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Porque comer bem é parte importante de qualquer viagem, este blog reúne comentários sobre atrações turísticas, restaurantes e bares destacados nas edições de VEJA O MELHOR DA CIDADE (publicadas em 19 regiões brasileiras e nas cidades de Lisboa e Porto, em Portugal) e de VEJA O MELHOR DO BRASIL, lançada regularmente em dezembro.

Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

O melhor de Campinas

O assunto hoje é Campinas. Conhecida como uma ‘metrópole do interior’, a cidade que fica a 100 quilômetros de São Paulo tem mais de um milhão de habitantes e uma agitada vida cultural, noturna e de lazer. Ir jantar, petiscar ou bebericar por lá é um programa rotineiro para muitos moradores de municípios vizinhos, como Jundiaí, Paulínia, Valinhos e Vinhedo...

Pois bem: a novidade gastronômica é que está chegando às bancas amanhã a mais nova edição de VEJA, o Melhor da Cidade de Campinas. Neste ano foram selecionados 439 endereços, entre restaurantes, bares, lanchonetes, padarias e afins. A divulgação dos vencedores, os melhores em cada especialidade, foi feita ontem à noite em uma festa na Sociedade Hípica.

Vou falar sobre o grande premiado da noite, um restaurante, e quem quiser conhecer mais endereços eleitos pelo júri e também obter informações completas do roteiro gastronômico no site de Veja Campinas.
Manoel Marques
Ambiente do Bellini Ristorante, o grande vencedor da noite

O Bellini Ristorante, no Cambuí, emplacou quatro troféus:

- é o melhor restaurante da cidade
- é o melhor restaurante italiano da cidade
- tem a melhor carta de vinhos
- e tem também a melhor chef (*)

O cardápio da casa possui sessenta pratos, renovados duas vezes ao ano. Alguns dos destaques são o namorado ao capo d'orso (com tomate, manjericão, alho, azeite, azeitonas pretas e camarão); e a minipolenta rústica com queijo gorgonzola. Para encerrar a refeição, a sugestão é a zuppa rossa, uma sopa de frutas vermelhas, iogurte, hortelã e espumante. A carta de vinhos campeã oferece mais de 370 rótulos que ficam abrigados em uma adega climatizada que guarda cerca de 600 garrafas. A chef Cristina Róseo, que trocou uma carreira de cientista social pelas panelas, comanda uma equipe de trinta pessoas e viaja muito pra buscar inspiração para os pratos do Bellini.

(*) Neste ano houve um empate na votação dos jurados e dois chefs receberam o título de melhor da cidade. A Cristina Róseo divide o posto com Jurandir Meirelles, que por dezessete anos trabalhou nas cozinhas do Grupo Fasano aqui de São Paulo. Hoje ele pilota as panelas da Forneria San Pietro, que fica na Vila Brandina.

Quer saber qual o preço de uma refeição por pessoa em restaurantes como a Forneria e o Bellini?
Por pessoa, um jantar sai a partir de 70 reais. O cálculo inclui couvert, um prato de custo médio, sobremesa, água mineral e serviço. Sem vinho.

Confira outros vencedores anunciados ontem

>>Melhor chope e melhor sanduíche
>>Melhor bar para dançar
>>Melhor padaria

>>O roteiro completo está aqui

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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

O Jardim Paulista, em São Paulo

Quando falei dos Leblons do Brasil, exclui São Paulo. Hoje vamos falar então do Leblon dos paulistanos: o Jardim Paulista.

Em uma rápida busca no site de Veja São Paulo, encontram-se 77 restaurantes no bairro. A maioria deles é especialista em cozinha italiana, são 21 no total entre cantinas, restaurantes e um de alta gastronomia. Entre os 17 restaurantes vencedores na votação do especial de Veja Comer & Beber em São Paulo, cinco estão no Jardim Paulista.
Mário Rodrigues
Salada fatuche servida no restaurante Arábia

Na Rua Haddock Lobo número 1 397 está localizado o restaurante Arábia. As receitas libanesas são da proprietária Leila Youssef Kuczynski. Da cozinha saem pratos como a salada fatuche que leva alface, rúcula, tomate, pepino e pão sírio torrado, com molho de romã. Para encerrar, vale provar o arroz-doce com amêndoa e pistache.

