O bairro dos velhos galpões se transforma em um efervescente pólo de cultura, agito noturno e lançamentos imobiliários
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ALEXANDRE DA CUNHA. O artista carioca radicado em Londres apresenta duas séries inéditas. Em Haute Couture, ele retoma sua pesquisa com objetos domésticos e expõe uma coleção de panos de prato bordados com logotipos famosos, além de telas feitas com tapetes e materiais de banheiro. Já em Public Sculptures, Cunha usa manilhas de concreto e espuma de colchão em esculturas que aludem a monumentos públicos. O artista, que participou da Bienal de Veneza, tem obras no acervo da Tate Modern, de Londres. US$ 5.000,00 a US$ 20.000,00. Galeria Luisa Strina. Rua Oscar Freire, 502, Jardim Paulista,
3088-2471. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 17h. Até 2 de agosto.
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ARTE BRASIL JAPÃO – MODERNO E ATUAL. Composta de 124 obras, a coletiva resume setenta anos de convívio dos artistas japoneses e seus descendentes no Brasil. A seleção começa na década de 30, com o grupo Seibi, criado para incentivar a produção artística dos imigrantes. São dessa época as telas de Shigeto Tanaka, Yoshiya Takaoka e Tomoo Handa. No núcleo dedicado aos anos 50 e 60 estão pinturas abstratas de nomes mais conhecidos do público, como Manabu Mabe e Tomie Ohtake. Duas instalações de Yoko Ono roubam a atenção logo na entrada da mostra. Morning Beams, feita de cordas presas ao teto, e Riverbed, que revela um caminho de pedras sobre o chão do museu, foram doadas à instituição pela própria artista neste ano de celebração do centenário da imigração japonesa. MAC-USP. Rua da Reitoria, 160, Cidade Universitária,
3091-3039.
Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 10h às 16h. Grátis. Até 7 de setembro.
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CLAUDIO MUBARAC. Tendo em Evandro Carlos Jardim padrinho e mestre, Mubarac firmou-se como um dos gravadores de carreira mais sólida entre os nomes de sua geração. Paulista de Rio Claro, nascido em 1959, o artista traça uma trajetória bem ligada à vida pessoal. Foi em 1989, logo depois de sofrer um acidente de carro, que ele passou a usar chapas de raio X em sua produção. Na nova individual, Idéias de Fabricação: Pequeno Atlas, as radiografias continuam presentes nas 103 gravuras exibidas, mas perderam parte de sua atmosfera soturna. Ao lado de figuras como corpos nus e luas em diferentes fases, as peças esbarram em sentimentos de prazer e renovação. Um provável motivo: seu filho Martim, de 1 ano, que corre pelo ateliê em Higienópolis. Instituto Moreira Salles. Rua Piauí, 844, 1º andar, Higienópolis,
3825-2560. Terça a sexta, 13h às 19h; sábado, domingo e feriados, 13h às 18h. Grátis. Até domingo (27).
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DESENHOS ESPANHÓIS DO SÉCULO XX – COLEÇÃO FUNDAÇÃO MAPFRE. Vindas da instituição sediada em Madri, as 82 obras-primas assinadas por estrelas da ordem de Picasso, Dalí, Tàpies, Picabia e Miró estão muito bem distribuídas pelo museu. Por mais natural que seja procurar em meio às imagens pistas do processo criativo que levou um Picasso a produzir Guernica, por exemplo, há nas peças um tom pessoal surpreendente. Com um lápis na mão e gestos simples, sem a necessidade de tantos preparativos, os artistas riscaram confidências e revelaram facetas por vezes escondidas nas obras mais elaboradas. Além do francês Francis Picabia e dos uruguaios Joaquín Torres-García e Rafael Barradas, a ucraniana radicada na França Sonia Delaunay (1885-1979) compõe o time de artistas não espanhóis incluídos na mostra. Masp. Avenida Paulista, 1578,
3251-5644, Metrô Trianon-Masp.
Terça, quarta e sexta a domingo e feriados, 11h às 18h; quinta, 11h às 20h. R$ 15,00 e R$ 7,00 (meia-entrada). A bilheteria fecha uma hora antes. Grátis para menores de 10 anos, pessoas com mais de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas agendados. Até domingo (27).
