Com 1,9 milhão de cães de estimação circulando em parques, condomínios, shoppings e até restaurantes, respeitar as regras básicas de civilidade é o mínimo que se espera dos donos dessa bicharada. Caso contrário, já para a coleira!
Exposição
Paulo Scheunstuhe
Caracol, gravura de 1972: jogo de claro e escuro
Anna Letycia. Na década de 50, essa fluminense de Teresópolis largou de vez a pintura para se debruçar sobre as técnicas da gravura. Teve aulas com Iberê Camargo, de quem herdou a preferência pelo trabalho em metal. Foi também aluna de Oswaldo Goeldi, influência nítida no clima misterioso presente em várias de suas criações. Na retrospectiva em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, oitenta obras evidenciam o desenvolvimento de uma produção que começou ligada às formas da natureza e chegou aos traços abstratos. Com as espirais do caracol, figura comum em suas peças, Anna Letycia explorou o contraste entre o claro e o escuro, a densidade e a transparência. Alguns críticos até a associam à tradição barroca de volutas e outros efeitos visuais. Aos 78 anos, ela continua trabalhando e, volta e meia, presta consultoria a colegas gravadores.
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Instituto Tomie Ohtake. Rua Coropés, 88, Pinheiros,
2245-1900. Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 13 de abril.
Teatro
Heloisa Bortz
Melissa Vettore, Alex Gruli e Luciano Gatti: dramas urbanos
Últimas Notícias de uma História Só. Como a vida de alguém pode se transformar por inteiro em apenas um minuto? A partir dessa pergunta, o ator Otávio Martins estreou na dramaturgia e na direção com o espetáculo que cumpre nova temporada no Teatro Augusta. Quatro histórias aparentemente desconexas são contadas pelo ator Alex Gruli. Nelas surgem um acidente de ônibus provocado por um rapaz desatento, um casal que se desencontrou por causa do trânsito, um adolescente preocupado com uma prova de química e sua vizinha suicida. Em meio a essas narrativas informais, aparece a trama principal: a intensa relação entre uma jovem e seu seqüestrador. Delicados na reprodução da angústia dos personagens, os atores Melissa Vettore e Luciano Gatti humanizam o conflito sem cair na pieguice nem na óbvia discussão das diferenças sociais. É uma montagem equilibrada e dinâmica, cujo tom realista faz tudo para conduzir a platéia à reflexão.
Teatro Augusta – Sala Experimental (50 lugares). Rua Augusta, 943, Consolação,
3151-4141. Quarta a sexta, 21h. R$ 30,00. Bilheteria: 15h/21h (qua. a sáb.); 14h/19h (dom.). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Até 2 de maio. Reestréia prometida para quarta (2). (60min). 16 anos. Estreou em 5/10/2007.
Show
Divulgação
A sambista: delicadeza no Sesc Pompéia
TERESA CRISTINA E GRUPO SEMENTE. A Lapa carioca deve muito de sua animação atual a uma ex-manicure tímida que gostava do Iron Maiden. Para o bem da boemia e da música, aos poucos ela abandonou alicates e esmaltes, foi se soltando e trocou o heavy metal pelo samba. No sábado (5) e no domingo (6), Teresa Cristina canta mais uma vez na cidade. Leva ao Sesc Pompéia o repertório que faz jus ao título de seu mais recente CD, Delicada, já mostrado no Teatro Fecap e no Sesc Pinheiros. O programa vai de A Paz no Coração, de Candeia, a Gema, de Caetano Veloso. Na companhia da estrela está seu fiel Grupo Semente, formado por João Callado, no cavaquinho, Bernardo Dantas, no violão, Mestre Trambique, no surdo, e, no pandeiro, Pedro Miranda, que também é um ótimo cantor. Colaboram ainda Alexandre Bittencourt, nos sopros, e Marcos Esguleba e Paulino Dias, ambos na percussão.
Teatro do Sesc Pompéia (344 lugares). Rua Clélia, 93, Pompéia,
3871-7700.
Sábado (5), 21h; domingo (6), 18h. R$ 26,00. Bilheteria: 9h/21h (ter. a sex.); a partir das 9h (sáb. e dom.). Cc.: todos. Cd.: todos. Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. 12 anos.