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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Ingressos esgotados para os shows de João Gilberto

83 minutos. Foi quanto demorou para que os 1 600 ingressos das duas apresentações de João Gilberto esgotassem. Os shows acontecem nos dias 14 e 15 de agosto, no Auditório Ibirapuera. Na platéia, as entradas custavam 360 reais. No setor superior, 30 reais. Este último resume-se às quatro últimas fileiras do auditório, da letra M à letra P. A venda começou às 10h de hoje, apenas por telefone e internet (no site da Ticketmaster). Quem tentou comprar, porém, teve que ter paciência. Por telefone, a espera levava mais de 10 minutos. Na internet, o sistema da Ticketmaster ficou indisponível por mais de uma hora, mais da metade do tempo que levou para os ingressos esgotarem. Paciência!

O ano está repleto de comemorações em homenagem aos 50 anos da bossa nova. Certamente o concorrido show do cantor baiano é o mais esperado. Afinal, ele, que não faz um concerto em São Paulo desde 2003, deu as primeiras batidas no violão que deram origem ao movimento. A agenda reserva ainda as apresentações de Roberto Carlos com Caetano Veloso, em homenagem a Tom Jobim. Dias 25 e 26 de agosto, no Auditório Ibirapuera. Programe-se: a venda de ingressos começa na quinta (14).

>>Bossa Paulistana: marcos do gênero na cidade de São Paulo

>>Chega de Saudade: as megaexposições que relembram o clima da Bossa Nova

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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Call center: obrigada pela sua paciência!

É difícil encontrar uma pessoa que não tenha se irritado com o Serviço de Atendimento ao Consumidor de alguma empresa. A paciência do cliente é testada das mais diversas formas. Muitas vezes, o telefone está ocupado. Quando, finalmente, conseguimos ligar, atende uma gravação. Somos obrigados a ouvir diversas opções do menu. É possível que nenhuma delas atenda às nossas necessidades. Há quem escolha uma aleatoriamente para tentar se comunicar com alguém do outro lado da linha. O funcionário, provavelmente, dirá que você precisa contatar outro departamento. E a ligação termina com cinismo: “A empresa X agradece. A sua ligação é muito importante para nós”. Será que é?

Com as novas regras, que entrarão em vigor a partir de dezembro, as ligações dos clientes poderão valer muito para empresas de alguns setores: de 320 a 4,8 milhões de reais. É a multa que terão que pagar caso não cumpram as determinações. A partir de sexta-feira, o Serviço de Atendimento ao Cliente dos setores de telecomunicações, sistema financeiro, aviação, água, energia elétrica, transporte terrestre e planos de saúde terão 120 dias para se adequar às novas exigências, que são:

1. Apresentar no menu principal, obrigatoriamente, duas opções: cancelamento do serviço e contato com um atendente.

2. Os clientes não terão que informar dados pessoais sem necessidade e a ligação só poderá ser transferida para um outro departamento uma vez.

3. A empresa terá que “estar respondendo” a reclamações e pedidos dos clientes em, no máximo, cinco dias úteis. O cliente poderá pedir um histórico de sua reclamação, que deverá ser enviado em 72h.

4. As empresas serão obrigadas a oferecer um número de telefone (gratuito) apenas para informar, atender a reclamações e efetuar cancelamentos.

O decreto, que será assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva amanhã, prevê algumas dessas mudanças. Ainda neste ano, serão estabelecidas portarias que deverão determinar outras medidas como um limite máximo de dois minutos entre a gravação e o contato com um atendente. O consumidor pode reclamar ao Procon ou fazer uma denuncia no Ministério Público e na Defensoria Pública se não for atendido dessa forma.

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Sábado, 12 de Julho de 2008

Por que os bares da cidade ignoram os deficientes físicos?

Há alguns dias, a repórter Érika Caprotti concluiu um levantamento com 250 bares da cidade. Partimos de uma impressão em comum: as casas praticamente ignoram a freqüência de pessoas com alguma deficiência física. Então, o que queríamos saber, ou confirmar, era quantas delas são acessíveis no nível mais básico da palavra.

