Máxima:°
Mínima:°

Chuva: %

BUSCAR
 
ENCONTRE:
com a palavra
com a palavra
com a palavra
ENCONTRE:
ENCONTRE:
palavra-chave
ENCONTRE UM ENDEREÇO:
Não digite "Rua", "Avenida", "prof.", "Dr." etc.
Digite parte do nome da rua. Ex.: para "Artur de Azevedo" digite apenas "Azevedo".
RUA/AVENIDA:
Nº:
DicaSP: Faça seu roteiro
E-mail
Senha ENTRAR
 
 

RESTAURANTES

Os melhores do ano

18.09.2006

 


Chef revelação

Luiz Emanuel
(Allez, Allez!)

Fotos Mário Rodrigues

O mestre-cuca Luiz Emanuel: devoção à culinária francesa

O sotaque carregado de "uais" denuncia a mineirice de Luiz Emanuel Cerqueira de Souza e Lima. Criado em Belo Horizonte, ele nasceu em Brasília por acidente, como costuma frisar. A princípio, pensava que as batidas eletrônicas definiriam os rumos profissionais de sua vida. Depois de ensaiar alguns passos como DJ e dono de boate, percebeu que gostava mesmo era de cozinhar. Mudou-se para São Paulo a fim de estudar gastronomia. Num estágio com Marc Le Dantec – hoje dono de um restaurante com seu nome em Salvador –, aprendeu os segredos da culinária francesa, da qual se tornou devoto fervoroso. No ano passado, depois de comandar o Lola Bistrot, o cozinheiro abriu casa própria, o minúsculo Allez, Allez! – assim como o Lola, na Vila Madalena. Descontados o serviço por vezes vacilante e o desconforto do salão, pratos como o confit de pato ao molho de laranja guarnecido de lentilha francesa fazem da refeição um acontecimento e valeram a Luiz Emanuel, aos 30 anos, o título de chef revelação.


Chef do ano

Alex Atala
(D.O.M.)

Atala: brilho nada fugaz do tricampeão

Em uma década da premiação de Veja São Paulo, o paulistano Alex Atala, 38 anos, recebe pela terceira vez o título de chef do ano. Sempre pronto para entrar num avião, o mestre-cuca globetrotter parece uma parabólica criativa. Recolhe influências dos lugares por onde passa e as transforma em inusitadas e primorosas receitas. O cozinheiro redescobre matérias-primas como o cambuci, fruta nacional quase esquecida, e as trabalha com técnicas espanholas de vanguarda e outras alquimias. Antenado com as tendências internacionais e sem nunca se descuidar do que acontece no Brasil, Atala faz uma culinária cosmopolita e sempre ousada. Não pode haver melhor exemplo que seu creme brûlé de milho e foie gras, coberto por uma capa quebradiça de açúcar demerara. Lembra um singelo e brasileiríssimo curau batido com o fígado de pato apreciado pelos europeus desde a Antiguidade. Uma combinação de ingredientes que atesta o brilho nada fugaz de seu inventor.


A melhor carta de vinhos

Grupo Rubaiyat

Lista portentosa: 1 100 rótulos de boa relação qualidade-preço

Os restaurantes da grife Rubaiyat tornaram-se famosos pelas refeições grandiosas. São conhecidos também pela portentosa carta de vinhos, eleita pelo segundo ano consecutivo a melhor da cidade. Montada sob orientação do proprietário Belarmino Iglesias Filho, tem 1 100 rótulos, em sua maioria de vantajosa relação qualidade-preço. As duas unidades em funcionamento – o Baby Beef Rubaiyat do Itaim e A Figueira Rubaiyat – vendem mais de 8 000 garrafas por mês. No topo das preferências desponta o chileno Villa Montes Cabernet Sauvignon 2005 (R$ 58,00), com 420 garrafas desarrolhadas mensalmente. Esvaziam-se também 340 do Prosecco Sacchetto (R$ 73,00) e 290 do branco espanhol Albariño O Rosal 2004 (R$ 80,00). Entre os clientes estrangeiros que passam pela dupla de casas, o malbec gaúcho Don Laurindo Reserva 2004 (R$ 60,00) lidera os pedidos, com média de 110 unidades mensais. Tomam conta desses tesouros engarrafados o sommelier Fabiano Aurelio, no Figueira, e seu colega Antonio Ailson Loiola, no Rubaiyat do Itaim.


