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MISTÉRIOS DA CIDADE

Sabe onde fica?

15.11.2007

 

Por Maria Paola de Salvo

Fernando Moraes

O mural Cristo Operário (acima), dois painéis e quatro vitrais pintados por Alfredo Volpi no início da década de 50 ganharam mais cor depois de uma restauração que consumiu dois anos e terminou em julho. As pinturas passaram anos cobertas por riscos e sujeira. Longe de acervos, exposições e museus da cidade, as obras encontram-se na Capela Cristo Operário, na Rua São Daniel, 119, no Ipiranga. Amigo pessoal dos frades dominicanos, administradores da igrejinha, Volpi teria se oferecido para decorar o lugar, que abriga trabalhos de outros oito artistas brasileiros. Caso de Burle Marx, que criou o paisagismo dos jardins. As missas, aos sábados, às 19 horas, e aos domingos, às 8h30, são a única chance de conhecer as pinturas de perto.

   

Big Brother da muvuca

Mario Rodrigues

Quem quiser dar uma espiadinha no movimento da Rua 25 de Março pode acessar www.bbb25.com.br. O site transmite imagens de dezessete câmeras que registram o que acontece por lá ao vivo, 24 horas por dia. "O objetivo é mostrar aos internautas o dinamismo do comércio", afirma o empresário Carlos Rito Neto, idealizador do projeto. "Mas também ajuda na segurança." Além do vaivém diário de cerca de 1 milhão de pessoas, já foram flagrados casais namorando na Ladeira Porto Geral, em plena madrugada, e tumultos entre camelôs e policiais. "Tem até gente de outros estados que exibe as compras para os parentes pela câmera", diz Rito.

   

Guirlandas no martelo

Criadas por paulistanos famosos, 35 guirlandas enfeitarão o Espaço Cultural Lar Center (Avenida Otto Baumgart, 500, Vila Guilherme) até dia 23 e depois serão leiloadas no domingo (25). A renda será revertida para dez entidades assistenciais da cidade. Descubra quem são os autores das peças abaixo.

Fotos divulgação/Renato Navarro, Roberto Setton, Rogerio Pallatta, Jairo Goldflus, Heloisa Bortz

Resposta: 1B; 2D; 3A; 4C

     

Memória paulistana

Coleção Maria José Pereira de Oliveira

A locomotiva acima serviu de inspiração para a canção Trem das Onze, de Adoniran Barbosa. Pelos 28 quilômetros da Tramway da Cantareira, ferrovia que ligava a cidade à serra, corria o trem eternizado na música. É verdade que o último não costumava partir às 11 horas – e sim às 20h30. Licenças poéticas à parte, a Jaçanã e outras dezenove estações existiram. Construída no fim do século XIX, a linha chegou a transportar 10.000 passageiros por dia na década de 40. Em 1965, foi desativada. Um pedacinho dessa história pode ser conferido no Sesc Santana, que exibe até fevereiro o curta-metragem Lembranças do Trem das Onze, de Rogério Nunes.

Com reportagem de Débora Pivotto
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