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Terraço paulistano

 

27.02.2008

 

Menina veneno para ninguém botar defeito

Mario Rodrigues

Lynn: nada de abajur cor de carne quando for conversar com ela, o.k.?

Lynn: nada de abajur cor de carne quando for conversar com ela, o.k.?

Quase tão irresistível quanto o lindo sorriso de Lynn Court é a vontade de fazer graça (como se vê pelo título acima) com a canção Menina Veneno, sucesso do pai da moça – o cantor Ritchie, lembra? – que até hoje arrasta o povo para as pistas de dança. "É a piada mais comum", diz, com cara amarrada. Aos 23 anos, Lynn está de mudança para São Paulo, onde ficará metade da semana. Vem estrear como VJ num canal paulistano, no próximo dia 3. Não pretende trazer, naturalmente, o abajur cor de carne ou as cortinas de seda da letra da música. Talvez, quem sabe, umas latinhas de spray (Lynn adora grafitar muros do Rio, onde usa a alcunha de Noia). Ah, sim. E o celular, que toca sem parar, com o papi do outro lado da linha, sempre zeloso da herdeira. "Sou muito apegada à família."

   

Vinhos e presenças raras

Mario Rodrigues

Alexandra: fortes emoções em inauguração

Alexandra: fortes emoções em inauguração

Ganha uma taça de espumante quem acertar qual casal sumido compareceu à inauguração da escola de vinhos da sommelière e colunista do Portal Veja São Paulo Alexandra Corvo, na última terça. O prêmio vai para quem apostou em Marcia e Edemar Cid Ferreira, que têm saído de casa com parcimônia desde as complicações do ex-banqueiro com a Justiça. "Ele me viu crescer, é como um tio para mim", comenta Alexandra, que prefere falar do seu novo espaço, cujas aulas sobre o universo das rolhas, rótulos e afins começam na segunda. "Fiquei tão emocionada de realizar esse sonho que fui parar no hospital", diz ela, que achou estar com uma taquicardia. "O médico falou que era só nervosismo."

   

Mario Rodrigues

Sara: bronzeado cravo e canela para arrasar no papel de mulherão

Sara: bronzeado cravo e canela para arrasar no papel de mulherão

   
Quanto mais morena, melhor!

Esqueça o romantismo de Christine em O Fantasma da Ópera e a candura de Cosette em Les Misérables. Aos 27 anos, Sara Sarres cresceu no palco e resolveu aparecer (bem!) em West Side Story, que estréia no próximo dia 8, no Teatro Alfa. No musical dirigido por Jorge Takla, interpreta a porto-riquenha Anita, a sensual antagonista da mocinha Maria (Bianca Tadini). "É a primeira vez que faço um mulherão, uma personagem da minha idade", diz a atriz, que para trocar a pele alva de suas mocinhas por um tom de pele bem caliente se submeteu a sessões de bronzeamento artificial. Começou antes dos testes, aliás. "Quando cheguei, o Takla quis saber de onde tinha saído essa cor", lembra ela, que retoca a morenice a cada dez dias. Numa clínica. "Ensaio tanto que não sobra tempo para ir à praia."

   

   

    

Vestidas para faturar

Fotos Lorival Ribeiro/Ag. News

Adriane e Taís: parece mico, mas é puro negócio

Adriane e Taís: parece mico, mas é puro negócio

Até quem achava já ter visto "de um tudo" no mundo dos famosos ficou de queixo caído com a presepada que a apresentadora Adriane Galisteu e a atriz Taís Araújo protagonizaram na última quarta. As duas beldades, muito bem remuneradas, naturalmente, compareceram tal e qual um par de vasos pink numa apresentação do Cirque du Soleil exclusiva. Ou seja, embolsaram uma grana para encarar o horror de muitas mulheres: cruzar com alguém de roupa igual (nesse caso, um vestido de jérsei de seda da estilista Cris Barros). Tudo ação de marketing de uma marca de xampus, para a qual devem aparecer em comerciais no mês que vem. "Foi uma feliz coincidência", desconversou Adriane. Então, tá.

   

A polêmica da Ponte Gucci

Fernando Moraes

Kogan: humor ácido e irônico

Kogan: humor ácido e irônico

Criada há oito meses pelo arquiteto Marcio Kogan e sua equipe para um concurso, a imaginária Ponte Gucci – a ligação entre a Daslu e uma favela do outro lado do Rio Pinheiros, vizinha ao futuro Shopping Cidade Jardim – começou a causar polêmica após ser publicada na revista Casa Vogue. Kogan é considerado dono de um humor ácido e irônico, mas no texto que, na revista, acompanha a imagem abaixo, há trechos que são qualquer coisa. Como este: "No Dia do Índio, 19 de abril, seu uso será gratuito numa forma de ‘gentileza urbana’ aos menos favorecidos, mas prometemos desinfecção rápida e segura para que tenhamos tudo na mais perfeita ordem na manhã seguinte".

Veja São Paulo – Alguma entidade de defesa dos índios pegou no seu pé?
Kogan –
Não, até porque pouca gente viu. Mas não tenho medo de acusações de quem não entende a ironia do projeto. As pessoas não enxergam que o intuito de uma crítica como essa, a Ponte Gucci, é fazer a cidade melhorar.

Veja São Paulo – Melhorar de que maneira?
Kogan – A ponte que estão construindo de verdade no Rio Pinheiros, por exemplo, é um absurdo. Não precisamos de mais uma obra que favoreça o transporte privado. O dinheiro gasto nela daria para construir uns 3 quilômetros de metrô.

Veja São Paulo – Como o senhor, que tem clientes do mercado de luxo, concilia a Ponte Gucci com o trabalho do dia-a-dia?
Kogan – Minha crítica não é ao mercado de luxo, mas ao modo como a cidade é administrada. A prefeitura tem mania de achar que São Paulo é só os Jardins.

Divulgação

O projeto da imaginária Ponte Gucci: uso gratuito no Dia do Índio

O projeto da imaginária Ponte Gucci: uso gratuito no Dia do Índio

Colaboraram Dirceu Alves Jr. e Gisele Kato


 
 
 
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