O melhor árabe

Arábia

Mezzés: banquete de delícias típicas

Pela culinária simples e ao mesmo tempo de grande refinamento, a matriz, nos Jardins, leva 8 dos 10 votos do júri na volta da categoria à eleição. As receitas pertencem à proprietária Leila Youssef Kuczynski, filha de libaneses nascida no interior do estado. Sua cozinha é especializada nas mezzés, ou seja, entradas e aperitivos organizados na forma de um pequeno banquete. Com tabule, homus, coalhada seca, babaganuche e saladas fatuche e de queijo chanclich, sai por R$ 66,00, para duas pessoas. Raro nos cardápios da cidade, o fatayer é uma esfiha gigante recheada de escarola com ricota e assada na chapa (R$ 22,80). Esmero igual ao do preparo dos pratos se repete no cuidado com o agradável salão, sob o olhar atento de Sergio Kuczynski, marido de Leila.

Rua Haddock Lobo, 1397, Jardim Paulista, 3064-4776 e 3061-2203 (113 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. até 1h). Rotisseria, 10h/19h30. Cc.: A, D e M. Cd.: M e R. Estac. c/manobr. (R$ 8,00). Couvert: grátis. Entrega em domicílio. ( 3061-3234); Rua Fiandeiras, 422, Vila Olímpia, 3845-5373 (26 lugares). 12h/15h (fecha dom.). Lanchonete, 10h30/17h (sáb. até 15h; fecha dom.). Cc.: D e M. Cd.: M e R. Cr.: S, SP e T. T.: todos. www.arabia. com.br. Aberto em 1992. $$


O melhor brasileiro

Brasil a Gosto

Bóia quente: carne-seca com abóbora

Antes de abrir o restaurante, no início do ano, a jovem Ana Luiza Trajano estudou, pesquisou muito e percorreu o país para conhecer mais intimamente os pratos regionais. Na montagem do cardápio, contou com a ajuda de especialistas em culinária. O brilhante resultado alcançado põe à mesa a face mais moderna da cozinha nacional. Esse Brasil contemporâneo se faz notar em opções do menu regular, como a extraordinária pescada-cambucu sobre vatapá com miniacarajés (R$ 32,00). Também aparece nas criativas sugestões de almoço, chamadas de bóia quente, numa referência à marmita dos trabalhadores rurais. Quarta é dia de virado à paulista (R$ 24,00), e sábado, de carne-seca com paçoca, arroz e purê de abóbora (R$ 30,00).

Rua Professor Azevedo do Amaral, 70, Jardim Paulista, 3086-3565 (80 lugares). 12h/16h e 19h/0h (sáb. almoço até 17h e jantar até 1h; dom. só almoço até 18h; fecha seg.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: T. T.: T. Estac. c/manobr. (R$ 7,00 no almoço; R$ 9,00 no jantar). Couvert: R$ 4,00 (almoço de ter. a sex.) e R$ 8,00 (demais horários). www.brasilagosto.com.br. Aberto em 2006. $$$


A melhor carne

Baby Beef Rubaiyat

Master beef premium: corte de primeira

Numa categoria em que a concorrência é das mais acirradas, o Rubaiyat conseguiu uma façanha. Sagrou-se vitorioso em todos os dez anos da premiação. Trata-se do único restaurante a atingir a marca. A consagração decorre do empenho dos proprietários Belarmino Iglesias e Belarmino Iglesias Filho em oferecer o melhor: ambiente agradável, serviço cortês e carnes de primeira. Entre os cortes, master beef premium (R$ 59,00), bife de chorizo (R$ 52,00) e baby beef (R$ 59,00). Aos sábados no almoço, serve feijoada (R$ 69,00) acompanhada de delícias como leitão de leite e baby javali. Além da eleição da carne, a carta de vinhos dos restaurantes da grife também foi escolhida como a melhor da cidade pelo segundo ano consecutivo. A unidade do Rubaiyat da Alameda Santos, que está em reforma, tem previsão de reabertura para o início de outubro.

Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2954, Itaim Bibi, 3078-9488 (240 lugares). 11h30/15h30 e 19h/0h30 (sáb., dom. e feriados sem intervalo a partir das 12h). Cc.: V. Cd.: V. Estac. c/manobr. Couvert: R$ 14,50. www.rubaiyat.com.br. Aberto em 1957. $$$$


A melhor carne/rodízio

Fogo de Chão

Picanha e fraldinha: estrelas do espeto corrido

Quando deixaram a Serra Gaúcha, em 1976, os irmãos Arri e Jair Coser tinham ambições, mas não podiam imaginar que chegariam tão longe. Hoje são donos de um império do churrasco com dez endereços, seis deles nos Estados Unidos. Sem recursos financeiros, a dupla começou lavando pratos em espetos corridos, como são chamados os rodízios no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, os Coser aprenderam a lidar com a carne e, em 1979, montaram o primeiro Fogo de Chão. Vieram para São Paulo em 1986 com a preocupação de servir apenas saladas no bufê e bons cortes, proposta da qual nunca se desviaram. Nos três endereços da rede na cidade, garçons de bombacha levam à mesa picanha, alcatra, fraldinha e bife ancho, além de um cordeirinho espetacular. Custa R$ 63,00. Essa especialização tem merecido o reconhecimento do público e da crítica. Tanto que a casa se saiu vencedora nas cinco ocasiões em que houve votação de melhor rodízio.

Avenida Santo Amaro, 6824, Santo Amaro, 5524-0500 (280 lugares); Avenida Moreira Guimarães, 964, Moema, 5056-1795 (320 lugares); Avenida dos Bandeirantes, 538, Brooklin, 5505-0791 (320 lugares). 12h/16h e 18h/0h (sáb. e feriados sem intervalo; dom. sem intervalo até 22h30). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 5,00). www.fogodechao.com.br. Aberto em 1986. $$$$


A melhor cozinha contemporânea

D.O.M.

Lombinho de leitão com feijão-de-santarém: impactante

Em nenhum outro restaurante da cidade se encontrará repertório culinário mais impactante. Afinado com arrojadas tendências internacionais, o chef e sócio Alex Atala é capaz de reunir harmoniosamente matérias-primas inesperadas numa única receita. Assim como os ingredientes, as técnicas usadas são uma miscelânea das experiências gastronômicas que o cozinheiro viveu dentro e fora do Brasil. Ao mesmo tempo desafiador e estimulante, surge entre os novos pratos um ovo guarnecido de creme de aspargo, manteiga de garrafa e surpreendente espuma de fumaça obtida apenas com água e sal defumado (R$ 30,00). Nas sugestões principais, o lombinho de leitão cozido por quatro horas vem guarnecido de feijão-de-santarém com um toque de bacon e tucupi (R$ 73,00). Essas iguarias levaram o restaurante a ser escolhido pela sexta vez consecutiva o melhor em sua especialidade e, como na edição anterior, Atala é eleito o chef do ano.

Rua Barão de Capanema, 549, Jardim Paulista, 3088-0761 (74 lugares). 12h/15h e 19h/0h (sex. até 1h; sáb. só jantar até 1h; fecha dom.). Cc.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Couvert: grátis (almoço) e R$ 12,00 (jantar e feriados). www.domrestaurante.com.br. Aberto em 1999. $$$$


O melhor espanhol

Don Curro

Paella de frutos do mar: trunfo maior

O maior trunfo da cozinha dessa nobre casa é a paella de sabor inigualável. Ela garantiu ao restaurante a primazia sobre os concorrentes por seis vezes, ou seja, em todos os anos em que houve eleição de melhor espanhol. Para chegar a resultados tão esplêndidos, não faltam cuidados na escolha das matérias-primas. O arroz vem de produtores gaúchos que o cultivam especialmente para o restaurante. A esse ingrediente essencial se junta uma profusão de pescados fresquíssimos trazidos de Santa Catarina, que ganham a cor e o aroma do açafrão espanhol. Para até três pessoas, a paella sai por R$ 182,00. Se acrescida de uma das lagostas mantidas vivas num aquário, sobe para R$ 222,00. Embora esse seja o prato mais solicitado, o cardápio apresenta outras belas sugestões, entre as quais a plancha del marinero (linguado, camarão, lula, vieira, lagostim e lagosta na chapa com azeite, alho e batata; R$ 120,00) e o robalo don pepe (ao forno com alho, cebola, tomate, pimentão, azeite e vinho branco; R$ 77,00).

