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10

29

2008






CULTURA

São Paulo a R$ 0,00

A 28 a Bienal e outros bons programas que o paulistano pode fazer sem pôr a mão no bolso



ÍNDICE

 

ROTEIRO DA SEMANA

 

ARQUIVO

 

CULTURA

Sem gastar um tostão

A 28ª Bienal, que começa neste domingo (26), é uma das dezenas de atrações gratuitas que a cidade oferece. Além desse importante evento de arte, que promete reunir cerca de 1 milhão de pessoas no Ibirapuera, Veja São Paulo selecionou trinta bons programas para os quais não é preciso colocar a mão no bolso: de shows a peças de teatro para crianças

 

Por Dirceu Alves Jr., Helena Galante, Jonas Lopes

| 29.10.2008

 


Fernando Moraes
Os escorregadores do artista belga Carsten Höller: do 2º e 3º andares ao térreo do prédio da Bienal

 

Bienal

Playground, shows e muito papo-cabeça

Fotos divulgação
O grupo Los Super Elegantes (no alto); a série Desenhos, de Allan McCollum (no centro); e a Galeria de Retratos em Vídeo #2, de Marina Abramovic (acima): Bienal do Vazio?

O curador da 28ª Bienal de São Paulo, Ivo Mesquita, perde a paciência quando alguém chama o evento que começa neste domingo (26), no Ibirapuera, de A Bienal do Vazio. "Nós nunca nos referimos a ela assim", afirma. "Há muita coisa para ver." Bem, nem tanta coisa assim. Em 2006, foram convidados 118 artistas de 51 países. Agora, são 42 nomes de 21 países. Mas vazio mesmo só o 2º andar do pavilhão projetado por Oscar Niemeyer – o mezanino tem um video lounge para exibição de filmes. Chamado de Praça, o térreo terá apresentações de bandas como Los Super Elegantes, grupos de dança e performances. "Queremos reunir ali o público não especializado", diz Mesquita. "Dependemos da captação pública de dinheiro e seria hipocrisia expor para pouca gente." Grande parte dos 9 milhões de reais previstos no orçamento da Bienal vem da prefeitura e de recursos captados via Lei Rouanet.

Algumas obras prometem ser divertidas. É o caso do playground da argentina radicada no Brasil Carla Zaccagnini, montado no Parque do Ibirapuera. O esforço coordenado de crianças que brincarem ali fará funcionar um chafariz. Já os escorregadores do belga Carsten Höller levarão os visitantes do 2º e 3º andares ao térreo. A programação prevê ainda atrações inusitadas. Entre 4 e 16 de novembro, por exemplo, o santista Maurício Ianês circulará pelo prédio da Bienal dependendo dos espectadores para se vestir, comer e dormir. No início, ficará nu. "Estou me preparando inclusive para ser ignorado", afirma Ianês. "Pretendo suportar pelo máximo tempo possível."

Está a fim de um papo mais cabeça? O 3º andar estará direcionado à discussão sobre a utilidade do atual modelo de bienais. Em uma arena ocorrerão debates e conferências. Ao mesmo tempo, uma série de 23 exposições se dedicará ao trabalho de documentação e memória. Ali, a sérvia Marina Abramovic apresentará a instalação Galeria de Retratos em Vídeo #2, na qual dezessete televisores exibirão imagens de performances famosas de sua autoria. O americano Allan McCollum mostrará a série Desenhos, com grafites emoldurados como se estivessem em um grande arquivo.

28ª Bienal de São Paulo. Pavilhão da Bienal. Parque do Ibirapuera, portão 3, 5576-7600. Terça a domingo, 10h às 22h. Até 6 de dezembro. Veja a agenda completa em www.28bienalsaopaulo.org.br

 

Exposições

Machado de Assis 

No centenário da morte do nosso mais importante escritor, a mostra Machado de Assis: "Mas Este Capítulo Não É Sério", grátis aos sábados, não teve dificuldades para repetir o sucesso das antecessoras do Museu da Língua Portuguesa (sobre Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Gilberto Freyre). Desde a abertura, em julho, 120 000 pessoas passaram pelo edifício da Estação da Luz. Em meio a ambientes que emulam o Rio de Janeiro do século XIX, o visitante depara com vídeos, fotografias e manuscritos raros do Bruxo do Cosme Velho. A divisão de espaços é feita por capítulos, inspiração de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Como no clássico romance, um corredor exibe a cronologia invertida de Machado de Assis (1839-1908), a partir de sua morte.

