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MEU ESTILO

Taís Araújo

02.08.2007

 

Por Dirceu Alves Jr.

Renata Ursaia

Taís Araújo

A partir deste sábado (4), a atriz carioca Taís Araújo participa de dois espetáculos na cidade. Do Teatro das Artes, onde apresenta desde abril O Método Grönholm, ao lado do marido, Lázaro Ramos, ela segue para o palco do Espaço Parlapatões com Os Solidores ( confira os horários na coluna Teatro ). Com a dupla jornada, Taís está redescobrindo São Paulo. "Sempre arrumo alguma desculpa para esticar mais um pouco minha estada por aqui", conta.

Não é muito cansativo acumular duas peças?
Não. Só volto às novelas em 2008 e quis me dedicar ao teatro. Com a temporada de O Método Grönholm, redescobri a cidade. Tenho madrinha e primos por aqui. Sempre que os visitava, ficava em família. Agora, conheci outra São Paulo.

Como é essa outra São Paulo?
É uma cidade cultural, cheia de artistas. Fiquei louca ao ver bares, como o dos Parlapatões, na Praça Roosevelt, onde atores se encontram, falam de tudo. No Rio, isso se perdeu.

Quando não está no palco, o que faz?
Vou a exposições, vejo peças... Sou carioquíssima, mas confesso que me dá vontade de ficar em São Paulo. Sempre arrumo desculpas para esticar minha estada mais um pouco. Os restaurantes são maravilhosos. Adoro comer! Saio para jantar sempre.

Fica preocupada com a forma?
Bem menos do que deveria. Sou de uma família de mulheres obesas, mas não abro mão de comer bem. Tenho prazer no ritual do jantar. Sentar, pedir um vinho, saborear o prato, conversar e ver a hora passar.

Não sofre com o frio paulistano?
Nada! É a oportunidade de usar jaqueta de couro. No Rio, ninguém usa por causa do calor.

De que tipo de roupa gosta?
Depende do meu humor. Não tenho um estilo. Gosto de uma modelagem boa. Meu corpo é o típico da brasileira. Evito marcar muito o quadril. No Rio, meu figurino é jeans e camiseta. Terninho, jamais!

O que não falta em sua bolsa?
Celular, remédio para alergia, porque tenho rinite, caneta e agenda, já que costumo me esquecer das coisas. Agenda de papel. Só escrevo a mão. Curso jornalismo, e mesmo os trabalhos faço sempre num caderno para depois digitar.

Usa pouca maquiagem, não?
Quase nada. Odeio batom. Não gosto, ressalta minha boca.

Você despontou na novela Xica da Silva muito associada à sensualidade. Como superou o rótulo?
Chegou um momento em que precisei optar. Isso foi uns três anos depois de Xica [lançada em 1996 pela extinta TV Manchete]. Naquela época, ao fazer fotos, todo mundo me mandava tirar a blusa e tapar o peito. E eu tirava. Poderia ter seguido um caminho sem volta. Comecei a ver que atrizes que tenho como referência, entre elas Marília Pêra, Léa Garcia, Aracy Balabanian e Arlete Salles, não firmaram sua carreira calcadas na sensualidade.

Essa discrição chega ao seu casamento. Por que não posa com Lázaro para fotos?
Estamos há quase três anos juntos, mas não quero que minha vida seja mais interessante que meus personagens.

Sente na platéia de O Método Grönholm a expectativa de vê-los como casal no palco?
Acho que não. Não temos vontade de interpretar um casal. Isso não nos estimula. Em Cobras & Lagartos, torcemos o tempo inteiro para que os personagens não ficassem juntos.

Seu marido se revelou companheiro na descoberta de São Paulo?
Ele está feliz da vida porque eu o acompanho nas noitadas. O Lázaro é completamente noturno, e eu, diurna. Por aqui, saímos muito para jantar e acabo dormindo mais tarde.Mas vou ser obrigada a mudar. Em alguns dias, farei até três sessões [duas de O Método Grönholm e uma de Os Solidores]. Aí não dará nem para jantar. No máximo, vou comer um sanduíche entre um espetáculo e outro.


 
 
 
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