O Brasil a Gosto, do qual já falei várias vezes aqui no boletim, também fica no Jardim Paulista, mais precisamente na Rua Professor Azevedo do Amaral. A casa serve releituras de pratos regionais e utiliza ingredientes tipicamente brasileiros em receitas com toque contemporâneo. Vale provar o badejo em posta alta com crosta de baru, uma castanha típica da região do cerrado.
Mário Rodrigues
Foie gras com crocante de arroz selvagem e avelã do restaurante D.O.M.

Na Rua Barão de Capanema fica o restaurante D.O.M., do consagrado chef Alex Atala. A casa que levou o título de melhor contemporâneo da cidade serve pratos como o foie gras banhado por consomê de peixe bonito com cobertura crocante de pipoca de arroz selvagem com avelã. E não acabou ainda, por cima disso tudo vai uma bola de sorbet de cambuci, uma frutinha brasileira de sabor ácido. Apenas um exemplo da criatividade do chef que já foi premiado internacionalmente.

Na Rua Vitório Fasano, também no Jardim Paulista, fica o Hotel Fasano. Dentro dele, o restaurante de mesmo nome que além de levar o título de melhor italiano de alta gastronomia na última edição do especial da Veja São Paulo, foi escolhido também como o melhor do Brasil pelo júri do especial de Veja, O melhor do Brasil. Por lá é possível provar receitas como o stracotto de cordeiro cozido lentamente por sete horas em vinho tinto e ervas. Para acompanhar, chega à mesa raviole de batata com molho da própria carne.

Por fim, o quinto endereço premiado no Jardim Paulista é o do Antiquarius, que fica na Alameda Lorena. A casa tem matriz carioca e levou o título de melhor restaurante português da cidade. A dica por lá é provar o prato clássico que já virou marca registrada do Antiquarius: o bacalhau ao forno. A posta alta é servida com uma camada de cebola por cima e vem acompanhada de brócolis, tomate, batata e ovo cozido. Para encerrar a refeição, nada melhor que os doces de gema preparados no restaurante, o toucinho do céu se destaca entre as opções.

Para quem quer usufruir dessa fartura de casas premiadas, duas opções de hospedagem: primeiro o hotel Unique, que fica na Avenida Brigadeiro Luís Antônio e que é de longe o mais bem decorado e arquitetonicamente arrojado da cidade. As diárias para o mês de julho durante a semana saem a partir de 880 reais para o casal. Uma opção mais acessível é o hotel Quality Jardins, que fica na Alameda Campinas, próximo à Avenida Paulista. Por lá, as diárias para o casal também durante a semana saem a partir de 310 reais.

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Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Restaurantes no Chile e na Argentina

Na terça-feira, nosso comentário tratou de algumas atrações de Buenos Aires. Hoje quero ampliar um pouco aquela conversa e estender o assunto também para o Chile. Como esses são dois destinos muito procurados agora nas férias de julho, quero indicar alguns sites que possuem bons guias de restaurantes. Assim como os sites de Veja indicam os melhores restaurantes de diversas cidades brasileiras, nada mais útil para os turistas do que encontrar endereços na web que apontem boas casas entre bares e restaurantes. Assim, todo mundo já sai de casa programado.

Em Buenos Aires, quero falar primeiramente do Guia Oleo, que também tem uma versão impressa que pode ser encontrada em revistarias e livrarias da cidade. No site, os turistas encontram quase três estabelecimentos cadastrados. Cada um tem uma pequena resenha com fotos do ambiente. Os internautas podem se cadastrar no site, dar notas para cada restaurante e deixar seus comentários. É possível filtrar sua busca por regiões, por tipo de cozinha, por faixa de preço ou mesmo procurar o restaurante em um mapa da cidade. O guia é bastante detalhado e além dos restaurantes oferece também um guia de vinhos, com informações sobre alguns rótulos argentinos e endereços para compra.

O jornal argentino La Nacion também oferece um guia de bares e restaurantes on-line. O site oferece resenhas bastante completas ilustradas com imagens das casas. Do mesmo modo, o jornal O Clarín tem um bom serviço em seu guia de restaurantes em seu site. São endereços em Buenos Aires que podem ser agrupados entre as regiões da cidade ou o tipo de comida servida. As resenhas das casas são bem completas, com foto do ambiente dos restaurantes e há espaço para o comentários dos internautas.

Se mesmo assim o turista não encontrar o que procura há outros bons sites com informações sobre restaurantes de Buenos Aires como o restaurant.com.ar e o vidalbuzzi.com.ar.