Museu da Língua Portuguesa. Praça da Luz, s/nº (Estação da Luz), 3326-0775. Das 10h às 18h. Até 1º de março de 2009.

 

Off Bienal

"Estamos propondo o antivazio", afirma o curador da terceira edição da exposição Off Bienal, Carlos von Schmidt, que esteve na primeira Bienal de São Paulo, em 1951. "Nosso interesse é exclusivamente mostrar obras." Para ele, promover um debate sobre o modelo institucional é bobagem, futilidade. Von Schmidt selecionou trabalhos de 64 artistas, divididos em pintura, escultura, instalação, objetos, desenho e fotografia. Nomes consagrados como Claudio Tozzi, Antonio Peticov e Guto Lacaz convivem com jovens talentos da arte nacional.

Jô Slaviero & Guedes Galeria de Arte. Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 2074, Pinheiros, 3061-9856. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 16h. Até 23 de novembro.

 

Reunião de galerias

A mostra Paralela 08 – De Perto e De Longe busca traçar um painel da produção contemporânea do Brasil. Realizada pela quarta vez, a coletiva ocorre sempre em paralelo à Bienal de São Paulo. Neste ano, 61 nomes estão representados por onze galerias da cidade. Fortes Vilaça, Brito Cimino, Nara Roesler e Luisa Strina são algumas delas. Entre os artistas participantes destacam-se Nuno Ramos (que parte de uma gravura de Oswaldo Goeldi para criar uma obra tridimensional), Marepe (uma mesa de ponta-cabeça com uma cadeira em cada pé) e Artur Barrio (54 fotografias e um filme).

Galpão do Liceu de Artes e Ofícios. Rua João Teodoro, 565, Bom Retiro, 7040-1743. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado e domingo, 10h às 18h. Até 7 de dezembro.

 

Maria Bonomi e Eliseu Visconti

Basta atravessar a rua e o espectador passa do Museu da Língua Portuguesa à Pinacoteca do Estado, com entrada também gratuita todo sábado. Gravura Peregrina, situada no salão climatizado do prédio revitalizado por Paulo Mendes da Rocha, é uma retrospectiva da carreira da gravadora Maria Bonomi. As 150 obras, produzidas em um intervalo de mais de cinco décadas, demarcam a constante evolução de sua carreira. Aos 73 anos, ela segue produzindo com vigor. Em outra sala, Eliseu Visconti (1866-1944), famoso pela pintura de tons impressionistas, tem mais vertentes de seu trabalho exploradas: a de design gráfico e a de arte decorativa. Vale conferir seus estudos para tapeçarias e para o pano de boca do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, 3324-1000. Das 10h às 18h. Até 7 de dezembro.

 

Múmias peruanas

 

Bem antes do Império Inca, a civilização dos paracas já dava o ar da graça. Surgido por volta de 700 a.C., esse povo de agricultores e pescadores ocupou a costa sul do território peruano. Foram descobertos por arqueólogos apenas em 1925. Tesouros Inéditos do Peru Antigo tem como destaque os assombrosos mantos de lã de lhama e alpaca, desenvolvidos para embrulhar os cadáveres e, dessa forma, mumificá-los. Além da produção têxtil, a mostra com 84 objetos possui peças de cerâmica e jóias, muitas vezes levadas para "o lado de lá" pelos mortos mais abastados.

Galeria de Arte do Sesi. Avenida Paulista, 1313, 3146-7405. Segunda, 11h às 20h; terça a sábado, 10h às 20h; domingo, 10h às 19h. Até domingo (2).