Resultado: dos endereços consultados, só 39% possuem banheiro adaptado e rampas. Cardápio em braile é uma lenda. E há proprietários que chegam ao ponto de justificar a falta de adaptação do imóvel dizendo que dificilmente pessoas cegas ou com problemas de locomoção freqüentam os estabelecimentos. Por que será?

>>leia a reportagem completa
>>o escritor Marcelo Rubens Paiva e outros entrevistados relatam suas experiências na noite paulistana
>>infográfico: como seria o bar ideal para receber quem é cego ou usa cadeira de rodas, muletas ou tem alguma dificuldade de locomoção

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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Corta essa



Dezenas de pessoas enviaram relatos sobre idas ao cinema perturbadas pelo comportamento dos outros. Em primeiro lugar, o portal agradece a participação de todos. Vamos publicar alguns depoimentos, ou trechos deles. Para o leitor Renato Lellis, por exemplo, a melhor estratégia para uma sessão de cinema tranqüila é "escolher com cuidado o campo de batalha, igual ao Rei Leônidas em 300. Prefira os horários menos procurados. As primeiras sessões de sábado e domingo são boas pedidas."

Muitos disseram sentir-se aliviados por não ser os únicos a ficar tão incomodados com a bagunça. É isso: não estamos sozinhos, o que não deixa de ser um bom sinal. A má notícia, no entanto, é que não tem milagre: por algum motivo, como bem observou o cronista Walcyr Carrasco na crônica da semana passada, e como constatamos no trânsito, nas ruas e nos corredores da vida, a cortesia está em crise.

Os campeões de reclamação são:

1. conversas paralelas
2. celular que toca e/ou é atendido durante a sessão
3. chute na cadeira da frente
4. lanches barulhentos

De modo geral, portanto, o que se observa é que infelizmente falta educação e bom senso. Para driblar os problemas tem gente que investe uns milhares de reais em um home theater e abre mão do passeio (!!!). Outros freqüentam as salas em dias e horários alternativos.

A partir deste post, e sob a etiqueta lanterninha, vamos publicar alguns depoimentos e dicas para evitar que a próxima sessão seja um pesadelo.

(*foto: Gil Vicente)

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O lanterninha não existe mais?

Não com o glamour de, digamos, antigamente. Mas a maior parte das salas tem um corpo de funcionários com função semelhante. Eles ficam nos corredores ou na porta e são, teoricamente, preparados para ajudar a encontrar lugares no escuro. Em casos mais extremos, chamam a segurança. A assessoria de imprensa da rede Playarte conta que certa vez uma pessoa simplesmente começou a fumar no meio da sessão. Foi convidada a sair, claro.

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Estratégias para evitar os micos no cinema

>>evitar as estréias
>>preferir as últimas sessões ou as primeiras, no início da tarde
>>os finais de semana sempre levam mais gente ao cinema. No início da semana, mesmo à noite, as salas esvaziam (muito)
>>filmes dublados costumam ter platéia barulhenta
>>em vez de se acomodar em uma fileira cobiçada, tentar as salas nas quais até as poltronas da frente garantem boa visão da tela: embora não seja regra, normalmente os chatos preferem ficar do meio para o fundo
>>se alguém importunar, tente se controlar e não aborde a pessoa: chame um funcionário da casa. É como desentendimento no trânsito. Melhor não arriscar


(sugestões feitas a partir das cartas dos leitores e da nossa própria experiência...)

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Silêncio, por favor, quero “ouvir” o filme

“Minha filha, meu marido e eu fomos na estréia de um desenho animado e alguns adolescentes não paravam de conversar, rir e comer. Meu marido chamou o lanterninha que os colocou para fora da sala. É muito chato fazer isso, mas as pessoas estão perdendo o respeito com os próximos.” (Andrea Janaina dos Santos)

