
O que é?
Carinhosamente apelidado de Mercadão, o Mercado Municipal Paulistano é considerado o maior centro comercial varejista de alimentos do mundo. Todos os dias saem de lá cerca de 350 toneladas de produtos e pelos corredores circulam de 11 000 a 25 000 pessoas. Merece a visita, não só pela diversidade, mas por sua beleza arquitetônica e importância histórica.
Nos 275 boxes, além da enorme variedade de artigos, é possível encontrar parte da história de São Paulo, pois alguns deles funcionam desde a inauguração do mercado, em 1933. É o caso da Banca do Seu Quincas, que ainda conserva o balcão de mármore de Carrara. "Meu pai tinha essa banca. Estou aqui há 50 anos", conta ele, emocionado. Outras, como o Empório Chiappetta, existem desde 1908. Foram transferidas do antigo Mercado Caipira para o Municipal.
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História
Em 1867 foi inaugurado o Mercado Caipira, na região da rua 25 de março. Ele era abastecido pelos produtos que chegavam no rio Tamanduateí, agora canalizado. A Ladeira Porto Geral recebeu esse nome por ser a via de acesso às margens do rio.
Com o desenvolvimento de São Paulo, tornou-se necessária a criação de um novo centro comercial para a distribuição dos produtos que vinham do litoral e do exterior. Projetado por Francisco de Paula Ramos de Azevedo, o novo Mercado Municipal Paulistano foi erguido na Rua da Cantareira entre 1928 e 1932, mas sua inauguração foi adiada por causa da Revolução Constitucionalista de 32 -- os militares utilizavam o lugar como refúgio e depósito de munições. Chegaram até a atirar nos belos vitrais que retratam cenas da agricultura e da pecuária do interior paulista e são assinados pelo artista russo Conrado Sorgenicht Filho. O Mercadão passou a funcionar em 1933, depois do fim do movimento paulista.
Em 2003, o local passou por um processo de restauração e readequação arquitetônica. Ganhou um mezanino de 2 mil metros quadrados e é, hoje, uma das construções mais valorizadas da cidade.
Curiosidade: O bonde imortalizado por Adoniram Barbosa no samba Trem das Onze saía das proximidades do Mercado Municipal e seguia em direção a Jaçanã. A ferrovia Tramway da Cantareira ligava o centro da cidade à serra.
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