Para quem está planejando uma viagem para esquiar em Bariloche agora no mês de julho, também há alguns endereços da web que fornecem informações sobre os restaurantes da região. O Guia Epicureo tem mais de 100 restaurantes cadastrados, todos em Bariloche. As casas são classificadas em faixas de preço e também em uma escala de qualidade que varia entre um e quatro garfinhos e a maioria está publicada com resenha e fotografias. O site também tem algumas receitas de pratos típicos da região.

Também para informações sobre os estabelecimentos de Bariloche, outra dica é o Guia Sabores. O Guia que também tem versão impressa indica os melhores restaurantes, casas de chá, cafeterias e chocolaterias de Bariloche. Grande parte dos estabelecimentos tem uma pequena resenha e imagens do ambiente para ajudar na hora em que os turistas forem decidir onde comer. Além dos restaurantes, o site disponibiliza receitas e indica algumas lojas de vinhos na região.

Para finalizar o boletim, em Santiago do Chile também tem uma boa sugestão de site para buscar informações sobre os restaurantes da cidade. O Santiagourmet indica os melhores restaurantes, bares e comidinhas (lanchonetes, pastelarias, cafeterias, sorveterias...) da capital chilena. Os estabelecimentos estão classificados em faixas de preço e divididos também por regiões ou por tipo de cozinha. Há pequenas resenhas com fotos de cada casa e os internautas também podem deixar seus elogios, reclamações e dar uma nota para cada restaurante.

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Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Buenos Aires para brasileiros

Hoje eu quero falar de um destino internacional que tem caído cada vez mais no gosto dos brasileiros. Com o real valorizada em relação ao peso argentino, Buenos Aires se tornou um uma ótima opção para as férias. A capital argentina recebeu, só no ano passado, 500 000 turistas brasileiros.

É possível encontrar bons hotéis com diárias em torno de 200 reais. Um pacote ainda no mês de julho para o casal passar quatro dias na cidade se hospedando no hotel El Conquistador, que é quatro estrelas e tem localização central sai 1 500 reais. O valor inclui ainda traslado hotel/aeroporto e um city tour.

A Veja Rio publicou há duas semanas atrás uma matéria com dicas para os brasileiros que desembarcam na cidade, isso porque um terço do meio milhão de turistas brasileiros que visita a cidade é composto de cariocas. Quero dar algumas dicas de passeios e restaurantes na capital argentina que reuni entre as sugestões da Veja Rio e da revista Viagem e Turismo.

Buenos Aires é uma cidade plana, por isso a dica principal é caminhar. Mas, se a distância for muito grande, vale a pena pegar um táxi pois a tarifa é bem menor do que as que costumamos pagar aqui no Brasil e há uma oferta enorme de automóveis. Não deixe de caminhar pela Avenida Nove de Julho que, como gostam de dizer os argentinos, é a “mais larga do mundo” para ver o obelisco.
Pablo de Sousa
A primeira parada do roteiro é o Caminito (foto), a rua com casas multicoloridas no bairro de La Boca. As construções são pequenos cortiços que hoje, muito semelhante ao que aconteceu no Pelourinho na Bahia, abrigam lojas que vendem souvenirs e obras de arte. Os artistas também se espalham pela rua, onde é possível comprar telas, bijuterias e ver casais de bailarinos dançando tango. Uma boa pedida é esticar o passeio e visitar o estádio do Boca Juniors, o La Bombonera, que fica no mesmo bairro.

Outro passeio que não pode deixar de constar no roteiro dos brasileiros que visitam Buenos Aires é a Feria de La Plaza Dorrego. Todos os domingos, as ruas de paralelepípedo do bairro San Telmo recebem cerca de 270 barraquinhas da principal feira de antiguidades da cidade. O bairro é repleto de casarões dos séculos XVIII e XIX e fica lotado de turistas todos os domingos. A feirinha começa às 10 da manhã e fica montada até as 17 horas. Uma outra boa dica é explorar o circuito de antiquários nos arredores, onde há menos turistas.
Pablo de Sousa
O Malba (foto), Museu de Arte Latino-Americana, em Palermo, também é uma boa dica para quem passeia por Buenos Aires. A coleção de 222 peças é de Eduardo Costantini e inclui obras como a tela Abaporu, de Tarsila do Amaral que foi comprada em 1995 por 1,43 milhão de dólares. Há ainda a obra intitulada Autoretrato com Chango y Loro, da mexicana Frida Kahlo. O segundo andar do museu abriga exposições temporárias renovadas constantemente. A entrada custa 15 pesos