Rua Alves Guimarães, 230, Pinheiros, 3062-4712 e 3083-5168 (190 lugares). 12h/16h e 19h/0h (sex. até 1h; sáb. sem intervalo até 1h; dom. só almoço até 17h; fecha seg.). Cc.: A, D e M. Cd.: M e R. Estac. c/manobr. Couvert: R$ 16,80. Entrega em domicílio. (ter. a sáb.). www.restaurantedoncurro.com.br. Aberto em 1958. $$$$


O melhor francês

La Brasserie Erick Jacquin

Costela bovina ao morille: requinte

O chef Erick Jacquin consegue preparar ao mesmo tempo pratos tradicionais de leveza extraordinária e dedicar-se à criação de receitas próprias. No tentador cardápio montado por ele, o steak tartar com fritas (R$ 36,00) define-se como uma especialidade de brasserie, nome dado na França à casa de cerveja. Artesão da alta cozinha, Jacquin elabora mimos gastronômicos que já lhe renderam a comenda de Maître Cuisinier de France, concedida pelo governo de seu país em 1998, e o título de chef do ano de 2000, pelo júri de Veja São Paulo. São sugestões como a costela bovina assada ao cogumelo morille guarnecida de batata (R$ 63,00), o robalo chapeado em azeite com alcachofra (R$ 48,00) e a extraordinária cauda de lagosta com espinafre (R$ 61,00). Há também um menu degustação, composto de seis pratos, por R$ 165,00. Delicioso, o petit gâteau (R$ 16,00) teve sua fórmula copiada por toda a cidade. Aliás, por todo o país.

Rua Bahia, 683, Higienópolis, 3826-5409 (107 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. até 1h; dom. até 17h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 8,00 no almoço; R$ 10,00 no jantar). Couvert: R$ 8,00 (almoço) e R$ 10,00 (jantar). www.brasserie.com.br. Aberto em 2004. $$$$


O melhor italiano/alta gastronomia

Fasano

Ravióli de pato ao molho de laranja: clássico renovado

Seis anos atrás, o chef Salvatore Loi enfrentou um tremendo desafio ao assumir a cozinha do Fasano: manter inalterada a qualidade de um dos templos máximos da gastronomia paulistana. Nesse período, o cozinheiro não só conservou o padrão de excelência como também aprimorou o cardápio do restaurante, que chega à oitava vitória. Dono de técnica impecável, ele valorizou os pratos de peixes e frutos do mar. É irrepreensível a papa de pão em molho de tomate com camarão (R$ 59,00). Também não faltam ótimas opções de massas, caso do ravióli de pato ao molho de laranja (R$ 69,00), reinterpretação de um clássico do qual a Itália e a França reivindicam a invenção. Das carnes, a soberba costeleta de vitela à milanesa faz parte de um dos cinco menus degustação oferecidos (R$ 205,00 cada um). Os vinhos, escolhidos pelo sommelier Manoel Beato, estão numa carta na qual se encontram vários rótulos da Enoteca Fasano, a importadora do grupo. É indispensável fazer reserva para conseguir um lugar no salão, sempre lotado e conduzido com elegância pelo maître Almir Paiva. Na orquestração, para que tudo transcorra com brilho e equilíbrio, está a mão segura do restaurateur Rogério Fasano.

