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A OPINIÃO DO LEITOR

Condomínios S/A

 

21.05.2008

 

Oportuna e interessante a reportagem "Se meu edifício falasse" (14 de maio). Seria melhor ainda se comentasse a respeito da frouxa legislação sobre os débitos dos inadimplentes, situação que obriga o condomínio a destinar 5% de seu orçamento para cobrir tais custos, como a matéria mencionou. Moro em um edifício no Jardim Paulista onde há um devedor de longa data que está sendo processado. O valor da sua dívida daria para fazer caras reformas necessárias e urgentes. A legislação não permite que cortemos sua eletricidade ou água, impeçamos o elevador de chegar até o seu andar, deixemos de recolher seu lixo ou de entregar-lhe a correspondência. Por que a lei protege um morador que prejudica os outros? Já imaginaram se todos parassem de pagar o condomínio?
Hermann Grinfeld

Sem sombra de dúvida, o barulho é o grande causador de briga entre vizinhos. Falta de educação, de solidariedade, de respeito e de generosidade impede a convivência saudável entre as pessoas em qualquer lugar do mundo. Expressões como "bom dia", "por favor", "obrigado", "desculpe-me" e "com licença" estão cada vez mais em desuso, infelizmente. Condomínio é a reunião de pessoas que habitam o mesmo teto, entram e saem pela mesma porta, mas mal se olham, mal se falam e mal se conhecem.
Izabel Avallone

Nenhuma pesquisa mostra o problema das drogas em condomínios, pois se trata de um tabu. Um síndico amigo contou-me a seguinte história: o dono de um ferro-velho o procurou dizendo ter comprado terminais de mangueira de hidrante do filho de um condômino, que queria dinheiro para adquirir drogas.
Daisy Morbelli Kotvan

Como administrador de condomínios, sinto na pele aquele famoso ditado: "Quem pode mais chora menos". As pequenas administradoras são o braço-direito dos síndicos, dando a eles todo o suporte necessário (administrativo, jurídico, social e trabalhista). A meu ver, o atendimento das grandes administradoras não é assim.
Emilio Fiori Neto

 

  


"Administrar um condomínio depende muito da paciência e da vontade daquele que está à frente desse grande desafio."

Miguel Gentile

  

   

Wesley Duke Lee

Veja São Paulo não poderia ter sido mais feliz ao homenagear Wesley Duke Lee no admirável texto de Gisele Kato ("O retorno do mestre", 14 de maio). Wesley é um dos mais profundos artistas plásticos na história da pintura brasileira. Faz muito tempo dediquei um estudo ao seu trabalho Cartografia Anímica, 48 pranchas que retratam uma fantástica viagem onírica pelos arquétipos do inconsciente coletivo, obra de um iniciado e iluminado, sem paralelo em nosso panorama artístico. Esse descendente de uma família protestante do sul dos Estados Unidos é protagonista de uma viagem cosmogônica ao mais fundo da alma humana. Merece todas as homenagens, às quais me associo como seu amigo e grande admirador.
Gilberto de Mello Kujawski

Que linda a reportagem com o querido Wesley Duke Lee nesta última Vejinha! Foi de uma sensibilidade única, dando o recado da grandiosidade desse artista brasileiro, de suas obras e seus feitos.
Déborah Vaidergorn

   

Mistérios da Cidade

Fui a um espetáculo do Circo Piolin sob o Masp (Memória paulistana, 14 de maio) e o fotografei. Lembro-me claramente. Era de noite, caía uma chuva fina e fazia frio. Havia pouquíssima gente no circo. Quando entrei e vi aquilo tão vazio, fiquei preocupado. Pensei como deve ser difícil atuar para tão pequeno público. Mas um detalhe me marcou: na primeira fila, estava um homem com várias crianças. Quando Piolin entrou em cena, eles o aplaudiram de pé. Até hoje essa lembrança me emociona.
Francisco de Aguiar

   

Ivan Angelo

O que engrandece uma crônica é a capacidade de remeter o leitor a lembranças que o próprio não faz idéia de como resgatar ("O torcedor", 14 de maio). Ao ler a sua última, lembrei-me do meu pai, em uma dessas tardes gostosas de domingo em família, ouvindo meus tios justificar a incompatibilidade entre seus times do coração e a escolha feita por meus primos. Cada qual procurava desculpas que atenuassem suas inquestionáveis decepções. Um deles voltou-se para o meu pai, que ouvia a tudo calado, e soltou: "E você, Dito, não vai falar nada?". O velho olhou bem para a minha cara e soltou: "Quando o filho não torce pelo time do pai é porque o pai é frouxo!". E levantou-se. Eu, claro, o acompanhei. Meu avô, meu pai, eu próprio e o Arthur (meu filho de 6 meses) somos palmeirenses.
Alexandre Fernandes da Costa

   

Walcyr Carrasco

Você é o máximo. Sua crônica retrata direitinho a tia solteirona dentro de casa, fazendo de tudo para ser reconhecida e amada ("Adeus, tia", 7 de maio). Que bom que a fila andou e hoje em dia essas mulheres solteiras são independentes e assim o fazem por pura opção. Fundamental é ser feliz.
Solange Tannuri

  

Civilidade

A reportagem "O teste da cara-de-pau" (7 de maio) deixou-me horrorizada. Não apenas pela atitude desonesta e egoísta das pessoas que se comportam dessa maneira, mas, acima de tudo, pelo flagrante de uma psicóloga, que até se arrisca a dar uma justificativa para a sua falta de cidadania. Isso compromete gravemente a nossa classe. Penso que pessoas como ela deveriam pendurar o diploma. Que vergonha.
Adriana Malta

O que mais me irrita são pessoas mal-educadas que tiram proveito das leis dedicadas aos que realmente precisam delas.
Iara Boschetti

 


 
 
 
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