Procuram-se mulheres de olhos puxados
A 25ª edição da São Paulo Fashion Week, que termina na segunda-feira 23, apresenta um estranho paradoxo. O tema do evento são os 100 anos de amizade entre Brasil e Japão. Mas nessa comemoração, o que menos se encontra são modelos de olhos puxados.
No Pavilhão da Bienal, o visitante é bombardeado por uma série de ícones nipônicos: origamis, mangás, uma exposição de quimonos de seda pura. Mas na passarela, entre as centenas de modelos escaladas, há apenas duas nikeis: Juliana Imai, top model da agência Ford, e a bancária Karina Eiko Nakahara (a Miss Brasil-Japão 2008).
Os estilistas dizem ter tido dificuldade para encontrar descendentes de japoneses com o perfil esquálido e longilíneo exigido pela profissão. Mas, curiosamente, nos lounges do evento - espaços de convivência bancados por patrocinadores - pode-se ver algumas dezenas de japonesinhas.
FOTOS: FERNANDO MORAES

No espaço da Havaianas (foto acima), belas nikeis recebem os fashionistas vestindo traje típico: quimono de seda, chinelos e meias brancas com espaço para apenas dois dedinhos. No da TAM, pode-se ver mestiças cheias de curvas apresentando os serviços da companhia a bordo de uniformes de aeromoça estilizados. No da Melissa (foto abaixo), as meninas trabalham com perucas coloridas, cílios postiços e roupas inspiradas em desenhos animados japoneses. É que o arquiteto Marcelo Rosembaum, criador do espaço, entrou no clima da moda "otaku".

Fica aqui o puxão de orelha: se a São Paulo Fashion Week é a favor da diversidade, por que não abrir espaço para todos os tipos de beleza?
Tomara que nas próximas edições, as japonesinhas e mestiças de todas as raças possam passar de recepcionistas exóticas a modelos de primeira linha!
No Pavilhão da Bienal, o visitante é bombardeado por uma série de ícones nipônicos: origamis, mangás, uma exposição de quimonos de seda pura. Mas na passarela, entre as centenas de modelos escaladas, há apenas duas nikeis: Juliana Imai, top model da agência Ford, e a bancária Karina Eiko Nakahara (a Miss Brasil-Japão 2008).
Os estilistas dizem ter tido dificuldade para encontrar descendentes de japoneses com o perfil esquálido e longilíneo exigido pela profissão. Mas, curiosamente, nos lounges do evento - espaços de convivência bancados por patrocinadores - pode-se ver algumas dezenas de japonesinhas.
FOTOS: FERNANDO MORAES
No espaço da Havaianas (foto acima), belas nikeis recebem os fashionistas vestindo traje típico: quimono de seda, chinelos e meias brancas com espaço para apenas dois dedinhos. No da TAM, pode-se ver mestiças cheias de curvas apresentando os serviços da companhia a bordo de uniformes de aeromoça estilizados. No da Melissa (foto abaixo), as meninas trabalham com perucas coloridas, cílios postiços e roupas inspiradas em desenhos animados japoneses. É que o arquiteto Marcelo Rosembaum, criador do espaço, entrou no clima da moda "otaku".
Fica aqui o puxão de orelha: se a São Paulo Fashion Week é a favor da diversidade, por que não abrir espaço para todos os tipos de beleza?
Tomara que nas próximas edições, as japonesinhas e mestiças de todas as raças possam passar de recepcionistas exóticas a modelos de primeira linha!
Marcadores: imigração japonesa, moda, são paulo fashion week








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