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Roteiro da Semana

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Por 

| 12.11.2008

 

CONCERTOS 

Divulgação
O grupo japonês de tambores: percussão performática

KODO. Em 1988, o grupo de percussão veio à cidade durante os festejos dos oitenta anos da imigração japonesa. Agora, com as comemorações do centenário, a trupe está de volta. Criado em 1981, o Kodo (o nome comporta dois significados: "batida do coração" e "crianças do tambor") já levou sua performance de grande impacto musical e cênico aos cinco continentes. Há duas décadas mantém uma vila na Ilha de Sado, no Japão, onde seus 25 integrantes ensaiam e moram. Além do tradicional taiko, o enorme tambor japonês, os dezessete artistas escalados para as exibições paulistanas tocam instrumentos como o fue (tipo de flauta) e o shamisen (cordas). Também cantam e dançam. As seis apresentações no Teatro Alfa, as duas primeiras com ingressos esgotados, fecham a temporada de 2008 da Sociedade de Cultura Artística, instituição responsável por ter trazido o Kodo a São Paulo vinte anos atrás.

>>assista ao vídeo

Teatro Alfa (1?134 lugares). Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, 5693-4000. Terça (11) a sábado (15), 21h; domingo (16), 18h. R$ 60,00 a R$ 160,00. Bilheteria: 11h/19h (seg.); a partir das 11h (ter. a dom.). Cc.: todos. Cd.: R e V. IR. Estac. c/manobr. (R$ 19,00). Atenção: os ingressos das apresentações da terça (11) e da quarta (12) estão esgotados.

 

Divulgação
O violinista da Letônia: duas récitas

QUARTETO GIDON KREMER. Presença constante em nossos palcos, o violinista nascido na Letônia Gidon Kremer é conhecido sobretudo pelo bom gosto e pela multiplicidade de seu repertório. Ele esteve aqui pela última vez em 2006, com sua Kremerata Baltica, constituída por 27 instrumentistas. Agora, esse virtuose de 61 anos se apresenta na Sala São Paulo ao lado de três músicos mais jovens - a violista Ula Ulijona, a violoncelista Giedre Dirvanauskaite e o pianista Andrius Zlabys, todos lituanos. Na segunda (10), eles interpretam Trio com Piano Nº 2 em Mi Menor Op. 67, de Shostakovich; Prelúdio, Fuga e Variação Op. 18, de Franck, na versão para piano e violino de Yevgeniy Sharlat; e Quarteto com Piano em Dó Menor Op. 60, de Brahms. Para terça (11), Kremer incluiu no programa In L’Istesso Tempo, de Giya Kancheli, compositor de 73 anos da Geórgia, que ocupa o lugar da peça de Shostakovich. As apresentações encerram a temporada do Mozarteum Brasileiro em 2008.

Sala São Paulo (1.484 lugares). Praça Júlio Prestes, 16, Luz, 3223-3966, Metrô Luz. Segunda (10) e terça (11), 21h. R$ 60,00 a R$ 160,00. Bilheteria: a partir das 10h (seg. e ter.). Cc.: todos. IR. Estac. (R$ 8,00).

 

TEATRO

 

 

Guto Muniz
Rômulo Braga e Cláudio Dias: versão do conto de Caio Fernando Abreu

AQUELES DOIS. Publicado em 1982 no livro Morangos Mofados, o conto do escritor Caio Fernando Abreu (1948-1996) rendeu um filme obscuro nos anos 80. História que salta aos olhos do leitor, a trama ganha adaptação do grupo mineiro Luna Lunera e surpreende por fugir do óbvio. Atores e criadores do roteiro, Cláudio Dias, Marcelo Souza e Silva, Odilon Esteves e Rômulo Braga, também diretores ao lado de Zé Walter Albinati, ousam um bem-sucedido revezamento nos papéis de Raul e Saul. Na rotina de uma repartição, dois funcionários descobrem afinidades e iniciam uma amizade. Não tarda para a parceria provocar desconforto nos demais colegas e o preconceito se manifestar. Em cartaz no Sesc Avenida Paulista, a peça explora clichês oitentistas (músicas de Cazuza e Angela Ro Ro, entre eles) sem usá-los como muleta. Acima de tudo, extrapola a temática homossexual para tratar das relações humanas e da solidão.

 

(100min). 16 anos. Estreou em 1º/11/2008. Sesc Avenida Paulista - Espaço 12º Andar (68 lugares). Avenida Paulista, 119, Metrô Brigadeiro, 3179-3700. Sexta e sábado, 21h30; domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: 9h/22h (ter. a sex.); 10h/22h (sáb. e dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 14 de dezembro.

 

SHOW

 
Divulgação
Buck, Stipe e Mills: pela primeira vez na cidade

R.E.M. São Paulo nunca viu uma apresentação desta fundamental banda americana. Surgido em 1980, em Athens, cidade do estado da Geórgia, o R.E.M. demonstrou ao longo da carreira grande jogo de cintura ao harmonizar uma inegociável independência artística com o megassucesso angariado a partir da década de 90. Suas experimentações em torno do folk rock e do punk, aliadas a letras inteligentes do vocalista Michael Stipe, destacam-se num cenário muitas vezes marcado pela efemeridade e infantilização. Para matar o jejum paulistano - os cariocas tiveram uma chance no Rock in Rio de 2001 - , Stipe, Mike Mills (baixo) e Peter Buck (guitarra) levam ao palco do Via Funchal na segunda (10) e na terça (11) a turnê do disco Accelerate, lançado em abril. A julgar pelo repertório exibido em outros shows, hits do porte de Drive e The One I Love também não faltarão.

 

>>ouça a faixa Drive

>>ouça a faixa The One I Love

14 anos. Via Funchal (6.000 pessoas). Rua Funchal, 65, Vila Olímpia, 3188-4148. Segunda (10) e terça (11), 22h. R$ 200,00 a R$ 500,00. Bilheteria: a partir das 12h (seg. e ter.). Cc.: D, M e V. Cd.: V. Estac. c/manobr. (R$ 20,00). www.viafunchal.com.br.

 

 

 

 

 

 

 

 


 
 
 
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