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Porque comer bem é parte importante de qualquer viagem, este blog reúne comentários sobre atrações turísticas, restaurantes e bares destacados nas edições de VEJA O MELHOR DA CIDADE (publicadas em 19 regiões brasileiras e nas cidades de Lisboa e Porto, em Portugal) e de VEJA O MELHOR DO BRASIL, lançada regularmente em dezembro.
Emagreça comendo. Ou não
Em junho foi apresentado em São Francisco, nos Estados Unidos, durante um encontro de pesquisadores, cientistas e médicos da área de endocrinologia, mais um estudo que defende o café da manhã reforçado: é mais saudável alimentar-se bem logo cedo, sobretudo para quem deseja perder peso.Em linhas gerais, a pesquisa assinada por Daniela Jakubowicz do Hospital de Clínicas de Caracas, na Venezuela, mostrava os resultados obtidos com dois grupos de mulheres obesas e relativamente sedentárias. Aquelas que durante vários meses consumiram, logo de manhã, a metade das calorias previstas para um dia inteiro e emagreceram mais do que as que comeram menos no café da manhã. Outros benefícios: >>Além de prevenir e ajudar a combater a obesidade, o café da manhã deixa as pessoas mais bem dispostas, espanta o desânimo e o sono – os carboidratos absorvidos no consumo de pães e cereais eleva os níveis de glicose, que estimula o cérebro. >>As fibras presentes em grãos integrais e em frutas como a banana ajudam no funcionamento do intestino e a sentir-se mais satisfeito. São aliadas para quem quer evitar ataques de fome à geladeira ao longo do dia. O jeito é começar logo cedo e, com moderação, combinar laticínios (cálcio, proteína e gordura boa), grãos e frutas (fibras e vitaminas), pães, biscoitos e cereais (carboidratos). Pode-se fazer isso em casa ou, vez ou outra, na rua. Que tal depois de assistir a alguma atração olímpica, por exemplo, encarar o desjejum reforçado em boas padarias? Fernando Moraes
O variado bufê de café da manhã servido na Pain et Chocolat>> Sudeste:Em São Paulo, o júri do especial de VEJA diz que o melhor da cidade está na Pain et Chocolat, em Moema. Nas manhãs de sol, as mesas na varanda e no jardim-de-inverno são as mais disputadas. Pães, brioches, croissants, muffins, cookies, panquecas, brownies e donuts, todos feitos na casa são servidos em um bufê aos sábados, domingos e feriados. Custa 19,90 por pessoa. Para acompanhar, há ovos mexidos, salsichas, frutas frescas, bebidas quentes e sucos naturais. Preço: 19,90 reais Telefone: (11) 5094-0550 Horário do café: das 8h30 às 14h aos sábados, domingos e feriados Fernando Lemos
A Escola do Pão serve os quitutes preparados por Clécia CasagrandeNo Rio de Janeiro, o café campeão, digamos assim, está na Escola do Pão. A chef Clécia Casagrande, que abandonou o ramo da moda para dedicar-se à produção de pães, gerencia as fornadas que abastecem o café-da-manhã também aos sábados, domingos e feriados. A casa aconchegante fica próxima à Lagoa Rodrigo de Freitas. São receitas caseiras, muitas de família como o croissant e a broa de milho. A refeição começa com sucos, frutas e iogurte caseiro. Depois chegam a cestinha de pães, recém-saídos do forno, quentinhos, mais manteiga e geléias em sabores diversos, minissanduíches na baguete e ciabatta, queijos gratinados, ovo mexido feito em banho-maria... Para finalizar, curau de milho verde e bolinhos. Preço: 55 reais por pessoa Telefone: (21) 2294-0027 e 3205-7275 Horário do café: das 9h às 13h aos sábados e domingos >> Norte: Em Manaus, a Pão & Companhia é a melhor padaria da cidade. Franquia de uma rede fundada em Belo Horizonte em 1982, prima pelo método artesanal de fazer