 

Beatriz Milhazes


Clóris França

No 5º andar da Estação Pinacoteca (grátis aos sábados) está a melhor exposição em cartaz na cidade, Pintura, Colagem, de Beatriz Milhazes. Artista plástica brasileira mais celebrada fora do país no momento, a carioca teve a tela O Mágico arrematada por mais de 1 milhão de dólares em maio na Sotheby’s de Nova York. A mostra na Estação encanta por suas telas de cores berrantes, repletas de formas geométricas e detalhes minuciosos, que exalam alegria e uma beleza hipnótica. Uma boa surpresa fica no salão central, onde a pintora transformou dez janelas em vitrais por meio de adesivos de vinil. Os raios de sol passam por eles, provocando um efeito visual impressionante. Beatriz produz apenas seis obras por ano: aproveite a chance de vê-las.

Estação Pinacoteca. Largo General Osório, 66, Luz, 3337-0185. Das 10h às 18h. Até 30 de novembro.

 

Frans Krajcberg

Aos 87 anos de idade e mais de cinqüenta de carreira, só agora o artista de origem polonesa Frans Krajcberg ganha uma grande individual na cidade. Natura ocupa o subsolo da Oca com 65 esculturas e quarenta fotografias, como parte das celebrações aos sessenta anos do MAM. Seus trabalhos gigantescos (o maior da mostra tem 6 metros de altura) são compostos de materiais orgânicos: troncos de árvores incineradas, cascas, folhas e pedras. Desde a década de 70, Krajcberg vive em uma casa construída no alto de uma árvore em Nova Viçosa, no sul da Bahia.

Oca. Parque do Ibirapuera, portão 3, 5083-0519. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. Até 14 de dezembro.

 

Presente de aniversário

Divulgação

Para comemorar seus sessenta anos, o Museu de Arte Moderna dá um presente aos fãs de arte: a exposição MAM 60, com uma parte considerável de seu valioso acervo. São mais de 500 obras e 200 documentos relacionados ao modernismo brasileiro, dispostos em três andares inteiros da Oca. Há pérolas como Mulher na Poltrona (1949), litografia de Pablo Picasso, Ciclistas (1991), da fase final de Iberê Camargo, e muita coisa de Flávio de Carvalho, incluindo o auto-retrato abaixo (1965) e os tocantes desenhos feitos com carvão da Série Trágica. Minha Mãe Morrendo, de 1947.

Oca. Parque do Ibirapuera, portão 3, 5083-0519. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. Até 14 de dezembro.

 

Cinema

Across the Universe

 

Divulgação

Como parte da programação da Mostra Internacional, estão sendo exibidos no vão livre do Masp alguns filmes que já passaram pelo circuito comercial. Na segunda (27), às 19h30, será reprisado o encantador musical romântico embalado por canções dos Beatles. O barulho dos carros pode atrapalhar a concentração. Mas nada que impeça que hits como I Want to Hold Your Hand e All You Need Is Love estimulem a platéia a cantar junto com os atores.

Masp. Avenida Paulista, 1578.

 

Cidade Maravilhosa

 

Divulgação

Ainda na Mostra, o Centro Cultural São Paulo exibe fitas gratuitamente até quinta (30) em três sessões diárias. Garanta seu ingresso para esse comovente drama tailandês, cartaz de terça (28), às 16h. A trama é ambientada num vilarejo, pouco tempo depois da passagem de um tsunami, no fim de 2004. Pior do que a tragédia natural é a perseguição moral sofrida por uma jovem viúva, disposta a refazer sua vida afetiva ao lado de um arquiteto.

Centro Cultural São Paulo. Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, 3383-3402.

 

Dia Internacional da Animação

O evento ocorre simultaneamente em 150 cidades do Brasil e em outros 51 países, como França, Canadá e Irã. Marque na agenda: é na terça (28), 19h, na Cinemateca. Na sala BNDES serão exibidos treze trabalhos brasileiros, além de dez curtas animados vindos de Portugal, Polônia, Estados Unidos, Coréia do Sul e Rússia. São Paulo marca presença com quatro fitas, incluindo o badalado Tyger, de 2006.

