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FÉRIAS

Trabalho e diversão


Feiras dão início ao período de caça
a empregos temporários nos EUA

 

Por Sara Duarte

16.07.2008

 

Arquivo Pessoal

O universitário Mauricius Bio

O universitário Mauricius Bio (à esq.): três meses em estação de esqui

Já pensou em ganhar dinheiro enquanto faz turismo? Se você tem entre 18 e 28 anos, fala inglês e sonha em passar alguns meses nos Estados Unidos, é mais ou menos essa combinação de trabalho e lazer que vai encontrar nas chamadas job fairs. Trata-se das feiras de emprego temporário em que são selecionados funcionários para resorts, estações de esqui e afins. Cinco desses eventos, promovidos por empresas de intercâmbio, serão realizados em São Paulo. É preciso inscrever-se com antecedência, sobretudo porque, em geral, quem chega primeiro abocanha as vagas mais bem remuneradas – recepcionistas, garçons e instrutores de esportes de neve, que ganham até 12 dólares por hora. Deixar para o último minuto (principalmente se não dominar bem o inglês) pode significar salário entre 5 e 8 dólares por hora, como camareira, auxiliar de cozinha e operador de teleférico.

Mario Rodrigues

Juliana Levy

A designer Juliana: garçonete por dois anos

Jovens paulistanos que participaram desse tipo de programa, conhecido como "work and travel", contam que valeu a pena. A maioria conseguiu recuperar os 4 000 reais investidos em inscrição, passagens aéreas e seguro-saúde – tudo isso é por conta do interessado –, além de ter curtido as férias de fim de ano no exterior. O estudante Mauricius Bio, de 19 anos, passou três meses numa pequena estação de esqui em Neihart, no estado de Montana, onde dava aulas de snowboard. "Trabalhava cinco horas por dia e me divertia no resto do tempo", conta ele, que só largou a vida boa na neve porque teve de voltar às aulas de comércio internacional em São Paulo. Mesmo quem já concluiu a faculdade pode participar. Nesse caso, com um visto H2B, utilizado por quem entra nos Estados Unidos para empregos temporários. É a alternativa escolhida todo ano por 6 000 estrangeiros. Há quem trabalhe um período numa estação de esqui no norte e, em seguida, num parque aquático no sul, por exemplo. Assim fez a designer Juliana Levy, que foi garçonete por quase dois anos, ora em clubes de golfe, ora em resorts. "Conheci gente do mundo todo, visitei as cidades que quis e ainda voltei para casa sem dívida."

 

Há vagas

Confira a agenda dos eventos promovidos por agências de intercâmbio. Atenção: é necessário preencher cadastro e pagar taxa de inscrição com antecedência

22 de julho
Intercultural – 5083-7616

9 de agosto
CI – Central de Intercâmbio 3677-3600

16 e 30 de agosto
STB – Student Travel Bureau 3038-1555

23 de agosto
Study n'Travel – 2128- 5050

25 de agosto
Experimento – 3707-7122


 
 
 
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