O cineasta paulistano Cao Hamburguer emociona ao retratar a história de um garoto deixando o Bom Retiro dos anos 70
Fernando Moraes
Durante nove meses, sessenta pessoas trabalharam para que esta decoração natalina ficasse pronta. Instalados há duas semanas, os enfeites têm atraído 7 000 visitantes por dia – principalmente por causa do globo de 6 metros de diâmetro. Dentro dele, cai "neve" de isopor (no detalhe). O sistema, desenvolvido nos Estados Unidos, funciona em dezessete shoppings americanos e dois mexicanos. Por aqui, está na praça principal do SP Market, que gastou 600 000 reais com a brincadeira. Estima-se que, até 5 de janeiro, quando o globo for desativado, serão consumidos 70 000 litros de floquinhos de isopor.
Marcelo Kura
Olhares eletrônicos
O medo de novos ataques de bandos criminosos turbinou o mercado de câmeras de monitoramento na cidade. De acordo com a RCI First Consultoria de Segurança, desde maio a média de instalação mensal desses equipamentos saltou de 3 000 para 10 000 unidades. Das 770 000 câmeras espalhadas por São Paulo, só 6,7% são públicas. A maioria é comercial (61,3%) ou residencial (32%).
OLHA ESSA!
Vai acabar a mamata de deixar o carro no estacionamento da Casa Santa Luzia, nos Jardins, enquanto se fazem outras coisas pela região. A partir de dezembro, parar ali terá seu preço. E que preço: 20 reais pela primeira hora (mais 10 reais por hora adicional). Para ter a isenção por sessenta minutos, será preciso gastar na loja 50 reais. Quem estacionar só por até quinze minutos não pagará.
Guirlandas no martelo
As cinqüenta guirlandas que estão em exposição no Espaço Cultural Lar Center (Avenida Otto Baumgart, 500, Vila Guilherme) serão leiloadas na quarta (22), com renda revertida a 25 instituições assistenciais da cidade. Assinada por gente conhecida, cada peça vai ao martelo com lance mínimo de 1 000 reais. Dois exemplos:
Fotos divulgação
O arquiteto João Armentano, palmeirense fanático, homenageou seu time com porquinhos vestidos de Papai Noel
Para compor esta guirlanda, parecida com um cocar indígena, o escultor Fernando Ito utilizou 1 000 lápis de cor
Rondas motorizadas
Mario Rodrigues
Em fase de testes, dois patinetes elétricos são utilizados por seguranças da Estação República do metrô. Se a experiência der certo, o veículo – que não polui e pode chegar a 15 quilômetros por hora – deve ser adotado em outras estações. A idéia é que o novo tipo de vigilância ajude a diminuir o número de roubos e furtos, além de evitar brigas entre usuários. Neste ano, 186 ocorrências foram registradas dentro do metrô paulistano.
Banho de cerveja
Mario Rodrigues
Depois de testar a idéia em dezoito pessoas, o empresário Marcos Motta decidiu lançar o ofurô de cerveja em seu Espaço Kan Tui, no Brooklin. Duas garrafas de loirinha de trigo são adicionadas ao banho, na frente do cliente. "Faz bem para a pele e não deixa cheiro algum", garante Motta. E se alguém quiser tomar? "Sempre tenho algumas na geladeira para servir." No copo, claro.
Memória paulistana
Banco de imagens do Hospital Sírio-Libanês
Em 1961, aos 47 anos, o médico paulistano Daher Elias Cutait assumiu a diretoria clínica do Hospital Sírio-Libanês. O convite inicial previa uma gestão de apenas seis meses, mas ele acabou ficando no cargo por quarenta anos, até a sua morte, em 2001. A foto acima integra o livro Hospital Sírio-Libanês – 85 Anos, que será lançado em jantar comemorativo no dia 27, e mostra o médico (no destaque) durante a inauguração do serviço de radioterapia da instituição, em 1972. Na época, o Sírio-Libanês fazia 4 500 internações e 3 500 cirurgias por ano – hoje são, respectivamente, 14 000 e 12 500.
Com reportagem de Rodrigo Brancatelli
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