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Por Bruno Moreschi e Viviane Zandonadi
A última pesquisa feita pela secretaria da fazenda da prefeitura diz que 92% dos paulistanos nunca pedem nota fiscal ao pagar por uma mercadoria ou um serviço. É bem provável que você seja um deles. Já do lado do comércio e da prestação de serviços no estado de São Paulo, o índice de sonegação de impostos é de 60%. Mas isso tudo deve mudar.
Para arrecadar mais, minar a sonegação e, ao menos em tese, diminuir a carga tributária das pessoas, a prefeitura e o governo estadual investem em programas que repassam ao consumidor parte dos impostos recolhidos pelos estabelecimentos: a Nota Fiscal Eletrônica e a Nota Fiscal Paulista. O acesso é feito via internet e a proposta é realmente muito boa: fazer uma providencial poupancinha que vai ajudar a pagar outras contas lá na frente.
Ou seja, você não vai mais "deixar pra lá" aquelas notinhas de restaurante, posto de gasolina, estacionamento, cabeleireiro e afins. Elas valem dinheiro: 30% do ISS e do ICMS pagos pelos estabelecimentos são seus e podem ser utilizados no abatimento de alguns impostos (IPTU e IPVA), ou ainda depositados em conta, cartão de crédito e transferidos para outras pessoas. A má notícia é que gastos com serviços públicos como gás encanado, energia elétrica e telefonia não são contemplados. Nem a telefonia celular e a TV a cabo, pelo menos por enquanto. |
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