pão, sem aditivos ou conservantes. São quatro endereços e em todos há uma estação de sanduíches, na qual o cliente escolhe o pão e monta o próprio lanche, quente ou frio. Há frios, queijos e quinze tipos de patê. Croissants, tortas doces, quiches, bolos, pães de queijo e bruschetas são vendidos por quilo (32,90 reais). Preço: 32,90 reais o quilo do bufê Telefone: (92) 3642-3634 Horário do café: tanto o bufê como os sanduíches são servidos durante todo o dia. A unidade do Conjunto Vieiralves é a que abre mais cedo, às 6h >> Nordeste: o melhor pão de Salvador está na Perini. A rede tem sete filiais, a mais nova ocupa uma área de 5 000 metros quadrados no bairro da Graça, onde antes funcionava o Clube Baiano de Tênis. Tem butique de carnes, restaurante, sushi-bar, área para happy hour e bufê de café-da-manhã todos os dias. Há uma diversidade de pães, frios, bolos e tortas doces e salgadas. Mais: iogurte, sucos naturais, frutas e bebidas quentes. O toque mais regional: cuscuz de tapioca e aipim cozido. Em alguns dias é possível encontrar até mesmo carne-de-sol. Preço: durante a semana, 19,90 reais. Aos sábados, domingos e feriados custa 22 reais. Telefone: (71) 3444-0004 Horário do café: é servido das 7h às 10h30 todos os dias >> Centro-oeste: em Brasília, a La Boulangerie, na Asa Sul, foi inaugurada no início de 2007. É o mais novo estabelecimento premiado pelo júri de VEJA na capital federal. O jovem francês Guillaume Petitgas comanda a casa e prepara pães, folhados, doces e quiches sem usar conservantes nem produtos químicos. Um sofisticado cardápio francês oferece opções para todos os gostos. Há croissants, pain et chocolat, diversos salgados folhados, quiches, sucos e bebidas quentes. Além disso, a casa oferece sanduíches como o de presunto, gruyère, alface e tomate no pão de leite ou ainda o de brie e presunto de parma na baguete, que é crocante e não leva fermento na receita. Telefone: (61) 3244-1394 Horário do café: todos os dias das 7h às 20h, exceto domingo que fecha às 14h. Segunda-feira não abre. >> Sul: em Curitiba, o melhor pão é o da Família Farinha, que fica no Jardim Social e foi inaugurada em 1956. As especialidades da casa são feitas de um jeito bem artesanal e num preparo de mais de quatro horas. Mais de 4 000 unidades de pão francês saem do forno diariamente. Outras estrelas são as oito variedades de pães alemães, que levam doze horas para ficar prontos. Conhecido como broa alemã, o pão de centeio é o mais popular. Para o café da manhã, o cardápio oferece omeletes, cafés quentes ou gelados, sucos naturais e sanduíches como o vêneto que inclui tomate seco, mussarela de búfula e rúcula e é montado no pão ciabata. Telefone: (41) 3362-3052 Horário do café: a padaria abre às 6h30. Aos domingos e feriados, às 7h >>Clique aqui para conferir uma reportagem com mais informações sobre a pesquisa.Marcadores: aniversário de São Paulo, Brasília, café-da-manhã, Curitiba, Escola do Pão, Família Farinha, La Boulangerie, Manaus, Pain et chocolat, Perini, Pão e Companhia, Rio de Janeiro, Salvador
Peixes fora d'água
A ouvinte Carmen Colunna nos procurou nesta semana em busca do nome de um restaurante em São Paulo, uma casa de pescados que teria sido assunto deste boletim na última semana. Depois de trocar alguns e-mails com ela e de tentar puxar pela memória, nos arquivos e no blog, acabamos vencidos. Não tivemos sucesso, mas não vamos perder a viagem. A solicitação da Carmen veio em boa hora já que, desde a última vez (às vésperas da Páscoa) em que foram assunto aqui os melhores lugares para comer peixe no Brasil, novas edições do Melhor da Cidade foram publicadas e novas casas eleitas pelo júri de Veja. Sendo assim, vamos pescar! >> Manaus: a Choupana tem o melhor pescado, segundo o júri de Veja, há três edições consecutivas. Fica em Adrianópolis. O ambiente rústico é decorado com palha e madeira. A cozinha é essencialmente regional, com pratos fartos que servem duas, até três pessoas. Destacam-se os pescados amazônicos. Prepara, em média, 1 tonelada de pirarucus por mês. Cacau Mangabeira
