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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Nova edição de Veja Recife: Comer & Beber

Chega às bancas neste fim de semana a nova edição de Veja Recife: Comer & Beber 2009/2010. São mais de 500 endereços.

Entre os restaurantes, destaque para Douglas Van Der Ley, eleito o chef do ano, e seu restaurante É, premiado na categoria melhor variado. A mistura de ingredientes regionais com matéria-prima estrangeira é um dos pontos altos de sua cozinha. O chef acaba de abrir um outro estabelecimento na cidade, o It.

Vista aérea da praia de Boa Viagem - foto: Marcelo Stapafora


O novíssimo Bar da Praia abocanhou prêmios em duas categorias: o melhor bar de praia e o melhor chope da cidade. Localizado na praia de Boa Viagem, a vista para o mar é privilegiada.

A Casa dos Frios e o Alto da Sé saíram mais uma vez vencedores entre os endereços de comidinhas nas categorias bolo-de-rolo e tapioca, respectivamente.

Atenção: o conteúdo estará disponível no site http://vejabrasil.abril.com.br/recife a partir de amanhã.

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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Voltei, Recife











Foram duas semanas no Recife, na casa da irmã, como boa tia coruja de Vitória e Valentina. Filhas de pais paulistas, são meninas do Brasil. Uma é cearense de Fortaleza. A outra é pernambucana recém-nascida.

Minha segunda temporada de verão em Pernambuco foi, desta vez, mais concentrada na cidade. Cheio de atrações (bares, restaurantes, praias bacanas nos arredores, museus e passeios), o belo Recife está tomado por gente e por muitos carros . Clima de altíssima temporada, com direito a disputa até para entrar no supermercado -- nada que uma paulistana ou moradora de alguma grande cidade não esteja habituada. A diferença, positiva, é que é mais fácil escapar para a contemplação.

A capital do Pernambuco é repleta de passeios bacanas -- muitos destinos estiveram fechados vários dias nas duas últimas semanas (como a Fundação Gilberto Freyre e a Oficina de Cerâmica Francisco Brennand). Reabrem agora inaugurando a temporada 2009. Recife é também ponto de passagem para quem vai para as praias da região, para Fernando de Noronha ou outros lugares do nordeste como o litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba -- nada mal, aliás, queimar o asfalto até Pipa e passar o dia na Ponta do Pirambu em Tibau do Sul.

Ainda em Pernambuco, a querida e charmosa Olinda logo ali, ao seu dispor o ano inteiro, oferecendo como recompensa por subir as ladeiras históricas e sobreviver ao assédio dos guias lá na base, além da vista deslumbrante, a melhor tapioca da cidade (Alto da Sé).

>>passeios
>>restaurantes

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A Veneza Brasileira e a Coroa do Avião



Ponte sobre o Rio Capibaribe e Teatro de Santa Isabel (Foto: Otavio Dias de Oliveira)


Coisas bacanas que vi em dois passeios. Um no Recife, outro nos arredores.

>>Conhecer a cidade pelos seus rios é uma ótima opção. Durante pouco mais de uma hora, o catamarã embalado por autêntica música pernambucana passa por seis pontes e várias atrações históricas. Há uma outra opção, que permeia dezenas de bairros da cidade, em duas horas. O tour noturno, quando a cidade está mais bonita e, claro, iluminada, é um charme. Saídas de quarta a sábado do Forte das Cinco Pontas (Praça das Cinco Pontas, São José).

É diferente, mas acho mais gostoso fazer city tour nos rios do que caminhar pelo centro. No entanto, visitas específicas a prédios bacanas, claro, não devem ser dispensadas. Tem o Teatro Santa Isabel, o palácio do governo, o casario da rua da Aurora...

Para quem for arrastar sandália, a saber: o centro histórico ainda carece de restauração e para 2009 estão previstas novidades como a inauguração de um novo centro cultural às margens do Capibaribe, no antigo prédio dos correios. No trajeto de barco, dá para imaginar o potencial da região: um investimento pesado poderia transformá-la na Puerto Madero do Brasil! Está longe disso no momento, mas é bonita à beça.

>>Reserve um dia para sair cedo de casa (do hotel) e vá até a ilha de Itamaracá. Lá, visite a estação do Projeto Peixe-Boi, onde os bichos ameaçados de extinção (o cálculo diz que há apenas 400 vivos no Brasil) podem ser vistos em grandes tanques. Um enorme peixe-boi de mentirinha serve como sala de cinema para um mini-documentário sobre o tema. De lá, siga para a praia e pegue uma lancha que vai levá-lo à Coroa do Avião, um banco de areia com águas cristalinas e barracas de praia com petiscos e duchas. Antes de estacionar na ilha, faça o passeio completo de barco pelos manguezais para ver caranguejos e, em alto mar, mergulhar nas piscinas naturais.

Há também construções históricas como o Forte Orange e as ruínas de um antigo forno sobre as quais um morador da região construiu uma gracinha de casa de madeira, é onde ele vive com a mulher e uma filha. Generosos, eles compartilham informações históricas, orientam os visitantes na hora de alimentar o saguis que moram por ali... você contribui com o que puder. Desta vez, quem me levou em sua lancha foi o senhor Manga, que sabe tudo da região. Pergunte por ele na barraca da Cigana, ainda na ilha. Os preços variam de 25 a 50 reais, dependendo do tipo de passeio escolhido.

Boa viagem : )

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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Nós vamos invadir sua praia

Sexta-feira. Véspera de sábado com promessa de sol (pelo menos em São Paulo...). Vamos falar dos melhores endereços no Brasil para provar siri e caranguejo. VEJA Praia, aliás, tem a melhor casquinha de siri. É a única edição que realiza eleição nessa categoria.

Dito isso, lá vamos nós.

A melhor casquinha de siri (única edição que realiza eleição nessa categoria)
>>Maurício: com a experiência adquirida nos dez anos em que trabalhou no pequeno restaurante de sua família, no Guarujá, Maurício Morais decidiu abrir essa casa especializada em pescados. Hoje, no endereço em Ponta da Praia, em Santos, é o próprio Morais quem supervisiona a cozinha, de onde saem peixes, frutos do mar e a famosa casquinha de siri. A receita tem cocção à moda baiana, com leite de coco, azeite-de-dendê, coentro, pimentão, alho, tomate, cebola e carne de siri bem desfiada (custa 7 reais). A casquinha de camarão também é feita com o mesmo tempero (custa 7 reais). Para completar a refeição, uma boa pedida é o badejo à moda da casa (grelhado, ao molho de alcaparra, aspargo e palmito puxados na manteiga, guarnecido de arroz branco e batata sauté), que custa 65 reais, para duas pessoas.
Telefone: (13) 3261-4341

Outros premiados que servem caranguejo ou siri

O melhor caranguejo do Espírito Santo
>>Caranguejo do Assis: a casa em Vila Velha, município vizinho de Vitória, tem nos caranguejos o destaque do cardápio. Porém, quem passar por lá antes do dia primeiro de dezembro não poderá se deliciar com a iguaria. Isso porque durante dois meses todos os anos as casas da região são proibidas de comercializar caranguejos, é uma medida para garantir a reprodução do animal. Mas quem está planejando uma temporada em terras capixabas no fim do ano deve passar no restaurante comandado por Francisco de Assis e provar os enormes caranguejos servidos em carrinhos que são levados pelo salão (custa 3,90 cada). Os crustáceos são escolhidos para que somente os maiores cheguem ao prato dos clientes e cozidos com sal e limão. Da cozinha sai também a casquinha de siri, que custa 8,70 reais.
Telefone: (27) 3289-8486


O melhor caranguejo de Fortaleza
>>Beach Park: a barraca está localizada no resort de mesmo nome, no município de Aquiraz, vizinho da capital cearense, e ficou com o título de melhor barraca de praia e melhor caranguejo na última edição do especial de VEJA, O Melhor da Cidade. O campeão de pedidos é o caranguejo. Só é possível "destrinchar" o crustáceo com um martelinho de madeira. Todos os caranguejos são trazidos do Maranhão e do Pará. Chegam em caminhão refrigerado, acomodados em caixas intercaladas com espumas umedecidas em água de mangue, seu habitat. Antes de irem para a mesa, são temperados com água e sal e depois cozidos em uma mistura especial à base de leite de coco, verduras e temperos regionais. Em cada porção, são servidas quatro unidades (24,50 reais), o molho e a farofa acompanham.
Telefone: (85) 4012-3000

A melhor patinha de siri de Maceió
>>Massagueirinha: o restaurante na Praia de Ponta Verde é especializado na culinária de frutos do mar típica do povoado de Massagueira, que fica às margens da Lagoa Manguaba, no litoral sul do estado. O siri é a iguaria mais cobiçada da casa. A patinha do crustáceo é temperada e refogada no azeite de oliva com leite de coco. Chega à mesa em um tacho de barro. Custa 18,90 reais a porção com doze. Há ainda casquinha de siri, que custa 6,50 reais cada.
Telefone: (82) 3327-1027

O melhor guaiamum de Recife
>>Guaiamum Gigante: o bar é comandado pelo casal Soraya e Cristiano Falcão. O guaiamum aparece em diversos tamanhos e receitas. O crustáceo que é um tipo de caranguejo de cor azulada, com uma das patas bem maior que a outra, chega da Bahia e do Rio de Janeiro. Nas caçarolas, recebe tempero especial e é levado à mesa para ser destrinchado com martelinho sobre uma tábua de madeira. É vendido nos tamanhos pequeno (3,50 reais), médio (4,90 reais), grande (5,90 reais), gigante (7,90 reais) monstro (20,00 reais) e de aquário (9,90) - alguns dos maiores que ficam no aquário. Os guaiamuns são cozidos com água, sal e cebola. Se o cliente preferir, a mistura pode ganhar também um pouco de leite de coco, o preço é o mesmo.
Telefone: (81) 3441-1509

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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Outras barracas, bares e quiosques de praia eleitos pelo júri de VEJA no Brasil

>>Fortaleza: a barraca do Beach Park, no município de Aquiraz, vizinho da capital cearense, ficou com o título de melhor barraca de praia e melhor caranguejo na última edição do especial de VEJA, O Melhor da Cidade. Fincada na areia, tem 290 mesas espalhadas numa área de 600 metros quadrados, faz parte do resort de mesmo nome. O campeão de pedidos é o caranguejo, que também foi eleito o melhor pelo júri. Só é possível "destrinchar" o crustáceo com um martelinho de madeira. Todos os caranguejos são trazidos do Maranhão e do Pará. Chegam em caminhão refrigerado, acomodados em caixas intercaladas com espumas umedecidas em água de mangue, seu habitat. Antes de irem para a mesa, são temperados com água e sal e depois cozidos em uma mistura especial à base de leite de coco, verduras e temperos regionais. Em cada porção, são servidas quatro unidades (24,50 reais), o molho e a farofa acompanham. O cardápio lista ainda petiscos como o bolinho de camarão (5,50 raeis a unidade), além de saladas, aves e moquecas.

>>Maceió: a Lopana (foto), na Praia de Ponta Verde, ficou com o título de melhor bar de praia e melhor suco da cidade. O lugar é animado por um DJ aos sábados, que dá clima lounge ao pôr-do-sol. O extenso cardápio lista caldinhos de feijão (3,90 reais) e de camarão (4,90 reais) e petiscos típicos de boteco, como bolinho de bacalhau (9,90 reais a porção com dez unidades). Para uma refeição mais substanciosa, que pode ser degustada em uma das mesinhas do deque, há sugestões mais elaboradas. A posta de peixe grelhada no azeite, por exemplo, é servida com salada, molho de iogurte e farofa de banana (custa 27,00 reais). Já o salmão beleza pura é grelhado na manteiga com limão, ervas, alcaparras e champignons, acompanhado de batatas coradas (22,90 reais). Feitos com frutas frescas, há sucos como os de tangerina com pêra, o de morango com laranja e opções que levam ervas e verduras, como limão com couve e laranja com manjericão (custam entre 3 ou 3,80 reais).

>>Natal: a Barraca do Banga (foto), em Pirangi do Sul, tem localização privilegiada: fica de frente para o rio que, alguns metros adiante, divide as praias de Pirangi do Sul e Pirangi do Norte, 20 quilômetros ao sul de Natal. Instaladas sob guarda-sóis enormes ou sob o teto de piaçava, as mesinhas enchem logo nas primeiras horas da manhã. A especialidade da casa são as tapiocas, que podem ser recheadas de camarão, queijo de coalho ou carne-de-sol. Opções doces são a de chocolate e a de brigadeiro. Todas as tapiocas recheadas custam 8 reais cada. Os pastéis nordestino (carne-de-sol e queijo de coalho) e sertanejo (carne-de-sol e queijo manteiga) custam 3 reais e têm apreciadores fiéis. O caranguejo servido no coco é escovado, raspado, cozido na água com sal e depois no leite de coco e temperos. Custa 3 reais a unidade e chega à mesa com pirão e farofa.

>>Recife: o Biruta Bar, em Pina, ficou com o título de melhor bar de praia e melhor para ir a dois na última edição do especial de VEJA na capital pernambucana. A casa aberta há uma década e meia aparece entre os premiados desde 1999. O lugar tem vista privilegiada de um dos trechos mais bonitos da praia do Pina. A decoração rústica é um dos principais atrativos do lugar e cada detalhe combina com o clima de praia, começando pelo teto coberto de piaçava. O salão é protegido por janelões de vidro. Vale provar os pratos com frutos do mar, que têm destaque no cardápio. O camarão matuto na telha é gratinado em molho de queijo de coalho e servido em telha de barro (custa 27 reais). Algo mais leve são as bruschettas de camarão com polvo (custa 47 reais a porção para 2 pessoas). O sushi é uma novidade no cardápio, de segunda a quarta-feira há rodízio ao preço de 20,90 reais.

