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Quanto mais venenoso, melhor
 Didi, o blogueiro que ganhou programa na MTV: "Sem sobrenome, igual a Cher"
Vira e mexe, um blogueiro cai nas graças dos internautas. Um dos endereços virtuais do momento é o Te Dou um Dado?, que o jornalista Diego Ferreira, o Didi, assina com as amigas Lele e Polly. "Todos sem sobrenome, igual a Cher", diz ele, com o sarcasmo típico dos textos do site. Ninguém escapa deles: do jovem cantor que supostamente tem um caso com um apresentador de televisão às dezenas de ex-BBBs que pululam Brasil afora. Com boa média de acessos, o blog passou a ser abrigado pelo portal UOL, e seus autores até cobriram as semanas de moda do Rio de Janeiro e de São Paulo. "Recebemos 80 000 visitantes por dia", conta. Didi ainda faturou uma vaguinha no MTV Overdrive, braço do canal musical na internet, no qual apresenta o programete Gay Show. "A gente queria estourar", admite. "Estamos adorando." Foto: Mario Rodrigues
Um terreninho, um namorinho...
 Natalie: primeira loja de Marc Jacobs na América Latina e circuladas com um estilista-galã
Toda vez que comparam sua butique, a NK Store, à igualmente luxuosa Daslu, ela fica uma fera. Sua expansão imóvel a imóvel pelos Jardins, porém, torna a associação quase inevitável. Primeiro, Natalie Klein dobrou o tamanho de seus domínios, em 2006, quando passou a ocupar um terreno vizinho. O próximo passo é inaugurar, no antigo ponto da joalheria Tiffany, na Rua Haddock Lobo, uma filial da grife Marc Jacobs. Prevista para dezembro, será uma flagship store (jargão do mundo AAA usado para definir a principal loja de uma rede). "É a primeira em toda a América Latina", conta, felizona. O motivo da alegria, cabe explanar, não se restringe aos bons ventos nos negócios. Natalie, recém-separada do publicitário Anuar Tacach, tem circulado com o estilista-galã Tufi Duek, de 54 anos (ela tem 32). Eles não confirmam que estejam namorando. Ainda não, pelo menos. "Da minha vida pessoal, cuido eu", diz a moça, coberta de razão. Foto: Mario Rodrigues
Um olodum para dona Dercy
 Dercy, 101 anos: ela parou a Rua Canuto do Val
Das janelas do ônibus 1732/10, que vai do centro à Vila Sabrina (Zona Norte), passageiros tentavam decifrar o motivo da aglomeração em frente ao número 83 da Rua Canuto do Val, em Santa Cecília. Era a centenária Dercy Gonçalves, cercada por dezenas e dezenas de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas. Dividiam a calçada com nove integrantes da bateria da Vai-Vai. "Vamos fazer um olodum para a dona Dercy!", gritou o diretor do grupo, Guto Bocão, invocando um batuque baiano. "A Dercyyy faz anos. O azar é só delaaa. Cada ano que passaaa, ela fiiica mais velha", cantavam. O bolinho de gente, incrementado por figuras como o ex-pugilista Maguila e a socialite Beth Szafir, aumentou a curiosidade dos transeuntes. "É aquela ‘véia’ que fala palavrão", comentou um rapaz. "Já posso dizer que fui ao museu", emendou outro, desrespeitoso. Dercy, 101 anos completos em 23 de junho, estava ali para um talk-show em que responderia a questões da platéia. Com a apresentação, pretende requerer sua inclusão no livro dos recordes, o Guinness, como a comediante mais velha em atividade. O atualmente recluso conde Chiquinho Scarpa foi o primeiro a ter voz. "Faz uma pergunta inteligente, hein!", desafiou a empresária Lilian Gonçalves, responsável pelo evento. Chiquinho quis saber qual é a grande alegria da vida de Dercy. "Minha filha", disse. "Nunca me roubou, essa #@&*" Depois de somente mais duas respostas, o show termina com um bolo. Em cima, uma boneca de Dercy que é a cara da noiva de Chucky, o brinquedo assassino. Ela lasca uma mordida no doce, alguém chega com um guardanapo para limpá-la. Ela se assusta. Haja cobras e lagartos! "#@&*!!" Foto: Fernando Moraes
Arte de gosto bom
 Cris e suas pernas: chocolate para seduzir o público
Quem esteve na abertura da mostra Verbo, da Galeria Vermelho, na última terça, deparou com este par de pernas. Parecem de argila, mas são da fotógrafa e artista Cris Bierrenbach, que apresentou a performance Comida. "A idéia era misturar a linguagem das esculturas com interatividade", explica ela, que passou vinte minutos numa caixa de madeira com 1,20 metro de comprimento, 43 centímetros de largura e 35 de altura. Para fora, somente suas pernocas, lambuzadas com 2 quilos de chocolate derretido para seduzir o público. Deu certo. Uma moça massageou seus pés, outros lamberam e um corajoso (eca!) chupou-lhe os dedões. "A reação foi melhor do que eu esperava." Fotos: Cida Souza Colaborou: Giovana Romani
Leilão da cabeleira
 Nunes: no martelo, um ano de salão
Na próxima quarta, o cabeleireiro Wanderley Nunes promove no restaurante Cafe de la Musique um leilão em prol do Instituto da Criança. Conseguiu um capacete do ex-piloto Emerson Fittipaldi, um uniforme autografado do craque Kaká e a confirmação de presença da primeira-dama Marisa Letícia, sua cliente. Para muitas paulistanas, nada disso importa mais que um lote do pregão oferecido pelo próprio Nunes: o direito a um ano inteirinho em seu salão, onde o corte de cabelo passa fácil de um salário mínimo. "A compradora poderá cortar, tingir, escovar, fazer o que quiser. Quantas vezes der vontade." Foto: Mario Rodrigues
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