O rústico ambiente do restaurante Choupana é decorado com muita palha e madeiraComo entrada, a sugestão é a casquinha de caranguejo e de bolinho de batata e pirarucu seco. Entre os principais, o cozido de pirarucu é feito com as postas dessalgadas do pescado, mais batata-doce, couve, cenoura e banana-pacova, também conhecida como banana-da-terra. Chega à mesa guarnecido de pirão e arroz branco. Há opções na telha, como o filé de tucunaré com purê de batata e o filé de pirarucu ao molho de camarão. Para finalizar, musse de cupuaçu e o pudim de leite. Telefone: (92) 3635-3878 Faixa de preço por pessoa: entre 30 e 50 reais >> Recife e Brasília: nas duas capitais, os restaurantes vencedores na especialidade são da rede Bargaço e suas estrelas são as moquecas. Tudo começou em 1971, em Salvador. Hoje são seis filiais em diversas capitais do Brasil. Em Recife, o Bargaço acaba de mudar de endereço e trocar a beira-mar pela beira-rio, as margens da bacia do Pina. O salão é maior e mais confortável. Tem área climatizada e decoração rústica. O cardápio continua o mesmo e a moqueca permanece como estrela do menu e receita-símbolo da rede. Outro destaque é o peixe recheado com farofa de camarão e ovos. Telefone: (81) 3466-5026 Faixa de preço por pessoa: entre 50 e 70 reais Em Brasília, o Bargaço é o preferido do júri pela sexta vez. A casa construída em lugar privilegiado no Pontão do Lago Sul fica num grande quiosque aberto, com bela vista para o lago. Todos os meses, são consumidos aproximadamente 1 000 quilos de pescados trazidos em sua maioria de cidades do Nordeste ou então de Santa Catarina. No cardápio, as moquecas têm destaque especial. Outra sugestão é a peixada brasiliense, o peixe é cozido ao molho de tomate com legumes e acompanhado de arroz e farofa. Telefone: (61) 3364-6090 Faixa de preço por pessoa: entre 50 e 70 reais >> Porto Alegre: o Marco's tem o melhor pescado da cidade. O proprietário Marco Antonio Costa vai pessoalmente à cidade de Rio Grande escolher junto aos pescadores os peixes servidos nas três unidades: são dois na capital gaúcha e um em Rio Grande. É assim que os ingredientes chegam fresquinhos às mãos do chef Maurício Fernan, que os transforma em pratos elaborados como o linguado em crosta de canela ao molho de laranja com gengibre e purê de mandioquinha. Outras opções são o camarão crocante em fio de batata, com risoto de rúcula, damasco e cogumelos frescos grelhados, e o salmão ao creme de champanhe, acompanhado de legumes sautée e suflê de cenoura. Outro destaque do cardápio é a sinfonia de frutos do mar, em que eles são grelhados com bacalhau, camarões grandes, lagostim, tentáculos de polvo, bochecha de côngrio e anéis de lula, com sautée de alho, cebola roxa e vinho branco. Para acompanhar, aspargos frescos, ervilhas tortas e shiitake. Telefone: (51) 3018-7474/7734 Faixa de preço por pessoa: acima de 70 reais Divulgação