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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Peixes fora d'água

A ouvinte Carmen Colunna nos procurou nesta semana em busca do nome de um restaurante em São Paulo, uma casa de pescados que teria sido assunto deste boletim na última semana. Depois de trocar alguns e-mails com ela e de tentar puxar pela memória, nos arquivos e no blog, acabamos vencidos.

Não tivemos sucesso, mas não vamos perder a viagem. A solicitação da Carmen veio em boa hora já que, desde a última vez (às vésperas da Páscoa) em que foram assunto aqui os melhores lugares para comer peixe no Brasil, novas edições do Melhor da Cidade foram publicadas e novas casas eleitas pelo júri de Veja.

Sendo assim, vamos pescar!

>>Manaus: a Choupana tem o melhor pescado, segundo o júri de Veja, há três edições consecutivas. Fica em Adrianópolis. O ambiente rústico é decorado com palha e madeira. A cozinha é essencialmente regional, com pratos fartos que servem duas, até três pessoas. Destacam-se os pescados amazônicos. Prepara, em média, 1 tonelada de pirarucus por mês.
Cacau Mangabeira
O rústico ambiente do restaurante Choupana é decorado com muita palha e madeira

Como entrada, a sugestão é a casquinha de caranguejo e de bolinho de batata e pirarucu seco. Entre os principais, o cozido de pirarucu é feito com as postas dessalgadas do pescado, mais batata-doce, couve, cenoura e banana-pacova, também conhecida como banana-da-terra. Chega à mesa guarnecido de pirão e arroz branco.

Há opções na telha, como o filé de tucunaré com purê de batata e o filé de pirarucu ao molho de camarão. Para finalizar, musse de cupuaçu e o pudim de leite.
Telefone: (92) 3635-3878
Faixa de preço por pessoa: entre 30 e 50 reais

>>Recife e Brasília: nas duas capitais, os restaurantes vencedores na especialidade são da rede Bargaço e suas estrelas são as moquecas. Tudo começou em 1971, em Salvador. Hoje são seis filiais em diversas capitais do Brasil.

Em Recife, o Bargaço acaba de mudar de endereço e trocar a beira-mar pela beira-rio, as margens da bacia do Pina. O salão é maior e mais confortável. Tem área climatizada e decoração rústica. O cardápio continua o mesmo e a moqueca permanece como estrela do menu e receita-símbolo da rede. Outro destaque é o peixe recheado com farofa de camarão e ovos.
Telefone: (81) 3466-5026
Faixa de preço por pessoa: entre 50 e 70 reais

Em Brasília, o Bargaço é o preferido do júri pela sexta vez. A casa construída em lugar privilegiado no Pontão do Lago Sul fica num grande quiosque aberto, com bela vista para o lago. Todos os meses, são consumidos aproximadamente 1 000 quilos de pescados trazidos em sua maioria de cidades do Nordeste ou então de Santa Catarina. No cardápio, as moquecas têm destaque especial. Outra sugestão é a peixada brasiliense, o peixe é cozido ao molho de tomate com legumes e acompanhado de arroz e farofa.
Telefone: (61) 3364-6090
Faixa de preço por pessoa: entre 50 e 70 reais

>>Porto Alegre: o Marco's tem o melhor pescado da cidade. O proprietário Marco Antonio Costa vai pessoalmente à cidade de Rio Grande escolher junto aos pescadores os peixes servidos nas três unidades: são dois na capital gaúcha e um em Rio Grande. É assim que os ingredientes chegam fresquinhos às mãos do chef Maurício Fernan, que os transforma em pratos elaborados como o linguado em crosta de canela ao molho de laranja com gengibre e purê de mandioquinha. Outras opções são o camarão crocante em fio de batata, com risoto de rúcula, damasco e cogumelos frescos grelhados, e o salmão ao creme de champanhe, acompanhado de legumes sautée e suflê de cenoura. Outro destaque do cardápio é a sinfonia de frutos do mar, em que eles são grelhados com bacalhau, camarões grandes, lagostim, tentáculos de polvo, bochecha de côngrio e anéis de lula, com sautée de alho, cebola roxa e vinho branco. Para acompanhar, aspargos frescos, ervilhas tortas e shiitake.
Telefone: (51) 3018-7474/7734
Faixa de preço por pessoa: acima de 70 reais
Divulgação
Ambiente do restaurante Porto Rubaiyat, em São Paulo

>>São Paulo: o melhor, segundo o júri, é o Porto Rubaiyat. O restaurante no Itaim Bibi fica num edifício de 1 000 metros quadrados construído especialmente para abrigá-lo, num investimento de 4 milhões de reais. Algumas espécies de pescados servidas na casa chegam três vezes por semana das águas geladas do Cantábrico (Atlântico ao norte da Espanha). De lá vem o rape, peixe de carne macia e firme que é grelhado e chega à mesa acompanhado de aspargo verde. O polvo à feira é cozido e temperado com páprica, acompanhado de batata. Parte dos pescados é mantida viva em três grandes aquários.
Telefone: (11) 3077-1111
Faixa de preço por pessoa: acima de 125 reais

Preços mais simpáticos, ainda em SP:

>>Rufino's: o primeiro foi inaugurado no Guarujá, em 1970. Hoje, o restaurante possui outros dois endereços na capital paulista. Cada casa adota um estilo de funcionamento. No ponto do Itaim, algumas das receitas são preparadas com pescados inteiros, já no shopping Morumbi, todos os pratos são individuais. Comece pela porção de meia dúzia de ostras frescas de Santa Catarina. Em seguida, peixe assado guarnecido de cebola, tomate, pimentão e batata. Vale provar também o prato que leva o nome da casa reúne seis camarões grandes, grelhados e abertos ao meio, servidos com batatas fritas.
Telefone: (11) 3078-6301
Faixa de preço por pessoa: entre 76 e 125 reais

>>Telha: fica em Perdizes. As telhas de cerâmica substituem as panelas. Os clientes podem optar entre quatro tipos de peixes (robalo, badejo, linguado e salmão), que são preparados como a tradicional moqueca baiana (com menos dendê e leite de coco para agradar ao paladar do paulistano) ou em um molho da casa que leva tomate, pimentão verde, cebola, coentro e serve de base para o ensopado. Há ainda opções de grelhados ou assados.
Telefone: (11) 3864-6033
Faixa de preço por pessoa: entre 51 e 75 reais

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Terça-feira, 29 de Julho de 2008

A vida é doce: sobremesas regionais

Ontem falamos do couvert como uma das possibilidades para abrir a refeição e o apetite. Em outro extremo, vamos atacar os doces. Consultamos agora os cardápios de sobremesa dos melhores restaurantes eleitos pelo júri de VEJA na categoria brasileiros ou regional. Procuramos sabores bem típicos ou caseiros - mesmo que tenham influência da colonização. Então vamos ao que há de mais regional em alguns endereços de norte a sul do país.

>>Belém – o restaurante Lá em Casa, que privilegia os ingredientes regionais em suas receitas, é comandado por Paulo Martins há 36 anos. Para fechar refeições estreladas por pratos típicos como o pirarucu grelhado, a patinha de caranguejo ou o pato no tucupi, tem bolinho de tapioca com sorvete de cupuaçu e o chamado mundico e zefinha (é um doce de cupuaçu gratinado com queijo do Marajó, feito com o leite da búfala).

São dois endereços na capital paraense, um no Umarizal e o outro na Estação das Docas, e no cardápio aparecem opções como o menu paraense, que inclui pirarucu grelhado, patinha de caranguejo, farofa de pirarucu, feijão-manteiguinha de Santarém, pato no tucupi e maniçoba.
Telefone: (91) 3212-5588 e (91) 3242-4222
Faixa de preço por pessoa: de 30 a 50 reais

>>Natal – a cozinha nordestina dá o tom no restaurante Mangai (que tem unidades também em Brasília e em João Pessoa). Os doces tem a mesma inspiração. Destaque para a cartola (banana frita e queijo derretido, cobertos com açúcar, canela e chocolate). Os sorvetes de vários sabores são servidos na casca do coco e o cliente pode optar por incrementá-los com cocada ou banana caramelada. Para quem preferir, há tapiocas com recheios doces. Uma delas leva coco com queijo e leite condensado.

A decoração que segue o mesmo tema, o nordeste. O serviço é self-service tem pratos como a carne-de-sol na nata, arroz de leite, paçoca, feijão-verde, gororoba (carne-de-sol com macaxeira e queijo) e sovaco de cobra (carne-de-sol moída com milho, cebola e manteiga). Não são servidas bebidas alcoólicas.
Telefone: (84) 3206-3344
Faixa de preço por pessoa: entre 26 e 40 reais

>>Recife (Olinda) – para finalizar a refeição, o Oficina do Sabor do chef César Santos serve receitas regionais como o nosso querido bolo souza leão com calda de café.

O restaurante nasceu há quinze anos, num belo casarão em Olinda. Da cozinha saem pratos regionais com toques contemporâneos, sempre privilegiando ingredientes bem típicos da região. O cardápio inclui receitas como o camarão ao molho de jaca, queijo de coalho e leite de coco, servido com arroz de coentro.
Telefone: (81) 3429-3331
Faixa de preço por pessoa: entre 50 e 70 reais

>>Brasília – o Patú Anú foi indicado pelo júri como um dos melhores restaurantes regionais do distrito federal. A banana flambada na cachaça, servida com calda de melado e sorvete de baru (um tipo de castanha natural da região do Cerrado) é a sugestão para encerrar os trabalhos.

O nome do restaurante significa “o bom espírito das águas” em tupi-guarani. Não à toa, a casa fica às margens do Lago Paranoá. O cardápio faz uma releitura de pratos brasileiros. Uma boa pedida é o filé ao molho de rapadura e gengibre, acompanhado de arroz com castanha de caju e carne-seca.
Telefone: (61) 3369-2788
Faixa de preço por pessoa: mais de 70 reais

>>Rio de Janeiro – o restaurante Aprazível investe nos sorvetes com ingredientes regionais. Entre as combinações estão o carimbó (sorvete de castanha-do-pará com calda de cupuaçu) e o baião de dois (sorvete de tapioca com calda de açaí). Há também doces em calda com queijo da Serra da Canastra e banana grelhada com canela e açúcar, sorvete de creme, calda quente de chocolate e amêndoas picadas.

O restaurante ocupa um casarão incrustado no alto de uma ladeira de Santa Teresa com vista para a Baía de Guanabara e o centro da cidade. A decoração rústica garante o clima aconchegante. No jardim há um gazebo com teto de sapê que é o espaço mais concorrido da casa. A mineira Ana Castilho comanda a cozinha de onde saem pratos como a rainha do baião (filé de tilápia com azeite de coentro e pimenta-de-cheiro servido com baião-de-dois com queijo de coalho e quiabo ao dente).
Telefone: (21) 2508-9174 e (21) 2507-7334
Faixa de preço por pessoa: entre 60 e 100 reais

>>São Paulo - o restaurante Brasil a Gosto, no Jardim Paulista, chama a atenção das formiguinhas a cocada ao forno. O doce é escoltado por sorvete de limão e um biscoito de castanha-do-Pará.

Antes de abrir o restaurante, Ana Luiza Trajano estudou, pesquisou e percorreu o país para conhecer receitas regionais. Vale provar a fraldinha de panela acompanhada de baião-de-dois com queijo de coalho grelhado. Chamado de bóia maranhense, o prato do dia de quarta é peixada de pescada-amarela, tomate, batata e ovo guarnecida de arroz branco.
Telefone: (11) 3086-3565
Faixa de preço por pessoa: entre 60 e 100 reais

>>Porto Alegre – a churrascaria Vitrine Gaúcha, indicada pelo júri do especial de VEJA como um dos melhores restaurantes regionais da cidade, fica em Navegantes. Lá encontramos doces com jeitão caseiro, como o arroz de leite (o arroz doce), o sagu e a ambrosia. As sobremesas estão incluídas no bufê que custa 14,90 por pessoa durante a semana. Aos sábados, domingos e feriados o preço é 18,50 para as mulheres e 22 reais para os homens.

O fogo de chão com o famoso costelão que assa por 12 horas é o carro-chefe da casa. Mas o restaurante também serve outras receitas típicas como o carreteiro de charque e o feijão mexido. Ao todo são 20 tipos de carne, além de um bufê com 17 pratos quentes e 16 saladas.
Telefone: (51) 3374-5474
Faixa de preço por pessoa: entre 30 e 50 reais

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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

Vamos começar pelo couvert

É segunda-feira e damos início aos trabalhos pelo o couvert. Muitas vezes gasta-se bem mais do que 10% do valor da refeição, por pessoa, para petiscar enquanto a comida "de verdade" não vem. Ou seja, não é só a água que puxa o valor da conta.

Resolvemos passear pelo Brasil, conferindo junto ao melhor restaurante de cada capital ou região avaliada pelo júri dos especiais de VEJA se o couvert é servido ou não, quais são os itens, preços e afins. Em média, o valor é 12 reais. Claro que ninguém escolhe o restaurante pelo couvert, mas talvez a informação mais surpreendente desse levantamento seja o fato de que todos os restaurantes consultados afirmaram que se só uma pessoa na mesa quiser consumir os acepipes, ela pode pedir sem nenhum problema e o valor não será repassado para os outros (é natural, na teoria, mas fico imaginando o garçom vigiando a mesa, cuidando para ninguém tocar no pãozinho a não ser que aceite pagar :)).

Será que vale entregar-se ao antepasto para acalmar a fome?

O mais caro
Está no Vale do Paraíba, em São Paulo, e custa 28 reais por pessoa. É no A Fonte Bistrô, em São José dos Campos, melhor restaurante da região. São dezessete itens no couvert, entre eles frios importados como o presunto cru e também queijos, como o brie Président. Além disso há pães, manteiga, sardela e pasta de berinjela. Se os clientes pedirem o couvert, podem tomar água San Pellegrino em taças de cristal austríaco Riedel à vontade durante toda a refeição.

