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Tuca Vieira/Folha Imagem
Ao lado da favela de Paraisópolis, na Zona Sul, este edifício construído na década de 70 (onde cada apartamento de 355 metros quadrados é avaliado em cerca de 400 000 reais) tem terraços em forma de leque para que o sol chegue às piscinas de todos os andares. O contraste foi flagrado em 2004 pelo fotógrafo paulistano Tuca Vieira e ganhou o mundo. Publicada em oito periódicos e três livros, a foto caiu até no vestibular, como tema de uma das questões da prova da PUC deste ano. "A imagem adquiriu vida própria", comenta Vieira. Até 27 de agosto, ela integra uma mostra na galeria Tate Modern, de Londres.
Bandidos inventaram um novo roteiro para os famigerados trotes do pânico. De posse de um cadastro com dados pessoais da vítima, eles ligam para o celular passando-se por funcionários de uma operadora telefônica. Pedem que este seja desligado com a desculpa de uma suposta manutenção na rede. Em seguida, telefonam para um parente e anunciam o falso seqüestro. Aflitos por não conseguirem entrar em contato com o celular do "seqüestrado", muitos familiares acabam enganados. "Para não cair no trote, o ideal é ligar para a polícia assim que receber qualquer telefonema desse tipo", diz o delegado Wagner Giudice, da Divisão Anti-Seqüestro.
Um Portinari esquecido
Em uma das paredes do térreo, o Edifício Califórnia – projetado por Oscar Niemeyer em 1951 –, na Rua Barão de Itapetininga, exibe uma raridade. Trata-se de um painel em estilo abstrato de Candido Portinari, medindo 135 metros quadrados. A obra, entretanto, deteriora-se por falta de cuidados: algumas peças do mosaico estão faltando e outras apresentam trincas. "Buscamos patrocínio para restaurá-la", diz a administradora do prédio, Maria das Graças Isihi. Ela calcula que para isso seriam necessários 300 000 reais. O condomínio, com 232 conjuntos comerciais distribuídos em treze andares, arrecada aproximadamente 120 000 reais por mês.
Com coquetéis molotov, bombas, rojões, pedras e tiros de revólver, a Rua Maria Antonia, na Vila Buarque, foi transformada em praça de guerra nos dias 2 e 3 de outubro de 1968. A batalha começou quando alunos da Universidade Mackenzie, considerados de direita, jogaram ovos em estudantes da vizinha faculdade de filosofia da USP, militantes da esquerda, que faziam pedágio para arrecadar fundos para o movimento estudantil. Saldo: um estudante morto, dezenas de feridos e a transferência da faculdade de filosofia para a Cidade Universitária. O prédio passou a ser ocupado por outros órgãos públicos. Devolvido à USP, o edifício principal foi reaberto somente em 1993, rebatizado de Centro Universitário Maria Antonia. Ali há espaço para mostras, salas de aula e auditório. A foto acima é uma das que integram a exposição Direito à Memória e à Verdade, que fica até este domingo (22) na Caixa Cultural (Praça da Sé, 111,
3321-4400).
Com reportagem de Filipe Vilicic e Helena Galante
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