Ambiente do restaurante Porto Rubaiyat, em São Paulo>> São Paulo: o melhor, segundo o júri, é o Porto Rubaiyat. O restaurante no Itaim Bibi fica num edifício de 1 000 metros quadrados construído especialmente para abrigá-lo, num investimento de 4 milhões de reais. Algumas espécies de pescados servidas na casa chegam três vezes por semana das águas geladas do Cantábrico (Atlântico ao norte da Espanha). De lá vem o rape, peixe de carne macia e firme que é grelhado e chega à mesa acompanhado de aspargo verde. O polvo à feira é cozido e temperado com páprica, acompanhado de batata. Parte dos pescados é mantida viva em três grandes aquários. Telefone: (11) 3077-1111 Faixa de preço por pessoa: acima de 125 reais Preços mais simpáticos, ainda em SP:>> Rufino's: o primeiro foi inaugurado no Guarujá, em 1970. Hoje, o restaurante possui outros dois endereços na capital paulista. Cada casa adota um estilo de funcionamento. No ponto do Itaim, algumas das receitas são preparadas com pescados inteiros, já no shopping Morumbi, todos os pratos são individuais. Comece pela porção de meia dúzia de ostras frescas de Santa Catarina. Em seguida, peixe assado guarnecido de cebola, tomate, pimentão e batata. Vale provar também o prato que leva o nome da casa reúne seis camarões grandes, grelhados e abertos ao meio, servidos com batatas fritas. Telefone: (11) 3078-6301 Faixa de preço por pessoa: entre 76 e 125 reais >> Telha: fica em Perdizes. As telhas de cerâmica substituem as panelas. Os clientes podem optar entre quatro tipos de peixes (robalo, badejo, linguado e salmão), que são preparados como a tradicional moqueca baiana (com menos dendê e leite de coco para agradar ao paladar do paulistano) ou em um molho da casa que leva tomate, pimentão verde, cebola, coentro e serve de base para o ensopado. Há ainda opções de grelhados ou assados. Telefone: (11) 3864-6033 Faixa de preço por pessoa: entre 51 e 75 reais Marcadores: Bargaço, Brasília, Choupana, Manaus, Marco's, peixes e frutos do mar, Pescados, Porto Alegre, Porto Rubaiyat, Recife, Rufino's, São Paulo, Telha
Ecoturismo confortável
Hoje vamos falar das acomodações mais bacanas para quem quer ficar em meio à natureza, em destinos exóticos e típicos como Pantanal e Amazônia. Desafios, aqui, só nas caminhadas, trilhas ou passeios em rios – e todos escoltados por guias especializados. À noite cama, água fresquinha e muito conforto. São três sugestões de hotéis, selecionados pelo júri de VEJA como os melhores para quem quer aventura sem esquema espartano. Os preços vão de 335 a 1024 reais. Do mais barato para o mais caro: Divulgação
Entrada do hotel Portal Lençóis, na região do Parque Nacional da Chapada DiamantinaO Portal dos Lençóis, que fica em Lençóis, na região da Chapada Diamantina, na Bahia. A cidade é a mais bem localizada da região, do ponto de vista dos passeios. E essa é uma das vantagens do hotel, que acaba sendo um ótimo ponto de partida para as trilhas. Da piscina, os hóspedes têm uma bela vista para a Serra do Sincorá. O hotel, inaugurado em 1997, acomoda os turistas em apartamentos ou bangalôs. Piscina, sauna, sala de ginástica, loja, bares e um restaurante de cozinha internacional garantem o conforto. No hotel é possível agendar passeios para conhecer os rios, cachoeiras, piscinas naturais, grutas e cânions que estão espalhados pelos 152 000 hectares da chapada. Outras opções mais aventureiras são trilhas, trekking, rapel, tirolesa e mergulho. Preço das diárias para o casal: variam entre 335 e 450 reais com café da manhã Telefone: (75) 3334-1233 >> Imperdível: - trekking do Vale do Paty é considerado por muitos especialistas o melhor do Brasil - Cachoeira da Fumaça: a queda-d’água de 340 metros de altura é uma das maiores do Brasil. Pode ser visitada pela base (uma trilha de três dias) ou por cima, depois de três horas de caminhada (só ida) Divulgação