Rua Vitório Fasano, 88 (Hotel Fasano), Jardim Paulista, 3062-4000 e 3896-4000 (80 lugares). 19h30/1h (fecha dom.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 12,00). Couvert: R$ 23,00. a www.fasano.com.br. Aberto em 1990. $$$$


O melhor italiano

Due Cuochi Cucina

Bavettine com lula: experiência prazerosa

São raros os talentos culinários que alcançaram sucesso tão rapidamente quanto Paulo Barroso de Barros. No ano passado, ele foi eleito pelo júri o chef revelação. Isso ocorreu apenas sete meses depois de se associar ao bistrô Maria's, que passou a se chamar Due Cuochi Cucina e a oferecer apenas pratos da Itália. Agora o restaurante conquista o título de melhor em sua especialidade, em reconhecimento à cozinha nova e superlativa. No apertado salão, que está passando por uma reforma, muita gente se reúne para provar a deliciosa massa verde do bavettine adornado por anéis de lula ao molho de tomate e ervas (R$ 24,00) ou a codorna recheada de cogumelos e legumes ao molho de tamarindo (R$ 38,00). Tão prazerosa experiência merece ser encerrada com o sorvete caseiro de coco coberto de baba-de-moça e gengibre confit (R$ 12,00).

Rua Manuel Guedes, 93, Itaim Bibi, 3078-8092 (45 lugares). 12h/15h e 19h30/0h (sex. até 1h; sáb. só jantar até 1h; dom. só almoço até 17h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: todos. Manobr. (R$ 8,00). Couvert: R$ 6,00 (almoço de seg. a sex.) e R$ 9,00. www.duecuochi.com.br. Aberto em 2005. $$$ 


O melhor italiano/cantina

Pasquale

Orecchiette com bacalhau e brócolis: massa artesanal

Pasquale Nigro nunca pensou em ter uma cantina. Fazia frios como a sopressata, salame típico do sul da Itália. Para melhor atender a freguesia, abriu uma rotisseria na Rua Cônego Eugênio Leite, em Pinheiros. Por insistência dos clientes, o local logo se transformou num minúsculo restaurante. Eram tantos os habitués que, no ano passado, foi necessário procurar um imóvel com o dobro de lugares. Na nova casa, instalada no mesmo bairro, o cozinheiro prepara clássicos cantineiros como o espaguete à matriciana (pancetta, tomate picado, pimenta, queijo pecorino e manjericão, R$ 21,50). Com dia marcado para aparecer, há o penne regado por um aromático ragu de cordeiro, servido às quartas, e o orecchiette, macarrão no formato de orelhinha com lascas de bacalhau, batata, brócolis e uma generosa quantidade de azeite, reservado para as sextas e os sábados. Cada uma dessas boas massas custa R$ 28,00. Guardados numa adega climatizada e numa estante, os vinhos são selecionados diretamente pelos clientes, a maioria com boa relação qualidade-preço.

Rua Amália de Noronha, 167, Pinheiros, 3081-0333, Metrô Sumaré (70 lugares). 12h/0h (fecha dom.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: V. T.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 7,00). Aberto em 2001. $$


O melhor japonês

Jun Sakamoto

Degustação de sushis: no balcão, a R 175,00

Sempre compenetrado e estampando certo ar blasé, Jun Sakamoto corta pescados com meticulosa precisão. Extrai assim o melhor de peixes e frutos do mar, imediatamente ligados ao arroz cozido no ponto certo. Resultam daí os magníficos sushis que, pela sexta vez consecutiva, dão ao restaurante o título de melhor japonês da cidade. A maioria dos bolinhos segue a escola tradicional, cobertos por lâminas de cavalinha, olho-de-boi, robalo... Outros, mais arrojados, juntam o toro (parte nobre do atum) ao foie gras. Também é possível saborear pratos da cozinha quente, entre os quais uma formidável enguia empanada (R$ 9,50) e a posta de garoupa cozida ao molho de shoyu e gengibre (R$ 33,00). Mediante reserva, a cada noite apenas oito pessoas podem desfrutar a degustação preparada no balcão pelo chef ao preço de R$ 175,00. Os demais clientes são atendidos pelo braço-direito de Sakamoto, Juraci Pereira, que também faz um trabalho exemplar.