Cinemateca. Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Mariana, 3512-6111.

 

Nouvelle vague indiana

Títulos estranhíssimos como Arvind Desai Ki Ajeeb Dastaan e Bhuvan Shome compõem a programação do ciclo que fica até domingo (2) no Centro Cultural Banco do Brasil. Trata-se de uma preciosidade. São vinte filmes vindos da Índia, a grande maioria inédita no Brasil. O destaque vai para a obra do cultuado Satyajit Ray (1921-1992), um dos mais influentes diretores indianos da história. Dele, serão mostrados cinco longas-metragens, incluindo A Canção da Estrada (Pather Panchali), de 1955, sua primeira e elogiada investida atrás das câmeras.

Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, centro, 3113-3652.

 

Para as crianças

Castelo Rá-Tim-Bum – O Filme

Dirigido por Cao Hamburger, o longa-metragem é exibido neste domingo (26), no Museu da Imagem e do Som. Depois de acompanhar as aventuras da Bruxa Morgana (Rosi Campos), do Doutor Victor (Sérgio Mamberti) e do pequeno feiticeiro Nino – vivido por Diegho Kozievitch, e não por Cassio Scapin, como na série homônima da TV Cultura –, os pequenos participam de uma oficina de artes plásticas. No domingo (2), o filme da vez é Shrek Terceiro.

MIS. Avenida Europa, 158, Jardim Europa, 2117-4777. Domingo, a partir das 15h. Ingressos distribuídos uma hora antes.

 

Os Tapetes Contadores de Histórias

Criado no Rio de Janeiro, o grupo comemora dez anos com a exposição Tudo o Que a Gente Vê ou Toca Tem História pra Contar, na Caixa Cultural. Além de mostrar tapetes, malas, roupas e outros objetos usados na narração de histórias, aos sábados e domingos os sete integrantes contam fábulas e apresentam três espetáculos teatrais.

Caixa Cultural. Praça da Sé, 111, 3321-4400, 9h/21h (ter. a dom.). Até 23 de novembro.

 

Barbie pelo Mundo

Divulgação

Fã da famosa boneca, o psicólogo paulistano Carlos Keffer cedeu 114 exemplares da sua coleção particular para uma exposição no piso térreo do prédio do Banespa. Estão no acervo Barbies inspiradas em setenta países, como a americana Cavaleira do Vento, avaliada em 2 000 reais. A Baiana (foto) recebeu maquiagem e figurino especiais para o evento itinerante. Aproveite a visita para subir ao terraço do edifício e observar a vista panorâmica da cidade.

Prédio do Banespa. Rua João Brícola, 24, centro, 3249-7466, 10h/17h (seg. a sex.). Até 5 de novembro.

 

Teatro

O Homem Inesperado

Beti Niemeyercredito da foto

Uma dupla de atores talentosos em uma bela comédia romântica já garante a qualidade do programa. Melhor ainda se o espetáculo tem entrada franca e a estação do metrô Conceição desemboca praticamente no teatro. De janeiro a maio, os atores Paulo Goulart e Nicette Bruno (foto) levaram 20 000 pessoas ao Teatro Renaissance para conferir a peça O Homem Inesperado, da dramaturga francesa Yasmina Reza. Dirigido por Emílio de Mello, o casal, agora em cartaz no Teatro Cosipa Cultura, diverte e comove a platéia com o encontro de uma dona-de-casa e um escritor durante uma viagem de trem. Ele é um sujeito ranzinza, louco para ficar tranqüilo até a estação final. A aproximação com uma fã, que conhece de cor trechos de seus principais livros, pode transformar a vida dos dois.

Teatro Cosipa Cultura – Centro Empresarial do Aço. Avenida do Café, 277, Jabaquara, 5070-7018. Terça (28), 20h. Ingressos distribuídos no local a partir do meio-dia.