“O Centro Cultural de minha cidade, Suzano, aos domingos costuma exibir filmes alternativos ou mais antigos. Minha irmã e eu fomos ver Um Corpo Que Cai, de Hitchcock. Após o início da sessão entrou uma mulher com uma criança de aproximadamente sete anos e pacotes enormes de salgadinhos. A menina não parecia estar muito contente – afinal, o filme era legendado. A mãe começou a narrar tudo, sussurrando. Foi a gota d'água, saímos da sala morrendo de raiva de nós mesmas, por não ter reclamado. A educação parecer ter saído de cena.” (Andréia Pinheiro Lima)

Outro extremo...
“Conversava, em voz baixa, com uma amiga durante os avisos de incêndio. Um cara levantou e deu um tapa na cabeça de cada uma. Minha amiga reagiu, ele a pegou pelos ombros e levou-a até a parede no corredor. Disse que se ela não calasse a boca o próximo tapa seria na cara. Ela fez que obedeceu e em seguida tirou do bolso sua carteira da polícia federal. Isso foi melhor que o filme” (Carla Regina da Rocha Trindade)


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Alô, mãe?

Saiu uma nota outro dia na coluna Direto da Fonte, assinada pela jornalista Sonia Racy no Estadão. Aconteceu no teatro, mas poderia ter rolado em qualquer platéia perto de você: uma senhora atendeu ao celular no meio de um musical. O público reclamou respeito aos artistas. Ela disse que respeitava, sim, os artistas. “Mas a família vem em primeiro lugar.”
Hein?
Como diz a leitora Andréia Pinheiro Lima, a educação saiu de cena.

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Chuteiras na platéia

"Em uma sessão lotada, a moça atrás de mim estava chutando e balançando minha cadeira com o pé nervoso. Pedi gentilmente que ela evitasse aquilo. Ela disse para eu sentar em outro lugar. Apoiei-me sobre minhas pernas, para ficar mais alta e atrapalhar a visão dela, que reclamou. Sugeri o mesmo: que fosse sentar em outro lugar. Ela parou de chutar. Terminou bem, mas reconheço que poderia ter sido bem pior e com uma ajuda de minha parte também.” (Lorena Ribeiro de Sousa)

Certa vez, já nos trailers e antes ainda de a sessão começar, comecei a sentir o encosto de minha cadeira bombardeado por chutes ininterruptos. Em tom de súplica, disse: "Moooço, não me chuta não!!" Todos olharam para ele, que imediatamente congelou, pediu desculpas e se aquietou...” (Rosângela Ogata)

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Pipoca, bala e... ratos

“Odeio piquenique no cinema. No antigo Cine Belas Artes (hoje HSBC Belas Artes), houve uma época em que era proibido entrar com alimentos. Ótimo, porque realmente não sou obrigada a escutar mastigação de pipoca e amendoim, barulho de plásticos e do gás da latinha de refrigerante. Comentando isso com o porteiro, contou que na época era comum aparecerem ratos e baratas nas salas. Descobriu-se que esses bichos na verdade iam atrás de comida: pipoca, salgados, pão e até ossos de frango que as pessoas deixavam!” (Silvia Godoy)

“Em algumas unidades do Cine Guion (http://www.guion.com.br/), em Porto Alegre, as embalagens de plástico são substituídas, no momento da compra, aos olhos do cliente, por um saquinho totalmente silencioso.” (Ana Paula Varges)

Outro extremo...
“O melhor de ir ao cinema, além do filme, que pode ser ruim, é a pipoca com bastante manteiga, molho de pimenta, servida num balde refil com estampa de filme e, para não engordar, claro, um suco de laranja.” (Ana Cristina Real)

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Lugares numerados e outras histórias

“Sempre me incomodaram aquelas pessoas que chegam atrasadas e pedem para você ‘pular uma cadeira’, pois querem ficar juntinhas. Por isso, só vou a cinemas que vendem com lugar marcado. Quer pegar lugar bom? Chegue cedo!” (Aline Corsetti Jubert Guimarães)

Várias salas da cidade já oferecem o serviço de reserva. Nos shoppings Iguatemi, Villa-Lobos e Market Place, tem. Assim como no Kinoplex e na sala UOL Lumière. Por meio de um mapa, você decide na bilheteria ou em casa -- no caso da compra on-line -- em qual cadeira deseja ficar. É bom e não é. Se a sessão estiver lotada, dificilmente você vai conseguir se livrar de algum tagarela que o destino possa ter colocado ao seu lado... ou bem perto.

