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Mario Rodrigues
Sugestão do Supra: salada de folhas verdes, lula grelhada e bottarga ralada (29 reais)
Um ingrediente feito de ovas salgadas e desidratadas de tainha vem ganhando espaço nos restaurantes da cidade. É o que os italianos batizaram de bottarga. De cor vermelha intensa e textura granulosa, demora até quatro semanas para ficar pronta. "Há dez anos, quase ninguém sabia o que era", afirma Alex Atala, sócio do D.O.M. "Hoje, está em alta no mundo inteiro." A partir de agora e até julho – época na qual o peixe migra do Rio Grande do Sul para o Rio de Janeiro para desovar –, Atala planeja preparar 50 quilos da iguaria. Antenado com as tendências internacionais, o cozinheiro acredita que a bottarga pode obter o mesmo êxito da batida combinação de rúcula com tomate seco. De sabor marcante, não deve alcançar a mesma unanimidade.
Fotos Fernando Moraes
No D.O.M., as ovas de tainha aparecem em duas versões: raladas com creme de cará, no menu degustação, e fatiadas em torradinhas, como aperitivo
Mario Rodrigues
Opção básica: no Quattrino, a bottarga vem no espaguete alho e óleo (62 reais)
De preço salgado, a bottarga tem o quilo vendido, em média, por 200 reais. Mas pode chegar a 900 reais. Felizmente para o bolso dos apreciadores, os pratos levam poucos gramas da iguaria. "Deve ser usada com moderação", explica a chef Silvia Percussi, da Vinheria Percussi. Em seu risoto de camarão, ela coloca no máximo 20 gramas. "É só para dar o gostinho." Boa notícia, pois em 100 gramas de bottarga há 430 miligramas de colesterol – quase a mesma quantidade presente numa gema de ovo –, 204 calorias e 8,2 gramas de gordura. "Não há motivo para se preocupar com esses índices", diz a nutricionista Neide Rigo. "Eles não afetam a saúde se a bottarga for ingerida em pequena quantidade."