Máxima:°
Mínima:°

Chuva: %

BUSCAR
 
ENCONTRE:
com a palavra
com a palavra
com a palavra
ENCONTRE:
ENCONTRE:
palavra-chave
ENCONTRE UM ENDEREÇO:
Não digite "Rua", "Avenida", "prof.", "Dr." etc.
Digite parte do nome da rua. Ex.: para "Artur de Azevedo" digite apenas "Azevedo".
RUA/AVENIDA:
Nº:
DicaSP: Faça seu roteiro
E-mail
Senha ENTRAR
 
 

COMÉRCIO

Velhinha conservada

Com 110 anos, a Casa da Bóia, no centro,
tem prédio art nouveau restaurado

 

Por Filipe Vilicic

21.05.2008

 

Fotos Mario Rodrigues

A fachada do prédio, hoje e no início do século XX (no detalhe): 200.000 reais já investidos na reforma

A fachada do prédio, hoje e no início do século XX (no detalhe): 200.000 reais já investidos na reforma

Grande parte dos paulistanos já ouviu falar na Casa da Bóia. Poucos sabem, no entanto, o que é vendido nessa loja criada em 1898 na Rua Florêncio de Abreu, no centro, pelo imigrante sírio Rizkallah Jorge Tahan (1867-1949). A distribuidora de ferramentas e derivados de metais – lá se encontram de chuveiros a artigos de cobre como tachos e alambiques – ganhou fama no início do século passado, durante um surto de febre amarela. Para evitarem a propagação da doença, os moradores começaram a equipar suas casas com caixas-d’água, novidade numa cidade com diversos problemas de saneamento básico. Precisavam, claro, de bóias. Foi aí que a Rizkallah Jorge e Cia. passou a ser conhecida pelo apelido. Nesta segunda (19), durante a festa que celebra os 110 anos do mais que tradicional estabelecimento, o proprietário, Mario Roberto Rizkallah, neto do fundador, apresenta a restauração que fez no imóvel. Como parte das comemorações, haverá missa solene no vizinho Mosteiro de São Bento, lançamento de um carimbo pelos Correios e exibição de um filme de divulgação de 1928. A película, encomendada por Rizkallah Jorge, traz imagens antigas da capital, entre elas uma da Avenida Paulista tomada por casarões, e de funcionários da empresa. "Meu avô veio para o Brasil em 1895, sem dinheiro", conta Mario. "Empreendedor, construiu a loja, uma fábrica e diversos prédios. Ele morava em uma mansão na Paulista e dá nome a uma rua do centro."

O proprietário, Mario Rizkallah, com uma parede de tijolos antigos: "Há onze anos, mandei lavar a frente e diversos adornos antigos caíram"

O proprietário, Mario Rizkallah, com uma parede de tijolos antigos: "Há onze anos, mandei lavar a frente e diversos adornos antigos caíram"

Tombada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) desde 1992, a Casa da Bóia fica em um casarão de dois andares de arquitetura art nouveau. O 1º pavimento foi construído para abrigar a loja e a oficina. No 2º, onde hoje funcionam os escritórios, ficavam as dependências da família. "Há onze anos, mandei lavar a fachada e diversos adornos antigos caíram", lembra Mario. "Notei como o imóvel estava deteriorado e resolvi restaurá-lo." Com um investimento de cerca de 40.000 reais, ele começou a recuperação pela frente da loja. E continua investindo no projeto. Gastou outros 160.000 reais para resgatar paredes e tetos originais. Em três ambientes, montou um museu, no qual reúne objetos do fim do século XIX e início do XX. Há um livro contábil de 1903, máquinas das décadas de 10 e 20, pinturas e outras curiosidades. As visitas devem ser agendadas pelo 3228-0556.

Em sentido horário, a partir do alto, caixa registradora a manivela, máquinas de manipular metais e um dos ambientes do museu: as visitas precisam ser agendadas

Em sentido horário, a partir do alto, caixa registradora a manivela, máquinas de manipular metais e um dos ambientes do museu: as visitas precisam ser agendadas


 
 
 
Copyright © 2007
Editora Abril S.A.