Rua Lisboa, 55, Pinheiros, 3088-6019 (36 lugares). 18h30/0h30 (sex. e sáb. 19h/1h; fecha dom.). Cc.: A, M e V. Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Couvert: R$ 16,00. Aberto em 2000. $$$$ 


A melhor pizza 

Quintal do Bráz

Carola: inovador meio-a-meio de disco aberto e calzone

Há alguns anos, os donos da Bráz descobriram a fórmula do sucesso. Além de pizzas de ótima qualidade, empenham-se em manter um serviço atencioso e tiram um chope cremoso (Brahma, R$ 3,70). Esse conceito é encontrado nas três unidades da rede, vencedora do título de melhor pizza quatro vezes seguidas. Com tamanho êxito, seria mais fácil abrir um quarto endereço igual aos demais. Inaugurada em maio, numa bela área verde, a Quintal do Bráz nasce aperfeiçoada por um elenco de saborosas novidades e, por isso, desbanca a casa-mãe. Para começar, há uma seleção de antepastos – sardela (R$ 8,00), alichela (R$ 8,00), caponata (R$ 5,00) e carne louca (R$ 8,00), entre outros itens. Tem também o piquenique, um rocambole salgado de massa finíssima (R$ 10,00 o de calabresa). Mas o melhor é a originalíssima pizza carola – metade disco aberto, metade calzone –, desenvolvida a partir de uma receita do sul da Itália. Entre as ótimas opções, ganha disparado a recheada de um mix de cogumelos e coberta de tomate-cereja, mussarela e parmesão (R$ 40,50).

Rua Gandavo, 447, Vila Mariana, 5082-3800 (230 lugares). 18h30/0h30 (sex. e sáb. até 1h30). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 8,00). www.quintaldobraz.com.br. Aberto em 2006. $$


O melhor português

Antiquarius

Bacalhau com broa de milho: esplêndido

Grande embaixador da culinária portuguesa, o Antiquarius surgiu como um braço do restaurante carioca aberto pelo alentejano Carlos Perico. A casa paulistana é dirigida pela filha Maria Eduarda e pelo marido dela, Thales Martins Filho. No cardápio encontram-se estampadas receitas primorosas e seis vezes campeãs. Depois de saborear o couvert, com sua apetitosa lasanha de berinjela ao molho rosé, os pratos de bacalhau são quase unanimidade entre os pedidos. Como resistir à posta alta do nobre Gadus morhua coberta de uma camada levemente adocicada de broa de milho? Desmancha-se na ponta do garfo no formato de lâminas e vem na companhia de brócolis e batata cozida ao azeite. Custa R$ 119,00. Outras receitas esplêndidas são a açorda de frutos do mar (papa de pão com ovo, camarão, polvo e lula; R$ 102,00) e o arroz de polvo (R$ 86,00). Para o arremate, há doces conventuais que beiram o divino.

Alameda Lorena, 1884, Jardim Paulista, 3082-3015 (110 lugares). 12h/15h e 19h/1h (sex. até 2h; sáb. sem intervalo até 2h; dom. só almoço até 18h; seg. só jantar). Cc.: D, M e V. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. Couvert: R$ 18,00 (ter. a sáb. no almoço) e R$ 20,00 (seg. a sáb. no jantar e dom. no almoço e feriados). Entrega em domicílio. ( 4003-2665). Aberto em 1990. $$$$


O melhor variado

Parigi

Pescada-amarela à niçoise: o melhor da tradição francesa

Em nenhum outro endereço paulistano as gastronomias da Itália e da França convivem mais harmoniosamente que no Parigi. O cardápio, montado pelo italiano Salvatore Loi, responsável por todas as cozinhas da grife Fasano, e pelo francês Eric Berland, é uma elegia às culinárias das duas nações. Chef-residente, Berland se encarrega de preparar receitas com ingredientes de excepcional frescor. Passeiam pelo salão, em enormes bandejas, tanto uma omelete de ervas finas (R$ 38,00) quanto um ravióli de vitela ao molho de cogumelo (R$ 46,00). Ao estilo dos elegantes bistrôs parisienses, há pescada-amarela à niçoise (grelhada ao molho de tomate, azeitona preta e alcaparra ao azeite, R$ 57,00) e clássicos camarões à provençal (R$ 88,00). Premiado pela quarta vez, o Parigi reserva para a sobremesa o pêssego melba (R$ 18,00), que o célebre Auguste Escoffier (1846-1935) criou para a soprano australiana Nellie Melba no fim do século XIX. Levemente cozida, a fruta ganha sorvete de creme e calda de framboesa.