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Com João Paschoal, aconteceu de tudo um pouco

“Decidi ir ao cinema com minha mulher. Sala 5, shopping Market Place. Tentei comprar pela internet. Como somos aposentados, pagamos meia-entrada. Cliquei em “meia-entrada” e o sistema pediu o número da carteira de estudante! Nada encontrei sobre aposentados. Decidi comprar na bilheteria. (...) Ao entrar não enxergávamos nada pois a sala era uma escuridão só. Estavam passando uns comerciais barulhentos e no intervalo entre um e outro a tela ficava branca e a sala se iluminava um pouco. Assim conseguíamos subir alguns degraus e procurar as nossas poltronas numeradas na penúltima fileira. Pensei nos bons tempos quando havia um lanterninha indicando os lugares. Nossos lugares estavam ocupados por um casal. Ao serem contestados, disseram que sentaram ali porque os lugares deles também estavam ocupados. (...) Tivemos de sentar em outro lugar. Começa o filme. Na fila de cima dois rapazes conversam animadamente como se estivessem em casa vendo TV. Um toque de celular com a abertura da Carmen, de Bizet. O dono atende: “Oi, Silvia, estou no cinema, quando terminar a gente se vê na Kopenhagen...” (...) Funcionários do cinema conversam no corredor. De vez em quando vem da sala ao lado o som de um filme infantil sobre monstros pré-históricos.
(...) Tudo bem, faltam apenas mais uns quinze minutos. Antes do final o rapaz do casal que chegou atrasado solta um sonoro arroto. Foi o refrigerante. “Porco!” diz uma senhora na fila de trás. Termina o filme. Ah, sobre o que mesmo era a história?” (João Paschoal)

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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Taxa de conveniência é abusiva, diz Fundação Procon

Liguei para o Procon e perguntei se a cobrança de diversas taxas na venda on-line de tíquetes para espetáculos culturais é ou não irregular. A técnica Márcia Cristina Oliveira me disse que a taxa de conveniência só é aceitável quando os ingressos são vendidos em pontos de venda "extraordinários" - as lojas físicas que não são nem o local do show nem sua bilheteria oficial (a Fnac, por exemplo, costuma vender tíquetes para espetáculos).

Pela internet, segundo Márcia, a taxa é uma prática abusiva. "O pagamento já é garantido por meio de cartão de crédito, se você retira os bilhetes no local não faz sentido pagar por isso", diz. "É tão irregular quanto reservar apenas 30% de meia-entrada para estudantes ou promover a discriminatória venda antecipada exclusiva para clientes de um determinado banco ou de uma bandeira de cartão de crédito."

Hmmm. Então agora vamos ouvir todo mundo e usar os sistemas (Ticketmaster, Fui Passear, Ingresso Rápido, Ingresso.com...) para ver os prós e contras.

Passa das dez da noite e fiz a primeira tentativa: comprar o pacote da Orquestra Jazz Sinfônica no Auditório Ibirapuera. No site do Ticketmaster tem aquela orientação para conferir a disponibilidade em outros canais. Ok. Liguei no (11) 6846-6000. Depois de 50 segundos de gravação, descobri que esse "canal" só funciona só até às 21h. Então tá. Só amanhã...

>>Você já comprou ingressos pela internet? O que acha disso? Participe da discussão, sua experiência pode ser relevante para outras pessoas...

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Terça-feira, 18 de Março de 2008

Você tem cartão Credicard, Diners ou é cliente Citibank?

Ingressos para grandes shows, musicais e concertos em São Paulo secam como água no asfalto quente. Basta piscar os olhos e... acabou. E olha que não são nada baratos. Em média, as entradas mais caras custam 500 reais. Há extremos. Um lugar na platéia do Teatro Alfa para ver o espetáculo do maestro italiano Ennio Morricone, autor de trilhas sonoras como a de Cinema Paradiso, pode sair por até 1 500 reais (isso mesmo: mil-e-quinhentas-notas-de-um). O Marcelo Cobra descobriu, no entanto, que quem comprar com cartão de crédito, de qualquer bandeira, terá desconto de 40% na taxa. Mesmo se adquirir uma meia-entrada. Menos pior.