A casa fica em um espaço escondido em uma pequena rua residencial e os clientes só são atendidos com reserva. Em um menu especial, há receitas exclusivas, como as lascas de tartufo branco sobre escalope de foie gras e mignon de vitela, guarnecidas de risoto de tartufo branco.
Telefone: (12) 3913-2211
Faixa de preço por pessoa: mais de 70 reais

>Obs. O melhor restaurante do Brasil, segundo o júri de VEJA, é o italiano Fasano. Fica nos Jardins, em São Paulo. A casa cobra 23 reais por pessoa por pão italiano preparado na casa, manteiga e um patê cujo sabor varia diariamente.

O mais barato
Está no Recife. É o antepasto do Wiella Bistrô, na Praia de Boa Viagem, a 5,50 por pessoa. Chegam à mesa torradas gratinadas com queijo parmesão e alho, brioches e ciabatas feitos na casa. Para acompanhar: patês de queijo e de tomate seco, manteiga aromatizada com ervas e terrine de frutos do mar ou de frango. Custa 5,50 reais por pessoa.

O Wiella serve receitas com sotaque francês. Uma sugestão para o prato principal é a codorna recheada com suflê de legumes e molho de jabuticaba. Para acompanhar, a carta de vinhos lista 230 rótulos dos Velho e Novo Mundos.
Telefone: (81) 3463-3108
Faixa de preço por pessoa: de 50 a 70 reais

O couvert de outros vencedores do Melhor da Cidade:

>>Na região do ABC, em São Paulo, o Baby Beef Jardim serve alho assado, manteiga, patês de sardela e de pupunha com champignon. Para acompanhar são servidos pão francês, pão com gergelim, pão de queijo e torradas de alho, todos feitos na casa. O preço do couvert é 12,50 por pessoa.

A casa levou cinco prêmios na última edição de VEJA na região: melhor carne, carta de vinhos, melhor variado, chef do ano (Geraldo Rocha) e o melhor do ABC. Há uma seleção de pratos que não ultrapassam 400 calorias, um deles é o linguado com purê de damasco e cenoura.
Telefone: (11) 4436-7869
Faixa de preço por pessoa: mais de 70 reais

>>Em Belém, Dom Giuseppe não serve couvert. Os comensais podem começar a refeição com as entradas do cardápio.

A casa, em Batista Campos, levou cinco títulos: melhor restaurante da cidade, melhor italiano, melhor carta de vinhos e chef do ano (Fábio Sicília). O chef procura incorporar às suas receitas ingredientes produzidos por pequenos produtores da região. O cardápio, porém, não deixa de preservar pratos e ingredientes italianos.
Telefone: (91) 4008-0001
Faixa de preço por pessoa: entre 30 e 50 reais

>>Em Belo Horizonte, o Taste-Vin, que fica em Lourdes, cobra 13 reais por pessoa por tomate desidratado, patê de fígados, musse de pepino e baguete italiana, pão com frutas secas, focaccia e torradas.

Dono da primera adega climatizada (na capital mineira), em que o cliente pode entrar para escolher seu vinho, prioriza receitas típicas da França. A sugestão de prato principal é o pernil de cordeiro sete horas, que assa durante esse tempo apenas regado com vinho branco, sobre fundo de cebola, alho, tomate, cenoura, aipo e alho-poró.
Telefone: (31) 3292-5423
Faixa de preço por pessoa: mais de 60 reais

>>Em Brasília, os clientes do Universal Diner pagam 6,50 reais e começam a refeição com pão ciabata preparado no próprio restaurante, que chega à mesa acompanhado de manteiga de ervas e azeite extra virgem de oliva. O preço é por porção e não por pessoa e custa .

A casa é comandada por Mara Alcamim, eleita chef do ano. A decoração tem estilo kitsch com direito à jacaré de pelúcia e um Fusca cor-de-rosa preso ao teto. Vale provar o camarão com curry, arroz picante com abacaxi e farofa de coco com amendoim.
Telefone: (61) 3443-2089
Faixa de preço por pessoa: mais de 70 reais

>>Em Campinas, interior de São Paulo, o Bellini Ristorante, em Cambuí, serve caponata (de berinjela, abobrinha, damascos, pimentões e castanha-do-pará), alho assado, alice com cebolinha e a manteiga são servidos diariamente, mas o sabor do patê é sempre diferente. Alguns dos mais preparados são o de peito de perú, kani e queijos. Outro petisco que sempre varia são os queijos ou frios que também chegam à mesa. Para acompanhar: pão italiano e crostata (massa bem fina assada com queijo parmesão). Custa 9 reais por pessoa.

O restaurante levou os títulos de melhor da cidade, melhor italiano e melhor carta de vinhos. Entre os cerca de sessenta pratos do cardápio, se destacam o namorado ao capo d'orso (com tomate, manjericão, alho, azeite, azeitonas pretas e camarão) e a minipolenta rústica com queijo gorgonzola.
Telefone: (19) 3755-8027
Faixa de preço por pessoa: mais de 70 reais

>>Em Curitiba, o restaurante Boulevard, vencedor desde 1998, tem couvert com pães italiano, multigrãos e ciabata são servidos com manteiga e azeite extra virgem de oliva aromatizado com alecrim. No almoço custa 6,50 por pessoa, mas no jantar é mais caro (R$ 11,80) pois inclui um complemento que sempre varia e pode ser receitas como o bolinho de bacalhau ou a carne cruda (carne crua marinada em temperos, semelhante á um cebiche de carne).

Além de ser o melhor da cidade é também o melhor francês e tem a melhor carta de vinhos. O cardápio dá igual destaque às culinárias francesa e italiana e traz surpresas, como o menu paranaense, uma seqüência de quatro pratos elaborados com ingredientes típicos do estado. Como prato principal, uma boa pedida é o coelho assado com cogumelos e quirerinha da Lapa (grão típico do Paraná que antes era utilizado para dar de comer aos pássaros).
Telefone: (41) 3224-8244
Faixa de preço por pessoa: entre 40 e 60 reais

>>No Espírito Santo, o restaurante Aleixo que fica na Praia do Canto em Vitória serve pão italiano ou ciabata com manteiga de ervas e azeite extra virgem de oliva. O preço é por porção e não por pessoa e custa 6,60; suficiente para dois.

O restaurante eleito o melhor da cidade também arrebatou os títulos de melhor carta de vinhos e melhor contemporâneo. Da cozinha comandada pelo chef Juarez Campos, bicampeão na eleição do chef do ano, saem receitas elaboradas, muitas com cocção a baixas temperaturas. No cardápio, figuram pratos como o bacalhau à aleixo (lombo de bacalhau cozido em imersão de azeite com cebola, batatas, alho e tomates-cereja).
Telefone: (27) 3235-9500
Faixa de preço por pessoa: mais de 70 reais

>>Em Fortaleza, a Cantina Caravaggio, no bairro da Varjota, serve um bufê de antepastos com cerca de 20 opções. O preço por quilo é 65 reais.

O cardápio da casa lista mais de cinqüenta itens. As massas são frescas e preparadas artesanalmente, à exceção do penne, do espaguete e do capellini, importados da Itália. A sugestão é o ossobuco com risoto arbóreo preparado no molho da própria carne.
Telefone: (85) 3242-4703
Faixa de preço por pessoa: entre 40 e 60 reais

>>Em Goiânia, o restaurante Piquiras, no Setor Oeste, cobra 9 reais por pessoa pelo couvert que inclui torradas, pães de queijo e pães franceses produzidos no Empório Piquiras, que chegam à mesa acompanhados de patê de fígado de galinha, mussarela de búfala, molho rose, tomates fatiados, presunto de parma e azeitonas.

O restaurante serve pratos da culinária internacional elaborados pelos chefs Lúcio da Fonseca e Vanessa Barcelos. Com inspiração na cozinha mediterrânea, há receitas como a paella à piquiras, que além do arroz leva frutos do mar e pescados como a patola de caranguejo, lagosta, camarão, polvo, lula, mexilhão e peixe; serve duas pessoas.
Telefone: (62)3223-8168
Faixa de preço por pessoa: entre 40 e 60 reais

>>Em Manaus, o restaurante Village, em Adrianópolis, o patê de atum e a pasta de berinjela são servidos com pão de queijo, azeitonas verdes e cubos de queijo. Custa 15 reais por pessoa.

O Village alcançou o tricampeonato como melhor da cidade. O cardápio inclui cerca de sessenta receitas, entre saladas, peixes de rio e de mar, risotos, massas e carnes variadas. Saído do forno, o filé de pirarucu ao molho de azeite vem coroado com um camarão graúdo e guarnecido de legumes no vapor.
Telefone: (92) 3234-3642
Faixa de preço por pessoa: entre 50 e 70 reais

>>Em Natal, o restaurante Abade, em Ponta Negra, ficou com o título. No couvert da casa são servidas torradas, mussarela de búfala, pasta de berinjela, azeitonas, pasta de ricota, tomate seco, queijos e frios. O preço é 7 reais por pessoa.

Rosa Maria Macêdo Holanda quis criar uma casa com cardápio que desse destaque para os pratos com bacalhau. Assim, no Abade, ele aparece em entradas como as lascas na manteiga e em pratos principais como o bacalhau com todos (lombo alto assado no azeite com alho acompanhado de batatas laminadas, legumes e verduras; para duas pessoas), campeão de pedidos.
Telefone: (84) 3219-4469
Faixa de preço por pessoa: entre 40 e 60 reais

>>O restaurante Koh Pee Pee, eleito o melhorde Porto Alegre não serve couvert.

A casa tem decoração do restaurante reproduz o interior das moradias tailandesas, com madeira rústica e fibras naturais. Especiarias importadas do país asiático, como leite de coco natural, pastas de curry, açúcar de coco e molho de ostras, conferem a cada receita autenticidade no sabor. Como prato principal, vale provar o khao pad goong é um arroz frito com legumes e camarão.
Telefone: (51) 3333-5150
Faixa de preço por pessoa: entre 50 e 70 reais

>>O Rufino’s Restaurant, na praia da Enseada no Guarujá, ficou com o título de melhor restaurante da Baixada Santista. O couvert custa 12 reais por pessoa e inclui sardinha escabeche (o peixe é frito e, depois de retirados os espinhos, é aberto e deixado no azeite por dois dias. Vai para a mesa temperado com legumes picados), marisco e lula ao vinagre, grão de bico, pão, manteiga, torradas de alho e azeitonas.

A casa é especializada em peixes e frutos do mar, com receitas de origem e inspiração ibéricas. Um prato tradicional é o espaguete ao vôngole. Para prepará-lo, os moluscos são cozidos no vapor para que se abram, e a água do mar que sai da casquinha é reservada para cozinhar o macarrão.
Telefone: (13) 3351-5771
Faixa de preço por pessoa: mais de 60 reais

>>No Rio de Janeiro, não há eleição do melhor restaurante da cidade, portanto consultamos as casas comandadas pelos premiados como chef revelação na capital fluminense. O Miam Miam, em Botafogo, não serve couvert.

O restaurante ficou com o título de chef revelação para Roberta Ciasca e melhor para ir à dois. A casa é decorada com móveis dos anos 50 e 60. Os rolinhos de rosbife com rúcula e parmesão em azeite de ervas casam bem com o drinque da casa, feito com saquê, manjericão, suco de maracujá e grenadine ou com o pink martini (gim, vermute seco e framboesa).
Telefone: (21) 2244-0125
Faixa de preço por pessoa: entre 40 e 60 reais

>>Em Santa Catarina, o Bistrô d'Acampora, em Florianópolis, serve um couvert diferente a cada dia. São preparados terrines de salmão, siri ou champignon, foie de frango, tomates confitados e torradas. Custa 12 reais por pessoa.

A casa não tem cardápio fixo. O ambiente do restaurante é acolhedor e ao mesmo tempo refinado, com mesas de madeira, cadeiras de diferentes formatos e outros elementos de decoração clássica. A adega climatizada acomoda mais de 2 500 garrafas de 620 rótulos diversas partes do mundo. Sempre se pode contar com pelo menos três alternativas de entrada e como prato principal há uma opção de ave, uma de carne e uma de pescado.
Telefone: (48) 3235-1073
Faixa de preço por pessoa: mais de 60 reais

>>Salvador: o restaurante Amado, no bairro do Comércio, é comandado por Edinho Engel. Para começar a refeição, chegam à mesa pasta de gorgonzola e de salmão, caponata de legumes, escabeche de peixes, manteiga e azeite acompanhados de pão de azeite, de nozes, integral e ciabata, todos feitos na casa.

A cozinha de base clássica explora os sabores e as texturas dos ingredientes regionais. Há pratos criativos como a moqueca de camarão com cajus e purê de inhame. A carta de vinhos lista 220 rótulos de dezesseis países, que ficam armazenados em duas adegas climatizadas com capacidade total para 2 000 garrafas.
Telefone: (71)3322-3520
Faixa de preço por pessoa: entre 40 e 60 reais

>>Em São Paulo, assim como no Rio, não há melhor da cidade. O AK Delicatessen é comandado por Andrea Kaufmann, eleita chef revelação pelo júri de VEJA, a casa ocupa um charmoso sobrado em Higienópolis. O couvert inclui patê de fígado, salada de pepino, homus e pães de cebola e integral feitos na própria casa. Custa 9 reais por pessoa.

Os pratos servidos são releituras das tradicionais receitas judaicas. Da cozinha saem o goulash de vitela guarnecido de spätzle e creme azedo e o medalhão de filé envolto numa fatia grossa de pastrami coberto por queijo brie gratinado ao molho cremoso de cogumelos e latkes, um tipo de bolinho de batata ralada.
Telefone: (11) 3231-4497 e (11) 3129-7359
Faixa de preço por pessoa: entre 40 e 60 reais

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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Restaurantes bons (e baratos)

No Rio de Janeiro e em São Paulo, os jurados do especial de VEJA elegem anualmente o melhor restaurante bom e barato da cidade. Vamos falar hoje sobre esses endereços e também passear por outros premiados do Brasil, em diversas capitais, nos quais uma refeição sai por até 30 ou 40 reais por pessoa.