Área de descanso e churrasqueira do Refúgio Ecológico Caiman, na região do PantanalO Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda (a 218 quilômetros de Campo Grande), no Mato Grosso do Sul, é um dos destinos mais procurados do Pantanal. Por lá, o ecoturismo é monitorado, as atividades sempre são acompanhadas por um guia bilíngüe e um morador da região. Pode-se hospedar tanto na sede como em uma das duas pousadas espalhadas pela extensa propriedade. O hotel tem uma grande criação de gado e os hóspedes podem fazer passeios a cavalo e de canoa ou bicicleta, além de trilhas e sáfaris. Há passeios noturnos e um típico churrasco pantaneiro – as carnes são assadas em pedaços grandes, no espeto, e osao ar livre, tudo incluso na diária. Preço das diárias para o casal: 938 reais com pensão completa e passeios incluídos. A permanência é de mínima de quatro dias. Telefone: (67) 3242-1450 / Reservas: (11) 3706-1800 (para reservas) Divulgação
Vista aérea do complexo Ariaú Amazon Towers, às margens do Rio NegroNa Amazônia, a sugestão é o Ariaú Amazon Towers, em Manaus. É o maior entre os hotéis de selva e foi erguido sobre palafitas. Em passarelas construídas na altura da copa das árvores os turistas são conduzidos aos diversos ambientes do hotel, que é bastante rústico – com jeitão de floresta – porém confortável. Foi escolhido, aliás, como o melhor hotel de charme da região Norte do país pelo júri de VEJA. São duas horas de barco do centro de Manaus e por lá os hóspedes podem ver araras, macacos, botos, garças e jacarés de pertinho. Há quatro piscinas e um bar com vista para o rio. Entre os famosos que já se hospedaram no Ariaú estão o rei Juan Carlos, da Espanha, e o empresário Bill Gates. >> Imperdível: hospedar-se numa casa do Tarzan, com arquitetura integrada sobre fícus, a maior árvore da Amazônia Pacotes a partir de 1024 reais por pessoa, com pensão completa e traslado do aeroporto até o hotel de selva. Telefone: (92) 2121-5097 (são dois dias e uma noite!) Marcadores: Amazônia, Ariaú Amazon Towers, Chapada Diamantina, conforto, ecoturismo, hotéis, Manaus, Mato Grosso do Sul, Natureza, Pantanal, Portal dos Lençóis, Refúgio Ecológico Caiman
O Tucunaré
Roberto Jayme
 Aproveitando a volta da viagem de Manaus, cuja edição 2008 de O Melhor da Cidade começa a circular neste final de semana, vamos dedicar o boletim de hoje ao peixe que virou um símbolo da região norte, o tucunaré. Trata-se de um peixe muito apreciado tanto à mesa quanto por praticantes de pesca esportiva, porque é bastante violento na captura de seu alimento, com tamanho que varia entre 30 centímetros e um metro e com peso de até 12 quilos. Hoje o tucunaré pode ser pescado em todo o país. Até no Paraná, em plena região sul, há rios em que se encontra esse peixe. Ele já é comum também no rio São Francisco e em algumas regiões do Pantanal, além das bacias Amazônica, Araguaia-Tocantins e do Prata. Para saborear o tucunaré, também há opções em todo o Brasil. Em São Paulo, por exemplo, o Brasil a Gosto, que foi eleito o melhor restaurante brasileiro da cidade, serve uma receita com o peixe. Da cozinha comandada pela chef Ana Luiza Trajano, sai o tucunaré assado em folha de bananeira acompanhado de palmito pupunha ao forno com manteiga de garrafa. Em Goiânia, o ninho do tucanaré pronto para consumo é o restaurante Tucunaré na Chapa, no Setor Bueno. Esse mesmo estabelecimento tem endereços endereços também em Brasília. Além do tucunaré na brasa, as casas servem também o filé de tucunaré grelhado, com arroz, batata frita, pirão e vinagrete. Lá em Brasília, uma curiosidade são as receitas de tucunaré do restaurante chinês Palace Long Xiang: empanado, acompanhado