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mistérios da cidade

Na classe com FHC

 

Por Edison Veiga

14.05.2008

 

Fotos Mario Rodrigues

Desde o ano passado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reserva uma tarde por mês para receber em seu instituto, no Vale do Anhangabaú, estudantes de escolas públicas e particulares da cidade. São convidadas as turmas de 3º ano das escolas que foram mais bem-sucedidas no Exame Nacional do Ensino Médio. O programa começa com uma palestra, seguida de debate, e termina com um giro pela biblioteca e pelo acervo presidencial. No meio dos jovens, Fernando Henrique parece bastante confortável. Mesmo quando o tratam por "você", o abraçam para tirar fotos ou fazem perguntas como esta: "Aderir à economia de subsistência não seria um bom caminho para o Brasil?"

  

Quantas igrejas tem o céu?

Três unidades da Livraria da Vila na cidade estão cheias de balões instigantes. Neles, podem ser lidas dez das poéticas questões do Livro das Perguntas, obra do poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973) que a editora Cosac Naify acaba de relançar. São indagações como "Quantas igrejas tem o céu?" e "Se todos os rios são doces, de onde o mar tira o sal?". Na sexta (16) e no sábado (17), 500 balões iguais estarão na feira do livro do Colégio Miguel de Cervantes (Avenida Jorge João Saad, 905, Morumbi, 3779-1800).

   

"Cabine cornofônica"

Resolveu dar uma esticadinha no bar e precisa de uma desculpa para enrolar o parceiro? Ou quer apenas passar um trote engraçado em alguém? Há três meses, o Boteco Brasil, na Alameda Santos, instalou uma curiosa cabine telefônica – vermelha, bem ao estilão inglês – para que os clientes falem ao celular, dentro dela, com mais privacidade. Até aí, o.k. O inusitado é que a cabine tem quatro botõezinhos (no destaque) que ativam ruídos: barulho de trânsito, de tiroteio, de aeroporto e, bem, a opção "chute o balde", com gemidos impublicáveis. "Percebemos que a pessoa estava tranqüila tomando um chope e saía correndo para atender o celular lá fora, tentando disfarçar", diz Leopoldo Buonsanti, um dos sócios do bar. "Demos uma ajudinha..." Adivinha qual foi o apelido que ela ganhou depois de uma eleição entre seus usuários? Isso mesmo. "Cabine cornofônica".

   

Memória paulistana

Acervo da Biblioteca e Centro de Documentação do Masp

Em 1972, para comemorar o cinqüentenário da Semana de Arte Moderna, o então diretor do Masp, Pietro Maria Bardi, convidou o Circo Piolin para se apresentar sob o vão livre do museu. "O palhaço Piolin ficou se gabando de ter sido o único a montar um circo naquele espaço", diz a pesquisadora Verônica Tamaoki. A foto ao lado integra o livro São Paulo – Cidade Espetáculo, do jornalista Pedro D’Alessio, que a editora Dialeto lança na segunda (12), em evento no Jockey Club de São Paulo.

   

Cadê as multas?

Na edição de 2 de abril, Veja São Paulo mostrou que havia 78 pontos de depósito clandestino de lixo em Pinheiros. De lá para cá, a subprefeitura espalhou placas como as da foto acima pela região, lembrando que deixar entulho na rua é infração passível de multa – no valor de 500 reais – e apreensão. Até agora, ninguém foi punido. "Nas próximas semanas, pretendemos instalar caçambas para recolher o lixo desses lugares", promete o subprefeito Nilton Nachle.

Com reportagem de Camila Antunes, Fernando Cassaro
e Giovana Romani
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