Para os fãs dos livros, CDs e DVDs, vale dar uma passada na livraria El Ateneo Grand Splendid. A rede de livrarias El Ateneo tem um espaço especial no seu endereço na Avenida Santa Fé. O imóvel que abriga a loja foi construído em 1919 para funcionar como um teatro. Hoje, os camarotes são espaços reservado para leitura e o palco, onde Carlos Gardel se apresentou inúmeras vezes, abriga um charmoso café. A livraria é a maior da América Latina, com cem mil títulos, muitos dele em inglês.
Pablo de Sousa
Linhas inspiradas no tango: a Ponte de la Mujer fica em Puerto Madero

Um bom lugar para um passeio é Puerto Madero. Os antigos armazéns da zona portuária estavam abandonados quando começou um grande projeto de revitalização das construções. Hoje, eles abrigam bares e restaurantes, muitos com terraços que dão para o rio. O calçadão é uma boa opção de passeio durante o dia ou a noite. Alí fica a Ponte de la Mujer, que tem um projeto arquitetônico moderno, inspirado na silhueta de um casal dançando tango.
Pablo de Sousa
Essa última dica pode até soar como um clichê. Mas não dá para sair de Buenos Aires sem assisitir a um bom show de Tango. Há muitas opções: entre aqueles que focam a destreza e a sensualidade dos bailarinos estão a Esquina Carlos Gardel, com ingressos a partir de 220 pesos, e o Piazolla Tango Desde, com entradas a partir de 180 pesos, que funciona dentro de um antigo teatro-cassino com pé-direto altíssimo e dois andares de camarotes. Em ambiente intimista, os shows do tradicional Café Tortoni, são bem mais em conta, os ingressos custam a partir de 45 pesos.

Mas não só as atrações culturais que atraem os turistas. Buenos Aires também chama muito a atenção de quem adora fazer umas comprinhas. Artigos de couro, que são muito em conta na região, são encontrados em profusão na tradicional Calle Florida. As grifes internacionais se estabeleceram em elegantes lojas da Avenida Alvear. O bairro da Recoleta abriga pequenas lojas que são muito charmosas e podem reservar boas surpresas aos turistas.

Os restaurantes também são outra grande atração de Buenos Aires. Na cidade é possível comer muito bem sem gastar tanto como se gasta numa cidade como São Paulo, por exemplo. E não vá pensando que o cardápio das casas se resume ao famoso bife de chorizo ou às carnes assadas na parrilla, a típica churrasqueira argentina. Há cozinhas de diversas nacionalidades e restaurantes para todos os gostos e bolsos.

Algumas das casas que vale visitar são:

>>Aramburu – o chef Gonzalo Aramburu estudou na escola de gastronomia parisiense Lenôtre e trabalhou com mestres como Daniel Boulud, em Nova York, e Charlie Trotter, em Chicago. No endereço em San Telmo, ele prepara verdadeiras obras-primas contemporâneas para o menu degustação, que sai por apenas 90 pesos, cerca de 48 reais.

>>Cabaña Las Lilas – a casa em Puerti Madero pertence ao premiado grupo paulista Rubaiyat e oferece cortes com preços um pouco acima da média. O bife de chorizo custa 76 pesos e a tapa de cuadril, 70 pesos ambos preparados na parrilla.

>>Casa Cruz – no Palermo, o chef Germán Martitegui prepara pratos de apresentação refinada, técnicas inovadoras e ingredientes locais. É o que ele chama de culinária argentina urbana moderna.
Bruno Agostini
>> El Sanjuanino – o restaurante na Recoleta serve as mais famosas empanadas portenhas (foto). O salgado, no formato de pastel, tem massa fina e recheios variados, mas a de carne é o carro-chefe. São servidos também outros pratos da cozinha campesina, como locro (cozido à base de canjica de milho) e tamales (espécie de pamonha salgada).