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EMOÇÃO ART.FICIAL 4.0 – EMERGÊNCIA! Em sua quarta edição, a bienal de arte e tecnologia não só está incorporada ao calendário da cidade como é a principal vitrine da produção artística em novas mídias no Brasil. Selecionadas por Marcos Cuzziol e Guilherme Kujawski, vindas de onze países, quase todas as obras tratam dos imprevistos que a interação com o público pode gerar. Em nome do inesperado, a paulistana Vivian Caccuri transforma peixes em DJs. Colocadas em um aquário, quatro carpas têm seus movimentos controlados por softwares e assim determinam, em tempo real, a trilha sonora ambiente dos aparelhos de MP3 dos visitantes. Outro sucesso na coletiva são os quatro robôs do inglês Ruairi Glynn, que identificam as expressões faciais de seus interlocutores e emitem fachos de luz em resposta às reações captadas. Em meio aos trabalhos interativos, a instalação do coreano Ki-bong Rhee – um livro que se movimenta dentro de um aquário – é apenas para contemplação. Itaú Cultural. Avenida Paulista, 149,
2168-1776, Metrô Brigadeiro. Terça a sexta, 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, 10h às 19h. Grátis. Até 14 de setembro.
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GERALD LAING. Nem tudo na pop art se resume a Andy Warhol e Roy Lichtenstein. Contemporâneo desses ícones americanos do estilo, o inglês Gerald Laing apresenta 21 obras merecedoras de uma visita. É sua primeira individual no Brasil. Laing, que trocou Londres por um castelo na Escócia, tem 72 anos. Continua fiel aos temas e técnicas da década de 60, pintando imagens reticuladas semelhantes às das histórias em quadrinhos e transformando-as em gravuras. Assim como fez trabalhos em protesto à Guerra do Vietnã, as fotografias de tortura na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, o inspiraram recentemente. As figuras femininas que lhe deram fama, como a de Brigitte Bardot, de 1962, também voltaram à sua produção atual em divertidos retratos da modelo Kate Moss e da cantora Victoria Beckham. Essas beldades amenizam a acidez das cenas de guerra. R$ 1.700,00 a R$ 5.640,00. Também em cartaz no endereço: ![]()
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John Simpson (gravuras). Galeria Choque Cultural. Rua João Moura, 997, Pinheiros,
3061-4051. Segunda a sábado, 12h às 19h. Até 16 de agosto.
A GRAVURA BRASILEIRA NA COLEÇÃO MONICA E GEORGE KORNIS. Depois de cumprir temporada na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, a mostra chega à cidade em versão reduzida, com 160 obras. A história do acervo, formado ao longo de trinta anos, se confunde com a própria vida do casal carioca Mônica e George Kornis; ela socióloga, ele economista. Então recém-casados, nos anos 70 começaram a comprar suas primeiras gravuras. Hoje, com cerca de 3.000 peças, a coleção representa uma diversificada produção brasileira da técnica. Reúne nomes como Anna Letycia, Lívio Abramo, Marcello Grassmann, Oswaldo Goeldi e Renina Katz. Caixa Cultural. Praça da Sé, 111,
3321-4400, Metrô Sé. Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 14 de setembro.
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JOSÉ RUFINO Desde o início da carreira, nos anos 80, o artista paraibano se debruça sobre a história da própria família. A figura do avô paterno, um legítimo senhor de engenho, lhe fascina tanto que José Rufino, nascido José Augusto Costa de Almeida, adotou o nome dele. Intitulada Quimeras, a individual soma duas instalações, uma escultura e 51 desenhos criados a partir da década de 90. Móveis tirados das casas de familiares, como a velha cadeira de onde saem galhos, estão entre as matérias-primas do conjunto, de forte carga emocional. Galeria Virgílio. R$ 1.200,00 a R$ 100.000,00. Rua Doutor Virgílio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros,
3062-9446. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 17h. Até sexta (25).
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LAÇOS DO OLHAR. Em contato com a caligrafia e a cerâmica típicas do Japão, nossos parâmetros estéticos contaminaram-se de um jeito sutil – e definitivo. Foram essas associações menos óbvias que estruturaram a coletiva montada pelo curador Paulo Herkenhoff. Não espere, portanto, por escolhas literais. Nas 498 peças, entre fotografias, pinturas, gravuras, desenhos e esculturas, o que interessa são as marcas quase escondidas da terra do sol nascente por aqui. E vice-versa. A mostra, com 115 artistas, parte de exemplares da coleção particular do imperador Pedro II e chega a ícones da produção atual. Há obras de nomes consagrados, como Anita Malfatti, Adriana Varejão, Wesley Duke Lee e Takashi Murakami. Este último é adorado inclusive por fashionistas: ele assina estampas para a grife francesa Louis Vuitton-. Instituto Tomie Ohtake. Rua Coropés, 88, Pinheiros,
2245-1900. Terça a domingo e feriados, 11h às 20h. Grátis. Até 10 de agosto.