Lembro que nessa conta estão somados os seguintes itens: couvert + prato principal + sobremesa + água + 10%. Nada, portanto, de bebida alcoólica.

No Rio, o melhor bom e barato é o Gula Gula. São doze endereços espalhados pela cidade. Com clima descontraído, as casas apostam em receitas simples mas muito bem executadas. No variado cardápio há quatorze tipos de saladas, carpaccios, quiches, batatas recheadas, massas e grelhados. Uma das especialidades é o picadinho, a cada dia há uma versão diferente. O brasileirinho é preparado com filé mignon ao molho de vinho e chega à mesa acompanhado de arroz, couve, pastel de banana, tomate, farofa e mini-milho, por 26,90 reais.

Telefone: (21) 2537-8906 – Jardim Botânico
Faixa de preço por pessoa: até 40 reais

Em São Paulo, o escolhido pelo júri nessa categoria é o Tenda do Nilo. Nós falamos dele quando discutimos a cozinha árabe. É uma pequena casa familiar no bairro do Paraíso serve pratos como o trigo cozido com costela de boi desfiada, que custa 25,90 reais. Tem também o fatte, que combina pão árabe torrado recoberto por carne, grão-de-bico e coalhada fresca ao alho. Sai por 38 reais. Os dois pratos servem duas pessoas.

Telefone: (11) 3885-0460
Faixa de preço por pessoa: até 40 reais.

Nas outras cidades em que são publicados os especiais de VEJA não existe a escolha específica do bom e barato, mas alguns dos restaurantes vencedores estão classificados na menor faixa de preços por pessoa: as refeições custam até 30 reais.

>>Belém: o Pomme D'Or, que tem sete endereços, é o melhor variado da cidade. Com ambiente e tempero caseiros, a casa é comandada por Wania Martins, que levou as receitas de sua família para a cozinha do restaurante. Um variado bufê é servido todos os dias na hora do almoço com 25 pratos quentes e 25 frios. Um dos destaques é o cozido à portuguesa (carne cozida com frango e chouriço defumado). O picadinho (carne moída com banana frita) e o camarão com pupunha e roquefort também fazem sucesso. Aos sábados, há feijoada e aos domingos comida típica do Pará, com receitas como pato ao molho de tucupi e a maniçoba, a feijoada do Pará (as carnes mais o broto da mandioca, que ficam cozinhando por dias). A maniçoba é servida com arroz branco, farinha-d´água de mandioca e da perfumada pimenta-de-cheiro. Durante a semana e aos sábados o quilo custa 33 reais e aos domingos e feriados 35 reais.

Telefone: (91) 3202-9800
Faixa de preço por pessoa: até 30 reais

>>Recife: o melhor italiano é o Pomodoro Café, em Pina. Leva o título há três edições consecutivas. No cardápio, destacam-se as massas frescas preparadas artesanalmente no restaurante. São 100 opções de pratos, entre as quais prevalecem as receitas tradicionais de cantina com sotaque da cozinha do centro e do sul da Itália. Para começar, a dica é a mussarela de búfala fresca empanada e servida sobre molho de tomate da casa (R$ 18,00). Para o prato principal, o espaguete com molho cremoso de frutos do mar é um dos mais pedidos. Como sobremesa, o que eles chamam de cappuccino romeo & giulietta: uma taça preenchida de queijo cremoso intercalado com goiabada cremosa e crocante de biscoito.

Telefone: (81) 3326-6023
Faixa de preço por pessoa: até 30 reais

>>Vale do Paraíba: o Chinese House, em São José dos Campos, é a melhor casa oriental da região. Chueh Ar Ho veio de Taiwan em 1982 e trouxe com ele as receitas tradicionais do país. Hoje, quem comanda a casa é seu filho, Chueh Kuo Shiang. O cardápio lista mais de 100 opções entre carne de porco, vaca, frango, peixe, camarão, legumes, tofu – tudo explicado em português e em chinês. Os guiozas, que podem ser fritos ou preparados no vapor, são a dica para começar. Entre os pratos principais, a grande procura é pelas fatias de carne com brócolis, que levam broto de bambu e molho shoyu, e pelo queijo de soja com carne e legumes (R$ 22,50, para duas pessoas). Para finalizar, há maçã, banana e abacaxi caramelados.

Telefone: (12) 3921-8532
Faixa de preço por pessoa: até 30 reais

>>Curitiba: o Tempero de Minas, no centro, é o melhor restaurante brasileiro da cidade e oferece receitas típicas de Minas Gerais. Os clientes se servem direto nas panelas de ferro e de barro dispostas no enorme fogão. Todos os dias são há cerca de 40 pratos quentes, como feijão-tropeiro, paella mineira (só com carne de porco e de frango), vaca atolada e pernil. A cada dia da semana, o cardápio oferece uma especialidade. Tem carne moída com chuchu às segundas, bobó de camarão às terças, dobradinha às quartas e sextas e peixada com pirão às quintas. Sábado é dia de feijoada e leitão assado, com direito a cachaça como cortesia. O quilo custa 21,90 reais.

Telefone: (41) 3224-0403
Faixa de preço por pessoa: até 25 reais

Boas opções em outras cidades:

>>ABC: A pizzaria Vero Verde, em Santo André, recebeu votos do júri de VEJA. A casa tem 68 sabores de pizza no cardápio e a predileta da clientela é a mussalarruca I (mussarela de búfala, tomate seco e rúcula).
Telefone: (11) 4994-0300

>>Belo Horizonte: o restaurante A Grande Muralha segue a tradição culinária do norte da China, mais apimentada e com muitas massas, tofu e carne de soja. O prato mais vendido é o raposai na chapa (carnes de boi, lombo e frango com legumes).

>>Brasília: a pizzaria Pedacinho, que recebeu votos do júri de VEJA na edição da capital federal, serve suas pizzas em fatias. Todos os dias cerca de 15 sabores são oferecidos aos clientes que podem optar também pelo serviço à la carte.

>>Campinas: o restaurante Papai Salim, indicado pelo júri como um dos melhores árabes da cidade. O cardápio enxuto traz receitas como kafta e charutos nas versões uva e repolho, recheados com arroz, carne moída e especiarias.

>>Espírito Santo: o Canto da Roça, na Praia do Canto em Vitória, foi indicado pelo júri como um dos melhores restaurantes brasileiros da região. No almoço, funciona no sistema a quilo. À noite, o serviço é à la carte e o cardápio lista pratos como o canto da roça (arroz, tutu, couve, lingüiça e ovo frito).
Telefone: (27) 3227-4268

>>Fortaleza: O La Vilany tem o cardápio recheado de receitas criadas pela proprietária Vilany Rodrigues. É o caso do camarejo à cláudio pereira, que leva carne de caranguejo e camarão e chega à mesa com branco. É possível encomendar com antecedência, a paella de lagosta grelhada.

>>Goiânia: o restaurante Recanto do Ipês serve, na hora do almoço, pratos preparados no fogão à lenha. A noite, os clientes podem escoher algum dos trinta e três sabores de pizza e oito tipos de massas preparadas na hora. Além disso, há quatro opções de sopas.

>>Manaus: o restaurante Recanto Baiano, no Parque Dez, tem entre suas receitas mais requisitadas o arrumadinho (farofa, feijão de praia, carne de sol, charque e vinagrete) e as moquecas (de arraia, peixe e camarão). O sarapatel, o sururu e o vatapá também fazem sucesso.

>>Natal: a Mozzarella Pizzas tem dois endereços na capital potiguar e ficou com o título de melhor pizza da cidade. A casa serve redondas de massa fina e crocante assadas em forno a lenha. Há sabores como a califórnia (com abacaxi, ameixa, mussarela, pêssego e presunto, com borda recheada com catupiry).

>>Porto Alegre: a cantina Spina, na Cidade Baixa, serve massas preparadas de forma artesanal. Entre os pratos mais pedidos, está o papardelle à moda da casa, que serve duas pessoas, com molho misto - branco e vermelho -, azeitonas verdes e pretas, cogumelos e presunto. A casa também serve pizzas.

>>Santa Catarina: o Tempero Mineiro fica no bairro de Rio Tavares, em Florianópolis. A casa serve pratos típicos preparados em fogão a lenha, que são servidos em bufê livre. Entre os vinte pratos quentes, há leitão à pururuca, frango com quiabo, feijão tropeiro, feijoada e frango com pequi. Telefone: (48) 3269-8507

>>Salvador: o restaurante Porto do Moreira, em Carlos Gomes, completa 70 anos este ano. A casa com atendimento familiar serve pratos regionais. As sugestões do dia incluem carneiro ensopado, moqueca de arraia e mocotó. A isca de fígado com farofa de manteiga tem clientes fiéis.

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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

Quitutes pernambucanos: bolo-de-rolo e bolo Souza Leão

Há quase dois meses, no fim de maio, o bolo Souza Leão foi considerado patrimônio imaterial do estado de Pernambuco. Juntou-se assim ao bolo-de-rolo que já tinha esse título há algum tempo. São portanto receitas protegidas, conservadas e valorizadas por sua importância histórica, cultural e, claro, gastronômica.

Souza Leão

A receita tradicional do Souza Leão leva açúcar, ovos, leite de coco e massa de mandioca. Tem coloração amarela e consistência próxima à de um pudim, cremosa.
Mauro Holanda
Bolo Souza Leão: patrimônio imaterial de Pernambuco

O doce foi criado por uma família portuguesa que chegou à região para trabalhar com cana de açúcar. A fórmula permaneceu em segredo por muito tempo. Era a época dos grandes engenhos, da cultura de açúcar no Brasil...

A senhora de engenho Rita de Cássia Souza Leão teria inventado a receita ao misturar ingredientes locais, como a mandioca e o leite de coco, ao jeito português de preparar sobremesas com ovos e muito açúcar. Hoje, existem diversas versões do bolo que foram sendo adaptadas a partir da original.

Em um de seus livros, o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre comenta que receitas como a do bolo-de-rolo e a do Souza Leão ficavam sempre escondidinhas atrás de uma cortina de ciúme das sinhás do engenho. O preparo era complexo e as sinhás consideravam as fórmulas tão valiosas quanto jóias de família. Foi aliás um livro de Gilberto Freyre, o clássico Açúcar – Uma Sociologia do Doce, que ajudou a popularizar o Souza Leão, com algumas receitas. A primeira edição da obra é de 1939.

Bolo-de-rolo

É uma espécie de rocambole. As camadas finíssimas de pão-de-ló são preenchidas com goiabada. A receita também foi inspirada em doces portugueses, mas ganhou o recheio genuinamente brasileiro.
Léo Caldas
O bolo-de-rolo da Casa dos Frios levou o título de melhor de Recife

No especial de VEJA, O Melhor de Recife, há a eleição do melhor bolo-de-rolo da cidade, título da delicatessen Casa dos Frios, com uma unidade em Boa Viagem e outra no bairro de Graças. Até o papa João Paulo II, quando esteve na cidade em 1980, provou o doce de lá. São quatro camadas de massa e pesa cerca de 1 quilo. É vendido inteiro, numa embalagem especial. A receita da Casa dos Frios foi criada por Fernanda Dias, dona da loja. Ela adaptou uma versão do tradicional do bolo de modo que pudesse ser produzido com mais facilidade. O resultado, de massa fininha e recheio bem cremoso, está na mesa de muitos moradores, turistas e até gente de outros estados, que "encomenda" o doce a algum amigo ou parente.

Aliás, a Casa dos Frios oferece diversas versões do bolo-de-rolo e também vende o Souza Leão. O bolo-de-rolo por lá tem com recheio de chocolate, doce de nozes, maracujá, ameixa ou até mesmo doce de leite. Conversamos com a loja e a brigada que trabalha com a Fernanda Dias deu algumas dicas para que o o bolo-de-rolo fique perfeito. Ai vão as sugestões:

- A massa tem de ser assada em camadas finas e não pode ficar muito tempo no forno. Isso porque pode ressecar e quebrar na hora da montagem do bolo.

- A goiabada tem que ser derretida com água até ficar cremosa e precisa ser espalhada em camadas uniformes.

- Na hora de servir, o mais indicado é cortar em fatias finas, quando mais fina melhor. Para acompanhar, o bolo pode ser servido com queijo do reino.

Publicamos abaixo duas receitas básicas para quem quiser preparar em casa. Uma de bolo-de-rolo e outra do Souza Leão. Sabemos que existem muitas fórmulas de família. Muitas mães, avós e tias são especialistas na arte de acertar o ponto desses doces. Portanto está aberto o espaço para quem desejar compartilhar o segredo da massa perfeita enviando receitas para o blog.

Para quem estiver em outros estados e também quiser provar o bolo-de-rolo, ai vão alguns endereços que servem a tradicional receita:

- Em Natal, o São Braz Coffee Shop
- Em Curitiba, o Café da Esquina
- No Rio, o Esch Café
- Em São Paulo, o Sweet Pimenta

Feito em casa ou comprado vai bem com um café fresquinho, não?

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Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

As capitais culturais do Brasil, por região

O júri da última edição de VEJA, O Melhor do Brasil elegeu por todo o país os restaurantes e os hotéis mais bacanas e charmosos, os roteiros de natureza e tantas outras atrações que já foram assunto por aqui. Mas houve também a escolha de cinco destinos culturais. E é esse o paladar, digamos assim, da conversa de hoje: as capitais culturais do Brasil, por região.
André Penner
O interior do Teatro da Paz, em Belém

No Norte, a capital cultural é Belém. Muitos turistas procuram a cidade pelas belezas naturais da região, mas a riqueza histórica e a gastronômica também são fortes atrativos. A capital paraense passou por uma repaginação que começou no ano 2000. A Estação das Docas, a beira da baía do Guajará, e o Pólo Joalheiro, antes um presídio esquecido, foram reformados. As construções neoclássicas lembram o tempo do auge do ciclo da borracha. O Teatro da Paz, por exemplo, foi inaugurado em 1878 e tem afrescos nas paredes e no teto, piso de madeira nobre e lustres de cristal. Uma boa dica para quem tiver planos de visitar a cidade no mês de outubro é conferir a Círio de Nazaré, maior festa religiosa do Norte do Brasil, costuma reunir dois milhões de pessoas e acontece todo segundo domingo de outubro.