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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Onde comer e se hospedar durante a SPFW

Até as parelelepípedos da capital paulista já sabem que começou ontem a São Paulo Fashion Week, o maior evento de moda da América Latina, que deve receber mais de 50 mil visitantes até a próxima segunda-feira, dia 23. Aqui vão algumas indicações para quem está programando visitar o evento, tanto para se hospedar quanto para comer bem nas proximidades.
Daniel Kfouri
O prédio da Bienal do Ibirapuera é o cenário dos desfiles da SPFW

Para a hospedagem, o hotel Unique, no Jardim Paulista, tem tudo a ver com o perfil do pessoal interessado por moda e design. Na edição do ano passado de Veja O Melhor do Brasil, o hotel foi apontado como o mais indicado para quem visita a São Paulo Fashion Week. O Unique tem um arrojado projeto com forma de arco invertido e janelas redondas idealizado pelo arquiteto Ruy Othake. E o melhor de tudo é a proximidade, o hotel fica a apenas dois quilômetros da entrada principal do Parque Ibirapuera, onde acontecem os desfiles. Quanto à disponibilidade, ontem o Unique só tinha vagas para quem chega a partir de amanhã, quinta-feira, com diárias à partir de 770 reais para o casal no quarto standard. O preço não inclui café-da-manhã, que custa 40 reais por pessoa.
Renata Ursaia
Fachada do hotel Unique: projeto de Ruy Othake

Outra opção bastante prática é o hotel Sofitel, que fica bem de frente para o prédio da Bienal. Na teoria, daria para ir a pé até o evento, atravessando uma passarela. Mas a área é tão mal cuidada que é melhor tomar um táxi.

Agora as opções para comer. Para quem se hospeda no Unique, vale conhecer o restaurante Skye, comandado pelo chef francês Emmanuel Bassoleil. Observando a bela vista, pode-se experimentar pratos como a polenta ao ragu de vitelo. Para a entrada a dica é a panacota de queijo feta guarnecida de folhas verdes, pêra cozida ao açafrão e calda de damasco.

Dentro do parque Ibirapuera, uma opção óbvia e bastante interessante para o almoço é o próprio Restaurante do MAM, que está alguns passos das passarelas. Mas nas imediações, para os almoços de negócios e para os jantares mais relaxados, depois de um dia inteiro de desfiles, há alguns dos melhores da cidade. Por exemplo, o Brasil a Gosto, que adapta a para paladares mais delicados algumas opções típicas da culinária brasileira, como a carne-seca desfiada e refogada com cebola, acompanhada de batata doce na manteiga de garrafa.
Divulgação
Ambiente do restaurante D.O.M., do chef Alex Atala

Bem de acordo com o clima está também o D.O.M., melhor cozinha contemporânea da capital paulista e único restaurante brasileiro a figurar na lista dos 50 melhores do mundo. Vale provar o atum grelhado em crosta de gergelim que é servido com um mix de cogumelos.

Para finalizar o boletim, sobretudo para a turma que precisa vigiar a silhueta com esmero de modelo, uma opção interessante é o Ráscal, melhor restaurante de comida rápida da cidade que tem um endereço na rua Leopoldo Couto de Magalhães, não muito longe do prédio Bienal do Ibirapuera. Na casa, os clientes podem se servir em um bufê de saladas, que inclui pratos como o cuscuz marroquino com abacate. Há ainda bufê de massas, de grelhados e trinta sabores de pizza.

>>Saiba as novidades da SPFW aqui.

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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Vegetariano, macrobiótico ou natural?

Já falei aqui no boletim sobre alguns restaurantes que limitam ou mesmo eliminam as carnes e outros produtos de origem animal dos cardápios. Mas hoje quero dar informações mais precisas sobre cada tipo de alimentação natural. Com a ajuda do Dr. Eric Slywitch, que é responsável pelo departamento de nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira, coletei algumas informações sobre cada um dos tipos de alimentação.

Os vegetarianos de verdade, também chamados de estritos ou vegetarianos puros são aqueles que não utilizam nenhum derivado animal na sua alimentação – nem ovo nem leite. No Rio de Janeiro, o restaurante Vegan Vegan segue à risca essa orientação. A nutricionista Thina Izidoro é praticante da alimentação vegetariana desde 1979. Ela é adepta da corrente vegan e exclui até o uso de mel nos preparos. No restaurante carioca, há sempre duas opções de prato do dia. Além disso, o cardápio oferece receitas como o tempe (bolo fermentado de soja) grelhado, iscas shiitake ou shimeji, glúten acebolado, panqueca de cogumelo e omelete de tofu (sem ovos, só com o queijo de soja) servidos com arroz integral e salada. Às quartas, sextas e sábados serve feijoada feita de tofu semidefumado e shiitake, couve mineira, arroz integral, farofa crocante, gelatina com ágar-ágar (extrato de algas com consistência parecida ao da gelatina animal) de laranja.
Mário Rodrigues
Feijoada vegetariana servida no restaurante Gaia, em São Paulo