 

A Tempestade

A peça de William Shakespeare (1564-1616) ganha montagem dirigida por Beth Lopes no Teatro Popular do Sesi. Encenada pela Cia. de Teatro em Quadrinhos, a comédia é centrada no duque Próspero e em sua filha Miranda. Obrigados a se exilarem em uma ilha, eles convivem com as figuras absurdas do lugar.

Teatro Popular do Sesi. Avenida Paulista, 1313, 3146-7405. Quarta e quinta, 20h; domingo, 19h. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria, no dia da apresentação. Bilheteria: a partir das 12h (qua. e qui.) e das 11h (dom.). Até 14 de dezembro.

 

Memória do Mundo

Foi a paixão do ator e dramaturgo João Paulo Lorenzon pela obra de Jorge Luis Borges (1899-1986) que originou o monólogo dramático. Apresentado na Casa das Rosas, o espetáculo reconstitui a vida do escritor argentino. Lorenzon interpreta trechos de seus livros e reflete sobre sua obsessão pela cegueira e a relação com o pai.

Casa das Rosas. Avenida Paulista, 37, 3285-6986. Sábado, 21h; domingo, 19h. Ingressos distribuídos na bilheteria uma hora antes. Até 16 de novembro.

 

O Médico e os Monstros

 

Carlos Guller

Adaptada pelo dramaturgo Mário Viana, a comédia amplia o repertório de ambigüidades do clássico escrito pelo escocês Louis Stevenson (1850-1894) em 1886. Em cartaz no Teatro Popular do Sesi, a atual versão apresenta novos personagens e está muito mais bem-humorada. Dirigida por Fernando Neves, a montagem é liderada pelos dois atores da Cia. La Mínima. Domingos Montagner (à dir. na foto) vive Dr. Jekyll, o médico que busca em seu laboratório uma fórmula para separar o mal da alma. Ao testar o experimento em si mesmo, ele se transforma em Mr. Hyde (Fernando Sampaio, à esq.) e se torna capaz de muitas, mas aqui hilárias, atrocidades. Cheios de desenvoltura, Carol Badra, Cláudio Carneiro, Fábio Espósito e Keila Bueno completam o elenco.

Teatro Popular do Sesi. Avenida Paulista, 1313, 3146-7405. Sábado e domingo, 16h. Ingressos distribuídos no dia da apresentação. Bilheteria: a partir das 12h (sáb.) e das 11h (dom.). Até 14 de dezembro.

 

Dança

Índices dos Primeiros Versos

 

Arnaldo Torres

A partir de uma fusão de dança, vídeo e poesia, o Núcleo Artístico P.U.L.T.S. apresenta Índices dos Primeiros Versos em um dos espaços da Galeria Olido, no centro da cidade. Dirigida pelo coreógrafo Marcelo Bucoff, a companhia reúne no palco da Sala Paiçandu quatro bailarinas profissionais, entre elas Larissa Miwako (foto), e mais três aprendizes selecionados em oficinas durante o processo criativo de dez meses. Indagações sobre o mundo real e a arte e uma exaltação à força do universo feminino são os temas da montagem, que traz imagens impactantes e movimentos sutis em sessenta minutos de duração.

Galeria Olido – Sala Paiçandu. Avenida São João, 473, centro, 3334-0001. Quinta (30) a sábado (1º), 20h; domingo (2), 19h. Ingressos distribuídos uma hora antes.

 

Antes da Queda

Entre os 13 e os 22 anos, até se jogar da janela de seu apartamento em Nova York, a artista plástica americana Francesca Woodman (1958-1981) se fotografou incansavelmente. Esse trágico acontecimento e as imagens deixadas como legado inspiraram a coreógrafa paulistana Juliana Moraes a criar o espetáculo Antes da Queda, em cartaz no Centro Cultural São Paulo. Ao seu lado, no palco, estão as bailarinas Carolina Callegaro, Isabel Monteiro e Maristela Estrela, também participantes da concepção da montagem, que tem trilha sonora composta pelo violonista Jonas Tatit.

Centro Cultural São Paulo – Sala Jardel Filho. Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, 3383-3402. Quarta a sábado, 21h; domingo, 20h. Ingressos distribuídos uma hora antes. Até domingo (2).

