Trailer

Vermelho Como o Céu

De vultos e sombras

Um ensaio sobre a cegueira no drama Vermelho como o Céu

 

O prêmio do público de melhor filme estrangeiro na Mostra Internacional do ano passado comprovou a força de Vermelho como o Céu junto às platéias. Inspirado numa edificante história verídica, esse drama italiano traz a fórmula certa do encantamento. Lá estão as boas atuações do elenco infantil, a poética leitura da cegueira e um desfecho capaz de levar os mais sensíveis às lágrimas. A trama tem início em 1970, num vilarejo da Toscana. Mirco (Luca Capriotti), de 10 anos, adora brincar com os amigos e acompanhar o pai nas idas ao cinema. Um acidente muda drasticamente o destino do garoto, após um tiro de rifle atingir seu rosto. O menino passa a enxergar apenas vultos e, por isso, é transferido para um colégio especial em Gênova. Já cego, faz novas amizades, paquera a filha da faxineira da escola e, teimoso, recusa-se a aprender o método Braile para poder ler. Às escondidas, apossa-se de um gravador e sai à procura de sons da natureza a fim de produzir uma radionovela. Foi desse modo que Mirco Mencacci passou a infância. Adulto, tornou-se músico, compositor e um reconhecido editor de som, que trabalhou para os cineastas Marco Tullio Giordana (em O Melhor da Juventude) e Ferzan Ozpetek (A Janela da Frente) .| por Miguel Barbieri Jr.

 

SERVIÇO

Vermelho Como o Céu

de Cristiano Bortone (Rosso come il Cielo, Itália, 2006, 96min).

 

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