Em cartaz:

>>Cine Estação: localizado na Estação das Docas. A programação não fica presa ao circuito comercial. Os ingressos custam 5 reais. Está em cartaz a fita Valsa Para Bruno Stein. É um drama do diretor Paulo Nascimento, com Walmor Chagas e Ingra Liberato. A sala recebe filmes de festivais como o Anima Mundi, a Mostra Curta Pará Cine Brasil e o Festival de Belém do Cinema Brasileiro.

>>Exposição Color Bar: em cartaz no Espaço Cultural do Banco da Amazônia até o dia 8 de agosto. A mostra reúne quatro vídeos da artista Melissa Barbery: "Vermelho", "Apartamento 1102", "Dionísio" e "Paisagem RGB". Os curtas são projetados em salas separadas. O telefone é (91) 4008-3670.
Bárbara Wagner
Na região Nordeste, Recife, a capital mais antiga capital brasileira, é também a capital cultural, com seu rico patrimônio histórico e arquitetônico. Os jurados consideram imperdível uma caminhada pelo bairro Poço da Panela, perto do tradicional Casa Forte, e repleto de casas históricas preservadas. A Fundação Gilberto Freyre (foto), onde fica a casa em que morou o sociólogo, também é uma referência. Uma das principais atrações da cidade é o Carnaval Multicultural que acontece desde 2001. Shows de artistas da região como Otto, Lenine e Alceu Valença acontecem junto com apresentações do já centenário frevo e do maracatu. Em 2008, a festa levou à Recife 1,5 milhão de pessoas.

Em cartaz:

>>Reflexões Parisienses nº1 – a mostra traz imagens de Paris feitas pelo fotógrafo pernambucano Marcus Brandão. São trinta fotos feitas com sobreposição de planos. Entre as imagens estão monumentos como o Arco do Triunfo e a silhueta da igreja Sácre Coeur. A exposição está em cartaz na Aliança Francesa que fica no bairro de Derby, até o dia 29 de agosto e é grátis. Telefone: (81) 3222-0918

>>O Fogo da Vida - a peça trata do romance entre a escritora, poetisa e psicanalista Lou Andréas-Salomé e o poeta Rainer Maria Rilke, na segunda metade do século XIX. A montagem tem texto de Sônia Bierbard e Gustavo Falcão, e direção de João Motta. Bierbard, que está comemorando 30 anos de carreira também assina a produção e divide o palco com o ator André Riccari. As apresentações acontecem no Teatro do Parque e os ingressos custam 10 reais. Em cartaz somente até 27 de julho. Telefone: (81) 3232-1553.
Ana Araújo
O Congresso Nacional, em Brasília
Brasília foi eleita pelos jurados do especial de VEJA, O Melhor do Brasil, o melhor destino cultural da região Centro-Oeste. Com mais de 2 milhões e 300 mil habitantes, prédios monumentais, largas avenidas e noventa hotéis, tem-se ali uma efervescente cena gastronômica e cultural. A movimentação política ajuda a tornar o lugar um centro onde as coisas acontecem. Imperdível, na avaliação do júri é o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro que acontece sempre no mês de novembro e este ano chega à sua 41ª edição.

Em cartaz:

>>José Dumont – O Homem que Virou Cinema: uma mostra de cinema no Centro Cultural Banco do Brasil, na Asa Sul, homenageia o ator paraibano José Dumont. Desde o dia 15 de julho e até 3 de agosto estão em cartaz vinte filmes com o ator. Destaque para as cópias restauradas de O Homem que Virou Suco, Memórias do Cárcere, Abril Despedaçado, Morte e Vida Severina e A Hora da Estrela. Os ingressos custam 4 reais e o telefone é (61) 3310-7087.

>> Não sobre o Amor: a peça é dirigida por Felipe Hirsch e faz uma reflexão sobre exílio, solidão e amor. Os atores Leonardo Medeiros e Arieta Correa dão vida a um casal de escritores. O texto é baseado em Letters not about love, livro que reúne a correspondência - entre cartas verídicas e ficcionais - trocada por Victor Shklovsky e Elsa Triolet, no início do século XX. A peça fica em cartaz também no Centro Cultural Banco do Brasil até o dia 3 de agosto. O telefone é (61) 3310-7087.
Bia Parreiras
No Sudeste, São Paulo foi escolhida como a capital mais rica em atividades culturais, agitada até na alta madrugada. Dos 9 milhões de turistas que visitam a capital todo ano, metade viaja a negócios. Só para ter uma idéia, a cada três dias uma nova feira ou convenção acontece na cidade. A Mostra Internacional de Cinema, maior evento voltado para a sétima arte do país, acontece sempre no mês de outubro. No último ano, o festival recebeu 220 mil pessoas que assistiram aos mais de 400 filmes em cartaz. São Paulo tem, na região da Luz, uma trinca cultural fortíssima: a Pinacoteca do Estado (foto), a Estação Pinacoteca e o Museu da Língua Portuguesa, único no mundo, pelo menos por enquanto, dedicado a um idioma. Em dois anos de vida, já atraiu mais de um milhão de visitantes. Estreou por lá, na última terça, a mostra em homenagem ao escritor Machado de Assis. É o preferido dos paulistanos e, além de oferecer exposições temporárias, usa recursos multimídia (áudio, vídeo e computador) para contar a história e colocar as pessoas em contato com a língua portuguesa. Ali pertinho tem também a Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado e que recebe também as mais importantes formações do mundo.
Rafael Jacinto
Palácio de vidro no Jardim Botânico de Curitiba

No Sul, Curitiba, no Paraná, ficou com o título de melhor destino cultural da região. É uma economia forte na região sul, com mais de 900 fábricas instaladas em sua Cidade Industrial, mas os muitos teatros, salas de cinema e museus são um ótimo pretexto para explorar a cidade, mesmo que o motivo principal da visita sejam os negócios. Nos dias ensolarados, a dica é um passeio por parques como o Jardim Botânico e o Barigüi. A capital paranaense recebe grandes festivais de música durante o ano. Um deles é o Tim Festival, que traz shows de grandes nomes da música internacional. Em março, recebe o festival de teatro que caminha para a 18ª e é o maior do gênero no país.

Em cartaz:

>>Estréia hoje no Teatro Positivo, na Cidade Industrial, a peça Os Produtores: uma adaptação do musical da Broadway com Miguel Falabella, Vladimir Brichta e Juliana Paes. O elenco já passou por capitais como Rio e São Paulo. É a história de um produtor fracassado, que se envolve com um contador e acabam fazendo uma produção de sucesso. A montagem dirigida pelo próprio Falabella terá seis apresentações. Os preços dos ingressos variam entre 143 e 283 reais, mas com a doação de um quilo de alimento não perecível esse valor cai 40%. O telefone para mais informações é (41) 3315-0808. Ainda há ingressos disponíveis para todos os dias.

>>Casa Cor: o maior evento de decoração do país, que acontece em diversas capitais brasileiras, tem agora sua edição curitibana que já se encerra no próximo domingo dia 20. Ainda dá tempo de visitar a mostra que está montada no Clube Concórdia no Centro Histórico da cidade. Os ingressos custam 22 reais.

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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

A cozinha francesa

Ontem tratamos aqui dos apetites por comida árabe. Agora vamos para a França.

A evolução que deu à cozinha francesa o status que conhecemos hoje começou lá em mil e quinhentos e alguma coisa, quando a a italiana de Florença Catarina de Médici (1519-1589) , casada com Henrique II e que viria a ser rainha da França, mudou-se para o país levando vários elementos novos aos hábitos franceses. Muitos atribuem à Catarina a introdução dos talheres nas refeições. Michele Bunemer, professora de história da gastronomia do Senac, me disse em uma entrevista que até a chegada da Catarina, mesmo na corte, todos comiam com as mãos e as mulheres não eram vistas durante as refeições, justamente porque ao alimentar-se elas ficavariam muito feias (!!!).

Bom... o assunto França rende muita conversa, como onde encontrar alguns clássicos regionais – da Normandia e da Bretanha, por exemplo, as receitas que incorporam sidra (espumante de maçã) são bem interessantes e podem ser encontradas em algumas casas. Por ora, vamos conhecer alguns do melhores restaurantes franceses do Brasil na avaliação dos jurados de VEJA, O Melhor da Cidade.
Léo Caldas
Começamos por Recife. A casa escolhida pelo júri de VEJA, O Melhor da Cidade é a Maison do Bomfim (foto), que fica em Olinda. O chef é o francês naturalizado brasileiro Jeff Colas (ele é filho de franceses, mas nasceu em Gana, na África). Já trabalhou em diversos restaurantes na Europa. No cardápio, predominam os pratos franceses tradicionais. Uma boa pedida é a lagosta com molho de manteiga de manjericão e talharim de legumes. O creme brûlé de banana e limão é a sugestão para fechar.

Telefone: (81) 3429-1674
Faixa de preço por pessoa: entre 30 e 50 reais.

Em Porto Alegre, duas casas dividem o posto de Melhor da Cidade na avaliação do júri

>>O Le Bateau Ivre, em Mont'Serrat, é comandado pelo chef Gérard Durand. Como entrada a dica são as ostras gratinadas ao champanhe e salada de queijo de cabra quente. Dos pratos principais, o confit de pato (cozido da própria gordura) com molho de vinho tinto e especiarias.

Telefone: (51) 3330-7351
Faixa de preço por pessoa: acima de 70 reais

>>Já o Chez Philippe, no bairro da Independência, também mistura ingredientes regionais e receitas contemporâneas. Por lá, quem comanda o fogão é o chef Philippe Remondeau. Vale provar o escalope de foie gras quente com purê de mandioquinha e gelatina de xerez (ou jerez). Existe também a opção de um cardápio surpresa: os clientes confiam ao chef a preparação de um jantar completo de acordo com sua inspiração.

Telefone: (51) 3312-5333
Faixa de preço por pessoa: acima de 70 reais
Ana Araújo
Em Brasília, o La Chaumière (foto), na Asa Sul, ocupa um pequeno salão que acomoda apenas trinta pessoas. O responsável pela execução das receitas francesas é o chef pernambucano, Severino Alves Xavier, conhecido por lá como Severran e autor do prato que leva esse apelido: filé mignon ao molho de queijo roquefort, champignon, cebola e pimenta-do-reino. Para a sobremesa, a pera cozida no vinho é servida com sorvete de creme e calda de chocolate

Telefone: (61) 3242-7599
Faixa de preço por pessoa: acima de 70 reais

Para finalizar, Rio e São Paulo.

O Olympe, do renomado chef Claude Troisgros, fica no Jardim Botânico. Mistura de técnicas francesas clássicas e ingredientes brasileiros. Um bom exemplo disso são as vieiras grelhadas sob caviar de tapioca e vinagrete de limão siciliano e ervas. Tem também o pargo crocante ao mel e vinagrete de jerez (vinho fortificado espanhol) ao molho de pimenta dedo-de-moça. O prato foi servido em 1997 num banquete para o então presidente americano Bill Clinton.

Telefone: (21) 2539-4542
Faixa de preço por pessoa: acima de 100 reais
Alexandre Schneider
Robalo com espuma de limão e aspargos, preparado por Erick Jacquin

Em São Paulo, o destaque é a La Brasserie Erick Jacquin, em Higienópolis. O chef francês Erick Jacquin quer que seus clientes entrem no restaurante e sintam-se num pedacinho da França. Eleita pelo júri da edição especial Comer e Beber, de Veja São Paulo, a melhor cozinha francesa da cidade, a casa oferece pratos tradicionais da especialidade, além de receitas mais ousadas criadas por Jacquin. As sobremesas ficam a cargo da jovem confeiteira Amanda Lopes. Como entrada, a dica é o foie gras quente com pêra caramelizada. Em seguida, uma boa pedida pode ser o filé de robalo cozido ao vapor e escoltado por alcachofras e bacon como prato principal.