 

Concertos

Antonio Meneses e Celina Szrvinsk

Divulgação

Um dos poucos instrumentistas brasileiros com carreira internacional realmente relevante, o violoncelista pernambucano Antonio Meneses divide as atenções com a pianista goiana Celina Szrvinsk. Peças de Heitor Villa-Lobos, Camargo Guarnieri, Nadia Boulanger e Bohuslav Martinu recheiam o roteiro.

Teatro Maksoud Plaza. Alameda Campinas, 150, Bela Vista, 3258-3344. Terça (28), 20h30. Ingressos distribuídos uma hora antes.

 

Coro do Monastério Sretensky de Moscou

Conduzidos por Nikon Zhila, os 41 membros do coral visitam a cidade para interpretar produções sacras e folclóricas. A formação, ligada a um monastério fundado em 1395, foi organizada em 1994.

Mosteiro de São Bento. Largo de São Bento, s/nº, centro, Informações, 3814-4100. Terça (28), 20h. Ingressos distribuídos uma hora antes.

 

Gilberto Tinetti, Adriana Clis e Gabriella Pace

O pianista Gilberto Tinetti junta-se à meio-soprano Adriana Clis e à soprano Gabriella Pace. No programa, Schumann, Mahler e Poulenc, entre outros.

Auditório Nobre da Associação Paulista de Medicina. Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 278, centro, 3188-4301. Quarta (29), 20h30. Os ingressos devem ser reservados por telefone a partir de segunda (27).

 

Ex Toto Corde - Festival Internacional de Cordas

Dirigidos pelo russo naturalizado israelense Shlomo Mintz, que sola no Concerto para Violino em Mi Menor Op. 64, de Mendelssohn, alunos selecionados pelo festival atuam ainda na Sinfonia Nº 4 – Italiana, do mesmo compositor.

Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes, s/nº, Luz, 3223-3966. Domingo (2), 20h. Estac. (R$ 8,00).

 

Shows

Cesar Camargo Mariano

O pianista, arranjador e compositor paulistano faz um recital-solo na série Piano na Praça. No programa estão obras próprias e sucessos como Wave e Carinhoso. Antes dele, às 15h, apresenta-se o também pianista Mario Margarido.

Praça Dom José Gaspar. República. Sábado (1º), 16h.

 

Paulo Ricardo e Lobão

Dois nomes do rock ocupam o Shopping Metrô Tatuapé nesta semana. Na segunda (27), exibe-se Paulo Ricardo, vocalista do RPM. Terça (28) é dia de Lobão, com o indefectível hit Me Chama.

Shopping Metrô Tatuapé – Praça de Eventos. 2090-7400. Segunda (27) e terça (28), 19h30. Ingressos distribuídos uma hora antes.

 

Dona Ivone Lara e Grupo Social Samba Fino

Autora de clássicos como Sonho Meu e Acreditar, a octogenária sambista carioca reparte o palco com os músicos do conjunto paulistano.

Centro Cultural São Paulo – Sala Adoniran Barbosa. Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, 3383-3402. Sexta (31), 19h. Ingressos distribuídos uma hora antes.

 

Laércio de Freitas e Alessandro Penezzi

O pianista divulga o seu belo Laércio de Freitas Homenageia Jacob do Bandolim, uma seleção calcada em criações do mestre do choro. Ele conta com a companhia do violonista Alessandro Penezzi.

Museu da Casa Brasileira – Terraço. Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano, 3032-3727. Domingo (2), 11h. Estac. (R$ 10,00).

 

Curumin

Mario Rodrigues

Neto de japoneses, o cantor e compositor paulistano Luciano Nakata Albuquerque, apelidado de Curumin, mostra o repertório de seu segundo disco, Japan Pop Show, o mesmo nome daquela extinta atração da TV Gazeta. A boa música negra é a maior referência do artista.

Galeria Olido – Vitrine da Dança. Avenida São João, 473, centro, 3397-0170. Quarta (29), 19h.

 


 
 
 
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