Mas não era esse o assunto. Quero falar do Roberto Carlos. Há alguns dias foi anunciada a curta temporada de shows (9, 10 e 12 de abril no Credicard Hall), com venda em bilheteria e via Ticket Master. Antes do último fim de semana, quem tentou comprar pela internet não conseguiu. Com esses três dias esgotados, mais duas datas foram abertas: 15 e 16 de abril, ingressos entre 50 e 180 reais. Beleza, os fãs correram animados para o site e encontraram um firewall: até 20 de março, há o que eles chamam de pré-venda para clientes de algum banco ou bandeira de cartão de crédito (patrocinadores, no caso Credicard, Citibank e Diners).

Lá foi o Cobra falar com a assessoria do Credicard Hall para tentar entender o esquema: afinal, quem não tem acesso a nenhum desses cartões (se não é dono ou conhece alguém que é e pode 'emprestar') simplesmente é prejudicado? Corre o risco de ficar sem ingresso? Ou será que há um número limitado de lugares reservados para pré-venda, assim como acontece para a meia-entrada?

A resposta da assessoria foi um tanto subjetiva. Não há limite na pré-venda, mas 'é pouco provável' que as entradas acabem. Então tá. Dia 21, vamos conferir se sobrou alguma coisa. Mas é bem antipática essa política toda...

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Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Trânsito X Poluição Sonora

Acabamos de conversar com Sebastião Flávio da Silva Filho, desembargador em direito urbanístico e autor do artigo "A poluição sonora decorrente da circulação de veículos". Para ele, as medidas para melhorar o trânsito divulgadas pela Gestão Kassab (DEM) são positivas. "O remanejamento do tráfego em vias mais movimentadas libera o trânsito e evita a poluição sonora. Em vias expressas, o nível de ruído ocasionado pelo trânsito acaba sendo maior que o de uma fábrica. Proibir o estacionamento em ruas de grande movimento, evitar o tráfego de caminhões nos horários de pico e investir em rotas alternativas são medidas ideais".

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As medidas para melhorar o trânsito

O secretário municipal de Transporte, Alexandre Moraes, anunciou na manhã de ontem algumas poucas ações para tentar aliviar os congestionamentos na cidade. A partir de abril, será proibido estacionar no horário de pico em vias de grande movimento, como a rua Voluntários da Pátria, zona norte, e a alameda Santos, Jardins. Nessas mesmas vias também será proibido a carga e descarga de caminhões em horários de maior movimento.

A Secretaria de Transporte deve divulgar até o final da semana que vem um plano mais detalhado. Também irá apresentar um mapeamento de 140 pontos de rotas alternativas para a população fugir de vias congestionadas em horários de pico. Enquanto isso, o paulistano continua preso no trânsito.

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Soluções para o trânsito de São Paulo

Alguns leitores escreveram questionando o sistema e também sugerindo medidas para melhorar o trânsito da cidade. As propostas incluem proibir estacionamento em avenidas e ruas de grande movimentação, ou por onde passam ônibus, e também questões de comportamento. Que tal usar o transporte público ou caminhar, deixando os carros na garagem? (o bom senso diz que é uma bela atitude, mas será que ônibus, metrô e trem em São Paulo são a melhor opção hoje? Atendem com eficiência?)

Vamos conversar sobre isso tudo com a Secretaria de Transportes e alguns especialistas em trânsito. Se quiser, faça perguntas e levaremos até os entrevistados. Depois, claro, responderemos tudo aqui.

A propósito: ontem a Secretaria Municipal de Transportes anunciou um pacote de medidas que, se forem colocadas em prática, vão restringir a circulação de veículos de carga e o estacionamento na ruas da cidade em horários de pico.

>>devagar, quase parando
>>as vias mais congestionadas
>>o teste da Rebouças: de ônibus é mais rápido

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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Câmeras nos restaurantes

Foto: Alexandre Battibugli