Telefone: (11) 3826-5409
Faixa de preço por pessoa: acima de 125 reais

Conheça também os restaurantes eleitos os melhores franceses da cidade em outras capitais brasileiras:

>> Em Salvador, o Chez Bernard

>>Em Florianópolis, o Saint­Tropez

>>Em Curitiba, o Boulevard

>>Em Belo Horizonte, o Taste-Vin

>>Em Fortaleza, o Le Parisien

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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

O melhor de Recife

Eduardo Queiroga
Dona Lúcia Rosa do Nascimento, a tia Lu, preparando tapioca no Alto da Sé

Talvez alguns de vocês se lembrem de que em agosto do ano passado nós fizemos uma enquete sobre a melhor tapioca do Brasil no boletim e aqui no blog. Eu nunca divulguei o resultado porque estava esperando uma oportunidade de fazer isso ao vivo, diretamente do lugar onde se encontra essa tapioca tão especial. E hoje fiz o boletim direto do Alto da Sé, em Olinda, Pernambuco, bem em frente às tapioqueiras premiadas e esperando que elas terminem a minha própria tapioca. No sítio histórico de Olinda há mais de trinta tapioqueiras preparando a iguaria, mas quem geralmente as representa é a tia Lu, que ontem esteve no evento de lançamento de Veja O Melhor de Recife para mais uma vez receber o prêmio atribuído pelos jurados da edição que começa a circular neste final de semana. As outras duas tapiocas mais votadas no blog foram a Tapioquinha de Mosqueiro, lá de Belém, e a Tapioca Gigante, da praia da Ponta Verde, em Maceió. Como na próxima semana eu tenho de ir a Maceió, vou aproveitar para visitar a Tapioca Gigante e fazer uma comparação com a da Tia Lu e suas colegas aqui do Alto da Sé.
Eduardo Queiroga
Perdiz com cuscuz marroquino do restaurante Wiella Bistrô

Aproveitando, vamos falar de outros vencedores desta edição aqui do Recife. O grande premiado da noite foi o restaurante Wiella Bistrô, que ficou com os prêmios de melhor variado, melhor carta de vinhos e melhor da cidade. O Wiella é um restaurante de toque francês comandado pelo Claudemir Barros, com um ambiente e um cardápio bem adequado a grandes celebrações, como um aniversário de casamento, por exemplo. É uma casa bastante aberta a influências externas, tanto que a cada aniversário convida um chef famoso para comandar a cozinha. Já passaram pela cozinha Laurent Saudeau, Claude Troigrois e Erick Jacquin. O convidado para setembro deste ano é Alex Atala. Para entrada, a sugestão é o cassoulet de frutos do mar. Em seguida, codorna recheada com suflê de legumes e molho de jaboticaba. Para finalizar a refeição, a dica é o nougat glacê (espécie de torrone gelado) com coulis (tipo de calda gelada) de gengibre. Para acompanhar as refeições, o Wiella oferece uma vasta carta de vinhos com 230 rótulos.
Bárbara Wagner
O bolo-de-rolo é destaque entre as guloseimas preparadas na Casa dos Frios

Para voltar a uma especialidade bem regional, também foi eleita este ano a casa que serve o melhor bolo de rolo da cidade. E a vencedora foi a cadeia de lojas Casa dos Frios, com endereços na praia da Boa Viagem e em Graças. O bolo-de-rolo acaba de ganhar o título de Patrimônio Cultural e Imaterial de Pernambuco. A receita da Casa dos Frios já é tradicional, até o Papa João Paulo II, quando esteve na cidade em 1980, provou a iguaria. Não se sabe bem se são as camadas finíssimas da massa fofinha ou o recheio delicioso de goiabada derretida, ou até as duas coisas juntas, o que garante o sucesso dessa receita. Além do tradicional recheio, há versões de doce de leite, ameixa, chocolate, amêndoa, nozes e maracujá. Pois então, saindo aqui do Alto da Sé, depois de algumas tapiocas salgadas, eu vou passar na Casa dos Frios e não só comer bolo-de-rolo como também comprar alguns para viagem e para presentear os amigos.

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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Um roteiro para Pernambuco

Vou falar hoje de um estado que está fazendo um enorme esforço para recuperar seu prestígio como destino turístico do Nordeste, Pernambuco.

Aquele blogueiro sobre quem falei aqui ontem, o ex-publicitário e hoje turista profissional Ricardo Freire, editou há pouco tempo uma edição especial da revista Viagem & Turismo tratando apenas de Pernambuco, com uma série de roteiros de passeios, restaurantes e hotéis. Eu confrontei as sugestões dele com os resultados das edições de O Melhor da Cidade em Recife e de O Melhor do Brasil e escolhi alguns lugares que estão entre os melhores de Pernambuco

Em Recife e Olinda, as belas praias e o centro histórico são as maiores atrações. Mas as cidades escondem lugares perfeitos para que você não fique só na piscina do hotel. Uma das dicas para conhecer bem a capital pernambucana é investir em um passeio de catamarã que passa pelos rios da cidade. Há também a versão noturna do passeio, sempre saindo do Forte das Cinco Pontas.
Otávio Dias de Oliveira
Paisagem noturna em Recife: ponte sobre o Rio Capibaribe e Teatro de Santa Isabel

Gostou da idéia? Então é melhor escolher um lugar perfeito para se hospedar. Uma dica da Viagem e Turismo é o Hotel Dorisol, que fica na Praia de Piedade, em Recife. Com cinco estrelas, o hotel fica logo na beira da praia. Outra boa opção é a Pousada do Amparo, que está localizada em Olinda e faz parte da associação de roteiros de charme. É a mais sofisticada da cidade, com apartamentos decorados um a um.

Para resolver o principal problema de qualquer viagem, a fome, uma das dicas é o restaurante Parraxaxá, que fica na Praia de Boa Viagem. Lá, os pratos tradicionais da culinária nordestina são servidos em um bufê. A decoração segue o mesmo clima de cangaço.

Para fugir completamente do convencional, são duas sugestões: o restaurante experimental É, também na Praia de Boa Viagem, que serve pratos como a nuvem de foie gras, onde a iguaria francesa é servida com algodão doce ou ainda o camarão com pétalas de rosas carameladas. Outra dica é o Restaurante da Mira, estrelado no Guia Quatro Rodas. A casa que fica no bairro Casa Amarela tem como diferencial o cardápio, que ao invés de chegar na mesa escrito no papel, é relatado pelo maitre Edmílson, que sabe todos os pratos do restaurante e fala as opções aos clientes. Foi assim que ficou conhecido como "cardápio oral".
Fernando Souza
Mergulho em Fernando de Noronha

Já em Fernando de Noronha, que como todo mundo sabe é um arquipélago pertencente a Pernambuco, há um número limitado de visitantes por dia, já que a ilha é um parque nacional. Mas vale a pena planejar um passeio para lá. Com suas praias de água cristalina e areia branca, muitos peixes, tartarugas marinhas e até golfinhos, é o destino perfeito para quem gosta de mergulhar.

Por lá, a dica é se hospedar na Pousada Maravilha, a mais sofisticada da ilha. O deque de frente para o mar é, sem dúvidas uma das maiores atrações. Ela fica na Baía de Sueste e tem bangalôs individuais, todos com ofurô na varanda. Para quem prefere menos luxo e mais charme uma aposta garantida é a pousada Teju-açu, que fica próxima da Praia da Conceição e tem apartamentos com preços bem mais acessíveis.
Heudes Regis
A beleza das praias em Porto de Galinhas

Por fim, partindo para o Litoral Sul do estado, quero falar um pouco sobre Porto de Galinhas. Esta praia se destaca pela quantidade de resorts. O mais famoso deles é, sem dúvidas, o Summerville, que fica em Muro Alto. Tem muitas piscinas interligadas e deques molhados - aquelas partes onde as espreguiçadeiras podem ser colocadas direto na água. Outra boa opção é o Beach Class, na mesma praia. São bangalôs e apartamentos equipados com sala e cozinha, que acabam funcionando como um flat.

>>Confira os endereços e mais informações sobre os restaurantes da capital pernambucana no site de Veja Recife

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Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Carnes exóticas

É cada vez mais comum encontrar carnes exóticas, variedades que até há pouco tempo eram raridade, nos cardápios dos restaurantes especializados. Antes que alguém imagine que já se liberou a caça no país, é bom esclarecer que esses animais são criados em cativeiro, segundo normas do IBAMA.

Hoje, existem muitos criadores comerciais de animais silvestres pelo país. Mas é preciso muita atenção porque antes de começar a criar os animais silvestres para abate é preciso seguir alguns passos básicos que incluem três tipos de autorização do IBAMA. Somente quando o órgão expedir este último documento e vistoriar o local, o interessado poderá prosseguir com o projeto.

Agora, se o objetivo for criar javalis, é melhor desistir. Desde 1998 não é permitida a construção de novos criadores ou abatedouros desse tipo de animal. Segundo o IBAMA, a medida foi tomada porque os javalis são animais selvagens, que costumam fugir causando distúrbios nas redondezas. Outra curiosidade é que para criar e abater avestruzes, não é o IBAMA que tem de dar uma autorização. Um aval da Secretaria da Agricultura do Estado basta, já que as aves são consideradas animais domésticos. Mas se a idéia for criar jacarés ou mesmo pacas, o IBAMA ainda tem como emitir autorizações.

Alguns dos restaurantes eleitos como as melhores casas de carne pelo júri dos especiais de Veja nas capitais brasileiras servem alguns tipos de carnes diferentes das tradicionais variedades bovinas, além de frango e peixe.
Valter Monteiro
O bufê do Victoria Grill, que levou o título de melhor carne em Vitória

O Victoria Grill, que fica na região da Enseada do Suá, em Vitória, serve dezessete tipos diferentes de carne. Entre as opções estão algumas exóticas, como javali, picanha de búfalo, rã e perdiz, todas assadas na brasa. A casa foi eleita pelos jurados como a melhor do Espírito Santo e, além das carnes, o restaurante serve também um bufê com quinze pratos frios e quatro quentes de frutos do mar. O proprietário, Eliseu Massing, trouxe a tradição do preparo das carnes do Rio Grande do Sul e buscou inspiração na família, que já se dedicava às churrascarias de rodízio em terras gaúchas.

Falando em Porto Alegre, a melhor casa de carnes da capital gaúcha também oferece aos clientes uma gama de carnes exóticas. O Na Brasa, que fica no bairro da Floresta, tem cortes são assados apenas com sal grosso. Entre as 25 opções de corte, o cliente encontra carne de avestruz e de javali. Para acompanhar, há um variado bufê de saladas com queijos, tomate seco, fundo de alcachofra, além de legumes e verduras e, na mesa, são servidas porções de pastelzinho de queijo, lingüiça colonial, carreteiro, feijão mexido, farofa e aipim, polenta, batata e banana fritos.

Outra capital com um restaurante que pode ser considerado uma opção para quem procura carnes nada tradicionais é o Recife. Por lá, o Boi Preto, no bairro da Pina, foi o escolhido pelos jurados do especial de Veja. A casa faz parte de um respeitado grupo de churrascarias com filiais em São Paulo, Salvador, Fortaleza e Atlanta, nos Estados Unidos. Além dos trinta cortes de bovinos trazidos da Argentina, do Uruguai e de outros estados brasileiros, serve carnes exóticas, como javali e faisão, que estão caindo no gosto dos clientes. Além disso, o bufê oferece cinqüenta saladas, frutos do mar, queijos importados, pratos quentes e receitas japonesas preparadas no sushi-bar.
Léo Caldas
Picanha da churrascaria Boi Preto, em Recife

Por fim, a churrascaria Villa d'Aldeia Grill, que fica no bairro Jardim das Colinas, em São José dos Campos, foi eleita a melhor da região do Vale do Paraíba pelo júri do especial de Veja. Nas mãos dos garçons circulam 24 cortes de carne. Além de picanha argentina, bife ancho e costela, que são sucessos da casa, o cliente também pode provar carnes de javali, codorna, cordeiro uruguaio e coelho. Para acompanhar as especialidades da casa, o serviço inclui um bufê variado de saladas, com mais de sessenta itens, incluindo sushi e sashimi. As seis guarnições, além de arroz-de-carreteiro, são servidas à mesa. A sexta-feira traz ainda 22 pratos com frutos do mar, em que o camarão e a lagosta são os ingredientes de destaque.

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Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Outros pescados campeões

Continuo hoje a série sobre as melhores casas de pescado do Brasil. Vou tratar de algumas capitais do Norte e Nordeste e na próxima sexta trago mais algumas para a gente esperar a Sexta-feira Santa com os planos todos feitos.
Xando Pereira
Prato do Mistura, eleito o melhor de Salvador

Em Salvador, os pescados do Mistura, no bairro de Itapuã, foram os eleitos pelo júri. O restaurante, que hoje ocupa uma casa de esquina, já foi uma barraca de praia vizinha à colônia de pescadores do bairro. Vinte anos depois, o cardápio especializado em massas frescas e pescados continua atraindo uma clientela fiel. Quem comanda a cozinha é o chef italiano Paolo Alfonsi, que estudou enologia, mas sempre gostou de cozinhar. O cardápio tem um toque mediterrâneo e a casa oferece também um bufê com entradas frias preparadas com frutos do mar. Como prato principal o chef indica a garoupeta com batatas moçambique e, para finalizar, uma boa pedida é o carpaccio de morango com sorbetto de limão siciliano. Em frente ao restaurante, o casal de proprietários mantém uma pequena pousada.
Jarbas Oliveira
O Cemoara recebeu a maioria dos votos do júri em Fortaleza

Em Fortaleza, o Cemoara Frutos do Mar, no bairro do Meireles, recebeu a maioria dos votos do júri nessa categoria. A casa pertence a Filipe Baião, que tem uma rede gastronômica na cidade, com o contemporâneo Nostradamus, o italiano Cantina Cemoara (palavra vem do tupi-guarani e seria uma das teses que justifica a origem do nome Ceará) e a casa especializada em frutos do mar. Esta última foi inaugurada há quinze anos e tem decoração quase toda em tons de azul, fachada de vidro, e um lago com peixes ornamentais no salão. O cardápio é diversificado, mas as receitas com camarão são as mais pedidas. É importante ressaltar que o restaurante não trabalha com crustáceos de viveiro, mas sim selvagens, e não serve lagostas com menos de 13 centímetros de cauda, conforme exige o Ibama. Além das moquecas, que seguem a tradicional receita baiana, faz sucesso o camarão do mar no coco verde, flambado e puxado no leite de coco e ervas finas, servido no próprio coco e guarnecido com purê de batata e geléia de acerola. Quem não tem pressa pode render-se antes aos bolinhos de bacalhau. Para a sobremesa, a banana flambada em réchaud na frente do cliente é servida com sorvete. Uma curiosidade da casa é o acervo de 15 000 músicas em MP3, com pastinhas de canções escolhidas pelos clientes, que podem ouvir seu próprio repertório quando visitam a casa.
Barbara Wagner
Ostras do Bargaço, restaurante que serve os melhores pescados de Recife

