cinco anos não pagam. O telefone é (35) 3371-2167.

Se der fome, a dica é fazer um lanche na esfiharia Monte Líbano. A casa oferece além dos sabores mais conhecidos como carne e queijo também esfihas como a de berinjela com catupiry e parmesão com tomate seco. Só abre de quinta a domingo. O telefone é (35) 3371-3502.

>>São Paulo

1.Um dos mais tradicionais passeios de maria-fumaça é feito entre os municípios de Campinas e Jaguariúna (foto). No trajeto de 24 quilômetros a bordo de uma locomotiva a vapor do início do século 19, os guias de turismo falam da época dos barões do café, das fazendas, das ferrovias. São três horas e meia de viagem, com quatro paradas, e o trem vai cortando antigas fazendas de café que deram lugar a pastagens de gado. O trajeto começa na estação Anhumas. Na cidade de Jaguariúna, o desembarque dura meia hora antes do retorno para Campinas. O preço da passagem é 30 reais, mas estudantes, idosos e crianças entre cinco e doze anos pagam meia. O telefone é (19) 3207-3637.

Na volta, em Campinas, a dica é visitar o Bellini Ristorante, eleito o melhor restaurante da cidade pelo júri do especial de VEJA (levou os títulos de melhor italiano e melhor carta de vinhos). A casa fica no bairro do Cambuí. Para quem gosta de frutos do mar vale provar o risoto com lulas, camarões, polvo, vieiras, alcachofra e tomate. É servido com um camarão grande grelhado. O telefone é (19) 3755-8027.
Sérgio Tahuata
Locomotiva que faz o passeio saindo do Memorial do Imigrante

2.Na capital, mais precisamente na Mooca, com acesso pela estação Bresser do Metrô, o Memorial do Imigrante oferece um brevíssimo passeio (dez minutinhos) em uma locomotiva que chegou ao Brasil em 1922. Aí o que vale é mais a história do que o trajeto. O Memorial, para quem não sabe, hospedou os estrangeiros que chegaram ao Brasil em plena expansão cafeeira. Desde o fim do século XIX até 1978, mais de 2 milhões de pessoas passaram por ali. No caminho, os funcionários vestidos com roupas de maquinistas contam um pouco dessa história. O passeio custa 5 reais ou 6 reais. Há saídas nos sábados e domingos sempre à partir das 11 da manhã. O telefone é (11) 2695-1151.

>>Santa Catarina e Rio Grande do Sul

1. O Trem das Termas viaja entre as cidades de Piratuba, uma estância hidromineral em Santa Catarina, e Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul. São 25 quilômetros embalados por música e com direito à degustação de queijos e vinhos (suco de uva para a criançada). Em Marcelino Ramos, é possível conhecer balneário de águas termais da cidade ou o santuário de Nossa Senhora da Salete. Na volta, há mais degustação e o trem chega à estação de Piratuba às 17h30. O valor do passeio é 45 reais. Crianças até cinco anos não pagam. O telefone é (49) 3553-1121.

2.Para finalizar, ainda em Santa Catarina, tem o Trem da Serra do Mar. Ele viaja entre a cidades de Rio Negrinho e a estação Rio Natal, que fica no município de São Bento do Sul, e foi fundada em 1913. A partida é às 10h da manhã e leva duas horas para chegar ao destino, onde fica uma hora parado para o almoço. Há a opção de comer comida polonesa preparada na igreja da cidade, o preço da refeição é 12 reais por pessoa. No trajeto pela serra há quatro pontes e quatro túneis e da janela é possível ver algumas cachoeiras. O passeio normalmente só acontece uma vez por mês, mas estamos em julho e, excepcionalmente por causa das férias escolares, há duas viagens, nos dias 19 e 20. São 55 reais por pessoa. Crianças até cinco anos não pagam. O telefone é (47) 3644-7000.

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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

O Tucunaré

Roberto Jayme
Aproveitando a volta da viagem de Manaus, cuja edição 2008 de O Melhor da Cidade começa a circular neste final de semana, vamos dedicar o boletim de hoje ao peixe que virou um símbolo da região norte, o tucunaré. Trata-se de um peixe muito apreciado tanto à mesa quanto por praticantes de pesca esportiva, porque é bastante violento na captura de seu alimento, com tamanho que varia entre 30 centímetros e um metro e com peso de até 12 quilos.

Hoje o tucunaré pode ser pescado em todo o país. Até no Paraná, em plena região sul, há rios em que se encontra esse peixe. Ele já é comum também no rio São Francisco e em algumas regiões do Pantanal, além das bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins e do Prata.

Para saborear o tucunaré, também há opções em todo o Brasil.

Em São Paulo, por exemplo, o Brasil a Gosto, que foi eleito o melhor restaurante brasileiro da cidade, serve uma receita com o peixe. Da cozinha comandada pela chef Ana Luiza Trajano, sai o tucunaré assado em folha de bananeira acompanhado de palmito pupunha ao forno com manteiga de garrafa.

Em Goiânia, o ninho do tucanaré pronto para consumo é o restaurante Tucunaré na Chapa, no Setor Bueno. Esse mesmo estabelecimento tem endereços endereços também em Brasília. Além do tucunaré na brasa, as casas servem também o filé de tucunaré grelhado, com arroz, batata frita, pirão e vinagrete.