Os ovolactovegetarianos não comem nenhum tipo de carne, mas admitem ovos, leite e laticínios na sua alimentação. O restaurante Gaia, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, segue essa alimentação. Por lá, há sempre algumas opções de menu para os clientes escolherem, que são diferentes todos os dias. São duas entradas, três pratos principais e duas sobremesas. Há receitas como rocambole de ovo com queijo cottage e espinafre, lasanha de vegetais e estrogonofe de proteína de soja. Os únicos pratos fixos são a feijoada vegetariana, às quartas e sábados, e o nhoque da fortuna no dia 29 de cada mês.

Já o lactovegetariano, como o nome já diz, topa leite mas não ovo. Em Brasília, o restaurante Amor à Natureza segue esse tipo de alimentação. A casa utiliza queijos e leite na preparação dos pratos, mas ovo não entra na cozinha. O restaurante tem mesinhas espalhadas sob as árvores e os clientes podem se servir em um farto bufê. Fazem sucesso a maionese preparada com iogurte natural e tofu e a feijoada com salsicha vegetariana e glúten. Outro prato bem diferente servido na casa é a moqueca de cajú. Na receita, a fruta substitui os peixes e frutos do mar.

O que muita gente não sabe é que a alimentação macrobiótica pode ou não ser vegetariana. O cardápio dos macrobióticos é baseado nos cereais integrais, principalemente no arroz. A macrobiótica divide os alimentos em grupos e apresenta indicações específicas quanto à proporção de cada um destes grupos que deve ser ingerida diariamente. Uma das bases científicas é o consumo da combinação sódio e potássio em proporções semelhantes às que o organismo saudável apresenta. A macrobiótica não recomenda também o uso de leite, laticínios ou ovos, que são pouco comuns nas receitas. Em Belo Horizonte, o restaurante Fonte de Minas segue esse tipo de alimentação. A casa oferece 200 variedades de pratos alternadamente em oito opções diárias. As receitas levam algas e ingredientes orgânicos. Como entrada, vale provar a sopas missoshiru (pasta de soja salgada) ou a de painço. A sugestão de refeição é a combinação de três pratos segundo o equilíbrio yin/yang. Às quintas, o restaurante também serve peixes.

Mas estas são apenas algumas das correntes de alimentação vegetariana. Há ainda a alimentação crudivorista, na qual são utilizados apenas alimentos crus, ou aquecidos no máximo a 42ºC. A utilização de alimentos em processo de germinação (cereais integrais, leguminosas e olegainosas) é comum nessa dieta. Outro tipo de alimentação é a frugivorista, que baseia o cardápio nos frutos. Nesse caso, o conceito de frutos segue a definição botânica e inclui castanhas, sementes e grãos. Os frugivoristas não comem folhas ou raízes. Mas estes tipos de alimentação ainda são pouco comuns no Brasil.

E, por fim, apesar de não serem considerados vegetarianos, os restaurantes naturais oferecem boas opções para quem quer uma alimentação mais saudável sem carne vermelha. Os restaurantes naturais são os mais comuns pelo Brasil. Em Porto Alegre, o restaurante Vida oferece um bufê onde também aparecem opções de peixe e frango. Há sempre pelo menos 50 sugestões entre saladas, pratos quentes e sobremesas. Os sucos naturais estão incluídos no preço. A salsicha vegetariana, feita com beterraba, castanha do pará e queijo, faz a alegria dos freqüentadores. Nas sobremesas, além das frutas da estação, há doces caseiros como o pudim de leite condensado.