Já em Recife, o vencedor foi o Bargaço, na praia de Boa Viagem. O restaurante é uma filial da rede baiana sobre a qual eu eu já falei aqui no boletim pois foi a vencedora do prêmio tradição em Salvador. Só para lembrar, a origem desse nome foi um descuido do pintor que deveria escrever Bar do Garçom na placa e acabou esquecendo algumas letras. Para adaptar as tradicionais receitas baianas ao paladar dos recifenses, o chef Roseno Victor investiu em doses mais suaves de alguns ingredientes como o dendê. No menu, as moquecas de camarão e siri-mole dividem as atenções com os peixes de forno. O peixe à moda do chef é recheado com farofa de camarões, ovos e azeitona, mas a moqueca de siri-mole é igualmente famosa. Boa parte dos pescados é trazida do Pará e de estados nordestinos. O estoque é reposto semanalmente. Para a sobremesa, a dica é o doce de coco verde.
Octavio Cardoso

Moqueca do Remanso do Peixe, em Belém

Para encerrar este capítulo, vamos falar dos melhores pescados de Belém, onde o que não falta é peixe bom. Lá, o Remanso do Peixe, no bairro do Marco, foi o campeão. O restaurante fica em uma casa sem placas, nos fundos de uma vila, em um tranqüilo bairro residencial e pode ser difícil de encontrar da primeira vez. Mas, os moradores da cidade conhecem muito bem o endereço e, de quinta a domingo, é comum ter fila de espera no local. Todo esse sucesso vem das receitas de Francisco da Silva Santos, que nasceu em Itaituba, no sul do Pará, e foi criado em Santarém, região pesqueira no interior do estado. Apesar de nunca ter feito nenhum curso na área da gastronomia, os pratos criados por ele conquistaram os moradores da capital. Para começar a refeição, aposte no camarão ao alho e óleo, na isca de peixe e na casquinha de caranguejo. Um dos pratos mais pedidos é a moqueca paraense, feita com filhote, pata de caranguejo, camarão, pimentões, tomates, tucupi e jambu, que vai à mesa fumegante, numa panela de ferro, acompanhada de arroz e farofa. Outra receita requisitada é a mariscada do remanso, que leva camarão rosa, lula, ostras, polvo, patas de caranguejo, mexilhões e, dependendo da época do ano, lagosta e serve treze pessoas. Se o cliente quiser provar o tucunaré inteiro, desossado e recheado com caranguejo e camarão, precisa encomendar antes. O peixe pesa 4,5 quilos e serve até sete pessoas.

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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Os melhores sanduíches do Nordeste

Vamos fazer o segundo capítulo dos melhores sanduíches do Brasil, conforme os votos dos jurados das edições de O Melhor da Cidade da revista Veja, tratando agora dos campeões da região Nordeste.
Xando Pereira
No Subway você escolhe os recheios e o comprimento do sanduíche

Começando pela capital baiana, o sanduíche eleito por lá foi o do Subway. A rede com 28 000 unidades em 86 países já bateu a marca de 100 lojas no Brasil, nove delas em Salvador. Lá os sanduíches são montados na hora em cinco tipos de baguete, vendidas de acordo com o tamanho. Pode-se optar por pães de 15 ou 30 centímetros, com parmesão e orégano ou com massa integral, enriquecida com aveia e mel. São dezoito possibilidades de recheio. O frango teriaki, regado com molho asiático de cebola adocicado é um dos mais vendidos. A casa conquistou pelo quinto ano o prêmio de o melhor sanduíche da cidade.
Jarbas Oliveira
O sanduíche da padaria e delicatessen Montmarttre foi o escolhido em Fortaleza

Em Fortaleza, o sanduíche do Montmarttre foi o escolhido pelo júri. A tradicional padaria e delicatessen tem 4 endereços na capital. São 10 opções no cardápio. Em todos os casos se pode escolher entre as versões petit, baguete e no pão árabe. A casa sempre tem novidades. Uma das mais recentes é o sanduíche marroquino, preparado no pão árabe com peito de peru light, mussarela light, cenoura, alface, tomate e maionese light. Mas é o Le montmarttre que lidera os pedidos, com recheio de filé, presunto, queijo, cebola, tomate e molho especial da casa, cujo os ingredientes são segredo. A combinação dos pães preparados sem aditivos químicos com os ingredientes em quantidades exatas, sem exageros, são o diferencial dos lanches da casa.

O Applebee's levou o título de melhor sanduíche em Recife

Em Recife, o eleito foi o sanduíche do Applebee’s, que fica na praia de Boa Viagem. A franquia da rede americana, que tem mais de 2 000 unidades pelo mundo, oferece cardápio de entradas, saladas, carnes e sobremesas. Mas foram mesmo os suculentos hambúrgueres que chamaram a atenção do júri. O Cowboy burguer é o campeão de pedidos e promete saciar qualquer apetite com um hambúrguer de 210 gramas coberto com molho barbecue, queijo jack cheddar (um mix de prato e cheddar), bacon, alface, tomate, cebola roxa e picles e montados no pão com gergelim. Mas a casa tem opções mais leves, como os lanches feitos com peito de frango. Outra sugestão é o oriental roll-up, um tipo de wrap feito com peito de frango empanado, mix de folhas, cenoura, amêndoas e cebola verde, tudo enrolado em tortilha de trigo.

Luis Morais
Se você visitar Natal, não deixe de passar pela Mercearia Sanduíches

Por fim, vale registrar o desempenho da Mercearia Sanduíches, eleita pelos jurados de Natal. No bairro da Lagoa Nova, a lanchonete tem ambiente charmoso, todo aberto, com pé-direito alto, teto de palha, colunas de tijolos aparentes e lustres de bambu. Quem olha dificilmente diria que o negócio começou numa banca de cachorro quente. O cardápio ainda lista alguns lanches que eram servidos no carrinho, como o Overdorg mercearia (salsicha picada, carne moída, queijo de coalho e maionese), mas as receitas mais pedidas são as que levam ingredientes regionais. Entre os destaques está o Mec. zé, com carne-de-sol em tiras refogada na manteiga do sertão com cebola picadinha, queijo de manteiga, tomate, alface e maionese. Tudo é produzido lá: os hambúrgueres, os molhos, a maionese e os pães. Outro lanche de sucesso é o Mercearia cordeiro provolone, que foi até premiado em um festival gastronômico da região. O hambúrguer de cordeiro é acrescido de queijo provolone derretido, tomate, rúcula, hortelã e molho de mostarda.

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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Prêmio Tradição

No ano passado, o projeto O Melhor da Cidade chegou aos dez anos em diversas capitais brasileiras. Para comemorar, foi criado um prêmio especial, para distinguir os estabelecimentos mais tradicionais dessas cidades, tanto na categoria restaurantes quanto na de bares.

Foram seis as cidades em que essa eleição aconteceu. Já comentei neste boletim as vitórias neste quesito dos restaurantes Piantella, de Brasília, e Madalosso, de Curitiba. Hoje vou falar um pouquinho mais sobre os outros vencedores. Entre eles, há casas com mais de um século de existência.

Leo Caldas
O Leite é o mais antigo restaurante em funcionamento no Brasil

Vamos começar, aliás, pelo mais antigo restaurante em funcionamento no Brasil, o Leite, que fica no bairro Santo Antônio, em Recife, e tem 126 anos. Já tive oportunidade de falar da idade do Leite, aqui, em outra ocasião, mas não foi só por isso certamente que a casa foi premiada. Por suas mesas passaram celebridades como o magnata da imprensa tupi, Assis Chateaubriand, o presidente Juscelino Kubitschek, o filósofo francês Jean Paul Sartre e praticamente todos os artistas e intelectuais que visitaram Recife nas últimas décadas. Voltado para receitas, elas seguem o estilo da culinária internacional, com uma pitada forte da cozinha portuguesa. O chef Edmilson Araújo, o "Bigode", usa ingredientes importados diretamente da Europa, como o azeite, a sardinha, o atum e alguns enlatados exclusivos. Para iniciar a refeição, uma boa opção é o gratinado de frutos do mar (camarões, lagostinho, polvo e filé de peixe puxados no azeite com ervas finas e embebidos em molho de vinho branco, acompanhado de pãezinhos).

Liane Neves
A churrascaria Barranco levou o Prêmio Tradição em Porto Alegre

Em Porto Alegre, a Barranco serve o ingrediente mais tradicional da região Sul do país: a carne. Elson Furini é um dos proprietários e especialista em churrasco. Uma das frases que mais gosta de dizer é que "se todo brasileiro é técnico de futebol, todo gaúcho é também um assador". Assim, seguindo as antigas receitas, os cortes selecionados são preparados apenas com sal grosso, nada mais. Com quase 40 anos, a Barranco serve até 10 toneladas de carne por mês e uma das mais pedidas é a picanha à barranco, em fatias. Outras opções são o lombinho de porco com queijo e o cordeiro desossado.

Xando Pereira
Um dos pratos servidos no Bargaço, em Salvador

Outro restaurante que recebeu o prêmio especial de Veja fica no Jardim Armação, em Salvador: o Bargaço. A casa foi fundada pelo pernambucano Leonel Evaristo da Rocha, que teve uma origem simples e só aprendeu a ler aos 17 anos, já quando trabalhava em um restaurante. Em 1971, inaugurou o próprio negócio com cinco mesas emprestadas de outro ex-patrão. A casa iria se chamar Bar do Garçom, mas, por um descuido do pintor, lia-se na placa: Bargaço. O sucesso chegou e o nome ficou. A casa virou tornou matriz de um grupo que leva a culinária baiana para outras cinco capitais: Recife, São Paulo, Brasília, Fortaleza e João Pessoa. O cardápio, comum a todas elas, inclui uma seleção de moquecas, além de grelhados e outros pratos de frutos do mar. O peixe-vermelho, típico das águas salgadas da Bahia, chega à mesa assado inteiro e recheado com farofa de camarão.

Nélio Rodrigues
O Dona Derna, em Belo Horizonte, tem tradição da família italiana

Finalmente, em Belo Horizonte, o vencedor foi o Dona Derna, que fica no bairro do Savassi. A italiana Derna Biadi, não demorou muito para sentir saudade do negócio da família, que tinha um restaurante na região da Toscana. Apenas cinco anos depois de chegar ao Brasil, em 1960, inaugurou sua própria casa. Em busca dos clássicos italianos, Memmo Biadi fez várias viagens à Itália e freqüentou de tratorias familiares a restaurantes estrelados. O resultado está no cardápio, que oferece massas, carnes, peixes, crustáceos e aves. Como entrada, a sugestão é a salada caprese com burrata. Entre os pratos principais, faz sucesso o bacalhau à dona derna, acompanhado por legumes, brócolis, cebola e pimentões. Para finalizar, uma das sobremesas mais pedidas é o vulcano, bolinho de chocolate com calda quente, servido com sorvete de creme.

Estas são casas que provam que comida boa não envelhece.

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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Os melhores caldinhos do Brasil

Bem, passado o carnaval, tem muita gente precisando pegar leve nos próximos dias, para recuperar o estômago, o fígado, o pâncreas e outras partes do organismo que costumam sair abaladas dos períodos de excesso alimentar ou, em muitos casos, “bebimentar”.

Mas a boa notícia é que é possível fazer uma dieta, digamos, de recuperação, sem deixar de frequentar os bons estabelecimentos. Não é preciso se trancar em casa. Uma sugestão para recuperar o fôlego nesse período são os tradicionais caldinhos, servidos geralmente em porções pequenas em diversos estabelecimentos.

A origem dos caldinhos são os botecos, mas hoje já é comum encontrá-los em porções mínimas tanto em bufês de festas sofisticadas quanto fazendo o papel de entrada em alguns bons restaurantes.

No caso do projeto Veja, O Melhor da Cidade, há eleição dos melhores caldinhos em duas capitais.

Os caldinhos do Caldos 24 horas são uma boa opção para o fim da noite

Em Goiânia, o vencedor foi o estabelecimento Caldos 24 horas. Localizada no bairro Jardim América, a casa oferece mais de 40 variedades de caldo, que podem ser servidos no prato ou no pão. Uma tradição da casa é seu sino, tocado pelos garçons quando pães frescos e caldos quentinhos chegam ao bufê. Os sabores mais pedidos são o de frango com milho verde e catupiry, o de galinha caipira apimentada, o de feijão e o de costela. Quem gosta de opções exóticas tem de provar o de javali, o de coelho ou o de rã. O cardápio sempre tem novidades, como o de galo, batizado de galada, e o de jacaré. A casa ainda oferece novas opções de acordo com a época do ano, datas como o Dia dos Namorados e o Dia das Crianças, são celebradas com caldos temáticos. Para os baixinhos, por exemplo, o menu fica recheado de caldos doces, como os de chocolate com creme de amêndoas, de creme de abacaxi, de arroz-doce e de canjica.

Barbara Wagner
Os caldos do Socaldinho Guiamum foram os campeões em Recife

A outra eleição do melhor caldo da cidade pelo júri do especial de Veja acontece em Recife. O Socaldinho Guaiamum, no bairro do Pina, foi o campeão. A casa abriu as portas em 1991, com apenas 25 mesas, mas fez tanto sucesso que em menos de dois anos ampliou seu espaço. Como não dava para crescer mais, a solução foi atravessar a rua e inaugurar o novo endereço. A nova casa passou a contar com 120 mesas e, em 2005, uma filial foi inaugurada, no bairro de Piedade. Nesses endereços, o famoso caldinho é servido em sete sabores: camarão, peixe, feijão-preto, cebola, viagra (de mocotó), caldeirada e dobradinha. Pode-se incrementar a receita com complementos como charque, ovo de codorna e azeitona. Para manter os caldos sempre aquecidos, grandes caldeirões permanecem o tempo todo em banho-maria. O sucesso é tamanho que a casa chega a servir 2 100 caldinhos por semana.

Aliás, só para complementar, sugiro que o pessoal que passou o Carnaval em Salvador e ainda está por lá experimente o caldinho de sururu do restaurante Varal da Dadá, no Bairro da Federação. Eu conheço paulistanos que são capazes de embalar o caldinho da Dadá em embalagem de isopor e levar para São Paulo de avião, para saborear com os amigos.