de molho agridoce ou de limão, e cozido no vapor com molho de soja. Em Campinas, eu tinha indicado a filial do Tucunaré na Chapa, que não está mais funcionando. Mas, para quem ficou com água na boca, o restaurante Cantinho da Praia, que fica no bairro de Guanabara, serve três receitas com tucunaré. O peixe à moda do chef é servido com molho de camarão, palmito e azeitona, acompanhado de arroz e fritas. Já o tucunaré à fiorentina é grelhado, coberto de creme de espinafre e gratinado, servido com arroz e purê de batatas. Por fim, há o peixe à belle meuniere, que é coberto com molho de camarões, champignon e alcaparras e servido com legumes na manteiga e arroz branco. E é claro que se deve registrar os melhores endereços para comer tucunaré na própria região Norte. Cacau Mangabeira
Ambiente do restaurante Choupana, em ManausEm Manaus, esse lugar é o restaurante Choupana, campeão da especialidade pescados. Lá tem caldeirada, moqueca, peixe grelhado e na telha. Tudo de tucunaré. Em Belém, a casa que conquistou o título de melhor pescado da região foi o Remanso do Peixe, que serve um prato especial com tucunaré. Trata-se de um exemplar quatro quilos que vai à mesa recheado com camarão e caranguejo. Servido com arroz e farofa, dá para até sete sete pessoas. Marcadores: Belém, Brasil a Gosto, Brasília, Campinas, Choupana, Goiânia, Manaus, Palace Long Xiang, Remanso do Peixe, tucunaré, Tucunaré na Chapa
O melhor de Manaus
Daqui a pouco vou embora de Manaus levando na bolsa a mais nova edição da revista O Melhor da Cidade, que foi lançada ontem à noite e começa a circular no próximo final de semana. Aqui vão alguns dos resultados determinados pelo júri deste ano: Melhor restaurante da cidade: venceu o restaurante Village que ficou também com o título de melhor restaurante variado de Manaus. É uma casa de dois amplos e iluminados salões cujo segredo para conseguir ser um bom variado é fácil de explicar: tem dois chefs, um com grande experiência em culinária moderna, o Idelfonso de Jesus, que passou pelo Fasano, de São Paulo, e outro especialiado na característica comida regional, Francisco Dias Batista. Por isso, num cardárpio de 60 opções, tanto se pode pedir um file minhon recheado com queijo brie e acompanhado de risoto de rúcula e tomate seco quanto um pato no tucupi. Nos dois casos, garantem os jurados, o cliente sairá satisfeito. Para arrematar a refeição, vale provar uma sobremesa chamada néctar dos deuses. Ela é servida em uma taça enorme, com um pedaço de torta de sorvete de creme e uma farofa especial de chocolate. Cacau Mangabeira
Costeleta de cordeiro e risoto de açafrão, prato do restaurante VillageO chef do ano: o título ficou com Antony Carvalho, da Cantina Dom Domênico, eleita como o melhor restaurante italiano. Em 2005, Antony, que é formado em ciências agrárias, abandonou o cargo de executivo em uma empresa de telefonia celular em Manaus e partiu para uma temporada no Rio Grande do Sul para estudar gastronomia na seção local do Instituto de Culinária Italiana. Depois montou em casa um delivery de comida italiana. Mas o sucesso e as broncas da mulher, que detestava aquela bagunça na cozinha, acabaram levando-o a abrir seu próprio restaurante. Por fim vamos falar de um estabelecimento que venceu numa especialidade que só existe em Manaus, o prêmio de Melhor Café Regional. As cafeterias da região servem receitas bem típicas, como tapiocas, mingaus ou ainda sanduíches de tucumã (o chamado X-caboclinho – que leva raspaz da fruta tucumã e queixo coalho derretido). O vencedor nessa especialidade foi o Café Joelza, que nem tem placa na fachada e nem