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ROTEIRO DA SEMANA

Veja São Paulo Recomenda

 

14.05.2008

 

Exposição

Fotos divulgação

Fotopintura feita por Gerchman em 2007: cores saturadas

RUBENS GERCHMAN - FOTOPINTURA. O carioca Rubens Gerchman (1942- 2008) andava para cima e para baixo com uma câmera fotográfica portátil no bolso. Usava o equipamento como uma espécie de caderno de anotações, para os registros de seu dia-a-dia. Não foi diferente em suas duas viagens à Índia, entre 2000 e 2001. Gerchman se encantou ao ver o templo Kajurao, onde figuras de terracota e pedra revestem colunas e fachadas em poses eróticas segundo o Kama Sutra. Guardadas numa gaveta por seis anos, as fotos ganharam novamente a atenção do artista no ano passado: ele resolveu fazer intervenções coloridas no conjunto com pastel seco. Em cartaz no Estúdio Buck a partir de quinta (15), uma mostra reúne trinta fotopinturas, suas derradeiras obras. Depois de ter escolhido pessoalmente as criações que apresentaria, Gerchman ficou doente. Morreu em janeiro deste ano, vítima de câncer no pulmão.

>>galeria de imagens

R$ 8.000,00 a R$ 20.000,00. Estúdio Buck. Rua Lopes do Amaral, 123, Vila Olímpia, 3044-4575. Segunda a sexta, 11h às 19h; sábado, 11h às 14h. Até 27 de junho. A partir de sexta (16). Vernissage na quinta (15), 19h.

 

Teatro

Roberto Mourão

Thiago Carreira e Bia Seidl: paixão e ironia em ótima comédia

CÂNDIDA. Zé Henrique de Paula, de 37 anos, deixou de ser uma promessa para se firmar como um dos mais competentes diretores teatrais da atualidade. Depois de R&J (2006), Mojo e a versão musical de Senhora dos Afogados, ambas de 2007, ele acrescenta outro acerto ao breve currículo com a incursão pela obra do irlandês Bernard Shaw (1856-1950). Escrita em 1895, a comédia de costumes trata de amor e rotina. Uma convincente Bia Seidl vive a protagonista, mulher de um abnegado pastor (Sergio Mastropasqua) que deveria apenas se contentar em ser bela. Ao despertar a paixão de um jovem poeta (Thiago Carreira, em ótima atuação), ela tenta sacudir o tédio matrimonial e fazer o marido recuperar o encanto do passado. Com diálogos afiadíssimos e um elenco de rara unidade, a montagem em cartaz no Teatro Augusta prima por sutilezas e cuidados. Da imobilidade dos atores na abertura até o riso oferecido a conta-gotas, o espetáculo cativa e surpreende pela forte e irônica encenação. Sem deixar de fazer jus ao título.

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(120min). 12 anos. Estreou em 3/5/2008. Teatro Augusta (328 lugares). Rua Augusta, 943, Consolação, 3151-4141. Sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 30,00. Bilheteria: 15h/21h (qua. a sex.); a partir das 15h (sáb. e dom.). FP. Estac. (R$ 5,00). Até 6 de julho.

 

Shows

O inglês John Mayall: tradição do blues

JOHN MAYALL & THE BLUESBREA-KERS. Lenda do blues inglês, o cantor, guitarrista, gaitista e compositor John Mayall faz duas apresentações na cidade. A primeira, mais intimista e beneficente, está marcada para sexta (16), no Bourbon Street, e terá a renda revertida para a Associação Cruz Verde. No sábado (17), é a vez do amplo Via Funchal. Aos 74 anos, o blueseiro se notabilizou por dar visibilidade a futuros astros da guitarra. Um dos mais célebres foi Eric Clapton, que tocou entre os seus bluesbreakers nos anos 60, antes de criar o Cream. Outro foi Mick Taylor, ex-integrante dos Rolling Stones. As aptidões de John Mayall, contudo, não se restringem a farejar e a apadrinhar talentos. Ao lado de Buddy Whittington (guitarra), Hank van Sickle (baixo) e Joe Yuele (bateria), ele passeia por sua longa e produtiva carreira. Também mostra temas de In the Palace of the King (2007), disco no qual homenageia o bluesman americano Freddie King (1934-1976).

>>assista ao vídeo

Livre (Via Funchal) e 18 anos (Bourbon Street). Bourbon Street (450 lugares). Rua dos Chanés, 127, Moema, 5095-6100. Sexta (16), 22h. R$ 240,00. Cc.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Via Funchal (3 071 lugares). Rua Funchal, 65, Vila Olímpia, 3897-4456. Sábado (17), 21h30. R$ 60,00 a R$ 220,00. Bilheteria: 12h/22h (seg. a sex.); a partir das 12h (sáb.). Cc.: D, M e V. Cd.: C e V. FP. Estac. c/manobr. (R$ 20,00). www.viafunchal.com.br.

Bajofondo: tango, música eletrônica e outras sonoridades

BAJOFONDO. Um dos pioneiros a mesclar tango e batidas eletrônicas, o conjunto formado por músicos argentinos e uruguaios antes chamado de Bajofondo Tango Club passou a trilhar também por outras sonoridades. A opção está sugerida na capa do CD Mar Dulce, a ser lançado pelo grupo por aqui na quarta (14): o "sobrenome" da banda foi eliminado. No novo álbum, há referências ao rock, pop, candombe (ritmo afro-uruguaio) e hip hop. É o que se pode comprovar nas faixas Slippery Sidewalks, Fairly Right e El Andén, que no disco têm a participação de Elvis Costello, Nelly Furtado e Mala Rodríguez, respectivamente. O compositor argentino Gustavo Santaolalla – ganhador de dois Oscar pelas trilhas de O Segredo de Brokeback Mountain e Babel – e o uruguaio Juan Campodónico lideram o apurado octeto em sua terceira visita à cidade (a última foi no ano passado). Difícil será, novamente, se segurar nas cadeiras do Via Funchal.

Livre. Via Funchal (3.071 lugares). Rua Funchal, 65, Vila Olímpia, 3897-4456. Quarta (14), 21h30. R$ 60,00 a R$ 250,00. Bilheteria: 12h/22h (seg. e ter.); a partir das 12h (qua.). Cc.: D, M e V. Cd.: C e V. FP. Estac. c/manobr. (R$ 20,00). www.viafunchal.com.br.


 
 
 
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