SERVIÇO
Mamma Mia!
de Phyllida Lloyd (Mamma Mia!, EUA/Inglaterra/Alemanha, 2008).
Nem tudo o que funciona no palco se traduz em resultado satisfatório na tela. É o caso dessa comédia musical que estreou em Londres em 1999 e chegou à Broadway quatro anos depois. Só com canções do Abba, a fita pode causar alguma empatia para quem gosta do pop-brega do grupo sueco. Salvam-se ainda a atuação sempre persuasiva de Meryl Streep e duas coadjuvantes de peso (Christine Baranski e Julie Walters), além, é claro, da grudenta trilha sonora. Mas, por se tratar de um musical, as cenas cantadas são muito frouxas. Para comparação, basta lembrar os esfuziantes e recentes Hairspray e Across the Universe. Faltaram vigor na condução (a cargo de uma diretora estreante no cinema e responsável pela montagem londrina da peça) e coreografias mais acertadas. Tudo se passa numa ilha grega onde acontecerá o casamento de Sophie (Amanda Seyfried). Para descobrir quem é seu pai, a garota vasculha o diário da mãe (Meryl Streep) e desconfia que ele pode ser um dos três ex-namorados dela. Por isso, Sophie convoca Sam (Pierce Brosnan), Harry (Colin Firth) e Bill (Stellan Skarsgard) para acompanhar suas bodas. Está armada uma confusão a princípio divertida, mas que rende menos do que se esperava. Entre um diálogo e outro, os atores entoam hits como Chiquitita, Super Trouper, Dancing Queen e a infalível Mamma Mia (108min). | por Miguel Barbieri Jr.
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