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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Para ir a dois

Está chegando o dia dos namorados e que ainda não fez reserva para aquela saidinha romântica deve começar a ficar preocupado. Para facilitar a procura, hoje vou indicar alguns dos estabelecimento eleitos na especialidades "melhor para ir a dois" de algumas cidades e estou deixando a lista completa com todos os lugares eleitos nas 20 regiões em que temos edições de O Melhor da Cidade.
Gualter Naves
O ambiente do Café do Museu, em Belo Horizonte

Começando por Belo Horizonte, o lugar eleito foi o Café do Museu, que ainda outro dia foi comentado aqui no boletim. A casa, muito charmosa, fica dentro do no Museu Histórico Abílio Barreto. Às quintas-feiras, como é o caso do próximo dia 12 de junho, o lugar recebe recebe músicos que tocam jazz para os clientes. Uma sugestão para os pombinhos é pedir de entrada a panelinha de cogumelos (mix de funghi porcini, cogumelos paris, shiitake e shimeji). Depois escolher um prato do menu especial que será divulgado no dia 9 de junho, conforme o espírito do casal, e encerrar com a tarte tatin, famosa torta francesa em que as maças ficam embaixo da massa, servida com sorvete de canela.

Em Curitiba, o melhor lugar para ir a dois é o Full Jazz. Inspirado nos bares de jazz de New Orleans e Chicago, destaca-se pela decoração na qual uma parede de nichos, atrás do bar, é preenchida com garrafas do chão ao teto. No dia dos namorados, quem irá animar a festa é Bibba Chuqui e banda, a partir das 22 horas, depois do jantar. O cardápio tem diversos drinques elaborados com champanhe, perfeitos para noite romântica, como kir royale, que combina o espumante francês com creme de cassis.
Selmy Yassuda
Hall de entrada do bar e restaurante Miam Miam, no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a dica é correr para reservar uma mesa no Miam Miam, o restaurante de Botafogo comandado por Roberta Ciasca, a chef revelação da última edição do especial Comer & Beber. O ambiente com luz amena e som baixinho foi decorado com móveis dos anos 50 e 60 e é convidativo para casais. Para o dia dos namorados, o cardápio tem três opções de entrada, cinco de pratos principais e três sobremesas. Exemplos: bifinhos de vitela empanados com salsa provençal e servidos com legumes grelhados no azeite trufado e, alternativa para os vegetarianos, noodles de legumes com cogumelos frescos e creme de ervas.

Em Salvador, o lugar romântico é o Bar da Ponta, construído sobre um píer desativado, o anexo do Trapiche Adelaide tem paredes de vidro e vista para a Baía de Todos os Santos e para o Elevador Lacerda. No dia dos namorados, vale a pena chegar cedo e observar o pôr-do-sol das mesinhas do Bar da Ponta. Não deixe de provar o camarão new orleans, receita presente no cardápio do Trapiche Adelaide desde a sua inauguração, é servido com molho velouté de peixe e pimenta. As ostras frescas trazidas de Santa Catarina são outra boa pedida. Para casais. Bebam marguerita.
Fernando Moraes
A alameda logo na entrada doSalommão, em São Paulo, é o espaço preferido dos casais

Em São Paulo, o bar Salommão, de Higienópolis, fica a meio quarteirão da Paulista e foi inaugurado em março do ano passado, com sucesso imediato entre os enamorados. Na entrada está o ambiente preferido dos casais – uma alameda à meia-luz, cheia de plantas e árvores frutíferas, embalada por MPB ao vivo. Como o ambiente fica ao ar livre, os proprietários tiveram uma boa sacada para as noites frias não atrapalharem o clima de romance. Eles oferecem mantas de lã para os casais se aquecerem. Depois partilhar uma garrafa de vinho, vale conhecer os vários ambientes do centenário casarão. Para o dia dos namorados, a casa terá um prato especial ainda não definido, mas já está certo que todos os casais terão sobremesa por conta da casa: um muffin duplo com calda de chocolate em cima e de frutas vermelhas em volta.

Outras opções pelo Brasil são:

>>ABC – o eleito pelo júri foi o Giramundo. A casa com 500 metros quadrados é dividida em cinco ambientes temáticos. Há a sala árabe, onde acontecem apresentações de dança do ventre; o jardim decorado com palmeiras; uma área com ladeira; um espaço reservado para quem quiser fumar narguilé; e o pátio externo rodeado de arcos romanos.

>>Belém – o Boteco das Onze, que fica na Cidade Velha, foi escolhido pelo júri do especial de Veja o melhor bar para os casais na capital paraense. A casa tem ambiente romântico com luz baixa e uma área externa, onde os clientes podem apreciar a bela vista para a Baía de Guajará e para o Complexo Feliz Lusitânia.

>>Brasília – o Rayuela é uma mistura de bar, café e restaurante. No andar superior, há um mais cantinho intimista, com e