Rua Amauri, 275, Itaim Bibi, 3167-1575/2560 (90 lugares). 12h/15h e 19h/1h (sex. almoço até 16h e jantar até 1h30; sáb. só jantar até 1h30; dom. só almoço até 17h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 9,00). Couvert: R$ 13,00. www.fasano.com.br. Aberto em 1998. $$$$ 


Bom e barato 

Tenda do Nilo

Fatte: apetitosa combinação de carne e coalhada fresca por 26 reais

É um achado. Por trás da fachada modesta, esse minúsculo restaurante libanês do Paraíso (minúsculo mesmo; tem apenas 21 lugares) revela-se um dos melhores árabes da cidade. As proprietárias, as irmãs Olinda e Xmune Isper, fazem um trabalho fenomenal. Na cozinha, Xmune, conhecida por Simone, reproduz ótimas receitas ensinadas pela mãe, de origem síria. Cabe a Olinda recepcionar a freguesia. Louvável, o quarteto de pastas (R$ 18,00) compõe-se de homus (grão-de-bico), babaganuche (berinjela), muhamara (pimentão) e coalhada seca. O trigo cozido com costela de boi desfiada e grão-de-bico ao aroma de especiarias brilha no menu e pode ser pedido na companhia de charutinho de folha de uva (R$ 17,20). Outra delícia, o fatte (R$ 26,00) combina pão árabe torrado coberto por carne, grão-de-bico e coalhada fresca ao alho. Esses pratos contam com a vantagem de ter preços camaradas, razão pela qual o Tenda do Nilo sagra-se pela primeira vez o restaurante bom e barato do ano.

Rua Coronel Oscar Porto, 638, Paraíso, 3885-0460 (21 lugares). 12h/15h30 (sáb. 12h30/16h; fecha dom.). T.: todos. Estac. na Rua Abílio Soares, 416 (R$ 3,00 a primeira hora de seg. a sex.). Aberto em 1999. $


Restaurateur do ano 

Rogério Fasano

Fasano: do sonho de ser cineasta a comandante de um império gastronômico

Quando morava em Londres, em 1982, Rogério Marco Fasano recebeu um telefonema nada agradável do pai. A família sofrera um revés financeiro e o estudante, de 19 anos, teria de interromper o curso de cinema na Inglaterra. Se estava abortada a carreira de cineasta, naquele momento começava a se esboçar a trajetória do restaurateur. Com sólida herança gastronômica, o jovem ajudaria a inaugurar uma nova versão do Fasano em 1985. Ficava na mesma esquina da Rua Amauri, onde hoje funciona o Parigi. Diferentemente dos empreendimentos anteriores do clã, seria um endereço italiano, e não de menu internacional, como os anteriores. O restaurante ganharia dimensões de templo culinário ao ser aberto na Rua Haddock Lobo, em 1990. Quatro anos mais tarde, teve início a multiplicação das casas. Surgiram o Gero, o Gero Caffè, o Parigi, o Baretto, o Armani Caffè, a Forneria San Paolo, o Nonno Ruggero, a Enoteca Fasano, o bufê Fasano e o magnífico Hotel Fasano, além de filiais do Gero e da Forneria San Paolo no Rio de Janeiro. Primeiro profissional a conquistar o título de restaurateur do ano de Veja São Paulo, Rogério Fasano conta que o modelo de dono de restaurante para ele foi Claude Terrail (1917-2006), do mítico Tour d'Argent, em Paris. Quanto ao cinema, até hoje continua uma paixão – sobretudo a trilogia O Poderoso Chefão, que não cansa de rever em DVD. 


 
 
 
Copyright © 2007
Editora Abril S.A.