Lá em Brasília, uma curiosidade são as receitas de tucunaré do restaurante chinês Palace Long Xiang: empanado, acompanhado de molho agridoce ou de limão, e cozido no vapor com molho de soja.

Em Campinas, eu tinha indicado a filial do Tucunaré na Chapa, que não está mais funcionando. Mas, para quem ficou com água na boca, o restaurante Cantinho da Praia, que fica no bairro de Guanabara, serve três receitas com tucunaré. O peixe à moda do chef é servido com molho de camarão, palmito e azeitona, acompanhado de arroz e fritas. Já o tucunaré à fiorentina é grelhado, coberto de creme de espinafre e gratinado, servido com arroz e purê de batatas. Por fim, há o peixe à belle meuniere, que é coberto com molho de camarões, champignon e alcaparras e servido com legumes na manteiga e arroz branco.

E é claro que se deve registrar os melhores endereços para comer tucunaré na própria região Norte.
Cacau Mangabeira
Ambiente do restaurante Choupana, em Manaus

Em Manaus, esse lugar é o restaurante Choupana, campeão da especialidade pescados. Lá tem caldeirada, moqueca, peixe grelhado e na telha. Tudo de tucunaré.

Em Belém, a casa que conquistou o título de melhor pescado da região foi o Remanso do Peixe, que serve um prato especial com tucunaré. Trata-se de um exemplar quatro quilos que vai à mesa recheado com camarão e caranguejo. Servido com arroz e farofa, dá para até sete sete pessoas.

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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Opções para o dia das mães na Região Sudeste

Mais três sugestões para levar a mamãe para almoçar no domingo.

São Paulo: La Brasserie Erick Jacquin. Bicampeão no quesito melhor chef de São Paulo. Nascido na região do Vale do Loire, o cozinheiro mostra-se cada vez mais preciso na elaboração de suas receitas. Sem medo de errar, esse francês de 42 anos, temperamental e muito exigente com sua equipe, faz um trabalho de autor. Sim, os pratos de seu menu são caros, em particular as iguarias que levam foie gras. Jacquin orgulha-se de ser um dos introdutores do petit gâteau na cidade. Coisa rara de acontecer, o bolinho quente de chocolate migrou da alta culinária para cardápios populares de norte a sul do país. Sugestões: robalo ao vapor guarnecido de aspargo verde ou carré de cordeiro assado com favas. Petit gateau.
Mário Rodrigues
Carré de cordeiro grelhado com legumes à provençal, do La Brasserie Erick Jacquin.

Campinas: o melhor da cidade, melhor italiano, melhor carta de vinhos.

Bellini Ristorante
. As mesas disputadas não deixam dúvidas do prestígio da casa entre os campineiros, seja para um almoço de negócios ou um jantar a dois. Além do salão principal, com pé-direito alto e estilo clássico, os clientes podem acomodar-se em duas pequenas salas com iluminação natural e piso de madeira. O serviço, atencioso, torna o clima aconchegante para apreciar as criações da chef Cristina Róseo. Ela comanda 22 pessoas só na cozinha, incluindo um padeiro e um funcionário especializado em massas. Em outubro passado, a equipe ganhou o reforço de Marcos Pereira, que veio do Emiliano, em São Paulo. No salão, o sommelier Cristiano Alher ajuda os clientes a escolher os melhores vinhos para acompanhar a refeição. Para a entrada, uma das especialidades é a polenta al grana padano (polenta grelhada, servida com cogumelos e queijo grana padano). Entre os pratos principais, uma indicação é o risotto allá marinara, que traz arroz camaroli, lulas, camarões, polvo, vieiras, alcachofra e tomate, servido com um camarão grande grelhado
Divulgação
Gazebo com teto de sapê do restaurante Aprazível, o espaço mais concorrido da casa

Rio de Janeiro: o melhor brasileiro. Aprazível.

Quem chega ao casarão incrustado no alto de uma ladeira de Santa Teresa logo entende a razão do nome. A vista emoldurada pela abundante vegetação local revela belos pontos da paisagem carioca como a Baía de Guanabara e o centro da cidade. O clima bucólico completa-se com a decoração rústica, mas muito aconchegante. Seja no salão com paredes amarelas e uma delicada cristaleira onde repousam compotas caseiras de frutas, seja nas robustas mesas de madeira de jacarandá dispostas pela varanda, pelo jardim e debaixo de um adorável gazebo com teto de sapê – o espaço mais concorrido. Como se não bastasse, da cozinha chefiada pela mineira Ana Castilho saem releituras saborosas de clássicos da cozinha regional com a pitada certeira de criatividade. São receitas que evidenciam ainda o cuidado com a apresentação, como a rainha do baião (filé de tilápia com azeite de coentro e pimenta-de-cheiro servido com baião-de-dois com queijo de coalho e quiabo ao dente) e a galinhada caipira (arroz de frango caipira e lingüiça mineira, acompanhado de couve refogada e banana). Tanto os doces em calda com queijo da Serra da Canastra como a banana grelhada com canela e açúcar, sorvete de creme, calda quente de chocolate e amêndoas picadas são sugestões acertadas para o desenlace.

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