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LEONILSON. Nos trinta desenhos do artista cearense, os espaços em branco predominam. O curador Cadu Riccioppo evitou o excesso de elementos, comuns na obra de Leonilson (1957-1993), mas não as influências autobiográficas. São elas que prevalecem entre as referências ao homem contemporâneo e ao papel do artista priorizados na seleção. Produzidos já no fim de sua vida, alguns dos desenhos revelam um lado ainda mais melancólico, como em Oceano Aceita-me, de 1991. Também em cartaz no endereço: ![]()
Alexis Iglesias (pinturas e desenhos), ![]()
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Edith Derdyk (instalação com papéis empilhados), ![]()
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Fernando Lindote (desenho no espaço feito com fita isolante) e ![]()
Sofia Borges (fotografias). Centro Universitário Maria Antônia. Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque,
3255-5538. Terça a sexta, 12h às 21h; sábado, domingo e feriados, 10h às 18h. Grátis. Até 24 de agosto.
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LUSA: A MATRIZ PORTUGUESA. Depois de uma temporada no Rio de Janeiro, a mostra aporta na cidade em uma versão mais enxuta. Parte das comemorações em torno dos 200 anos da chegada da família real ao Brasil, reúne 107 peças, entre objetos de pedra, mármore, cerâmica e ouro, pinturas, esculturas, achados arqueológicos e mapas. Vindas de 28 instituições portuguesas, as obras cobrem um longo período de nossa ex-metrópole. Embora a montagem não ajude quem pretende seguir a ordem cronológica, a seleção começa na pré-história, no segundo andar, aborda as presenças cristã, judaica e árabe, no subsolo, e termina na época das grandes navegações na passagem do século XV para o XVI, no terceiro andar. Entre os itens que jamais haviam cruzado o Atlântico está o guerreiro celta de granito com 2 metros de altura, produzido no século IV ou III a.C. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112, centro,
3113-3651, Metrô Sé.
Terça a domingo e feriados, 10h às 20h. Grátis. Estac. na Rua Boa Vista, 280 (R$ 10,00 por quatro horas, de ter. a sáb.). Até 7 de setembro.
MARCEL DUCHAMP: UMA OBRA QUE NÃO É UMA OBRA DE ARTE. A primeira exposição de grande porte na América Latina dedicada ao francês Marcel Duchamp (1887-1968) traz 120 peças. Com ela, o MAM quer marcar em grande estilo seus sessenta anos de atividades. Duchamp está entre os mais polêmicos, divertidos e irreverentes artistas do século XX. Foi ele o criador do ready-made, conceito pelo qual se apropriou de objetos já prontos, destituiu-os de suas funções originais e os alçou à categoria de obra de arte, como sua famosa roda de bicicleta e o urinol de louça. Paralelamente à mostra principal, a Sala Paulo Figueiredo recebe a coletiva Duchamp-me. Com curadoria de Felipe Chaimovich, reúne quarenta trabalhos de brasileiros que em algum momento se aproximaram das idéias de Duchamp, de Geraldo de Barros a Vick Muniz. Há também um painel com 67 imagens do fotógrafo Cássio Vasconcelos. MAM. Parque do Ibirapuera, portão 3,
5085-1300. Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 5,50. Grátis aos domingos. Até 21 de setembro.
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MARINA ABRAMOVIC. Com o nome de Transitory Object for Human Use, a individual da artista sérvia, hoje radicada nos Estados Unidos e uma das precursoras das performances no mundo, traz dez obras criadas com o intuito de proporcionar uma experiência sensorial ao público. Vestindo jalecos brancos oferecidos na entrada da galeria, o público segue as instruções para interagir com as instalações, a maioria feita de rochas minerais. Em objetos como Mesa de Operação da Alma, antes de deitar na placa de luzes neon com outras de acrílico coloridas acopladas ao alto, a artista orienta o visitante a tirar a roupa (mas ninguém é obrigado). A partir de US$ 30.000,00. Galeria Brito Cimino. Rua Gomes de Carvalho, 842, Vila Olímpia,
3842-0635. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 17h. Até 2 de agosto.
NICOLAS-ANTOINE TAUNAY NO BRASIL: UMA LEITURA DOS TRÓPICOS. Sem ficar atrás de Jean-Baptiste Debret (1768-1848) em termos de importância, o pintor Nicolas-Antoine Taunay (1755-1830) não compartilha da mesma fama. Ambos integraram a Missão Francesa, grupo de artistas convidados por dom João VI com o objetivo de retratar o Brasil. Depois de passar pelo Museu Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro, a retrospectiva chega a São Paulo reunindo setenta obras. Com curadoria da historiadora Lilia Moritz Schwarcz, que fala sobre a trajetória de Taunay em vídeo exibido na última sala, a mostra apresenta telas pertencentes a instituições como o Palácio de Versalhes e o Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2,
3324-1000, Metrô Luz.