precisa porque todo mundo sabe que fica numa avenida bem movimentada que dá acesso à rodovia AM-010, sentido Roraima. O ambiente é rústico, com mesas e cadeiras de madeira distribuídas num amplo espaço rodeado de árvores nativas e coqueiros, e o lugar oferece 150 itens, a maioria produzida de forma artesanal. Na cozinha, cerca de trinta funcionários trabalham em ritmo acelerado no preparo de bolos, pães, sanduíches e outras combinações típicas como mingau de banana verde com castanha, canjica e cuscuz com manteiga. Estrela do cardápio, a tapioca aparece em pelo menos quinze versões, entre elas a de tucumã com coco e a de carne-seca com queijo. Além das bebidas quentes, sucos naturais de cupuaçu, graviola, acerola e jenipapo acompanham as guloseimas. Mais energética, a polpa de guaraná pode vir misturada a amendoim, laranja ou mel. Pratos como o franguinho de leite guarnecido de macaxeira e a carne-de-sol com farofa transformam café da manhã em uma refeição bem mais reforçada. Marcadores: Antony Carvalho, Café Regional, Cantina Dom Domênico, Joelza, Manaus, Village
Almoço das mães no Norte e Nordeste
A esta altura, certamente a maioria das pessoas já comprou o presentinho da mamãe para o próximo domingo. Sabe como é: toda mãe diz que não liga pra isso, que é só uma data explorada comercialmente, mas aí de quem chegar na casa dela sem um presentinho no próximo domingo. Então, se dar presente é uma tradição, outra é levá-la para comer fora no dia das mães. Bom, já que a família vai inteira a um restaurante, a minha sugestão é que não se faça economia e se escolha logo o melhor restaurante da cidade. Por isso, hoje e amanhã, vou recordar alguns dos melhores restaurantes do país, começando pelas regiões norte e nordeste. Octavio Cardoso
O restaurante Manjar das Garças fica dentro Parque Ecológico Mangal das Garças, em Belém Em Belém, a dica é levar a mamãe ao Manjar das Garças, que tem o título de melhor da cidade. A casa fica dentro do Parque Ecológico Mangal das Garças, uma área de 40 000 metros quadrados localizada às margens do Rio Guamá, no centro histórico de Belém, e ocupa uma grande cabana com teto de palha, suspensa do solo por troncos de ipê. A cozinha é comandada por dois chefs: Alexandre Riguete, formado no instituto francês Paul Bocuse, e Alan Renato, que foi chef do Spot, famoso restaurante paulistano. O cardápio lista pratos das cozinhas regional e internacional. No almoço, é servido um bufê com cerca de quinze pratos quentes e vinte frios, além de doze sobremesas. Diariamente, há três receitas com peixe, duas com camarão, picanha, frango, um prato típico, uma massa e uma carne suína, como lombo ou costelinha. Para animar o ambiente, há música instrumental ao vivo. Agora Manaus: a sugestão é o Bernardino’s, que fica no bairro de Vieiralves e foi eleito o melhor da cidade pelo júri de especial de Veja. O restaurante fica instalado num casarão decorado com galos de Barcelos e objetos de porcelana típicos de Portugal, tem cardápio inspirado na cozinha lusitana e foi batizado com o nome do fundador. Nascido em Lisboa, José Bernardino aprendeu a cozinhar com a mãe. O cardápio lista receitas dele, quase todas com bacalhau. Para prepará-las, são utilizados os tipos cod gadus morhua e cod gadus macrocephalus, importados da Noruega e de Portugal. São dezesseis pratos, entre os quais o requisitado bacalhau à bernardinos (lascas de peixe com alho-poró, creme de leite fresco e batatas sautée gratinados com queijo). Outra opção muito pedida é o bacalhau na telha (em postas no azeite com alho, brócolis, cebola e batata). Para finalizar, há doces típicos como pastel