Aprenda a fazer: caldinho de feijão preto e caldinho de sururu

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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

Outros chopes imperdíveis

Continuo hoje, como prometi, com o melhor chope de mais quatro regiões do Brasil.

O Bar Brasil, no Centro do Rio de Janeiro, foi o eleito pelo júri de Veja como campeão nessa especialidade. Com 100 anos de tradição, a casa cuida dos mínimos detalhes para que o chope seja servido com excelência. Um detalhe observado religiosamente no bar: os copos são lavados com sabão neutro e esponja especial – nada de aproveitar aquela que limpa louças e talheres. Para acompanhar o chope, o cardápio é recheado de especialidades alemãs. Uma delas é o kassler com chucrute e salada de batata ou, para quem quer apenas petiscar, a salsicha branca de vitela fatiada.

O chope do DOC Casual Dining foi o eleito pelo júri em Salvador

Em Salvador, o chope do DOC Casual Dining foi eleito o melhor da cidade. No bairro da Pituba, o restaurante tem os ingredientes básicos do estilo que ficou conhecido como "casual dining": decoração moderna, atendimento despojado e boa música. O salão tem quatro ambientes integrados, incluindo o bar e os nichos com bancos acolchoados. Todas as noites, um DJ convidado embala as refeições. A casa aposta em um cardápio de carnes, hambúrgueres e petiscos típicos das grandes redes americanas. Inclui bufalo wings (coxa da asa de frango com molho picante) e baby ribs (costelinhas ao molho barbecue). O chope é o acompanhamento perfeito para os pratos. Depois de passar por quatro etapas de resfriamento, a bebida chega à mesa dentro de canecas geladas, com extrema cremosidade.

Em Recife, o Boteco, que fica na praia de Boa Viagem é hexacampeão na categoria. O bar utiliza chopeiras elétricas desenvolvidas especialmente para a casa. Só para se ter uma idéia do sucesso do chope, 2 000 litros da bebida são servidos por semana pelos garçons da casa. O bar oferece chope claro e escuro e tem uma opção em copo pequeno, de apenas 100 ml, é a versão garoto, para aqueles que entendem de temperatura. Uma curiosidade do Boteco é que ele tem um serviço chamado Clube do Chope. Depois de filiar-se, o cliente pode comprar o pacote de trinta ou cinqüenta chopes e ir consumindo ao longo das semanas. Entre um copo e outro, é difícil resistir aos salgados que passam em bandejas pelo salão. São boas pedidas as empadas, os pastéis, as coxinhas e os quibes. Vale provar a empada de queijo-do-reino. A casa tem filiais em Fortaleza, Belém, Campina Grande e Aracaju.

Em uma viagem a Natal não deixe de passar na Ilha do Chopp

Em Natal o chope vencedor foi o da Ilha do Chopp, em Neópolis. O bar está sempre lotado e apesar de ficar dentro do shopping, freqüentemente funciona até de madrugada. O ambiente agradável, a variedade do cardápio e a qualidade dos pratos estão entre os atrativos, mas muitos vão até lá só pelo chope. A bebida chega diariamente, direto da fábrica que fica em Estremoz, município próximo à capital. A chopeira foi trazida de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e tem nada menos que 300 metros de serpentina. O chefe dos chopeiros, Paulo André, também é profissional na arte de tirar chope. Há nove tipos da bebida, todos servidos com um belo colarinho. Para acompanhar, bolinhos, pastéis, porções, saladas e grelhados são ótimas opções. O carro-chefe é o camarão megacrocante, servido com molho tártaro. De quarta a sábado, há música ao vivo. Às sextas-feiras o DJ toca até as 5 da manhã.

Confira a lista completa dos melhores chopes do Brasil no Boteclando.

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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Os melhores sucos do Nordeste

Continuando com as melhores casas de sucos do país, hoje vou trazer mais quatro estabelecimentos escolhidos pelos jurados dos especiais de Veja, O Melhor da cidade, em regiões em que encontrar um suco ali na esquina é quase uma questão de sobrevivência. No calorão do Nordeste, suco é gênero de primeira necessidade.

Algumas das opções do Suco 24 horas no Ar

No carnaval de Salvador, todo mundo sabe que a regra é ingerir muito líquido, para manter a hidratação. Tem gente que entende mal essa recomendação e enche a cara de cerveja – e esses acabam precisando mais ainda de um suquinho no dia seguinte. Para essa turma, a recomendação é um verdadeiro pronto socorro em termos de suco, que fica aberto dia e noite, mesmo no Carnaval, e foi eleito pelos jurados de Veja o melhor suco da cidade. A casa se chama muito apropriadamente Suco 24 Horas no Ar. Tem um unidade na Barra, pertinho do caminho dos trios elétricos, e uma filial no Rio Vermelho. São sessenta variedades de bebidas cremosas de frutas. Uma boa pedida é o suco de manga que, de tão encorpado, não dá para ser tomado com canudinho. Os sucos de pitanga e de morango, feitos com a fruta natural congelada, também estão entre os mais vendidos.

Em Fortaleza, a Real Sucos foi a casa vencedora. Com três unidades na capital cearense, uma no bairro do Benfica e outras duas em Aldeota, o cardápio lista mais de cinqüenta opções, entre os simples - de uma única fruta - e os coquetéis - com dois ou mais sabores. Os sucos não são preparados com polpa, por isso alguns sabores são sazonais. Só para se ter uma idéia do movimento, mais de 1 000 laranjas são espremidas por dia para dar conta dos pedidos da casa. Alguns dos sucos mais procurados são os sapoti (lembra o sabor do caqui, mas é mais escuro, menor e rico em ferro), graviola (originária das Antilhas, lembra a fruta do conde no sabor e na aparência e pode chegar a 8 quilos), cajá (alaranjada ou vermelha, com casca fina, sabor agridoce, e dá o ano todo) , ameixa e morango. Além disso, a casa serve suco com sorvete e vitaminas de leite com frutas. Essa é mais uma característica importante do Nordeste. Onde mais se pode tomar suco fresco de sapoti?

No bairro do Tirol, em Natal, está localizada a Mangaboo, casa de sucos eleita como a melhor da cidade pelo júri do especial de Veja. São 24 opções de sucos, quase todos cremosos, feitos com sorvete. Mas lá não tem esse negócio de chamar suco de smoothie não. Suco é suco. Entre os mais pedidos está o paixão, que leva uva, morango, leite, suco de laranja, pêssego em calda, leite condensado e sorvete de creme. Outras opções são o delícia, feito com mangaba (é pequena, vermelho-amarelada, tem gosto único, mas não seria exagero comparar com um misto entre manga e goiaba – talvez o nome venha daí), o alegria, que mistura morango, tangerina e suco de laranja, o sensação, que é de jaca e o sertão vereda, de umbu (o nome vem do guarani, yumbu, "árvore que dá de beber", é natural do agreste, tem muita água e é docinha e suave). As combinações que compõem o cardápio foram criadas por uma nutricionista. Uma bebida requisitada em época de festas é a carnatal, feita com pó de guaraná, catuaba, amendoim, castanha, xarope de guaraná, própolis, mel, leite e sorvete e promete energizar o pessoal.

O Sucão foi o escolhido pelo júri em Recife

Em Recife, uma loja no bairro de Boa Viagem atrai naturebas, esportistas e todos aqueles que querem aplacar o calor pernambucano. É o Sucão, uma charmosa casa de sucos que tem mais de 100 sabores, preparados com frutas frescas. A proprietária Maristela Alves está sempre criando novas receitas e convida os clientes a aprovar suas criações. Há combinações não usuais, como a de água de coco, limão e beterraba, de caqui e maracujá ou ainda de graviola com cajá. A casa também oferece vitaminas como a de abacate e de banana, uma combinação energética para quem vai escalar as ladeiras de Olinda.

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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

Mais restaurantes peruanos

No boletim direto de Maceió falei sobre o Wanchako, restaurante peruano da cidade. Comentei que era difícil encontrar lugares para saborear este tipo de culinária no Brasil e dois ouvintes nos enviaram comentários sobre restaurantes que também servem as especialidades peruanas. Agradeço a ambos pelas informações e agora compartilho com vocês:

“Existe um restaurante peruano chamado Intihuasi no Rio de Janeiro”, relatou Ronaldo Cruz. “Nunca fui lá, apesar de morar próximo. Mas dizem que é muito bom.”

Intihuasi
Rua Barão do Flamengo 35 D
Rio de Janeiro
Tel: (21) 2225-7653
Veja mais sobre esse restaurante aqui.

“O Marcos Emílio Gomes fez há pouco (23/01) uma entrada direto de Maceió, informando que estava esperando a abertura para almoçar no único (talvez) restaurante peruano do Brasil”, disse Rodrigo Barros. “Não é. No Recife, há o maravilhoso Chiwake, que tem entre os sócios os proprietários do restaurante de Maceió.”

Chiwake
Rua da Hora, 820
Espinheiro - Recife - PE
Tel: (81) 3221-1606

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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

Carnaval de rua em Olinda

Bem, depois de a gente conversar sobre os carnavais do Rio e de Salvador, onde os foliões têm de desembolsar algum para garantir um lugar na avenida, agora é hora de falar de um carnaval sem cordas em torno dos blocos, sem comércio de fantasias e no qual, teoricamente, cabe todo mundo.

A idéia é apresentar a possibilidade de participar do Carnaval de Recife e Olinda, mais de Olinda do que de Recife, que é radicalmente diferente dos dois outros grandes pólos da festa.

Em Olinda, os blocos simplesmente vão para a rua, e quem quiser que siga atrás. E o que não falta são opções para essa folia, já que há mais de 200 agremiações carnavalescas com saídas programadas na cidade.

Bia Parreiras
Os tradicionais bonecos de Olinda

Um dos blocos mais tradicionais é o Homem da Meia-Noite, que participa da festa desde 1932 e começa sempre seu desfile à meia noite, logo nas primeiras horas do sábado, partindo do Largo do Rosário e dando a largada para o carnaval de Olinda. Outros dois blocos muito animados são o Mulher do Dia e o dos Lenhadores, o mais antigo de todos, criado em 1907.

Recife tem uma participação menor no pacote carnavalesco mas não menos animada. Ali, no sábado de manhã, sai o tradicional Galo da Madrugada, considerado o maior bloco do Brasil, com menção no livro dos recordes desde que reuniu mais de um milhão de pessoas atrás de 15 trios-elétricos. Depois do Galo, o melhor da festa acontece mesmo em Olinda.

Na segunda-feira de carnaval, é dia do encontro dos Maracatus Rurais na cidade: dançarinos vestem roupas típicas, grandes perucas brilhantes e se reúnem ao som dos tambores do maracatu. O encerramento da festa, na quarta- feira de cinzas, acontece com o desfile do Bacalhau do Batata, acompanhado pelo bloco Segura a Coisa, que deixam os foliões nas ruas até a manhã da quinta-feira.

Para agüentar tantos dias pulando pelas ruas de Olinda sem pausas para descanso, a dica é tomar uma bebida escura, já famosa na cidade chamada Pau do índio, cuja receita lista mais de quarenta tipos de ervas e cachaça. Quem já bebeu esse negócio garante que ela levanta até defunto.

Quase toda a folia acontece pelas ruas do centro histórico de Olinda, e as opções de hospedagem por ali são bem restritas. O único hotel dessa região é o Sete Colinas, que ainda tem lugares para o feriado e está com pacotes à partir de 4 300 reais, com direito a camarote especial para assistir a festa.

As pousadas que ficam na área também são uma boa opção para os turistas que querem ficar bem no centro da agitação. A Pousada dos Quatro Cantos tem pacotes que variam entre 2 500 e 3 500 por pessoa para os quatro dias, dependendo do tipo de apartamento. Outra boa opção é a Pousada do Amparo, que faz parte da associação de roteiros de charme. O pacote para os quatro dias varia entre 4 000 e 5 500 reais por pessoa e todos os hóspedes podem assistir o carnaval do jardim da pousada com direito à buffet de frutos do mar e bebidas o dia todo.

Uma opção mais em conta é se hospedar em Recife. O transporte nessa época do ano é especialmente organizado para levar os foliões. Vale ressaltar, porém, que andar um pouquinho é inevitável, já que todo o centro histórico fica interditado, sem trânsito nenhum. Mas, no final, o que são alguns passinhos para quem pretende dançar frevo o dia inteiro com os blocos da cidade?

Um pacote completo com hospedagem em Recife, no hotel Atlante Plaza, que é o melhor da cidade segundo os jurados da última edição de Veja Recife, sai por cerca de 1 800 reais para quem sai de São Paulo.

Agora, para quem quer aproveitar uma praia bonita, o melhor é hospedar-se em grandes resorts ou nas charmosas pousadas à beira-mar, sobretudo em Porto de Galinhas. Não é muito perto de Olinda, são 72 quilômetros, mas é ideal para quem gosta de praia mais do que de folia.

A boa notícia para quem não ficar hospedado em Olinda é que agências de turismo locais estão organizando pacotes com infra-estrutura completa para os turistas que forem passar o dia correndo atrás dos blocos. Pode-se comprar um pacote que oferece transporte até o local e uma casa de apoio no centro histórico, na qual os turistas têm direito a banheiro, buffet e bebidas o dia todo. O espaço tem até mesmo massagem, varanda e chuveiro para quem quer fazer uma pausa e recarregar a bateria. Para quem sai de Recife, esse serviço custa 250 reais por dia. De Porto de Galinhas, a saída custa 270 reais.

É bom ressaltar que dois dos restaurantes eleitos pelo júri do especial de Veja, O Melhor de Recife, ficam em Olinda. O francês Maison do Bomfim, comandado pelo chef Jeff Colas, fica localizado em uma das ladeiras do centro histórico. O Oficina do Sabor, por seu lado, foi considerado o melhor brasileiro da região e é comandado por um chef de fama internacional, o César Santos.

A agência Martur organiza transporte e casa de apoio para os foliões.
Fone: (81) 3463-3636

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