Terça a domingo e feriados, 10h às 18h. R$ 4,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Grátis aos sábados. Até 7 de setembro.
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POÉTICAS DA NATUREZA. Gênero clássico, presente na arte desde o século XVII, a paisagem é um tema bastante explorado pela nova geração. Dividida em quatro módulos, a coletiva pontua as diferentes leituras dadas ao meio ambiente por nomes festejados no circuito, como Vik Muniz, Brígida Baltar, Janaína Tschäpe e Nazareno. São ao todo 107 obras de 48 artistas, escolhidos pela curadora Katia Canton. A seleção aborda tanto criações que exploram uma carga simbólica, ligada à vida e à renovação, quanto peças destinadas a alertar sobre a destruição do planeta. Não espere, no entanto, por nada muito literal. Espalham-se pelo museu bichos híbridos, folhagens azuis e cenas inteiramente construídas com sucata. MAC/Ibirapuera. Pavilhão da Bienal, 3º andar, Parque do Ibirapuera, portão 3,
5573-9932. Terça a domingo e feriados, 10h às 19h. Grátis. Até 24 de agosto.
THOMAZ IANELLI. Leia em Veja São Paulo Recomenda e acesse uma galeria de imagens em www.vejasaopaulo.com.br. R$ 8.000,00 a R$ 80.000,00. Dan Galeria. Rua Estados Unidos, 1638, Jardim América,
3083- 4600. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Até 2 de agosto.
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TUNEU. Com o nome de Puro Espaço, a individual do artista paulistano apresenta um estudo sobre o quadrado em doze pinturas e três trabalhos de papel, feitos desde 2002. O conjunto resume bem a pesquisa de Tuneu com as cores e a influência em sua obra de nomes como Willys de Castro e Hércules Barsotti. Entre 1960 e 1966, ele ainda estudou com Tarsila do Amaral. Tuneu participou de quatro edições da Bienal de São Paulo, em 1967, 1969, 1971 e 1975. Não deixe de ver também a segunda sala da galeria, onde está uma bela seleção de obras do acervo em que a figura geométrica aparece como tema. Como, por exemplo, nos três trabalhos da série Hommage au Carré, de Josef Albers. R$ 10 000,00 a R$ 30 000,00. Gabinete de Arte Raquel Arnaud. Rua Artur de Azevedo, 401, Pinheiros,
3083-6322. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 16h. Até 2 de agosto.
VERBO. Em sua quarta edição, a mostra de performances também engloba uma exposição com 25 obras de técnicas variadas. Criados por artistas como Amilcar Packer e Rosângela Rennó, os trabalhos escolhidos relacionam a performance aos limites do corpo. Alguns se aproximam do grotesco, como no vídeo Foodfood, em que o artista paulistano Tiago Judas aparece durante dois minutos comendo ininterruptamente. R$ 4 000,00 a R$ 30 000,00. Galeria Vermelho. Rua Minas Gerais, 350, Higienópolis,
3257-2033. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 17h. Até 9 de agosto.
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VIAGEM NOTURNA – ARTE INDÍGENA: PRESERVAÇÃO. Dividida em onze etapas, a exposição traz indumentárias, cerâmicas e – a jóia do conjunto – adornos plumários de diversas tribos do país. Nesse ambiente de iluminação reduzida, são apresentados cerca de 700 dos 1 200 itens da coleção de arte indígena pertencentes ao ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira – por decisão judicial, hoje sob a guarda do Memorial da América Latina. Inicialmente, o motivo da penumbra era só para evitar um desgaste das peças, muitas delas sensíveis à luz. Mas quem visita a mostra sem saber disso pode acreditar que se trata apenas de um ótimo recurso cênico. A cenografia evoca uma floresta, com a coluna da construção de Oscar Niemeyer transformada em árvore. O passeio por essa mata à meia-luz fica ainda mais atraente com as fotografias de Maureen Bisilliat, feitas no Xingu e exibidas em backlight. Entre as atrações está este colar da tribo caiapó. Memorial da América Latina – Galeria Marta Traba. Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664, acesso pelos portões 1 e 6,
3823-4600, Metrô Barra Funda. Terça a domingo e feriados, 9h às 18h. Grátis. Até 3 de agosto.
As personagens de Nina, esculturas feitas de resina, transmitem um misto de pureza e malícia