de nata e toucinho do céu. Só para se ter idéia do movimento, anualmente são consumidos nada menos que 12 toneladas de bacalhau e 3 600 litros de azeite de oliva. Na região Nordeste, um destaque é a casa campeã de Fortaleza, a Cantina Caravaggio. A casa foi batizada em homenagem ao pintor italiano e há oito réplicas de obras do artista nas paredes do salão e no cardápio. Há musica ao vivo, com dois músicos que interpretam clássicos em acordeom e violino. Para pilotar a cozinha, os proprietários Roberto Markan e Eduardo Correia, convidaram o chef Antonio Ximenes de Oliveira, que por duas décadas trabalhou em restaurantes do Rio de Janeiro. As massas são frescas e preparadas artesanalmente, à exceção do penne, do espaguete e do capellini, importados da Itália. A casa oferece vinte tipos de azeite de oliva, trazidos principalmente da Itália e da Grécia. A carta de vinhos lista sessenta rótulos. O ossobuco com risoto arbóreo preparado no sugo da própria carne é uma das receitas mais interessantes. A sugestão para a sobremesa é a surpresa caravaggio, um sorvete de creme, brigadeiro crocante, marshmallow e calda de chocolate. Otavio Dias de Oliveira Prato do restaurante Amado, eleito o melhor de Salvador Para finalizar, falemos do campeão de Salvador, o Amado. Quem comanda a cozinha por lá é Edinho Engel, que também foi escolhido o chef do ano pelo júri do especial de Veja. O cardápio da casa oferece pratos sofisticados, que privilegiam os ingredientes regionais. A casa tem um deque que avança sobre o mar, com uma vista para a Baía de Todos os Santos. Há pratos criativos como a moqueca de camarão com cajus e purê de inhame. E receitas que resgatam a infância mineira do chef, caso da elaborada galinha de quintal ao molho pardo com polenta e quiabo. A carta de vinhos lista 220 rótulos de dezesseis países, que ficam armazenados em duas adegas climatizadas com capacidade total para 2 000 garrafas. Para o dia das mães, o chef irá elaborar um cardápio com três sugestões de pratos e, neste domingo, quem quiser brindar com Veuve Clicquot leva de brinde uma bolsa especial para a mãe. Marcadores: Amado, Belém, Bernardino’s, Cantina Caravaggio, Fortaleza, Manaus, Manjar das Garças, Salvador
Bons restaurantes dentro de shoppings
As praças de alimentação dos shoppings, repletas de opções fast food, acabaram levando muita gente a desenvolver um certo preconceito em relação a restaurantes localizados em centros de compras. "Se fica no shopping, não deve ser bom", pensam muitos dos gourmets, convencidos de que o objetivo desses estabelecimentos é matar rapidamente a fome de quem corre pelos corredores com os braços repletos de sacolas. Mas há muitos estabelecimentos que contrariam esse ponto de vista e a verdade é que muitos bons restaurantes já se localizam dentro de shoppings ou estão prestes a fazê-lo. Ricardo Benichio
Omelete com ovas de peixe servida no Nonno Ruggero, no Hotel FasanoUm desses casos é o do restaurante paulistano Nonno Ruggero, do Grupo Fasano, que tem uma unidade localizada no Hotel Fasano, no Jardim Paulista, e agora vai abrir mais uma casa dentro do Shopping Cidade Jardim, que tem a inauguração prevista ainda para este mês de maio. Também vai funcionar no local o restaurante japonês Kosushi, que se muda de outro shopping, a Disneylândia de compras da classe A, Daslu. Há umas três semanas atrás, a revista Veja São Paulo publicou uma edição especial sobre os shopping centers da cidade e, nela, o Shopping Morumbi despontou como o melhor da cidade para quem gosta de comer bem. Lá funciona, entre outras casas de excelente qualidade, o indiano Ganesh, primeir |